ISSN 1514-3465
Análise de estudos longitudinais com jovens jogadores
de futebol do sexo masculino: uma revisão sistemática
Analysis of Longitudinal Studies with Young Male Soccer Players: A Systematic Review
Análisis de estudios longitudinales con jóvenes futbolistas masculinos: una revisión sistemática
Christian Mandovani Lima
*profcmandovani@gmail.com
Vicente Pinheiro Lima
**professorvicentelima@gmail.com
Yuri Rolim Lopes Silva
***professoryurirolim@gmail.com
Moisés Augusto de Oliveira Borges
+m.oliveiraborges@hotmail.com
Sergio de Carvalho Júnior
++sergiojrbr@yahoo.com.br
*Bacharel em Educação Física
pela Universidade Estácio de Sá (UNESA)
Mestre em Ciências do Esporte e do Exercício
pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Doutorando em Ciências do Esporte e do Exercício pela UERJ
**Professor Adjunto do Instituto de Educação Física e Desportos da UERJ
Docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Exercício e do Esporte
Doutorado em Ciência do Exercício e Esporte, área de concentração:
Aspectos Biopsicossociais do Esporte (UERJ)
Mestrado em Educação: Gestão de Ensino Superior (UNESA)
Pós-Graduado em Biomecânica (UNESA-RJ)
Pós-Graduado em Basquete (UGF)
Licenciatura Plena em Educação Física (UERJ)
Líder do Grupo de Pesquisa em Biodinâmica
do Desempenho, Exercício e Saúde (BIODESA-UERJ)
Pesquisador do Laboratório do Exercício e do Esporte (LABEES-UERJ)
***Mestre pelo Programa de Pós Graduação
em Ciências do Exercício e do Esporte (PPGCEE/UERJ)
Pós Graduado em Musculação, e Treinamento de Força (UFRJ)
Graduado em Educação Física pela Universidade Castelo Branco (UCB)
Membro do Grupo de Pesquisa em Biodinâmica
do desempenho, exercício e saúde - (BIODESA/UERJ)
e Laboratório do Exercício e do Esporte (LABEES/UERJ)
+Graduado em Licenciatura em Educação Física
pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Bacharel pela Celso Lisboa
Especialista em Atividade Física e Fisiologia do Exercício
ênfase em Psicofisiologia e Recuperação Pós-Exercício
Possui MBA em Gestão de Projetos
Mestre em Psicologia (PPGPSI - UFRRJ), ênfase em Psicologia do Esporte
Doutorando do Programa de Pós-Graduação
em Ciências do Exercício e do Esporte (PPGCEE), da UERJ
Membro pesquisador e orientador no Laboratório de Avaliação e Saúde (LAVs)
e do Grupo de Pesquisa em Biodinâmica
do Desempenho, Exercício e Saúde (BIODESA/UERJ)
Associado do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE)
++Graduado em Educação Física pela Universidade Estácio de Sá
(Brasil)
Recepción: 28/08/2025 - Aceptación: 08/01/2026
1ª Revisión: 04/11/2025 - 2ª Revisión: 05/01/2026
Documento acessível. Lei N° 26.653. WCAG 2.0
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Este trabalho está sob uma licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt |
Cita sugerida
: Lima, C.M., Lima, V.P., Silva, Y.R.L., Borges, M.A. de O., e Carvalho Júnior, S. de (2026). Análise de estudos longitudinais com jovens jogadores de futebol do sexo masculino: uma revisão sistemática. Lecturas: Educación Física y Deportes, 30(334), 217-243. https://doi.org/10.46642/efd.v30i334.8538
Resumo
Objetivo: Analisar as características de estudos longitudinais com jovens jogadores de futebol do sexo masculino (13-17 anos), com foco no desempenho físico e na incidência de lesões. Método: A busca em seis bases de dados (PubMed, SPORTDiscus, Web of Science, Scopus, BVS e SciELO) resultou em 994 artigos; 34 atenderam aos critérios de elegibilidade e foram agrupados em quatro áreas: aspectos comportamentais e motivacionais (5), lesão (10), doença em jovens atletas (2) e desempenho físico (13). Resultados: Os estudos analisaram principalmente variáveis físicas ligadas ao desempenho e às lesões. Os testes mais frequentes foram sprint de 10, 20 e 30 m, 30-15 IFT, Yo-Yo IR1 e avaliações de potência muscular, como Drop Jump (DJ) e Counter-Movement Jump (CMJ). Medidas antropométricas, como IMC e percentual de gordura, também foram comuns. Em relação às lesões, a maioria resultou em afastamentos inferiores a 7 dias, com destaque para lesões musculares e traumas na coxa. As taxas variaram conforme idade e categoria, sendo maiores em jogos do que em treinos. Conclusão: Os estudos reforçam a importância do monitoramento contínuo do desempenho físico e das lesões em jovens atletas de futebol.
Unitermos:
Futebol. Desempenho atlético. Lesão. Estudos longitudinais. Adolescentes.
Abstract
Objective: To analyze the characteristics of longitudinal studies with male youth soccer players (ages 13-17), focusing on physical performance and injury incidence. Method: A search in six databases (PubMed, SPORTDiscus, Web of Science, Scopus, BVS, and SciELO) identified 994 articles; 34 met the eligibility criteria and were grouped into four areas: behavioral and motivational aspects (5), injury (10), illness in youth athletes (2), and physical performance (13). Results: The studies primarily examined physical variables related to performance and injuries. The most frequent tests were 10, 20, and 30 m sprints, 30-15 IFT, Yo-Yo IR1, and muscle power tests such as Drop Jump (DJ) and Counter-Movement Jump (CMJ). Anthropometric measures, including BMI and body fat percentage, were also commonly assessed. Regarding injuries, most resulted in absences shorter than 7 days, with muscle injuries and thigh traumas being the most recurrent. Incidence rates varied by age and competitive category, with higher frequency in matches than in training. Conclusion: The studies highlight the importance of continuous monitoring of physical performance and injuries in youth soccer players.
Keywords
: Soccer. Athletic performance. Injury. Longitudinal studies. Adolescent.
Resumen
Objetivo: Analizar las características de estudios longitudinales con futbolistas jóvenes (13-17 años), centrados en el rendimiento físico y la incidencia de lesiones. Método: Una búsqueda en seis bases de datos (PubMed, SPORTDiscus, Web of Science, Scopus, BVS y SciELO) arrojó 994 artículos; 34 cumplieron los criterios de elegibilidad y se agruparon en cuatro áreas: aspectos comportamentales y motivacionales (5), lesiones (10), enfermedades en atletas jóvenes (2) y rendimiento físico (13). Resultados: Los estudios analizaron principalmente variables físicas relacionadas con el rendimiento y las lesiones. Las pruebas más frecuentes fueron los sprints de 10, 20 y 30 m, 30-15 IFT, Yo-Yo IR1 y evaluaciones de potencia muscular como Drop Jump (DJ) y Counter-Movement Jump (CMJ). Las medidas antropométricas, como el IMC y el porcentaje de grasa corporal, también fueron comunes. En cuanto a las lesiones, la mayoría resultaron en ausencias de menos de 7 días, siendo las lesiones musculares y los traumatismos de muslo las más destacadas. Las tasas variaron según la edad y la categoría, siendo mayores en los partidos que en los entrenamientos. Conclusión: Los estudios refuerzan la importancia del seguimiento continuo del rendimiento físico y las lesiones en jóvenes futbolistas.
Palabras clave
: Fútbol. Rendimiento deportivo. Lesiones. Estudios longitudinales. Adolescentes.
Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 30, Núm. 334, Mar. (2026)
Introdução
A ciência por trás do futebol está em constante evolução e pontos importantes de pesquisas estão sendo destacados nos últimos anos, como evidenciado por Williams em 2020, que apontou pontos-chave de pesquisas futuras como o trabalho multidisciplinar e a incorporação de estudos longitudinais para uma maior compreensão sobre a variação de desempenho dos atletas e a detecção de talentos. A importância da análise longitudinal é corroborada por Silva em 2022, que identificou que durante o trabalho da pré-temporada, os jogadores restauram sua composição corporal ideal para competição e recuperam a capacidade neuromuscular e de resistência necessárias para a temporada, especialmente à medida que se aproxima o estágio do pico de desempenho. Conforme aponta Segalés Gill em seu estudo realizado em 2020, períodos prolongados de destreino, como observado após 79 dias, resultam em uma redução significativa do VO₂ máx. e, consequentemente, em deterioração da capacidade aeróbica.
O entendimento de uma temporada competitiva é de suma importância, pois oferece uma visão completa sobre muitos fatores que influenciam diretamente os atletas de futebol, como por exemplo o excesso de carga de trabalho, viagens internacionais, estresse psicológico, número de partidas na temporada e jogos consecutivos, fatores estes que podem colaborar para aumentar a incidência de lesões. (Den Hollander et al., 2024; Borato et al., 2022)
Quando se trata de jovens atletas, outro fator a se observar durante uma análise de desempenho físico é o efeito da idade relativa e maturação biológica durante o ano, onde tais atletas podem apresentar variação expressiva de variáveis físicas importantes para a prática esportiva (Huertas et al., 2019; Pesantez et al., 2020). Os efeitos da maturação biológica influenciam diretamente a seleção de jovens atletas, uma vez que o um atleta que apresenta um estado mais avançado de maturação expressa capacidades físicas superiores em relação aos que não estão no mesmo estado maturacional, sendo um fator decisivo para a exclusão ou seleção de um jovem atleta. (Malina et al., 2015)
Pelo exposto, o presente estudo tem como objetivo analisar o que os estudos com características de delineamento longitudinal realizados com jovens jogadores de futebol do sexo masculino com idade entre 13 e 17 anos. Portanto, o problema central desta investigação reside na ausência de um panorama sistematizado que identifique quais variáveis são prioritárias no monitoramento de jovens atletas para otimizar o desempenho e, simultaneamente, mitigar o risco de lesões identificando suas causas e mecanismos principais no público investigado.
Métodos
Protocolo de registro e local de acesso da revisão sistemática
Esta revisão sistemática seguiu as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) (Page et al., 2022) e foi registrada no International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO) em 27 de agosto de 2024, sob o número CRD42024584054. (Booth et al., 2012)
Critérios de inclusão dos estudos
Os critérios de inclusão foram definidos a partir do acrônimo PECOS (população, intervenção/exposição, comparação, desfecho e desenho do estudo) (Ministério da Saúde, 2021). Foram incluídos estudos que apresentavam: a) jovens jogadores de futebol do sexo masculino; b) participação em pelo menos uma temporada competitiva; c) comparação entre características dos atletas; d) acompanhamento das variáveis físicas; e) delineamento longitudinal e observacional.
Estratégia de busca e seleção dos estudos
A estratégia de busca foi elaborada a partir de descritores do DeCS e do MeSH, utilizando os termos: “Football” OR “Soccer” AND “youth athletes” OR “young athletes” OR “youth players” OR “young players” AND “Season” OR “competition period” OR “seasonal alterations”. Não foram aplicados filtros.
As buscas iniciaram em 24 de junho de 2024, conduzidas remotamente por três pesquisadores nas bases PubMed, SPORTDiscus, Web of Science, Scopus, BVS, SciELO e ScienceDirect. A seleção ocorreu em etapas:
Exportação para o software EndNote Online;
Remoção automática e manual de duplicados;
Triagem por títulos e resumos conforme os critérios PECOS;
Leitura completa dos artigos elegíveis;
Exclusão dos que não atendiam aos critérios.
Divergências foram resolvidas com auxílio de um quarto pesquisador mais experiente.
Avaliação da qualidade metodológica e análise do risco de vieses dos estudos incluídos
A qualidade metodológica foi avaliada por dois pesquisadores, com mediação de um terceiro em caso de discordância. Utilizou-se a Newcastle Ottawa Scale (NOS), composta por oito critérios em três categorias: seleção (4 pontos), comparabilidade (2 pontos) e desfecho (3 pontos), totalizando até 9 pontos. (Wells et al., 2021)
O risco de viés foi analisado pela ferramenta ROBIS, que considera quatro domínios: critérios de elegibilidade, identificação e seleção dos estudos, coleta e avaliação dos dados, e síntese dos resultados. Cada domínio foi classificado como “baixo”, “alto” ou “indeterminado”. (Ministério da Saúde, 2017)
Extração dos dados dos estudos incluídos
A extração dos dados foi realizada de forma independente por três pesquisadores e revisada por um quarto, responsável por resolver divergências. Foram coletadas as seguintes informações: autor, ano de publicação, número de participantes, idade, categoria, duração da temporada e característica observada. Como desfecho, registrou-se a conclusão do autor. Quando os resultados eram apresentados em gráficos, utilizou-se o software Web Plot Digitizer.
Resultados
Foram encontrados 994 artigos em cinco bases de dados: PubMed (131), SPORTDiscus (182), Web of Science (229), Scopus (240), BVS (146), SciELO (1) e Science Direct (15). Após aplicar os critérios de elegibilidade, 34 artigos foram selecionados para esta revisão sistemática. Eles foram agrupados em quatro áreas: aspectos comportamentais e motivacionais (5), lesão (10), doença em jovens atletas (2) e desempenho físico (13).
A Figura 1 apresenta a inclusão e exclusão dos artigos em cada etapa, conforme o fluxograma PRISMA 2020. A qualidade metodológica dos estudos de lesão e desempenho é mostrada nos Quadros 1 e 2 (escala Newcastle-Ottawa Scale - NOS). O risco de viés, por temática, está nos Quadros 3 e 4 (ferramenta ROBINS-I). As Tabelas 1 e 2 caracterizam os artigos sobre lesão e desempenho, enquanto as Tabelas 3 e 4 apresentam os dados extraídos para análise.
As Figuras 2 e 3 mostram a distribuição geográfica das publicações, considerando a filiação do primeiro autor: artigos de seis países na temática de lesão e de cinco em desempenho. A Figura 4 apresenta os anos de publicação, variando entre 2003 e 2023.
Figura 1. Fluxograma do processo de seleção dos estudos seguindo as recomendações
do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA)
Fonte: Dados de pesquisa
Quadro 1. Análise da qualidade metodológica dos estudos sobre
lesões incluídos, utilizando a ferramenta Newcastle Ottawa Scale (NOS).
|
Estudos |
Seleção |
Comparabilidade |
Desfecho |
Total |
||||||
|
1 |
2 |
3 |
4 |
1 |
2 |
1 |
2 |
3 |
||
|
Incidence of injuries in elite French youth soccer players. |
X |
|
X |
X |
|
|
X |
X |
X |
6/9 |
|
Growing pains: Maturity associated variations in injury risk in academy football. |
|
|
X |
X |
X |
|
X |
X |
X |
6/9 |
|
How does age affect injury characteristics in young elite footballers? - A prospective cohort study of a German youth academy. |
X |
|
X |
X |
X |
|
X |
X |
X |
7/9 |
|
Incidence of injuries in young soccer players epidemiological study in an Italian elite club. |
X |
|
X |
X |
|
|
X |
X |
X |
6/9 |
|
Injury incidence in a Premier League youth soccer academy using the consensus statement: a prospective cohort study. |
X |
|
X |
X |
|
|
X |
X |
X |
6/9 |
|
Injury profiles in Korean youth soccer. |
X |
|
X |
|
|
|
X |
X |
X |
5/9 |
|
Low risk of injuries among children playing organized soccer a prospective cohort study. |
X |
|
X |
|
X |
|
X |
X |
X |
6/9 |
|
Original article orthopedic injuries in a formation of a soccer club. |
X |
X |
X |
X |
|
|
X |
X |
X |
7/9 |
|
Prevalência de lesões no futebol em atletas jovens: estudo comparativo entre diferentes categorias. |
X |
X |
X |
X |
|
|
X |
X |
X |
7/9 |
|
The influence of maturity on recovery and perceived exertion, and its relationship with illnesses and non-contact injuries in young soccer. |
X |
X |
X |
X |
X |
|
X |
X |
X |
8/9 |
Fonte: Dados de pesquisa
Quadro 2. Análise da qualidade metodológica dos estudos sobre
desempenho incluídos, utilizando a ferramenta Newcastle Ottawa Scale (NOS)
|
Estudos |
Seleção |
Comparabilidade |
Desfecho |
Total |
||||||
|
1 |
2 |
3 |
4 |
1 |
2 |
1 |
2 |
3 |
||
|
Fluctuations of training load variables in elite soccer players U-14 throughout the competition season. |
X |
X |
X |
X |
X |
X |
X |
|
7/9 |
|
|
Applicability of an agility test in young players in the soccer field. |
X |
X |
X |
X |
X |
|
X |
X |
X |
8/9 |
|
Assessment of aerobic resistance in the young soccer player. |
|
X |
X |
|
|
|
X |
X |
|
4/9 |
|
Associations among maturity, accumulated workload, physiological, and body composition factors in youth soccer players: A comparison between playing positions. |
|
|
X |
|
X |
|
X |
X |
X |
5/9 |
|
Associations between variations in accumulated workload and physiological variables in young male soccer players over the course of a season. |
|
|
X |
|
X |
|
X |
X |
X |
5/9 |
|
Differences in physical and psychological parameters in sub-elite, male, youth soccer players with jumper's knee following physical therapy compared to healthy controls: A longitudinal examination. |
X |
X |
X |
X |
X |
|
X |
X |
|
7/9 |
|
Predicting the timing of the peak of the pubertal growth spurt in elite male youth soccer players: evaluation of methods. |
X |
X |
X |
|
X |
|
X |
X |
|
6/9 |
|
Somatotype, accumulated workload, and fitness parameters in elite youth players: Associations with playing position. |
X |
X |
X |
|
X |
|
X |
X |
|
6/9 |
|
The changing characteristics of talented soccer players - a decade of work in Groningen. |
X |
X |
X |
|
X |
|
X |
X |
|
6/9 |
|
The development of tactical skills in U-14 and U-15 soccer players throughout a season: A comparative analysis. |
X |
X |
X |
|
X |
|
X |
X |
|
6/9 |
|
The effects of training on hormonal concentrations in young soccer players. |
X |
X |
X |
|
X |
|
X |
X |
|
6/9 |
|
Training load, immune status, and clinical outcomes in young athletes: A controlled, prospective, longitudinal studies. |
X |
X |
|
|
|
|
X |
X |
|
4/9 |
|
The impact of the soccer training season on the body composition and physical performances of young soccer players. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
4/9 |
Fonte: Dados de pesquisa
Quadro 3. Avaliação do risco de viés dos estudos de desempenho, utilizando a ferramenta da Cochrane ROBINS-I
|
Estudos |
D1 |
D2 |
D3 |
D4 |
D5 |
D6 |
D7 |
Overall |
|
Fluctuations of training load variables in elite soccer players U-14 throughout the competition season. |
- |
! |
- |
- |
V |
V |
- |
! |
|
Applicability of an agility test in young players in the soccer field. |
- |
- |
- |
- |
V |
V |
- |
- |
|
Assessment of aerobic resistance in the young soccer player. |
- |
- |
- |
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V |
V |
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|
Associations among maturity, accumulated workload, physiological, and body composition factors in youth soccer players: A comparison between playing positions. |
- |
- |
- |
- |
- |
V |
V |
- |
|
Associations between variations in accumulated workload and physiological variables in young male soccer players over the course of a season. |
- |
- |
- |
- |
V |
V |
- |
- |
|
Differences in physical and psychological parameters in sub-elite, male, youth soccer players with jumper's knee following physical therapy compared to healthy controls: A longitudinal examination. |
- |
- |
- |
- |
V |
V |
V |
V |
|
Predicting the timing of the peak of the pubertal growth spurt in elite male youth soccer players: evaluation of methods. |
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- |
V |
V |
V |
V |
V |
V |
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Somatotype, accumulated workload, and fitness parameters in elite youth players: Associations with playing position. |
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V |
V |
V |
V |
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The changing characteristics of talented soccer players - a decade of work in Groningen. |
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V |
V |
- |
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The development of tactical skills in U-14 and U-15 soccer players throughout a season: A comparative analysis. |
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V |
V |
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|
The effects of training on hormonal concentrations in young soccer players. |
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V |
V |
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- |
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Training load, immune status, and clinical outcomes in young athletes: A controlled, prospective, longitudinal studies. |
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V |
V |
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The impact of the soccer training season on the body composition and physical performances of young soccer players. |
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- |
- |
- |
- |
V |
- |
- |
Fonte: Dados de pesquisa
Quadro 4. Avaliação do risco de viés dos estudos de lesão, utilizando a ferramenta da Cochrane ROBINS-I
|
Estudos |
D1 |
D2 |
D3 |
D4 |
D5 |
D6 |
D7 |
Overall |
|
Incidence of injuries in elite French youth soccer players. |
- |
- |
- |
- |
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V |
V |
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|
Growing pains: Maturity associated variations in injury risk in academy football. |
V |
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V |
V |
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- |
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|
How does age affect injury characteristics in young elite footballers? - A prospective cohort study of a German youth academy. |
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V |
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! |
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Incidence of injuries in young soccer players epidemiological study in an Italian elite club. |
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- |
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V |
V |
- |
|
Injury incidence in a Premier League youth soccer academy using the consensus statement: a prospective cohort study. |
V |
V |
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V |
V |
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- |
|
Injury profiles in Korean youth soccer. |
! |
! |
V |
V |
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- |
V |
! |
|
Low risk of injuries among children playing organized soccer a prospective cohort study. |
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V |
V |
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V |
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|
Original article orthopedic injuries in a formation of a soccer club. |
- |
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V |
V |
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V |
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|
Prevalência de lesões no futebol em atletas jovens: estudo comparativo entre diferentes categorias. |
! |
- |
V |
V |
- |
! |
- |
! |
|
The influence of maturity on recovery and perceived exertion, and its relationship with illnesses and non-contact injuries in young soccer. |
- |
- |
- |
V |
- |
- |
V |
- |
Fonte: Dados de pesquisa
Tabela 1. Caracterização dos estudos sobre lesão
|
Autor/ Ano |
País |
Duração do estudo (em meses) |
Local em que ocorreram as avaliações |
Momento da avaliação |
Tamanho amostral |
Idade analisada (anos) |
Ferramenta de análise |
|
Froholdt et al. 2009 |
Noruega |
7 |
CT e competição |
A cada mês do período |
394 |
13,14,15 e 16 |
Questionário |
|
Carvalho et al. 2013 |
Brasil |
24 |
CT e competição |
PRD |
221 |
15, 16 e 17 |
BD |
|
Ribeiro et al. 2007 |
Brasil |
11 |
CT e competição |
PRD |
54 |
14 e 16 |
BD |
|
Johnson et al. 2019 |
Itália |
12 |
CT e competição |
PRD |
23 |
14 |
BD |
|
Mandorino et al. 2022 |
Reino Unido |
24 |
Competição |
PRD |
45 |
13, 14, 15 |
BD |
|
Weishorn et al. 2023 |
Alemanha |
12 |
Competição |
PRD |
138 |
13, 14, 15, 16 |
BD |
|
Le Gall et al. 2006 |
Reino Unido |
120 |
Competição |
PRD |
66 |
13, 14, 15 |
BD |
|
Renshaw et al. 2016 |
Reino Unido |
12 |
Competição e CT |
PRD |
54 |
14, 15, 17 |
BD |
|
Lee et al. 2020 |
Coreia |
13 |
Competição e CT |
PRD |
681 |
13 |
BD |
|
Thiebat et al. 2021 |
Itália |
36 |
Competição e CT |
PRD |
312 |
13, 14, 15, 16 |
BD |
Legenda: CT = Centro de Treinamento; PRD = Ao longo do período, BD=Banco de dados. Fonte: Dados de pesquisa
Tabela 2. Caracterização dos estudos sobre desempenho
|
Autor |
País |
Duração do Estudo (em meses) |
Local da avaliação |
Momento da avaliação |
Tamanho amostral |
Idade (média) |
Estatura |
Massa
corporal |
|
Hadi Nobari et al. 2022 |
Irã |
6,47 |
CT |
Em vários momentos (não especificado) |
21 |
13,26 |
165,8 |
50,70 |
|
Nobari et al. 2021 |
Irã |
5 |
CT |
Início, meio e final da temporada |
23 |
15,5 |
172,7 |
61,3 |
|
Niering et al. 2021 |
Não mencionado |
5 |
CT |
Início da temporada (T1), seis semanas (T2), 16 semanas (T3) e 20 semanas (T4) após o início da temporada |
18 |
15,1 |
170,7 |
60,5 |
|
Nobari et al. 2021 |
Iran |
6,47 |
CT |
Início da temporada, meio da temporada e final da temporada |
26 |
13,3 |
165,8 |
50,7 |
|
Parr et al. 2020 |
Reino Unido |
48 |
Não informado |
A cada 2 meses |
23 |
12,4 |
Não identificado |
Não identificado |
|
Elferink-Gemser et al. 2012 |
Países Baixos |
108 |
Não informado |
Final da temporada competitiva |
492 |
12 |
1,52 |
40,7 |
|
Muscella et al. 2019 |
Itália |
12 |
CT |
4 momentos: antes do início do período de treinamento (T0), logo após o período de treinamento (T1), no meio da temporada (T2) e no final da temporada (T3) |
30 |
16,51 |
175,6 |
66,4 |
Legenda: CT = Centro de Treinamento Fonte: Dados de pesquisa
Tabela 3. Dados extraídos dos artigos sobre lesão.
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Autor |
Dias de afastamento |
Local da lesão |
Traumática |
Overuse |
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Ribeiro, R.N. |
0 dias: 52(42 %), 1 dia:5(4 %), 2 dias:13(10,6 %), 3 dias: 7(5,7 %), 4 dias: 10(8,1 %), 5 dias: 3(2,5 %), 6 dias: 7(5,7 %), 7 dias: 3(2,5 %), >1 semana: 0, <1 mês: 21(17 %), >1 mês 2(1,7 %) |
Pé 2 (1,6 %), coxa 47(38 %), tornozelo 18(17 %), joelho 17(13,8 %), ombro 4(3,25 %), perna 9(7,3 %) e tronco 12(15 %), quadril/pélvis 4(3,25 %) e de cabeça, face e pescoço 4(3,25 %), cotovelo 1(0,08 %), Punho 5(4 %) |
||
|
Johnson, D.M. |
U14 =484, U14 =647, U15 =191 |
|||
|
Mandorino, M. |
Tornozelo/pé 22; perna/tendão de Aquiles 19; coxa 17; virilha/quadril 14; tronco 7; braços, ombros ou mão 2 |
|||
|
Weishorn, J. |
U14 =356, U15 =257, U16 =629, U17 =148 |
|||
|
Le Gall, F. |
1-3 dias-U14 119,U15 118,U16 120 / 4-7 dias-U14 123,U15 106,U16 108/1-4 semanas-U14 128, U15105, U16 111/1 mês+ U14 50, U15 32, U16 32 |
Coxa 24.5 %; Tornozelo 17.8 %; Joelho 15.3 %; costas 9.4 %; pé 8.2 %, mão 6.0 %, Perna 5.2 %; Pelve 4.9 %; Braço 2.5 %; Quadril 2.2 % ; ombro 1.8 %; Cabeça 1,4 %; Tórax/abdômen 0,4 %; Pescoço 0,3 % |
||
|
Renshaw, A. |
Cabeça/rosto 1, Ombro/clavícula 1, Mão/dedo/polegar 1, Abdomen 3, costas 3, pelve 1, quadril/virilha 11, Coxa anterior 17, Coxa posterior 12, joelho 12, perna 4, Tornozelo 13, pé 4 |
|||
|
Lee, I. |
22.58 ± 35.95 (dias) |
Tornozelo 109 (26,6); Joelho 58 (14,1); Coxa 51 (12,4); Pé/dedo do pé 45 (11,0); Perna 18 (4.4); Virilha 14 (3,4); Tendão de Aquiles 14 (3,4); Quadril 6 (1,5) Pulso 23 (5.6); Dedo 16 (3,9); Ombro/clavícula 9 (2.2); Cotovelo 4 (1.0); Mão 2 (0,5); Polegar 2 (0,5); Lombar 17 (4.1); Pelve 12 (2,9); Rosto 4 (1,0); Costelas 3 (0,7); Cabeça 1 (0,2); Coluna cervical 1 (0,2); Parte superior das costas 1 (0,2) |
U13 = 275 |
U13 = 118 |
|
Thiebat, G. |
Pelve U14 11, U15 5, U16 7, U17 3; Coxa U14 37, U15 54, U16 82, U17 67; Perna U14 4, U15 10, U16 21, U17 16; Joelho U14 26, U15 34, U16 31, U17 27; Pé e tornozelo U14 22, U15 30, U16 33, U1754; Tronco e membros superiores U14 8, U15 12, U16 12, U1712 |
U14 = 40; U15 = 60; U16 = 70; U17 = 91 |
U14 26, U15 26, U16 45, U17 31 |
|
|
Froholdt, A. |
U13 - U16 71 |
U13 - U16 24 |
||
|
Carvalho, D. |
Média: U15 3,32; U16; U17 2,48 |
Fonte: Dados de pesquisa
Tabela 4. Dados extraídos dos artigos sobre desempenho
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Autor/Ano |
Testes utilizados |
Variáveis analisadas |
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Hadi Nobari et al. (2022) |
Sprint 10 e 30 m; 30-15 IFT; idade maturacional (PHV); IMC; dobras cutâneas (tríceps, subescapular); escalas RPE/CR10; carga semanal pelo PSE. |
VO₂ máx.; % gordura; IMC; esforço percebido; carga aguda acumulada; duração do treino; idade maturacional; velocidade. |
|
Nobari et al. (2021) |
Teste de sprint curto linear (10 m), teste de sprint médio linear (20 m) e o teste de aptidão intermitente 30-15. |
Composição corporal; maturidade (PHV); VO₂ máx.; velocidade; FCmáx; FCrepouso; carga de treinamento. |
|
Niering et al. (2021) |
FTT15 (batida de pé, 15 s), Drop Jump (DJ), Jump-and-Reach (JaR), Sprint acíclico (AS), Sprint linear 30 m, Yo-Yo IR1 (YYIRL1). Variáveis psicológicas: Achievement Motives Scale (AMS) Sport. |
Potência muscular; mudança de direção; velocidade; resistência; lesões; dor; avaliação psicológica. |
|
Nobari et al. (2021) |
Teste de aptidão intermitente 30-15; RPE; CR10. |
Carga de treinamento diário, carga de jogo e VO2 e maturação. |
|
Parr et al. (2020) |
Avaliação antropométrica e fórmula para desvio de maturidade e altura prevista PHV. |
Massa, estatura, altura sentada; Idade prevista e maturação. |
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Elferink-Gemser et al. (2012) |
Teste de corrida de intervalado (interval shuttle run test (ISRT)) e bioimpedância. |
Altura; peso; percentual de gordura corporal; data de nascimento; características de treinamento; anos de experiência; horas semanais de futebol; horas semanais adicionais; resistência intermitente. |
|
Muscella et al. (2019) |
Percentual gordura (tríceps, bíceps, subescapular, suprailíaca); Squat Jump (SJ); Counter-Movement Jump (CMJ); Yo-Yo IR1; sprint 30 m; análise de sangue. |
Peso; estatura; percentual de gordura; potência muscular; VO₂ máx.; velocidade de sprint; testosterona sérica; cortisol; hormônio de crescimento humano (GH). |
Fonte: Dados de pesquisa
Figura 2. Local de publicação dos artigos sobre lesão extraídos através do país de filiação do primeiro autor
Fonte: Dados extraídos dos artigos selecionados para a presente revisão sistemática
Figura 3. Local de publicação dos artigos sobre desempenho extraídos através do país de filiação do primeiro autor
Fonte: Dados extraídos dos artigos selecionados para a presente revisão sistemática
Figura 4. Ano de publicação dos artigos extraídos sobre lesão e desempenho
Fonte: Dados extraídos dos artigos selecionados para a presente revisão sistemática
Discussão
A presente revisão teve como objetivo analisar estudos longitudinais com jovens atletas de futebol do sexo masculino. Os resultados mostraram que a maioria investigou variáveis de desempenho físico e lesões.
A análise do desempenho físico destacou a relevância de testes de sprint (10, 20 e 30 m), capacidade aeróbica (30-15 IFT e Yo-Yo IR1) e potência muscular (Drop Jump, Jump-and-Reach, Squat-Jump e Counter-Movement-Jump) (Albuquerque et al., 2005; Nobari et al., 2021a; Nobari et al., 2021b; Nobari et al., 2021c). A maturação biológica demonstrou influenciar positivamente o VO2máx, a força, a potência e o desempenho geral (Neto et al., 2007; Matta et al., 2013; Gonçalves et al., 2021; Nobari et al., 2021a; Nobari et al., 2021b; Nobari et al., 2021c), sendo que atletas mais maturados apresentaram melhor interpretação e resposta ao jogo. Estudos reforçam que altos níveis de potência, velocidade e resistência são fundamentais não apenas na detecção de talentos, mas principalmente no controle do treinamento. (Andrzejewski et al., 2018; Sáez de Villarreal et al., 2015; Silva et al., 2014)
O controle dessas variáveis de desempenho é crucial para a saúde musculoesquelética, pois a modulação da carga de treinamento é o principal mecanismo de prevenção de lesões. Escalas de percepção de esforço (RPE e CR10) foram amplamente usadas para monitoramento de carga, sendo apontadas como ferramentas práticas e eficazes quando associadas a dados físicos e de bem-estar (Kuhlman et al., 2023; Weber et al., 2012; Nobari et al., 2021a; Nobari et al., 2021b). A falha no controle da carga, evidenciada por parâmetros como resistência, mudança de direção e carga acumulada, pode levar a um estado de estresse e fadiga. Estudos apontam maior fadiga, dor e pior sono após jogos (Oliveira et al., 2023), e o acúmulo de estresse competitivo demonstrou relação com alterações em marcadores hormonais, como elevação de cortisol e queda de testosterona. (Ferreira Neto et al., 2018; Muscella et al., 2019)
A relação entre o controle das variáveis de desempenho e a lesão torna-se evidente ao analisar a incidência de eventos adversos. As lesões foram registradas principalmente na coxa (28,9 %), tornozelo/pé (26,9 %) e joelho (15,4 %) (Ribeiro et al., 2007; Johnson et al., 2019; Weishorn et al., 2023). Do total, 246 lesões foram classificadas como por overuse, um tipo de lesão frequentemente associado à inadequação do controle da carga de treinamento e à falha na recuperação (Ribeiro et al., 2007; Johnson et al., 2019; Weishorn et al., 2023). Além disso, a predominância de lesões musculares, especialmente nos isquiotibiais, adutores e quadríceps, com reincidências prolongando o tempo de afastamento (Ekstrand et al., 2020; Light et al., 2021; Mandorino et al., 2022; Le Gall et al., 2006; Thiébat et al., 2021; Froholdt et al., 2009), reforça a necessidade de que o controle do treinamento seja direcionado à prevenção de lesões musculares, um aspecto central no desenvolvimento e na saúde de jovens atletas de futebol. (Andrzejewski et al., 2018; Sáez de Villarreal et al., 2015; Silva et al., 2014)
Conclusão
A presente revisão sistemática sintetiza a interconexão longitudinal entre variáveis de desempenho e padrões de lesão em jovens atletas de futebol. Os achados confirmam a centralidade do monitoramento físico para o sucesso e a saúde, destacando que lesões musculares na coxa e de natureza por overuse representam o principal desafio, frequentemente associadas à falha no controle da carga e ao estado maturacional. Conclui-se que o monitoramento deve ser individualizado, integrando testes físicos e percepção de esforço. Para o avanço do campo, sugerem-se estudos com maior rigor metodológico e especificidade posicional, visando estabelecer relações de causalidade robustas para mitigar riscos de lesões.
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