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ISSN 1514-3465

 

Conhecimento e percepções de académicos de 

Educação Física sobre a disciplina de Ginástica para Todos

Knowledge and Perception of Physical Education Students about the Discipline Gymnastics for All

Conocimientos y percepciones de estudiantes de Educación Física sobre la disciplina Gimnasia para Todos

 

Fabiana Pomin

fabipes@yahoo.es

 

Doutora em Ciências da Atividade Física e do Esporte

(Universidade da Coruña – UDC)

Especialização em Exercício e Qualidade de Vida

(Universidade Federal do Paraná – UFPR)

Licenciatura Plena em Educação Física (UFPR)

Professora do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e do Ensino Superior

no Instituto Federal do Paraná (IFPR, campus Palmas)

(Brasil)

 

Recepción: 24/02/2026 - Aceptación: 04/05/2026

1ª Revisión: 29/04/2026 - 2ª Revisión: 01/05/2026

 

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Cita sugerida: Pomin, F. (2026). Conhecimento e percepções de académicos de Educação Física sobre a disciplina de Ginástica para Todos. Lecturas: Educación Física y Deportes, 31(337), 66-84. https://doi.org/10.46642/efd.v31i337.8790

 

Resumo

    Esta pesquisa discute a formação inicial em Ginástica para Todos (GpT) em uma instituição federal de ensino superior da cidade de Palmas (PR), analisando o conhecimento e as percepções de 48 acadêmicos de Educação Física após a conclusão da disciplina. A pesquisa qualitativa descritiva coletou os dados por meio de questionário online e analisou os resultados pela Técnica de Análise de Conteúdo. Os resultados revelaram apropriação dos elementos constitutivos da ginástica e dos fundamentos da GpT, assim como, que o conhecimento que os acadêmicos consideram como elementos curriculares primordiais alinham-se à ênfase da literatura. Embora 47 acadêmicos se manifestassem a favor da GpT em ambiente escolar, apenas 70,8 % se sentem aptos à intervenção. Conclui-se que o período de um semestre é insuficiente para plena compreensão e segurança profissional na modalidade. Diante disso, emerge a necessidade de revisar metodologias e estratégias de ensino, ampliar a carga horária, e integrar projetos de extensão para ampliar a vivência e a reflexão sobre a GpT na formação inicial.

    Unitermos: Ginástica para Todos. Formação inicial. Educação Física.

 

Abstract

    This research discusses initial training in Gymnastics for All (GfA) at a federal higher education institution in the city of Palmas (PR), analyzing the knowledge and perceptions of 48 Physical Education students after completing the course. The descriptive qualitative research collected data through an online questionnaire and analyzed the results using Content Analysis Technique. The results revealed an appropriation of the constitutive elements of gymnastics and the fundamentals of GfA, as well as that the knowledge that the students consider as essential curricular elements aligns with the emphasis in the literature. Although 47 students expressed support for GfA in a school setting, only 70.8 % feel capable of intervening in it. It is concluded that a one-semester period is insufficient for full understanding and professional confidence in the modality. Therefore, there is a need to review teaching methodologies and strategies, increase the course load, and integrate extension projects to broaden the experience and reflection on GfA in initial training.

    Keywords: Gymnastics for All. Initial training. Physical Education.

 

Resumen

    Esta investigación analiza la formación inicial en Gimnasia para Todos (GpT) en una institución federal de educación superior en la ciudad de Palmas (PR), examinando los conocimientos y percepciones de 48 estudiantes de Educación Física tras completar el curso. La investigación cualitativa descriptiva recopiló datos mediante un cuestionario en línea y analizó los resultados utilizando la Técnica de Análisis de Contenido. Los resultados revelaron la apropiación de los elementos constitutivos de la gimnasia y los fundamentos de la GpT, así como que los conocimientos que los estudiantes consideran elementos curriculares esenciales coinciden con el énfasis de la literatura. Si bien 47 estudiantes expresaron su apoyo a la GpT en el ámbito escolar, solo el 70,8 % se siente capaz de intervenir. Se concluye que un semestre es insuficiente para lograr una comprensión plena y confianza profesional en la modalidad. Por lo tanto, es necesario revisar las metodologías y estrategias de enseñanza, aumentar la carga de trabajo e integrar proyectos de extensión para ampliar la experiencia y la reflexión sobre la GpT en la formación inicial.

    Palabras clave: Gimnasia para Todos. Formación inicial. Educación Física.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 31, Núm. 337, Jun. (2026)


 

Introdução 

 

    A Ginástica para Todos (GpT) configura-se como uma modalidade gímnica que abrange um amplo espectro de possibilidades, incluindo a promoção da expressão e da gestualidade corporal em conexão com diversas manifestações e elementos da cultura corporal de movimento, integrando lazer, ludicidade e interação social (Pomin, 2020), expressas por meio de atividades livres e criativas. Conforme a Federação Internacional de Ginástica (FIG, 2025), os termos basilares que definem essa modalidade são diversão, ginástica, fundamentos e amizade.

 

    Objetiva promover o lazer saudável, proporcionando bem-estar aos praticantes e favorecendo o desempenho coletivo, com respeito às individualidades. A prática da modalidade não impõe quaisquer restrições quanto às possibilidades de execução, gênero ou faixa etária, tampouco em relação à utilização de elementos materiais, musicais ou coreográficos. (CBG, s./d.)

 

    Sobre o conhecimento e percepção de acadêmicos de Educação Física sobre a disciplina de ginástica, a formação inicial parece não ser suficiente para capacitá-los a atuar com a modalidade. (Almeida, 2012; Ávalos-Ramos, Martínez-Ruiz, e Merma-Molina, 2015; Bezerra et al., 2014; Bezerra, Gentil, e Farias, 2015; Cesário et al., 2016; Cruz, Paoliello, e Toledo, 2012; Oliveira, Barbosa-Rinaldi, e Pizani, 2020; Pizani, Seron, e Barbosa-Rinaldi, 2009; Razeira et al., 2016; Schiavon, e Nista-Picollo, 2007)

 

    Em Barbosa (1999), ainda que com quase trinta anos de publicação, observa-se um panorama não destoante daquele oferecido na contemporaneidade. No citado estudo analisou-se a apresentação dos conteúdos relacionados às ginásticas, conforme o relato dos discentes do curso de Educação Física de universidades paranaenses (Brasil), constatando-se uma forte relação com a dimensão técnica e biológica, que parece não favorecer um conhecimento crítico, dificultando aos acadêmicos perceberem a constante significação e ressignificação dessa manifestação da cultura corporal de movimento. O mesmo estudo encontrou que a metodologia predominante nas disciplinas ginásticas segundo os discentes faz referência ao “saber fazer”, enfatizando a dimensão técnica, estimulando, dessa forma, a reprodução.

 

    Sob o mesmo prisma, outro estudo brasileiro, Schiavon, e Nista-Picollo (2007) encontraram que a principal alegação dos professores formados atuantes em ambiente escolar para a não aplicação da ginástica é a carência de expertise metodológica, assim como, a relação da modalidade com o caráter competitivo e a falta de conhecimento sobre qual a contribuição desse conteúdo para o desenvolvimento dos alunos. Esta perspectiva pode derivar do conhecimento obtido na formação inicial.

 

    A falta de expertise metodológica também foi apontada em estudo do equatoriano Ligña (2023) como motivo para a não utilização da ginástica nas aulas de Educação Física.

 

    Manzo (2023) ao discutir a reorganização curricular das disciplinas ginásticas em uma instituição de ensino superior argentina, critica o modelo anterior que centrava-se nas ginásticas Artística e Rítmica, e que entendia as ginásticas como ferramenta para desenvolver habilidades físicas, esquecendo que ela é uma prática cultural.

 

    A pesquisa de Lugüercho (2017) analisou mais de 70 programas de formação inicial em Educação Física na Argentina, além de diretrizes curriculares nacionais. O estudo identifica três categorias discursivas predominantes na pedagogia da ginástica: 1) Ginástica-esporte, focada na institucionalização e competição; 2) Ginástica psicomotricista, que utiliza o movimento como instrumento de desenvolvimento psicosomático; e 3) Ginástica e fenomenologia, centrada na percepção do “mundo vivido” através da ação. A análise revela que, apesar da sobreposição dessas categorias, ainda prevalece uma visão da ginástica estritamente biológica, voltada ao desenvolvimento de capacidades corporais via treinamento, muitas vezes negligenciando mediações culturais.

 

    Da mesma forma, Muñoz-Sepúlveda, Castillo-Retamal, e Valencia-Peris (2026) analisaram a evolução dos padrões pedagógicos chilenos na formação de professores de Educação Física identificando a transição de um modelo baseado no rendimento para abordagens centradas na aprendizagem e na motricidade multidimensional, embora ainda persistam ambiguidades na aplicação prática dessas normas.

 

    Especificamente sobre a presença dos conteúdos ginásticos, Jiménez (2017) coloca que no Chile a ginástica básica e natural tem sido substituida por suas formas esportivizadas, como por exemplo, a Ginástica Artística.

 

    De maneira análoga, Ulloa e Mellao (2019) pesquisaram entre acadêmicos chilenos de Educação Física do último semestre de formação quais consideravam ser as debilidades pedagógicas que intervém no desempenho nos estágios, encontrando, entre outros, base e prática insuficiente em ginásticas.

 

    Mamani, Laque, e Mamani (2019) ainda consideram que a presença incipiente da ginástica no Peru deve-se a falta de incentivo da sua prática desde o nível iniciante, assim como, à ausência de profissionais capacitados. Posicionamento que parece indicar que neste país também há uma formação insuficiente dos profissionais.

 

    Ávalos-Ramos, Martínez-Ruiz, e Merma-Molina (2015) encontraram que 51,26 % dos professores de Educação Física que hoje atuam com o equivalente ao Ensino Médio no sistema espanhol, tiveram experiência formativa insatisfatória na formação universitária do conteúdo ginástico. A principal causa apontada foi a inadequação metodológica, que propunham atividades excessivamente técnicas e de pouca aplicação no ambiente escolar.

 

    Dessa forma, consoante a literatura analisada, a formação inicial em Educação Física parece enfrentar desafios para preparar os futuros profissionais para atuarem com as ginásticas, e com a GpT, instrumentalizando-os e promovendo discussões e a ampliação dos conceitos.

 

    Destarte, o objetivo da presente pesquisa consistiu discutir a formação inicial em GPT em uma instituição federal de ensino superior da cidade de Palmas (PR), analisando o conhecimento e as percepções de acadêmicos de Educação Física após a conclusão da disciplina. Seu desenvolvimento justifica-se pela imprescindibilidade de uma formação acadêmica em Educação Física alicerçada em conhecimentos sólidos e no desenvolvimento de habilidades profissionais e senso crítico para a (re)construção desse saber. Dessa forma, busca-se contribuir para a mitigação das lacunas identificadas na formação inicial em ginástica, especificamente GpT, as quais, aparentemente, obstaculizam a atuação dos profissionais com essa modalidade, sobretudo no contexto do ambiente escolar.

 

Método 

 

    A presente pesquisa caracteriza-se como qualitativa descritiva. Conforme Thomas, Nelson, e Silverman (2012, p. 292), a pesquisa descritiva fundamenta-se na premissa de que “os problemas podem ser resolvidos e as práticas melhoradas por meio de descrição objetiva e completa”.

 

Amostra 

 

    A amostra foi constituída por 48 acadêmicos do 2º período do curso de Educação Física do IFPR, campus Palmas, (etapa comum à formação em Licenciatura e Bacharelado), 25 que cursaram a disciplina no ano de 2024 e 23 que a cursaram no ano de 2025 (25 do sexo masculino e 23 do sexo feminino), com idade média de 22,18 ± 6,00 anos.

 

    A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Federal do Paraná, com o Certificado de Apresentação para Apreciação Ética 73922723.2.0000.8156 e parecer 6.330.967. Da mesma forma, foram garantidos o anonimato e confidencialidade dos dados.

 

Instrumentos 

 

    O instrumento constou de um questionário online1, composto por seis questões abertas, versando sobre a ginástica, a GPT, os conhecimentos que consideram importantes estar presentes entre o conteúdo da disciplina, a perspectiva de aplicação do conteúdo na vida profissional, a GPT no ambiente escolar e as percepções acerca dos aspectos didático-metodológicos da disciplina.

 

    A utilização de questões abertas fundamentou-se em Sommer, e Sommer (1986), para os quais estas se mostram pertinentes em contextos onde o espectro de respostas possíveis é desconhecido ou extenso, quando a intenção não é induzir respostas específicas ou quando o objetivo primordial reside na obtenção de relatos textuais diretos do respondente.

 

    O instrumento apresenta a limitação de não ter definidas suas propriedades psicométricas.

 

Procedimentos 

 

    O questionário foi disponibilizado por meio do Google Forms, e em ambas as ocasiões (ano acadêmico 2024 e 2025) a coleta de dados foi realizada ao término do semestre letivo. Previamente os acadêmicos não haviam cursado nenhuma disciplina relacionada às ginásticas.

 

    Na instituição onde se desenvolveu a pesquisa, a disciplina que aborda a GpT é denominada “Ginástica Geral” (IFPR, 2021). A carga horária é de 80 horas (equivalente a quatro aulas semanais). Os tópicos de estudo se basearam em Bortoleto, e Schiavon (s/d) e foram os seguintes: 1) Histórico e fundamentos da GPT – diversão, ginástica, fundamentos e amizade; 2) Elementos constitutivos das ginásticas; 3) A influência da música e sua função; 4) A amplitude da linguagem gímnica; 5) Ginástica a mãos livres – exploração do repertório gestual; 6) O uso de materiais tradicionais e alternativos; 7) A tematização das composições coreográficas em GPT; 8) Metodologia para a elaboração de coreografias – por um trabalho coletivo; 9) Composição de séries ginásticas; 10) Processo de composição coreográfica e elementos essenciais para a elaboração de coreografias: figurino, maquiagem, ritmo e música; 11) O ensino da GPT no espaço escolar e extra-escolar.

 

    As aulas aconteceram presencialmente, dividindo-se entre contextualizações e reflexões teóricas e vivências práticas, baseando-se em Schön (2000), que coloca que a vivência prática reforça a compreensão da aplicabilidade da teoria. Esta perspectiva sugere que a relação entre teoria e prática não deve ser concebida como antagónica, mas sim como intrinsecamente complementar para a consolidação do conhecimento.

 

    Na parte prática, buscou-se apresentar os elementos constitutivos da ginástica com uma metodologia que variou entre livre exploração de movimentos a partir de estímulos (como solicitação verbal, apresentação de um texto ou de uma imagem), em desafios propostos e em demonstração da professora ou de um colega habilidoso (especialmente de elementos ginásticos básicos), em experiências individuais e coletivas.

 

Análise de dados 

 

    Os dados foram submetidos à Técnica de Análise de Conteúdo Temática por Frequência, proposta por Bardin (2010). O processo analítico compreendeu três etapas: a leitura exploratória das respostas dos acadêmicos a cada questão; a codificação do material em unidades significativas e a identificação de categorias de análise; e, por fim, a categorização e interpretação dos dados. Na etapa de codificação, o material foi revisitado para a identificação de códigos (unidades significativas) e das categorias de análise. Uma vez estabelecidas as categorias, procedeu-se à identificação da frequência das palavras que as compõem, culminando no tratamento dos dados, na inferência e na interpretação.

 

Resultados e discussão 

 

    Ao solicitar-se a menção de elementos corporais constitutivos da ginástica2, verificou-se a ausência de incorreções significativas, ainda que, não foram citados em nenhuma ocasião os elementos saltitos, ondas, balanceamentos e circundações. Em elementos acrobáticos foram incluídas as rotações e as reversões.

 

    Por sua vez foi incluída a categoria capacidades físicas, visto que foi representativo o número de vezes em que os acadêmicos entenderam esse conceito como elemento corporal da ginástica. Tendo em conta que estavam finalizando o segundo semestre quando responderam à pesquisa, é compreensível que ainda não dominem todos os conceitos e definições relacionados ao movimento. Por outro lado, a experiência que os acadêmicos vivenciaram com a ginástica no ambiente escolar pode estar direcionando as respostas, devido à ênfase aos aspectos físicos que era conferido à modalidade. (Barbosa-Rinaldi, e Souza, 2003)

 

    Desta forma, as unidades significativas identificadas compuseram as seguintes nove (9) categorias com a frequência absoluta que segue: i. elementos acrobáticos (37); ii. saltos (32); iii. equilíbrios (28); iv. giros (21); v. capacidades físicas (15); vi. passos (4); vii. corrida (3); viii. pose (1); e ix. marcações (1).

 

    Após a análise das respostas à questão que solicitou uma definição para a GPT, foram estabelecidas dez (10) categorias, as quais apresentaram a seguinte frequência: i. atividade apta para todos (42); ii. lazer, diversão, bem-estar (20); iii. ginástica demonstrativa (não competitiva) (13); iv. integração das modalidades competitivas da FIG (12); v. variedade de elementos gímnicos (10); vi. condicionamento físico (9); vii. diferentes manifestações da cultura corporal (8); viii. saúde (8); ix. dança, expressão corporal (7); e x. criatividade (4) (Tabela1).

 

Tabela 1. Categorias, unidades significativas e frequência absoluta com a qual apareceu na definição de GPT

Categoria

US

Somatória

Atividade apta para todos

8, 9, 17, 18

42

Lazer, diversão, bem-estar

4, 5, 6

20

Ginástica demonstrativa (não competitiva)

2, 3

13

Integração das modalidades competitivas da FIG

1

12

Variedade de elementos gímnicos

14

10

Condicionamento físico

13, 16

9

Diferentes manifestações da cultura corporal

10

8

Saúde

7

8

Dança, expressão corporal

11, 12

7

Criatividade

15

4

Nota: US = unidades significativas. Fonte: Elaboração própria

 

    Sob essa perspectiva, a categoria “Atividade apta para todos” sobressaiu-se como o aspecto mais fortemente associado à GpT (42). A heterogeneidade dos participantes constitui, de fato, uma das características primordiais da modalidade. (Ambrosio et al. 2020; Bortoleto, e Hutchinson, 2023; Menegaldo, e Bortoleto, 2020; CBG, s.d.; Paoliello et al., 2014; Pomin, 2020; Rojas, 2019)

 

    A tríade “lazer, diversão, bem-estar” emergiu como a segunda categoria mais recorrente nas respostas dos acadêmicos (20). A associação entre a GpT e o lazer é amplamente respaldada na literatura (Oliveira, 2007; Ayoub, 2013; Menegaldo, e Bortoleto, 2020; Pomin, 2020; Domingues, e Tsukamoto, 2021). De forma análoga, a diversão é ratificada como pilar fundamental pela Federação Internacional de Ginástica (FIG, 2023), enquanto o bem-estar é enfatizado em estudos recentes como os de Rojas (2019), Silva, Menegaldo, e Bortoleto (2022) e Bortoleto, e Hutchinson (2023). Tais dados indicam que os acadêmicos apreenderam satisfatoriamente esses conceitos intrínsecos à modalidade.

 

    A GpT, enquanto modalidade gímnica demonstrativa obteve uma frequência de treze (13), resultado também constatado por Ayoub (2013) que, juntamente com o lazer, identificou-o como a característica mais citada entre profissionais da GpT no Brasil e no exterior. Toledo, Tsukamoto, e Gouveia (2009), por sua vez, consideram a ausência de competição e o favorecimento da inclusão características que definem a GpT. Esse atributo constitui uma das referências da modalidade, embora a FIG apresente uma proposta de vivência competitiva para a GpT. (FIG, 2023)

 

    Ainda que Souza (1997) e Assumpção (2018) considerem que promove a experiência com diversas modalidades ginásticas, a concepção da GpT como a “integração das modalidades competitivas da FIG” (categoria que obteve somatória 12) acaba por expressar uma visão restrita ao resumir as possibilidades da modalidade exclusivamente às modalidades competitivas da FIG.

 

    Em contrapartida, a categoria “variedade de elementos gímnicos” (somatória 10) corresponde a premissa da GpT na qual os elementos ginásticos devem estar presentes, caracterizando a prática. Conceito corroborado por Toledo, Tsukamoto e Gouveia (2009).

 

    Uma forte relação da GpT com o condicionamento físico (frequência absoluta 9), também é mencionada por Barbosa-Rinaldi, e Souza (2003), o que pode sugerir uma valorização da dimensão técnica. De modo similar, Maroun (2015) também aponta a persistência do paradigma esportivista no contexto escolar. De qualquer maneira, observa-se em FIG (2023, p. 6): “Ginástica para Todos – unindo nações por meio de um mundo de movimento e atividade física, contribuindo para a saúde, o condicionamento físico e a amizade globais”3. Desta forma, ainda que seja necessário observar desde uma perspectiva criteriosa e não excludente, o desenvolvimento do condicionamento físico por meio da GpT deve ser considerado, visto que, trata-se de um exercício físico, e como tal, tratá benefícios para a para saúde relacionada a esse componente. Dentro desse contexto, Rojas (2019, p. 2026) sintetiza a relação do desenvolvimento do condicionamento físico com as demais caracterísiticas da GpT: “Está também presente no seu conteúdo como atividade física sob a forma de inúmeras, variadas e significativas expressões de movimento, utilizando diferentes materiais e equipamentos destinados a desenvolver as capacidades físicas e funcionais dos participantes culminando num sólido processo de integração das diferentes atividades, com um grande efeito pedagógico para os seus participantes”4.

 

    A categoria “saúde” obteve somatória 8, estando dessa forma, em consonância com o anteriormente exposto, ao igual que Ambrosio et al. (2020), que destaca a melhoria de importantes valências relacionadas à saúde por meio da prática da GpT. Ademais, essa questão não embrinca apenas a saúde física, mas também, aspectos relacionados à saúde mental e social dos praticantes. Relacionado a promoção da saúde psicológica Rojas (2019) coloca que a GpT brinda um engajamento intrínseco que potencializa o desenvolvimento de traços positivos da personalidade, e que auxilia na formação e manutenção de hábitos e valores para toda a vida.

 

    A apropriação de diferentes manifestações da cultura corporal (somatória igual a 8) também foi identificada por Pizani, Seron, e Barbosa-Rinaldi (2009, p. 903) como “fonte de conhecimentos para a construção de sua área específica e peculiar”.

 

    Conjectura-se que a relação feita pelos acadêmicos entre a GpT com a dança e a expressão corporal (7) decorra da inclusão efetiva de elementos dessa natureza da cultura corporal de movimento nas apresentações da modalidade (CBG, s./d.; FIG, 2023, 2025), e do estabelecimento de um paralelo visual com apresentações de dança, mais presentes no histórico sociocultural e motor dos acadêmicos.

 

    A relação das ginásticas com a criatividade (frequência 4) também foi observada por Barbosa-Rinaldi, e Souza (2003) que, ao investigarem as possibilidades do uso da ginástica na Educação Física Escolar entre ingressantes dos cursos de licenciatura em Educação Física das Universidades Estaduais de Maringá e de Campinas, constataram que os mesmos associam a prática da ginástica ao desenvolvimento da criatividade como uma de suas potencialidades. Pizani, Seron, e Barbosa-Rinaldi (2009) também colocam o que definem como “criatividade gestual” como um dos pilares da prática da GpT, ao valorizarem a subjetividade, a autonomia e a liberdade, e Bezerra et al. (2014), por sua vez, apontam a criatividade como um dos pilares intrínsecos às modalidades ginásticas.

 

    Com o questionamento sobre quais os conhecimentos da GpT que os acadêmicos consideram que devem estar presentes na formação inicial, as respostas geraram 34 unidades significativas que foram distribuídas em sete (7) categorias e apresentaram a frequência que segue: i. os diferentes conceitos relacionados (46); ii. conhecimento e vivência dos movimentos gímnicos básicos (30); iii. metodologias de ensino (24); iv. história e evolução (18); v. benefícios (8); vi. temas adjacentes relacionados (6); vii. criação coreográfica (4) (Tabela 2).

 

Tabela 2. Categorias, unidades significativas e a frequência absoluta dos

conhecimentos da GPT necessários na formação inicial segundo os acadêmicos participantes

Categoria

US

S

Os diferentes conceitos relacionados

1, 3, 4, 5, 6, 9, 11, 17, 18, 21, 32

46

Conhecimento e vivência dos movimentos gímnicos básicos

13, 14, 23, 24, 31

30

Metodologias de ensino

2, 12, 19, 22, 25, 26, 27, 29, 30, 34

24

História e evolução

7, 20

18

Benefícios

15, 16, 33

8

Temas adjacentes relacionados

10, 28

6

Criação coreográfica

8

4

Nota: US = unidade significativa; S = somatória. Fonte: Elaboração própria

 

    Pode-se observar que os acadêmicos respondentes fizeram uma aproximação bastante interessante sobre quais conhecimentos da GpT deveriam estar incluídos na formação inicial. Foram citados conceitos como inclusão, cooperação, criatividade e respeito à diversidade de corpos, em uma divisão de saberes teóricos e aqueles desenvolvidos nas aulas práticas. Metodologias de ensino, adaptações dos movimentos e cuidados para evitar acidentes também foram citados. Ainda, se observou uma prometedora relação da modalidade com o ambiente escolar, e como possibilidade de tornar a Educação Física Escolar mais lúdica e inclusiva. Em temas adjacentes foram incluídos a organização de eventos da modalidade e a cultura e arte envolvidas na prática.

 

    Carbinatto et al. (2017) indagaram docentes de universidades paulistas sobre quais as características e conhecimentos deveriam se fazer presentes nas disciplinas ginásticas dos cursos de graduação em Educação Física, encontrando os seguintes conteúdos como pertinentes: elementos corporais, história, arbitragem, aspectos pedagógicos, materiais/aparelhos e descrição de exercícios. Destes, apenas arbitragem e materiais/aparelhos não constaram nas respostas dos acadêmicos da presente pesquisa.

 

    O conhecimento da cultura corporal foi a categoria que apresentou a maior frequência em estudo de Pizani, Seron, e Barbosa-Rinaldi (2009) ao questionarem professores universitários sobre os conhecimentos necessários para a formação inicial em Educação Física sobre a ginástica. A categoria que apresentou a segunda maior frequência no citado estudo faz referência a aspectos físicos e biológicos do corpo humano, seguido de conhecimento das manifestações ginásticas, e conhecimentos da GpT.

 

    Por sua vez, Figueiredo, e Hunger (2010) realizaram revisão de literatura sobre a importância da história da ginástica e da sua relação com a consolidação da Educação Física no Brasil, defendendo, desta forma, a inclusão desse conteúdo na formação inicial em Educação Física.

 

    Para fins de reflexão e comparação, retorna-se a Pizani, Seron, e Barbosa-Rinaldi (2009), que apresentaram uma proposta de possíveis conhecimentos para serem tratados na formação inicial em GpT, sendo eles: elementos corporais e acrobáticos; exercícios de condicionamento físico (todos com, em e sem aparelhos); aparelhos tradicionais, não tradicionais e construídos; ginásticas competitivas; coreografia; GpT; manifestações da cultura corporal; e pesquisa.

 

    Barbosa-Rinaldi (2005) também apresentou sua proposta, que conta com mais especificações e conteúdos adicionais como a ginástica na contemporaneidade, sua estrutura organizacional, a transdisciplinaridade da ginástica na Educação Física, e conhecimentos de fundamentos rítmicos e a relação com os movimentos gímnicos com a música da cultura erudita, popular e de massa.

 

    Em resposta à questão “Terminada a disciplina de Ginástica Para Todos, você se sente apto para trabalhar com a mesma?”, dos 48 acadêmicos participantes, 34 afirmaram positivamente, 7 negativamente, 6 declararam sentir-se parcialmente preparados e 1 não respondeu. Embora 70,8 % dos respondentes tenham se considerado aptos a atuar com a GpT, o percentual daqueles que não se sentem seguros, parcial ou completamente, é significativo. Tal fato suscita a consideração de que a formação inicial pode ter se mostrado insuficiente, corroborando os achados de Almeida (2012), Cesário et al. (2016), Cruz, Paoliello, e Toledo (2012) e Ulloa, e Mellao (2019) o que pode comprometer a aplicabilidade da GpT pelos acadêmicos após a conclusão da formação e o início da vida profissional.

 

    Os acadêmicos que responderam negativamente quanto à aptidão para trabalhar com o conteúdo mencionaram a necessidade de maior estudo e aprofundamento no tema como requisitos para se sentirem aptos, enquanto 1 acadêmico não apresentou justificativa.

 

    Considera-se, destarte, que a carga horária da disciplina seja insuficiente, assim como a necessidade de revisão da metodologia empregada. De qualquer modo, a insuficiência de um (40 a 80 horas) ou dois semestres para a capacitação do acadêmico para trabalhar com ginástica após a formação também é apontada em Carbinatto et al. (2017), Figueiredo (2009), Pizani et al. (2015), Razeira et al. (2016) e Manzo (2023).

 

    Oliveira (2022) ainda especifica que a carga horária das disciplinas gímnicas de metade das instituições de ensino superior da cidade de Fortaleza parece ser insuficiente quando elencados todos os conteúdos que deveriam ser contemplados por elas. Adicionalmente a autora coloca a ausência na maioria das disciplinas do desenvolvimento do conhecimento sob a perspectiva escolar.

 

    Por sua, vez Ávalos-Ramos, Martínez-Ruiz, e Merma-Molina (2015) a inadequação metodológica foi o principal motivo relacionado a uma experiência negativa com a formação inicial nos conteúdos ginásticos.

 

    Ao serem questionados sobre o que pensam a respeito da utilização da GpT como um dos conteúdos da Educação Física Escolar, dos 48 acadêmicos que responderam ao questionário, 47 se manifestaram favoráveis e 1 expressou incerteza. O acadêmico 11 afirmou: “Sim, dentro da escola é possível trabalhar com a ginástica, e os conhecimentos adquiridos serão de grande valia”. Tal afirmação permite inferir que, para o acadêmico, houve uma relação suficiente entre a GpT e o ambiente escolar, similarmente aos resultados encontrados em Pizani et al. (2015), onde se verificou que a formação inicial tem oferecido subsídios para o trabalho com a ginástica na escola.

 

    Segundo o acadêmico 22, “Sim, vai muito além de movimentos”, de modo que se pode entender a transmissão da GpT não apenas como uma prática de exercício físico, mas como uma opção de lazer ativo, de integração e de apropriação da cultura corporal, ou seja, da GpT em todas as suas potencialidades.

 

    Em contrapartida, o acadêmico 15 apresenta a seguinte colocação: “Sim, pois é uma prática que serve para fortalecer outras e melhorar o desempenho nas outras modalidades, além disso, desenvolve muito a coordenação motora”. Tal asseveração denota a apreensão da GpT como um conteúdo abrangente, de importância no desenvolvimento de capacidades e habilidades físicas, desvelando, assim, a persistência da associação da GpT e das ginásticas às ginásticas de condicionamento físico, conforme constatado por Barbosa-Rinaldi, e Souza (2003), e, em apoio aos esportes, por Barbosa-Rinaldi, e Souza (2003) e Pereira (2012).

 

    A presença insipiente da ginástica no ambiente escolar experenciada pelos acadêmicos participantes da pesquisa em seu trajeto escolar fica patente nos seguintes relatos: “Eu penso que isso pode ajudar muito na formação, porque muitos não tem a oportunidade de conhecer isso na escola” (Acadêmico 28); “Uma excelente ideia tornar isso cotidiano dos alunos, vai aprimorar suas habilidades motoras e cognitivas também, aproximando mais os estudantes de uma das tantas outras práticas diferentes na educação física” (Acadêmico 30); “Que ela é pouco utilizada mas se os professores se empenharem um pouco mais pra introduzir o conteúdo, os alunos iriam gostar” (Acadêmico 32).

 

    A questão que solicitou sugestões para que a disciplina pudesse contribuir mais efetivamente com a formação (tabela 3) gerou sete (7) categorias, as quais apresentaram a seguinte frequência: i. Não tem sugestão de melhoria (22); ii. Mais aulas (13); iii. Mais apresentações (7); iv. Projeto de extensão (2); v. Criações coreográficas (2); vi. Ter o conteúdo desde o Ensino Fundamental (1); vii. Uso de aparelhos específicos da ginástica (1) (Tabela 3).

 

    Dessa forma, os acadêmicos que apresentaram sugestões indicaram que o aumento do número de aulas, inclusive das práticas, seria favorável, e que a realização de mais apresentações também incrementaria de maneira significativa a experiência, permitindo denotar que esta última, realizada ao final do conteúdo, foi considerada como um importante momento de aprendizado.

 

    De fato, Ramos, e Santana (2020, p. 24) colocam que “(...) as habilidades ginásticas e acrobáticas frequentemente tratam-se de habilidades esportivas complexas, nas quais o controle e a sincronização de várias partes do corpo são necessários e, portanto, requerem prática para serem aprendidas e adquiridas, garantindo assim sua retenção5”.

 

Tabela 3. Categorias, unidades significativas e frequência absoluta com a

 qual apareceu nas sugestões para melhoria da formação inicial em GpT

Categoria

US

S

Não tem sugestão de melhoria

1, 6, 7

22

Mais aulas

2, 3, 5, 9

13

Mais apresentações

10, 12

7

Projeto de extensão

8

2

Criações coreográficas

13

2

Ter o conteúdo desde o Ensino Fundamental

4

1

Uso de aparelhos específicos da ginástica

11

1

Nota: US = unidade significativa; S = somatória. Fonte: Elaboração própria

 

    A sugestão de aplicação do conteúdo nas escolas e da participação em projetos de extensão é também apontada como um dos meios de ensino-aprendizagem da GpT por Cesário et al. (2016), Sargi et al. (2015), Schiavon, e Nista-Picollo (2007) e Zandomínegue et al. (2023), revelando-se como um complemento fundamental que poderia mitigar as lacunas identificadas na formação. Em Schiavon, e Nista-Picollo (2007) também foi identificado que a oportunidade de aplicar o conteúdo a crianças e adolescentes contribuiria com experiências significativas para o processo de ensino. Já em Batista (2019), encontrou-se que na opinião dos acadêmicos, a participação em projetos de extensão em GpT contribuiu à formação humana e à transição do processo ensino aprendizagem centrado no professor, para o processo centrado no aluno.

 

    Oportunizar as criações coreográficas foi citado em duas ocasiões. De fato, as composições coreográficas como forma de concatenação de conhecimentos obtidos de forma lúdica, que permite, ainda, a livre exploração de possibilidades e escolhas, apresentam-se como excelente caminho metodológico. Silva (2016, p. 24) coloca que uma coreografia pode ser “como uma capacidade de solucionar problemas de maneira elaborada em diferentes situações”. A busca de soluções como meio de aprendizado coloca o aprendiz no centro do processo, instigando sua criatividade e pensamento crítico para encontrar a resposta. Tratando-se ainda a composição coreográfica de GpT um processo coletivo, este seria um rico ambiente para que todos os participantes expressem seus interesses e encontrem juntos meios criativos de elaborar a sequência.

 

    A menção à vivência do conteúdo desde o Ensino Fundamental, embora não configure uma melhoria implementável na disciplina em questão, evidencia o distanciamento da GPT da realidade escolar, o que representa um fator de dificuldade subsequente para o aprendizado e a assimilação do conteúdo. De modo análogo, a manifestação de insegurança na execução de movimentos básicos denota a carência de experiência pregressa.

 

    A ausência de “aparelhos específicos da ginástica” pode denotar uma apreensão limitada acerca das possibilidades de materiais na GpT, visto que a resposta parece associar a GpT prioritariamente ao uso dos aparelhos das modalidades de ginástica competitiva.

 

    Destarte, conquanto o Paraná possua representação federativa das modalidades gímnicas abrangidas pela FIG, a Federação Paranaense e Ginástica, e produções acadêmico-científicas, bem como pesquisadores atuantes na área, a abrangência desse benefício ainda não parece alcançar todas as regiões do Estado.

 

Conclusões 

 

    Ao dialogar os resultados com a própria disciplina, pode-se constatar que eles refletem o que foi desenvolvido com os acadêmicos, ainda que, em ocasiões a apreensão foi parcial, visto que, embora o presente estudo tenha constatado a apropriação por considerável parte dos acadêmicos dos elementos constitutivos e fundamentos relacionados à GpT; que o entendimento constatado dos acadêmicos sobre o conteúdo curricular essencial para a formação inicial converge significativamente com a literatura especializada; e a afirmação de que são favoráveis ao desenvolvimento do conteúdo em ambiente escolar, é imperativo considerar a menção à necessidade de maior estudo, aprofundamento e um número mais expressivo de aulas. Dessa forma, um único semestre pode revelar-se insuficiente para a completa compreensão e a capacidade de ressignificação e intervenção com a modalidade.

 

    Destarte, considera-se que a carga horária da disciplina foi aquém do necessário, e que a revisão da metodologia e das estratégias de ensino podem ser positivas. Ademais, a participação em projetos de extensão emerge como um ponto relevante para o suprimento das lacunas identificadas na formação.

 

    Assim, para além de assegurar a inclusão da disciplina concernente à GpT nos cursos em Educação Física, tornam-se necessárias reflexões acerca do espaço e tempo ocupados pela disciplina no currículo de formação inicial e a adequação metodológica, para que se possa promover uma discussão abrangente sobre a modalidade, que capacite efetivamente os futuros profissionais.

 

Notas 

  1. Cite três elementos corporais da ginástica; 2) Defina Ginástica Para Todos (GPT); 3) Quais conhecimentos da GPT devem se fazer presentes na formação inicial em Educação Física (aquela oferecida na faculdade)?; 4) Terminada a disciplina de GPT, você se sente apto para trabalhar com a mesma?; 5) O que você pensa a respeito da utilização da GPT como um dos conteúdos da Educação Física Escolar? 6) Quais tuas sugestões para que a disciplina pudesse contribuir mais efetivamente com a sua formação?

  2. A definição dos elementos corporais constitutivos da ginástica fundamentou-se na proposta de Souza (1997), a qual abrange: passos, corrida, saltos, saltitos, giros, equilíbrios, ondas, poses, marcações, balanceamentos e circundações. Tais nomenclaturas e referência teórica nortearam o desenvolvimento das aulas.

  3. Gymnastics for All - bringing nations together through a world of movement and physical activity, contributing to global health, fitness and friendship.

  4. También se hace presente en cuanto a sus contenidos como actividad física en forma de innumerables expresiones de movimiento, variadas y significativas, haciendo uso de diferentes materiales y equipos destinados al desarrollo de las capacidades físicas y funcionales de los participantes culminando en un sólido proceso de integración de las distintas actividades, con un gran efecto pedagógico para sus participantes.

  5. (…) las habilidades gimnásticas y acrobáticas suelen presentarse como habilidades deportivas complejas donde el control y la sincronización de diversas partes del cuerpo son necesarias y por tanto, exigen de práctica para ser aprendidas y adquiridas garantizando así su retención.

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 31, Núm. 337, Jun. (2026)