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Síndrome de burnout e nível de atividade física entre professores de Educação Física

Burnout syndrome and level of physical activity between Physical Education teachers

Síndrome de burnout y nivel de actividad física en profesores de Educación Física

 

Erick Henrique de Moraes*

erickmoraes.em@gmail.com

Mara Laiz Damasceno**

mara_laiz@yahoo.com.br

 

*Licenciado em Educação Física pela Faculdade Estácio de Sá de Ourinhos, São Paulo

**Profa. Mestre em Educação Física pelo Programa Associado de Pós-Graduação em 

Educação Física UEM/UEL e Docente da Faculdade Estácio de Sá de Ourinhos, São Paulo

(Brasil)

 

Recepção: 16/11/2017 - Aceitação: 27/05/2018

1ª Revisão: 26/05/2018 - 2ª Revisão: 26/05/2018

Resumo

    A síndrome de burnout ou síndrome do esgotamento profissional é um fenômeno psicossocial ocasionado pelo estresse crônico do trabalho. Desta forma, professores têm sido alvos constantes do estresse devido às funções exercidas pela profissão e pelo ambiente do serviço, além de estarem ligados diretamente com os alunos por longos períodos. O objetivo do presente estudo foi verificar relação entre síndrome de burnout e nível de atividade física em professores de educação física na educação básica de Siqueira Campos-PR. Trata-se de um estudo correlacional, que investigou 14 professores, que para verificara presença da síndrome de burnout foi utilizado o questionário Maslach Inventory Burnout (MIB) e International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) em sua versão curta para avaliar o nível de atividade física. Os dados foram analisados no programa SPSS 20.0 e foi empregado o Teste Exato de Fisher. Dentre a amostra classificada como irregularmente ativa, 7 entre os 8 professores têm indicativos para adquirir a Síndrome, já os classificados como ativo ou muito ativo, apenas 2 em um total de 6 professores têm indicativos para burnout. Diante dos resultados obtidos pode-se considerar que a pessoa menos ativa têm mais tendência em adquirirem a síndrome de burnout.

    Unitermos: Professores. Educação Física. Nível de atividade física. Burnout.

 

Abstract

    The syndrome of burnout or burnout syndrome is a psychosocial phenomenon caused by chronic job stress. Thus, teachers have been constant targets of stress due to the functions exercised by the profession and the service environment, and are directly connected with the students for long periods. The aim of this study was to investigate the relationship between burnout and level of physical activity syndrome in physical education teachers in basic education Siqueira Campos-PR. This is a correlational study, which investigated 14 teachers, who for had observed the presence of Burnout syndrome was used questionnaire Maslach Inventory Burnout (MIB) and International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) in its short version to assess the level of physical activity. Data were analyzed using SPSS 20.0 program and was used Fisher's exact test. Among the sample classified as irregularly active, 7 between 8 teachers are indicative to acquire Syndrome, already classified as active or very active, only 2 out of a total of 6 teachers are indicative for burnout Given the results obtained can be considered less active person is more likely to acquire the burnout syndrome.

    Keywords: Teachers. Physical Education. Level of physical activity. Burnout.

 

Resumen

    El síndrome de burnout o síndrome de agotamiento profesional es un fenómeno psicosocial ocasionado por el estrés crónico del trabajo. De esta forma, los profesores han sido blancos constantes del estrés debido a las funciones ejercidas por la profesión y por el ambiente del servicio, además de estar conectados directamente con los alumnos por largos períodos. El objetivo del presente estudio fue verificar la relación entre síndrome de burnout y el nivel de actividad física en profesores de Educación Física en la educación primaria de Siqueira Campos-PR. Se trata de un estudio correlacional, que investigó a 14 profesores. Para verificar la presencia del síndrome de burnout fue utilizado el cuestionario Maslach Inventory Burnout (MIB) e International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) en su versión corta para evaluar el nivel de actividad física. Los datos fueron analizados en el programa SPSS 20.0 y se empleó la prueba exacta de Fisher. En la muestra clasificada como irregularmente activa, 7 de los 8 profesores tienen indicadores para adquirir el síndrome, mientras que los clasificados como activos o muy activos, sólo 2 en un total de 6 profesores tienen indicadores de burnout. Ante los resultados obtenidos se puede considerar que la persona menos activa tiene más tendencia a adquirir el síndrome de burnout.

    Palabras clave: Profesores. Educación Física. Nivel de actividad física. Burnout.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 22, Núm. 237, Feb. (2018)


 

Introdução

 

    A síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional é um fenômeno psicossocial ocasionado pelo estresse crônico do trabalho, é muito parecida e comparada ao estresse. Enquanto o estresse está relacionado à vida pessoal, a Síndrome de Burnout é o esgotamento e desinteresse pelo trabalho. Apesar de ainda pouco conhecida, esta síndrome traz consequências negativas para a pessoa, seja no aspecto individual, familiar e principalmente no trabalho (Moreno et al., 2010, Koga et al., 2015).

 

    Existem três dimensões do Burnout, sendo a primeira a “exaustão emocional”, que é a sensação de esgotamento físico e mental, sentimento de não ter mais energia para nada, de atingir o limite das possibilidades. A “despersonalização”, que consiste nas alterações da personalidade do indivíduo, tornando o profissional mais frio e impessoal com os usuários de seus serviços, torna-se cínico, irônico e indiferente aos outros, e por fim, a “baixa realização profissional”, que é o sentimento de insatisfação com as atividades laborais, fracasso profissional, sendo comum o profissional abandonar o emprego. Estas dimensões são relacionadas, mas independentes (Carlotto & Palazzo, 2006, Valerio, Amorin, Moser, 2009, Azevedo et al., 2015).

 

    O Burnout também atinge várias outras profissões além dos professores, como por exemplo, policiais, médicos, enfermeiros, dentistas, e demais profissões em que o indivíduo tenha contato diariamente com os usuários dos seus serviços (Costa et al., 2007, Mazon; Carlotto; Câmara, 2008, Pereira et al., 2014, Rocha & Cavalcante Neto, 2014, Melo et al., 2015).

 

    Cada vez mais professores têm sido alvos constantes do estresse devido às funções exercidas pela profissão e pelo ambiente do serviço, além de estarem ligados diretamente com os alunos por longos períodos. A persistência deste estresse por um período prolongado, pode se tornar uma síndrome de Burnout refletindo diretamente na qualidade das aulas, podendo acarretar problemas de saúde ao profissional, que em algumas situações chega ao ponto de abandonar a profissão (Carlotto, 2002, Carlotto & Câmara, 2007, Silva & Silva, 2013, Dallazuana et al., 2015).

 

    Atualmente a sociedade vem tendo consciência da importância da prática habitual de atividades físicas para a saúde, e por esse motivo mais pessoas têm procurado centros de treinamentos públicos e privados para a prática de exercícios físicos (Garcia et al., 2009, Polisseni & Ribeiro, 2014; Damásio; Melo; Silva, 2013).

 

    Pesquisas comprovam os benefícios do exercício físico diante da capacidade do metabolismo em aumentar à produção de neurotransmissores, como a noradrenalina, a serotonina e a dopamina que são responsáveis por atenuar a sensibilidade a dor e proporcionar uma sensação de relaxamento, prazer e bem-estar no indivíduo. Além disso, a prática de atividade física também está associada à diminuição da ansiedade, melhora humor, aumento do bem estar psicológico e físico e, quando praticado regularmente ajuda a controlar as dependências como o consumo de álcool, tabaco, etc. E também contribui para a diminuição dos níveis de estresse que em longo prazo contribui para a caracterização da síndrome de Burnout (Almeida, 2010, Freitas et al., 2014, Silva; Leonildo; Freitas, 2015, Jesus et al., 2015).

 

    A síndrome de Burnout ainda é pouco conhecida pela população e não se têm estudos específicos para saber a ligação do nível de atividade física com o Burnout em professores. Em pesquisa com este objetivo, porém, com profissionais da área da saúde, não se observou relação significativa entre a atividade física e estresse, sendo justifica dos autores, o fato de que apenas a atividade física não é suficiente para evitar e combater o estresse, tendo como outros agravantes para os sintomas da síndrome o uso de medicamentos, o número de filhos e tempo de jornada de trabalho (Verani et al., 2015). O mesmo também foi apontado em pesquisa com policiais ambientais (Rocha & Cavalcante Neto, 2014).

 

    Diante dos casos de professores acometidos pelo Burnout, alguns fatores como o estresse diário, a falta de respeito e de educação dos alunos, e também por estarem perdendo a autoridade diante dos alunos, é cada vez mais comum observar profissionais de educação física cuidando da saúde de outros e esquecendo da própria saúde. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi verificar a relação entre a síndrome de Burnout e nível de atividade física em professores de Educação Física na Educação Básica de Siqueira Campos-PR.

 

Materiais e métodos

 

Tipo de estudo

 

    Trata-se de um estudo correlacional, que consiste em explorar as relações entre duas ou mais variáveis sem manipulá-las e sem a intenção de determinar causa e efeito (Thomas, Nelson & Silverman, 2012).

 

Amostra

 

    A amostra deste estudo foi composta por 14 professores de duas escolas, uma estadual e uma municipal, ambas de ensino fundamental e ensino médio da cidade de Siqueira Campos, norte do estado do Paraná - Brasil.

 

    Os critérios para a seleção dos professores para responder os questionários foram ter no mínimo 25 anos de idade com mais de um ano de trabalho sem afastamento da instituição de ensino onde trabalhavam.

 

Instrumentos

 

    Para investigar a presença da síndrome de Burnout utilizou-se a versão traduzida, adaptada e validada do questionário Maslach Inventory Burnout (MIB) (Maslach, 1978 apud Tamayo, 1997). O instrumento constitui- se de 22 questões que investigam os três fatores de Burnout, sendo eles, exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional. Das 22 questões, 9 são referentes a exaustão emocional (1, 2, 3, 6, 8, 13, 14, 16 e 20), 5abordam a despersonalização (5, 10, 11, 15 e 22) e 8 estão ligadas a baixa realização profissional (4, 7, 9, 12, 17, 18, 19 e 21).

 

    O instrumento têm uma pontuação de 7 pontos que vai de 0 à 6, onde 0 equivale à “nunca”; 1, “uma vez no ano”; 2, “uma vez no mês”; 3, “algumas vezes no mês”; 4, “uma vez na semana”; 5, “algumas vezes na semana” e 6, “todos os dias”.

 

    Para determinar os níveis de indicativos para a síndrome de burnout utilizou-se a classificação apresentada no Quadro 1 (Benevides-Pereira, 2008 apud Pereira et al., 2014).

 

Quadro 1. Dimensões do burnout e pontos de corte

Níveis de burnout

Exaustão

emocional

Despersonalização

Realização Pessoal e

Profissional

Alto

≥ 25

≥ 10

≥ 40

Médio

15 – 24

4 – 9

33 – 39

Baixo

≤ 14

≤ 3

≤ 32

 

    Para a coleta de dados do nível de atividade física foi utilizado o questionário International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) em sua versão curta, que se constitui de 8 perguntas abertas que permite calcular o tempo realizado de atividade físicas como caminha, andar de bicicleta, exercícios aeróbios sendo leve, moderada e pesada, durante os últimos sete dias (Guedes; Lopes; Guedes, 2005). Classificando o sujeito em muito ativo quando realiza atividade física 5 vezes por semana por pelo menos 30 minutos por dia, ativo quando no total de suas atividades físicas somes mais que 150minutos no total, irregularmente ativo, pois realiza os exercícios porém não atinge os 150minutos por semana e em sedentário que é aquele que não realiza nenhuma atividade física por 10 minutos contínuos.

 

    E também um questionário de anamnese com dados pessoais do professores, com dados como, idade, hábitos de lazer, se consome bebidas alcoólicas, cigarros e se possuiu filhos.

 

Procedimentos

 

    Para realização da pesquisa foi enviada uma solicitação às escolas pedindo autorização e após a autorização para a realização do estudo, um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) foi encaminhado aos professores explicando os objetivos do estudo e convidando-os a participar da pesquisa, foi entregue aos professores os questionários de autopreenchimento e recolhido após 5 dias com as questões respondidas.

 

Análise dos dados

 

    Os dados foram analisados no programa SPSS 20.0. Para verificar a associação entre os índices de atividade física e indicativos de burnout foi empregado o Teste Exato de Fisher utilizado em associação de tabelas 2x2 em que o resultado esperado nas células é menor que 5. Os resultados encontram-se expressos em frequência absoluta e relativa, média e desvio padrão (dp) e dispostos em tabela e figura. Foi considerado significância estatística de p<0.05.

 

Resultados

 

    Os professores avaliados tinham média de idade 31,8 anos e desvio padrão (dp) de 7,5 anos. Em relação ao tempo de profissão, média de 8 anos e dp= 6,7 anos. A tabela 1 apresenta dados coletados da amostra do presente estudo.

 

Tabela 1. Caracterização da amostra de professores avaliados

 

f (%)

Sexo

Masculino

7

(50,0)

Feminino

7

(50,0)

Estado Civil

Solteiro

8

(57,1)

Casado

6

(42,9)

Filhos

Não

6

(42,9)

1 filho

5

(35,7)

2 filhos

3

(21,4)

Atividade. física de lazer

 

Não

 

4

 

(28,6)

Sim

10

(71,4)

 

    Na figura 1, pode observar os índices de atividade física e indicativos da síndrome de burnout.

 

Figura 1. Frequência absoluta dos indicativos de burnout entre os professores

irregularmente ativos e ativos (Teste Exato de Fisher= 4,381; p=0,063)

 

    Dentre a amostra classificada como irregularmente ativa, 7 entre os 8 professores têm indicativos para adquirir a Síndrome de burnout, já para os professores que tiveram o nível de

atividade física classificado como ativo ou muito ativo, apenas 2 em um total de 6 professores têm indicativos para burnout. De acordo com o teste estatístico empregado não há associação estatisticamente significativa, entretanto, pode-se considerar uma tendência à relação entre baixo nível de atividade física e indicativos de burnout.

 

Discussão

 

    Após analisar a relação da síndrome de burnout e o nível de atividade física de professores de educação física de escola municipal e estadual, pôde-se destacar que neste estudo não foi possível afirmar a relação entre estas variáveis.

 

    Resultados similares ao presente estudo foram relatados ao diagnosticar a ausência de correlações significativas entre atividade física e síndrome de burnout, mesmo os autores ressaltando que o exercício físico pode ter ajudado de forma direta para o profissional enfrentar melhor os estresses do dia a dia no ambiente de trabalho (Verani et al., 2015). Apesar da prática de atividade física vir aumentando cada vez mais entre as pessoas, muitas delas não fazem um tempo adequado para usar o exercício físico como proteção à saúde, visando mais o lado estético (Polisseni & Ribeiro, 2014).

 

    Vale ressaltar que o nível de atividade física dos professores pode variar com o local onde residem ou trabalham, sexo e idade, segundo estudo realizado na cidade de São Paulo (Brasil), apontando que os indivíduos analisados na região leste apresentaram níveis de atividade física mais baixos comparado aos professores da região sul. Em relação à idade, indivíduos mais velhos podem apresentar níveis mais baixos de atividade física por conta do organismo ficar mais lento e estarem mais sujeitos a adquirirem doenças (Brito et al., 2012).

Em Pelotas (Rio Grande do Sul, Brasil) ao ser investigado o nível de atividade física no lazer dos professores de educação física do ensino básico, relatou-se que os mesmos apresentaram níveis suficientes de atividade física e superiores aos apresentados pela população brasileira das capitais e dos habitantes da cidade de Pelotas/RS (Canabarro, Neutzling & Rombaldi, 2011).

 

    Especula-se que, o fato de ser profissional ligado a instrução de diferentes práticas físicas, colabora para níveis mais elevados e maior engajamento em atividades de tal caráter.

 

    Entretanto, 57% dos professores avaliados no presente estudo se mostraram irregularmente ativos. Além disso, mesmo não se tendo estudos específicos esclarecendo a relação da síndrome de burnout ao nível de atividade física de professores, pôde-se observar no presente estudo, que os indivíduos mais ativos possuem uma tendência a expressar menos indicativos para burnout em relação aos menos ativos.

 

    Ainda no que diz respeito ao papel do professor, estudo demonstrou que professores que possuem maior sentimento vocacional pela profissão estão mais sujeitos a desenvolverem o burnout, pois se dedicam de forma excessiva no ambiente de trabalho, ficando sobrecarregados, e a maioria dos professores não consegue reconhecer o que acontece com ela e mesmos para poderem combater a síndrome (Carlotto & Palazzo, 2006).

 

    Também têm sido enfatizado que relacionamentos cada vez mais complicados entre alunos e professores e aumento da violência no ambiente escolar podem estar diretamente ligados aos piores níveis de burnout, pois o contato direto com os alunos em longos períodos gera um estresse que a longo prazo pode levar o indivíduo para a síndrome (Koga et al., 2015).

 

    Ao se tratar do engajamento em práticas de exercícios físicos, têm sido apontado que se o indivíduo se adequar a um estilo de vida mais saudável desde atividades de lazer, prática de exercícios físicos e uma alimentação saudável proporcionarão ao mesmo uma sensação de prazer diminuindo os níveis de estresse, podendo assim prevenir o surgimento da síndrome (Moreno et al., 2010).

 

    Sendo assim, diante da grande carga horária trabalhada visando um bom retorno financeiro, os professores acabam não tendo tempo para si mesmo, para poderem realizar a prática de atividades físicas e atividades de lazer com familiares, ficando focados diretamente no trabalho. A prática da atividade física além de aliviar os níveis de estresse também colabora para diminuir a ansiedade (Silva, Leonildo & Freitas, 2015).

 

    Pesquisa aponta acreditar na atividade física como uma forma de restaurar a saúde dos efeitos nocivos que a rotina estressante do trabalho/estudo traz, pois ao avaliar a qualidade de vida e as atividades habituais de 107 professores, 111 funcionários e 638 estudantes da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) verificaram maior percentual de indivíduos moderadamente ativos e inativos e concluíram que independente de sexo, idade e profissão, ficou evidenciado que a atividade física acarreta melhoras na qualidade de vida em todos os aspectos (Silva et al., 2010).

 

    Algumas limitações do estudo como um número reduzido de professores avaliados pode ter interferido na capacidade do teste estatístico em verificar de maneira fidedigna a relação entre as variáveis estudadas na presente pesquisa. Desta forma, sugere-se que novas pesquisas sejam realizadas a fim de que possa se avaliar mais amostras e assim podendo ter resultados mais concretos e fidedignos para os estudos.

 

Conclusões

 

    No presente estudo não houve associação estatisticamente significativa entre os níveis de atividade física e indicativos de burnout, porém especula-se que há uma tendência maior em indivíduos menos ativos adquirirem sintomas que proporcionariam o desenvolvimento da síndrome.

 

    Diante dos resultados obtidos pode-se considerar que indivíduos menos ativos têm maior tendência em adquirirem a síndrome de burnout comparados a pessoas mais ativas, porém, pela baixa quantidade de professores avaliados, não se pode ter resultados concretos que subsidiem esta relação.

 

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 22, Núm. 237, Feb. (2018)