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ISSN 1514-3465

 

Esporte da escola e esporte na escola: modelo pedagógico na Educação Física

School Sport and Sport at School: Pedagogical Model in Physical Education

Deporte de la escuela y deporte en la escuela: el modelo pedagógico en Educación Física

 

Rafael Anthony Ganzer*

rafael_ganzer@hotmail.com

Andréa Jaqueline Prates Ribeiro**

andreajpribeiro@gmail.com

 

*Acadêmico do Curso de Educação Física

da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), São Miguel do Oeste /SC

**Professora de Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Mestre em Ciência do Movimento Humano

pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Especialista em Fisiologia do Exercício

Especialista em Dança e Consciência Corporal

(Brasil)

 

Recepção: 22/05/2018 - Aceitação: 11/04/2020

1ª Revisão: 28/04/2019 - 2ª Revisão: 11/04/2020

 

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Citação sugerida: Ganzer, R.A. e Ribeiro, A.J.P. (2020). Esporte da escola e esporte na escola: modelo pedagógico na Educação Física. Lecturas: Educación Física y Deportes, 25(266). Recuperado de: https://www.efdeportes.com/efdeportes/index.php/EFDeportes/article/view/551

 

Resumo

    No que tange as aulas de Educação Física, o esporte é temática protagonista. O presente estudo objetivou investigar o modelo pedagógico utilizado pelos professores de Educação Física da rede municipal de ensino da cidade de Barracão, PR, utilizando para fundamentação da pesquisa um estudo descritivo de natureza qualitativa. A amostra da pesquisa foi constituída por 4 professores pertencentes a rede municipal de ensino do município, utilizando-se de entrevistas semiestruturadas, observação simples das aulas e diário de campo. Posteriormente, os resultados foram manuseados através de uma análise de conteúdo. Observou-se a escolha predominante ao “Esporte Da Escola”, no entanto somente metade dos indivíduos apresentou um emparelhamento com sua prática pedagógica, evidenciando uma imprecisão ao domínio conceitual dos modelos de esporte, e, na contramão, o restante dos investigados equiparando a contextualização de sua prática ao “Esporte Na Escola”. É necessário o domínio e a clareza sobre ambos modelos e a ciência das consequências quando aplicados: supressivo e priorizando o jogo com códigos e sentidos da instituição esportiva (Esporte Na escola) ou democrático na busca pela participação coletiva e introduzindo o aluno no universo cultural das atividades físicas (Esporte Da escola). Foi possível se constatar que, do total da amostra, 50% dos professores se utilizaram do modelo pedagógico “Esporte Da Escola” alinhando-se ao seu discurso prévio (mesmo demonstrando imprecisão sobre domínio conceitual) e 50% usufruíram do modelo “Esporte Na Escola”, contradizendo sua fala inicial em que afirmavam a preconização sobre o modelo pedagógico democrático supracitado (percebendo-se, inclusive, rasa apropriação de conhecimento nas dissertações).

    Unitermos: Esporte da escola. Esporte na escola. Esporte. Educação Física.

 

Abstract

    Regarding Physical Education classes, sport is the main theme. The present study aimed to investigate the pedagogical model used by Physical Education teachers from the municipal education system, using a qualitative descriptive study to support the research. The research sample consisted of 4 teachers belonging to the municipal education network of the municipality, using semi-structured interviews, simple observation of classes and a field diary. Subsequently, the results were handled through a content analysis. It was observed the predominant choice to “School Sport”, however only half of the individuals presented a pairing with their pedagogical practice, showing an imprecision to the conceptual domain of the sport models, and, in the opposite direction, the rest of the investigated equating the contextualization of his practice to “Sport at School”. It is necessary to have mastery and clarity about both models and the science of the consequences when applied: suppressive and prioritizing the game with codes and meanings of the sports institution (Sport at School) or democratic in the search for collective participation and introducing the student to the cultural universe of physical activities (School Sport). It was possible to verify that, of the total sample, 50% of the teachers used the pedagogical model “School Sport” in line with their previous speech (even demonstrating imprecision on conceptual domain) and 50% used the model “Sport at School”. Contradicting his initial speech in which they affirmed the advocacy about the democratic pedagogical model mentioned above (perceiving, even, shallow appropriation of knowledge in the dissertations).

    Keywords: School Sport. Sport at School. Sport. Physical Education.

 

Resumen

    En lo que atañe a las clases de Educación Física, el deporte es el tema principal. El presente estudio tuvo como objetivo investigar el modelo pedagógico utilizado por los maestros de Educación Física de la red de educación municipal, utilizando un estudio descriptivo cualitativo para apoyar la investigación. La muestra de investigación consistió en 4 docentes pertenecientes a la red de educación municipal del municipio, utilizando entrevistas semiestructuradas, observación simple de clases y un diario de campo. Posteriormente, los resultados fueron tratados a través de un análisis de contenido. Se observó la elección predominante para "Deporte De la Escuela", sin embargo, solo la mitad de los individuos coincidía con su práctica pedagógica, mostrando una imprecisión en el dominio conceptual de los modelos deportivos y, en la dirección opuesta, el resto de los investigados equiparando la contextualización de su práctica a "Deporte En la Escuela". Es necesario distinguir entre ambos modelos: suprimir y priorizar los códigos y significados de la institución deportiva (Deporte En la Escuela) o democrático con participación colectiva en el universo cultural de actividades físicas (Deporte De la Escuela). Fue posible verificar que, del total de la muestra, el 50% de los docentes utilizaron el modelo pedagógico "Deporte De la Escuela" en línea con su discurso anterior (incluso demostrando imprecisión en el dominio conceptual) y el 50% utilizó el modelo "Deportes En la Escuela", contradiciendo su discurso inicial en el que afirmaban la defensa del modelo pedagógico democrático (incluso percibiendo una apropiación superficial del conocimiento en el discurso).

    Palabras clave: Deporte de la escuela. Deporte en la escuela. Deporte. Educación Física.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 25, Núm. 266, Jul. (2020)


 

Introdução 

 

    O esporte se delineia como um ativo fenômeno sociocultural da humanidade, na perspectiva da cultura do corpo e movimento. Parafraseando Bracht (2000), ele é legitimado como detentor de uma propriedade educativa poderosa tanto no âmbito escolar como no informal, dando a oportunidade de engajamento social do indivíduo com seus pares sob as mesmas condições, se abordado e aplicado de forma coerente. A escola, como entidade, é tratada como vertente de cultura, ou cultura escolar propriamente dita, possuindo uma autonomia suficiente para suscitar seus próprios valores, condutas e cifras, e o esporte pode ser um agente catalizador para atingir esse pleito. Barroso e Darido (2006, p.5) corroboram explanando a instituição escolar:

    Ao tratarmos inicialmente da escola, temos sempre que nos lembrar e evidenciar que esta instituição se apresenta como importante referência para educação e formação humana dos alunos, porém não cabe a ela a exclusividade desse objetivo, pois esses alunos estarão inseridos em outros locais que também interferirão na construção desta formação.

    Estabelecidos no eixo escolar como modelos a serem usufruídos nas aulas de Educação Física, o “Esporte na escola” e “Esporte da escola” apresentam peculiaridades e conceitos distintos/contraditórios no ponto de vista teórico-prático. Conforme Gonzalez e Pedroso (2012), problematizar o esporte no âmbito escolar e sua relação com a Educação Física, faz uma referência direta com que tipo de abordagem se delineiam as aulas e como ele é contextualizado e praticado dentro e fora das instituições. Temos, pois, dois parâmetros que referendam as aulas como tema/conteúdo Educação Física: o “Esporte da escola” e “Esporte na escola”.

 

    De acordo com Santin (2007), o profissional de Educação Física precisa discerni-las, sublinhando suas características e procedimentos a fim de estreitar/auxiliar o vínculo com seus propósitos educativos, para então denotar qual prática esportiva propiciará aos seus discentes. Sobre “Esporte da Escola”, Pereira (2012, p.4) assim se posiciona:

    Quanto ao esporte da escola, caracteriza-o como: regras flexíveis e modificáveis de acordo com os interesses e necessidades dos alunos; busca pela participação coletiva sem se importar com o gesto técnico; o importante é a participação coletiva; há inclusão já que não prioriza o melhor nem o mais capaz; os jogos são criados e idealizados pelos alunos; o profissional é um mediador das atividades podendo intervir quando necessário; não há necessidade de materiais já que podem ser utilizadas sucatas; existe criatividade na construção dos jogos; o lúdico é valorizado; não há separação por sexo; diminui a complexidade das habilidades motoras. Deve servir a usos diversos, considerando tanto o aprendizado para a prática, como o aprendizado para o consumo crítico do fenômeno esportivo, introduzir o aluno no universo cultural das atividades físicas, habilidades e conhecimentos, que levem o aluno a dominar os valores e padrões da cultura esportiva.

    Quanto ao “Esporte na Escola”, Mendes e Barbosa (2011) o definem como uma perspectiva que limita ao aluno uma prática mecanizada do esporte, não oportunizando-o a possibilidade de uma ação/recriação/transformação como ciclo de ensino. No mesmo sentido, Menezes, Capristano e Sousa (2007) observam a reprodução de regras prévias inflexíveis no horizonte de um maior aprimoramento do gesto técnico, não potencializando uma construção cognitiva e dando ênfase ao aumento da complexidade motora atrelada e condicionada à separação por sexo.“A Educação Física assume os códigos da instituição esporte, e de tal forma que temos então não o esporte da escola e sim o esporte na escola, o que indica a sua subordinação aos códigos/sentidos da instituição esportiva.” (Bracht, 1992, p.22).

 

    Parafraseando Bratch (1992), a função dos profissionais de Educação Física é a de aprimorar uma pedagogia desportiva que proporcione aos alunos uma cultura esportiva desnuda, transparente e acessível. Para Bracht (2000), conceder ou possibilitar por intermédio dessa pedagogia que estes indivíduos sejam capazes de analisar criticamente o fenômeno esportivo, localizá-lo e conectá-lo com todo o contexto sócio-político e cultural.

 

    Alguns estudos têm discorrido sobre o esporte na escola e o esporte da escola. Entre eles, um de Mendes e Barbosa (2011) que objetivou investigar qual o panorama do esporte escolar (Esporte da escola x Esporte na escola) é empregado pelos profissionais de Educação Física de duas escolas de Ensino Fundamental da cidade de Jequié – BA, frisando a importância da prudência com o modelo de esporte a ser escolhido e seu reflexo como produtor de cultura escolar ou excludente, possibilitando uma leitura fiel do ambiente estudantil e uma recolocação de acordo com a realidade e seus desafios sociais.

 

    Corroborando, Pires, Abreu e Franca (2016) pesquisaram 25 profissionais de Educação Física da rede municipal de ensino de São Mateus – ES, abordando as possibilidades de desenvolvimento de conteúdo do esporte nas aulas de Educação Física a partir das perspectivas de Esporte da escola e Esporte na escola, realçando seus conceitos e nuances e apurando sob qual aspecto as temáticas esportivas nas aulas de Educação Física têm se apoiado. Tanto este estudo quanto aquele, trazem evidências científicas de que o esporte nas aulas de Educação Física ainda vem se desenvolvendo em uma perspectiva privilegiando a sua totalidade com normas, regras e gestos técnicos e tornando-o fim último da aprendizagem, fora do horizonte producente de cultura escolar. Sendo assim, evidenciou-se que o Esporte na escola é o mais utilizado para o desenvolvimento dos conteúdos do esporte nas aulas de Educação Física, verificando-se a necessidade de uma maior qualificação/atualização dos profissionais de Educação Física como parte de uma formação continuada.

 

    Frente ao exposto, configurou-se a seguinte situação problema: “Esporte na escola ou esporte da escola: qual o modelo utilizado por professores de Educação Física da rede municipal de Barracão - PR? E por quê?”. Desta forma, objetivou-se investigar o modelo pedagógico utilizado pelos profissionais de Educação Física da rede municipal de Barracão – PR, realizando um levantamento sobre que tipo de pedagogia do esporte se estabelece à práxis do profissional de Educação Física no contexto escolar em escolas da referida cidade e, a partir disso, elucidar se de fato há uma “Educação Física escolar que diversifica, desmistifica, contextualiza e relativiza valores e conceitos da cultura corporal de movimento” (Brasil, 1998, p. 37).

 

Metodologia 

 

    O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa descritiva, pois segundo Strieder (2009) busca descrever características de uma população ou fenômeno e ainda, a relação entre variáveis. Essa pesquisa é de natureza qualitativa, pois de acordo com Strieder (2009) se utiliza de técnicas interpretativas para descrever, codificar, explicar e compreender fenômenos ou problemas de pesquisa.

 

    A pesquisa seguiu todas as normas da declaração de Helsinque, assim como a resolução 466/12 do CNS-Brasil, buscando enquadrar a presente pesquisa científica (que envolve seres humanos), independente do enfoque adotado, alinhada aos pressupostos de “Ética em Pesquisa”, utilizando o consentimento livre e esclarecido e dispondo dos princípios da Teoria Principialista como a autonomia, beneficência, não-maleficência e justiça.

 

Métodos e técnicas de coletas 

 

    A amostra do presente estudo constituiu-se de 4 professores (1 homem com faixa etária de 35 anos e 3 mulheres com faixa etária de 30, 36 e 39 anos, respectivamente) de duas escolas públicas do município de Barracão – PR. A amostra foi selecionada de forma intencional e voluntária, caracterizando-se pela participação integral (100%) dos professores previamente contatados e pertencentes à rede municipal de ensino.

 

    Os critérios de inclusão e/ou exclusão foi o TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido), além dos professores estarem devidamente contratados perante a instituição escolar.

 

    Solicitou-se a autorização da direção da escola, através de um ofício para a realização do trabalho. Em seguida, foi comunicado e elucidado para a diretoria e professores a relevância e objetivos do seguinte estudo.

 

    Após o aceite e aprovação da escola, os professores receberam duas cópias do TCLE para assinarem devolvendo uma via para o pesquisador, consentindo participar do presente estudo.

 

    Na sequência, consumou-se a entrevista semiestruturada direcionada aos professores a respeito da temática de Esporte da escola e Esporte na escola, verificando seus domínios e conhecimentos sobre ambos como modelos de esporte empregados nas aulas de Educação Física; qual deles é adotado e a justificativa para tal.

 

    Em seguida, uma observação das aulas referendadas pelos docentes para educandos do ensino fundamental, analisando quais os métodos/procedimentos/práticas usufruem, paralelamente a comparação de seus discursos. Utilizou-se de um diário de campo com anotações pertinentes no ato do ocorrido, mantendo a fidelidade dos fatos.

 

    Feito isso, os dados coletados foram analisados e posteriormente devolvidos aos sujeitos pesquisados, ficando a cargo dos protagonistas a reflexão e interpretação da pesquisa, objetivos (no caso de contradição entre discurso/prática) e/ou manutenção de suas concepções conforme seus propósitos, bem como uma cópia da pesquisa para a instituição escolar a qual pertencem.

 

Instrumentos de coleta 

 

    Os instrumentos utilizados no manuseamento da pesquisa de natureza qualitativa foram, em ordem: TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido); entrevista aberta semi-estruturada; observação in loco; diário de campo.

 

Análise estatística 

 

    Para o tratamento dos dados, usufruiu-se de uma análise de conteúdo das respostas obtidas na entrevista semiaberta/semiestruturada para análise das variáveis estudadas, pois para Bardin (2011), visa obter por procedimentos sistemáticos de descrição de conteúdo, indicadores que permitam uma indução de conhecimentos relativos à produção desse conteúdo. Por conseguinte, ilustradas em gráfico/tabela.

 

Resultados e discussão 

 

    A partir da coleta de dados, os quadros a seguir apresentam os discursos dos professores e questões relacionadas à observação das aulas.

 

Quadro 1. Discurso e Prática Professor 1

 

Discurso do Professor

Práticas Pedagógicas

PROFESSOR 1

-Tem conhecimento sobre as concepções/modelos de prática esportiva nas aulas de Educação Física de “Esporte Da escola” e “Esporte Na escola”?

(x) Sim; () Não

Demonstrou um conhecimento acanhado de um modelo ou outro de esporte, uma vez que no discorrer de suas aulas utiliza de um método global de ensino mesclando características superficiais de ambos, de forma não intencional.

- Adere qual dos modelos?

(x) Esporte Da escola

() Esporte Na escola

Denota-se um paradoxo em sua fala, embora afirme adotar o “Esporte Da escola”, sua estratégia de aula se estende sobre o “Esporte Na escola” com execução do jogo propriamente dito. Porém não dá prioridade ao mais capaz ou o aluno provido de habilidades motoras melhor desenvolvidas; jogo de inclusão. (Método misto)

- Por quê?

“O esporte da escola’’ se torna um esporte de inclusão, em que o aluno que dispõe de pouca habilidade pode estar participando ativamente da atividade proposta.”

Consumação de seu objetivo quanto à inclusão, sem a separação por sexo e participação integral, entretanto seguindo tendências reprodutivas do gesto técnico e execução dos fundamentos da modalidade esportiva, o que difere do seu argumento.

 

Quadro 2. Discurso e Prática Professor 2

 

Discurso do Professor

Práticas Pedagógicas

PROFESSOR 2

-Tem conhecimento sobre as concepções/modelos de prática esportiva nas aulas de Educação Física de “Esporte Da escola” e “Esporte Na escola”?

(x) Sim

() Não

Embora tenha afirmado o conhecimento sobre o modelo “Esporte Da escola” e introduzi-la em suas aulas, na dissertação do seu discurso mostrou imprecisão na definição desta, discorrendo a importância sobre a inclusão de modalidades esportivas para o aspecto motor e a forma não atrativa se usufruído em sua totalidade em regras e gesto técnico, vindo a ser desestimulante.

- Adere qual dos modelos?

(x) Esporte Da escola

() Esporte Na escola

Clara utilização do modelo “Esporte Da escola”, com jogos e brincadeiras priorizando o lúdico e intervindo quando necessário. Regras flexíveis, se modificando perante a necessidade dos alunos, participação coletiva e diminuição da complexidade motora, embora estivessem latentes nas atividades.

- Por quê?

“Sou a favor de trabalhar as modalidades esportivas nas aulas de Educação Física, pois todas têm aspectos positivos que trabalham a coordenação motora, porém as regras pré-estabelecidas podem limitar o trabalho de várias possibilidades e variedades, além das regras exigirem uma condição intelectual para que sejam compreendidas, e, assim, a aula poderá ser desmotivadora e monótona.”

Prática pedagógica emparelhada com seu discurso, mesmo que não citando jogos e brincadeiras como características do “Esporte Da escola”, os utilizou de forma precisa e benéfica para a atividade corporal de seus alunos. Cita a ênfase na coordenação motora, implicada em suas brincadeiras de forma explícita através da lateralidade e coordenação motora ampla, desenvolvidas de acordo com o alcance dos escolares e seu gradativo aumento de dificuldade, incitando a busca pela “superação de obstáculos”. Atividades com regras básicas, para organização, e modificáveis no seu percurso.

 

Quadro 3. Discurso e Prática Professor 3

 

Discurso do Professor

Práticas Pedagógicas

PROFESSOR 3

-Tem conhecimento sobre as concepções/modelos de prática esportiva nas aulas de Educação Física de “Esporte Da escola” e “Esporte Na escola”?

(x) Sim () Não

Discurso pouco aprofundado quanto ao conhecimento de “Esporte Da escola”, ainda que citando do lúdico e não eleger o método e competição, deixando de lado outros aspectos notórios em suas aulas que se assimilam às características do modelo de esporte.

- Adere qual dos modelos?

(x) Esporte Da escola

() Esporte Na escola

 

Atrelou seu discurso com o método pedagógico citado, trabalhando o aspecto motor através de atividades lúdico-recreativas, busca pelo coletivo sem diferenciação de sexos, regras flexíveis e modificáveis no decorrer da atividade para atender as necessidades dos alunos, atividade em forma de brincadeira com uma conotação competitiva e incentivando as pequenas conquistas dentro dela, promoção de socialização e integração entre os discentes.

-Por quê?

“Trabalho a execução com o objetivo lúdico, utilizando a coordenação e psicomotricidade, retirando do aluno o método e competição.”

Atingiu os itens delineados em sua fala, através de brincadeiras e pequenos jogos lúdicos, utilizando dos aspectos motores como base. Mostrou uma oposição discurso/prática quanto ao item “competição”, em que afirma erradicar em suas aulas, porém usufrui constantemente, de forma positiva, para que saibam “ganhar e perder” independente do repertório motor que possuem. Ainda, utilizou do aspecto cognitivo, físico e cooperação em equipe, não elencados em sua manifestação.

 

Quadro 4. Discurso e Prática Professor 4

 

Discurso do Professor

Prática Pedagógica

PROFESSOR 4

-Tem conhecimento sobre as concepções/modelos de prática esportiva nas aulas de Educação Física de “Esporte Da escola” e “Esporte Na escola”?

(x) Sim () Não

Demonstrou precisão na fala e conhecimento sobre o modelo de esporte, citando a busca pela participação coletiva, regras flexíveis e modificáveis de acordo com o interesse dos discentes, diminuição da complexidade motora e a importância do consumo crítico do fenômeno esportivo.

- Adere qual dos modelos?

(x) Esporte Da escola

() Esporte Na escola

Prática diferente de seu discurso, uma vez que afirmara a práxis da modalidade em molde de “jogo modificado”, regras flexíveis em via do jogo brincado, e se consumando como jogo em si, assumindo os códigos da instituição esportiva, ou seja, “Esporte Da escola”.

-Por quê?

“O esporte da escola permite uma maior participação dos alunos com dificuldades nas atividades, é mais “democrático”, é para todos. Também permite a flexibilidade na organização e adaptação das regras.”

Embora tenha utilizado das prerrogativas do esporte democrático, não houve em sua aula uma demonstração do esporte com regras adaptadas ou jogo brincado para uma aproximação da atividade corporal dos alunos ou ainda, uma diminuição da complexidade motora. Consumou-se a repetitividade pela melhoria dos fundamentos da modalidade esportiva.

 

    Após a observação das aulas, verifica-se no Quadro 1 a escolha pelo modelo de “Esporte Na Escola” pelo indivíduo 1, o que difere do seu discurso e corroborado pelo seu ato pedagógico. Ainda, constatou-se imprecisão na definição deste ou aquele modelo, bem como a preferência pelos códigos e sentidos da instituição esportiva na modalidade proposta, na entrevista. Esse resultado se alinha com a definição de Bratch (1992), em que os valores da instituição esportiva se estendem nos princípios do rendimento, competição e regulamentação rígida, dando ênfase na técnica de execução e a incapacidade de uma participação plena dos menos habilidosos.

 

    O indivíduo 2, conforme o Quadro 2, trabalha com o “Esporte Da Escola”, priorizando atividades que promovam a inclusão e o lúdico através de jogos e brincadeiras flexibilizadas com enfoque na coordenação motora além de promover a socialização. Mesmo que impreciso na definição dessa perspectiva esportiva em sua fala, se nivela com o conceito de Kunz (1991), que cita a variação didática do esporte sendo duplamente positiva: promove o desenvolvimento da atividade corporal dos escolares e os fazem satisfeitos na prática em igualdade de condições, de cunho lúdico e associado à integralidade dos protagonistas.

 

    Analisando-se o discurso e a prática pedagógica dos indivíduos 3 e 4 (Quadro 3), verifica-se que os resultados do indivíduo 3 se assemelha com o da professora 2, expressando em seu enunciado um conhecimento pouco aprofundado sobre o “Esporte Da Escola” e suas especificidades. Entretanto sua prática se aproxima ao modelo esportivo com atividades recreativas em molde versátil incluindo aspectos motores, criando e se recriando no decorrer da aula com traços competitivos. Tal desfecho é corroborado por Gonzalez e Pedroso (2012), citando no esporte jogado e brincado a priorização do coletivo, criatividade, brincadeira e a compreensão dos alunos de seus limites e potencialidades, suscitando em uma inclusão que não se afunila ao melhor e nem o mais capaz. No entanto, o indivíduo 3 em seu discurso informou não fazer o uso da competição em suas aulas e, em sua prática, percebeu-se atividades alusivas à disputa, sendo verificado que todos os encaminhamentos foram realizados respeitando os sujeitos para que tenham o discernimento do “ganhar e perder”, importante no contexto escolar pela sociabilidade independente do repertório motor que possuem.

 

    O indivíduo 4 demonstra ser conhecedor e dominador do conceito, características e como se delineia o “Esporte Da Escola”, enfatizando-o como acessível e democrático, além da maleabilidade das regras em prol da participação coletiva. Todavia, conforme o Quadro 4, em seu esquema de aula há uma notória preocupação com a aprendizagem dos fundamentos técnicos da modalidade, como prévia do jogo em si, se aproximando do “Esporte Na Escola”. Esse resultado coincide com a concepção de Menezes, Capristano e Sousa (2007), fazendo do esporte uma reprodução de regras já existentes e rígidas na busca pela melhoria do gesto técnico, com ausência criatividade/ludicidade na construção das atividades e incidindo o aumento da complexidade das habilidades motoras.

 

    Em suma, do total da amostra (4 indivíduos), 100% dos entrevistados afirmaram possuir domínio conceitual e procedimental das duas vertentes pedagógicas da Educação Física; 100% dos entrevistados declararam utilizar em suas aulas de Educação Física o modelo “esporte Da escola”; apenas 50% dos entrevistados corroboraram seus discursos na prática – “esporte Da escola” (indivíduos 2 e 3); 50% demonstraram práxis controversa ao seu enunciado – “esporte Na escola” (indivíduos 1 e 4); 75% apresentaram conhecimento raso, no que tange ao aspecto conceitual, sobre os modelos pedagógicos após a afirmativa de possuírem tal domínio (indivíduos 1, 2, 3); 25% demonstrou ser conhecedor da vertente pedagógica que anunciou previamente, porém, práxis contraditória à sua fala (indivíduo 4).

 

    Tais resultados são, indiscutivelmente, reflexos da ausência de uma maior formação continuada e base conceitual consolidada para, no caso da práxis dos indivíduos 1 e 4, efetivamente usufruírem das vertentes previamente citadas e tornar da Educação Física provida de criticidade em todos os aspectos que a formam: motor, físico, cognitivo e psicossocial, no horizonte do universo cultural das atividades físicas e do desenvolvimento integral do ser, ou, no caso dos indivíduos 2 e 3, aperfeiçoar seu emprego com maior destreza e excelência. Ou seja, “é função do professor de educação física construir junto aos educandos uma visão crítica do cenário atual” (Monteiro, 2017, p.2), e “cabe à Educação Física Escolar a responsabilidade de uma forma específica com [...] conhecimentos, procedimentos conceituais e atitudinais características da cultura corporal de movimento”. (Brasil, 1998, p.36).

 

    Um estudo semelhante a esse foi realizado em Jequié – BA em 2011, e mesmo com a diferença regional e suas peculiaridades, os resultados foram similares quanto à contradição dos professores em suas falas em comparação com seus atos pedagógicos, principalmente em relação àqueles que citaram o “Esporte Da Escola” como referência para suas aulas e na prática materializando outra proposta, o “Esporte Na Escola”. (Mendes et al., 2011)

 

    Para Gonzalez e Pedroso (2012), no ambiente escolar o esporte pode se organizar de diversas formas e caracterizar diferentes objetivos para sua prática, estabelecendo uma relação pedagógica do esporte e tratando-o metodologicamente para que o aluno possa aprendê-lo e vivenciá-lo. Isto é, ambos os modelos esportivos (“Da” e “Na”) podem fazê-lo aceitável como fenômeno social, adaptando-o a contextos e realidade cultural de quem o pratica, cria e recria.

 

    Outro estudo, efetuado em São Mateus – ES, explicitou que 19 professores (de uma amostra de 25 docentes) da rede municipal de ensino se utilizam do “Esporte Na escola” para referendarem suas aulas, demonstrando um sistema esquematizado de ensino com fundamentos técnicos, regras do esporte e jogo propriamente dito. Evidencia-se, então, um contraste sobre o pensamento pedagógico da presente pesquisa e do supracitado de Mendes e Barbosa, em que metade dos pesquisados se alinhavam sobre o “Esporte Da Escola”. (Pires; Abreu; Franca, 2016)

 

    Os professores que se utilizam do “Esporte Da Escola” como sustentação teórico-prático, objetivam promover a inclusão, socialização e lúdico, procurando evoluir nos alunos seu tom de criticidade no horizonte de seu desenvolvimento integral, fazendo deles um componente do seu fazer experiencial docente. Em contrapartida, os que usam o “Esporte Na Escola”, perpetuam códigos e sentidos do esporte de rendimento e da instituição esportiva, fazendo da aula de educação física uma ponte para o alto nível através da competitividade, seletividade e valorização de conceitos midiáticos e capitalistas.

 

    Segundo Soares et al. (1992), o esporte como currículo da Educação Física deve atuar como uma prática social que instaura os temas lúdicos da cultura corporal, heterogêneo, incluindo códigos, sentidos e conceitos da sociedade que o produz, reproduz e transforma-o. Desse modo, tem de ser empreendido em sua complexidade, para determinar, a partir de então, a forma em que deve ser abordado pedagogicamente para eleger o modelo a ser discorrido nas aulas: “Da” ou “Na” escola.

 

    Segundo Santin (2007), é necessário frisar que o docente deve ter exposto seus objetivos e metodologia usufruídos, devendo considerar as possibilidades da pedagogia do esporte. Ao processo metodológico deve-se conciliar/harmonizar ao grau de desenvolvimento do educando, garantindo uma sustentação necessária às etapas mais elevadas de conhecimento e, proporcionalmente, suas limitações. Bracht (2000) assinala que se pretendemos modificá-lo é preciso tratá-lo pedagogicamente, considerando o desenvolvimento do senso crítico do aluno em relação à modalidade. Para Kunz (2004), independente do modelo (Esporte da Escola x Esporte na Escola) referendado para as aulas de Educação Física, cabe ao planejamento pedagógico preencher as lacunas existenciais entre teoria e prática; discurso e plano de ação. Essa didática pedagógica deve levar em consideração a compreensão quanto ao tratamento dado ao esporte nas aulas de Educação Física escolar.

 

    A prática pedagógica, segundo Bracht (2000), não tem a intenção de impor e/ou consolidar como deve ser tratado o esporte nas aulas de Educação Física, e sim sublinhar para as alternativas existentes no âmbito escolar e delas usufruí-las como “agentes de intervenção”, para, consequentemente, abordá-las de forma coerente de acordo com o propósito educativo do professor, se tornando ponto de partida para denotar qual prática esportiva irá propiciar aos seus discentes: “Esporte Da Escola” ou “Esporte Na Escola”.

 

Conclusões 

 

    Foi possível se constatar que não existe uma predominância de modelo esportivo utilizado nas aulas de Educação Física nas escolas investigadas. Também percebeu-se alguma imprecisão sobre o domínio de conhecimento, dos profissionais, a respeito dos modelos “Esporte Da Escola” e “Esporte Na Escola”. Embora metade deles tenha apresentado discurso semelhante à prática pedagógica, o restante da amostra se contradisse na comparação fala/ação quanto à elaboração de suas aulas, em especial o Professor 4, com amplo domínio teórico sobre as propriedades e particularidades de “Esporte Da Escola”, e aplicação docente direcionada ao “Esporte Na Escola”. Dessa maneira, é preciso que continue havendo a contínua reflexão sobre o esporte nas aulas de Educação Física por parte dos educadores, além da necessidade de uma formação continuada/qualificada, leitura crítica e apurada da realidade levando-os a considerar uma visão problemática de modo social para adaptá-los e aperfeiçoá-los na ação educativa.

 

    Em virtude da importância da temática, temos a certeza de que são necessárias mais pesquisas que venham a contribuir na materialização da Educação Física como uma prática social e na perspectiva de progressão sociopolítica, como agente produtor e reprodutor do fazer experiencial docente e cultura do corpo e movimento.

 

    Constatou-se, ainda, que o presente estudo não conseguiu suprir as lacunas existenciais sobre o esporte na Educação Física. Isto ocorreu, possivelmente, pelo número reduzido da amostra (justificado pelo baixo número de professores habilitados/contratados no município) e por isso sugere-se que novos estudos sejam realizados nesta temática, de modo a minimizar a escassez de estudos e contribuindo para, inclusive, seu aperfeiçoamento.

 

Agradecimentos 

 

    À instituição escolar na qual possibilitou-se a realização da pesquisa, bem como os professores, os protagonistas, por toda receptividade e fino trato com que discorreram ao presente estudo para que efetivamente pudesse aplicá-lo em sua integralidade, conforme previamente preparado.

 

    À professora orientadora, pelo auxílio e suporte durante o transcorrer da pesquisa, correções e incentivos.

 

    Aos meus colegas da 2ª fase do curso de Educação Física, que de alguma forma ou outra, participaram e/ou contribuíram para finalização deste, o meu muito obrigado.

 

Referências 

 

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 25, Núm. 266, Jul. (2020)