v. 31 n. 335 (2026)

A cincuenta años: Memoria en Movimiento

Cinquenta anos depois: Memória em Movimento
Meio século depois do golpe cívico-militar que dilacerou o tecido social da Argentina, a memória não é um exercício de nostalgia, mas um ato de resistência e de presença. Hoje, fazemos uma pausa para homenagear aqueles que, desde o pátio da escola, o clube do bairro ou as salas de aula da faculdade de formação de professores, sonharam com uma Educação Física ao serviço do povo e da transformação social. Recordamos pelos nomes dos professores e alunos que o terrorismo de estado tentou apagar: Guyo, Carlos, Noni, Chino, Daniel, Ana, Antonia, Eduardo, Sergio, José Luis, Silvia e Juan Roger. Nas suas figuras, reivindicamos os corpos que foram perseguidos por expressarem as suas ideias, por se organizarem e por acreditarem que o desporto e a educação são ferramentas de emancipação.
Não são apenas uma estatística; representam as aulas que nunca foram ministradas, os jogos que foram interrompidos e os ideais de uma pedagogia crítica que a ditadura procurou aniquilar pelo medo. Ao nomeá-los, resgatamos a sua identidade para a história e reafirmamos o compromisso das novas gerações de profissionais da área com os Direitos Humanos.
Juntamente com os 30.000 detidos desaparecidos, os seus legados fortalecem a nossa determinação em exigir Memória, Verdade e Justiça perante o esquecimento. Cinquenta anos depois, a nossa melhor forma de ensinar é recordar. Continuamos a marchar e a sonhar com um país mais compassivo e um planeta onde a dignidade humana triunfe sobre a violência.
Tulio Guterman, Diretor – Abril de 2026

Publicado: 2026-04-01

 

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