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ISSN 1514-3465

 

Adesão à prática de musculação entre 

praticantes de dança: uma revisão sistemática

Adherence to Weight Training among Dance Practitioners: A Systematic Review

Adherencia al entrenamiento con pesas entre bailarines: una revisión sistemática

 

André da Silva Gonçalves*

iamandregonca@gmail.com

Bruno de Cassio Coelho**

bruno.cassio@ufv.br

Christina Gontijo Fornaciari***

christina.fornaciari@ufv.br

 

*Graduado em Dança pela Universidade Federal de Viçosa (UFV)

**Doutorando em Educação Física pela UFV

***Professora Adjunta no Curso de Dança da UFV

(Brasil)

 

Recepción: 27/08/2025 - Aceptación: 27/5/2026

1ª Revisión: 02/04/2026 - 2ª Revisión: 22/05/2026

 

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Cita sugerida: Gonçalves, A. da S., Coelho, B. de C., e Fornaciari, C.G. (2026). Adesão à prática de musculação entre praticantes de dança: uma revisão sistemática. Lecturas: Educación Física y Deportes, 31(338), 228-238. https://doi.org/10.46642/efd.v31i338.8537

 

Resumo

    A dança, embora caracterizada como expressão artística, impõe elevadas demandas físicas aos seus praticantes, exigindo força, resistência e controle neuromuscular. Nesse contexto, o treinamento de força surge como estratégia complementar relevante para a melhoria do desempenho e a prevenção de lesões. O objetivo deste estudo foi analisar, por meio de uma revisão sistemática, os fatores associados à adesão ao treinamento de força entre praticantes de dança. A busca foi realizada no Google Acadêmico, considerando publicações entre 2019 e 2024, utilizando descritores relacionados à dança, musculação e adesão. Após o processo de identificação, triagem e elegibilidade, seis estudos foram incluídos na análise qualitativa, conforme as diretrizes PRISMA 2020. Os resultados indicaram que a adesão ao treinamento de força está associada principalmente à percepção de benefícios no desempenho físico, aumento da força muscular e prevenção de lesões. Por outro lado, barreiras como limitações de tempo, crenças estéticas e falta de orientação profissional especializada ainda dificultam a incorporação sistemática dessa prática. Conclui-se que estratégias educativas e programas de treinamento individualizados podem favorecer a adesão ao treinamento de força na dança, contribuindo para a saúde, o desempenho e a longevidade da carreira dos praticantes.

    Unitermos: Dança. Treinamento de força. Desempenho físico.

 

Abstract

    Dance, although characterized as an artistic form of expression, imposes high physical demands on its practitioners, requiring strength, endurance, and neuromuscular control. In this context, strength training emerges as a relevant complementary strategy for performance enhancement and injury prevention. The aim of this study was to analyze, through a systematic review, the factors associated with adherence to strength training among dance practitioners. The search was conducted in Google Scholar, considering publications from 2019 to 2024, using descriptors related to dance, strength training, and adherence. Following the processes of identification, screening, and eligibility, six studies were included in the qualitative synthesis, according to PRISMA 2020 guidelines. The findings indicate that adherence to strength training is mainly associated with perceived benefits in physical performance, increased muscular strength, and injury prevention. Conversely, barriers such as time constraints, aesthetic beliefs, and lack of specialized professional guidance still limit the systematic incorporation of this practice. It is concluded that educational strategies and individualized training programs may enhance adherence to strength training in dance, contributing to practitioners’ health, performance, and career longevity.

    Keywords: Dance. Strength training. Physical performance.

 

Resumen

    La danza, si bien se caracteriza como una expresión artística, impone altas exigencias físicas a quienes la practican, requiriendo fuerza, resistencia y control neuromuscular. En este contexto, el entrenamiento de fuerza emerge como una estrategia complementaria relevante para mejorar el rendimiento y prevenir lesiones. El objetivo de este estudio fue analizar, mediante una revisión sistemática, los factores asociados con la adherencia al entrenamiento de fuerza entre los practicantes de danza. La búsqueda se realizó en Google Académico, considerando publicaciones entre 2019 y 2024, utilizando descriptores relacionados con danza, entrenamiento con pesas y adherencia. Tras el proceso de identificación, selección y evaluación de elegibilidad, se incluyeron seis estudios en el análisis cualitativo, de acuerdo con las directrices PRISMA 2020. Los resultados indicaron que la adherencia al entrenamiento de fuerza se asocia principalmente con la percepción de beneficios en el rendimiento físico, el aumento de la fuerza muscular y la prevención de lesiones. Por otro lado, barreras como la falta de tiempo, las creencias estéticas y la ausencia de orientación profesional especializada aún dificultan la incorporación sistemática de esta práctica. Se concluye que las estrategias educativas y los programas de entrenamiento individualizados pueden fomentar la adherencia al entrenamiento de fuerza en la danza, contribuyendo a la salud, el rendimiento y la longevidad de las carreras de los bailarines.

    Palabras clave: Danza. Entrenamiento de fuerza. Rendimiento físico.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 31, Núm. 338, Jul. (2026)


 

Introdução 

 

    A dança, embora tradicionalmente compreendida como uma manifestação artística, impõe demandas fisiológicas comparáveis às observadas em modalidades esportivas de caráter técnico e estético. Movimentos repetitivos, saltos, aterrissagens, rotações e sustentações posturais exigem elevados níveis de força muscular, potência, estabilidade articular e controle neuromotor, o que coloca os praticantes em risco aumentado de lesões musculoesqueléticas quando tais capacidades não são adequadamente desenvolvidas. (Koutedakis, e Sharp, 1999; Wyon et al., 2013)

 

    Evidências acumuladas ao longo das últimas décadas indicam que o treinamento de força pode contribuir significativamente para a melhoria do desempenho físico e técnico de dançarinos, promovendo ganhos de força, potência, estabilidade e amplitude de movimento funcional, sem prejuízo às características estéticas da dança quando devidamente prescrito (Wyon et al., 2013; Ambegaonkar et al., 2021). Além disso, programas de treinamento resistido têm sido associados à redução da incidência de lesões, especialmente em membros inferiores, região lombar e tornozelos áreas frequentemente acometidas em diferentes estilos de dança. (Allen et al., 2012; Stracciolini et al., 2016)

 

    Apesar desses benefícios documentados, a adesão ao treinamento de força entre praticantes de dança permanece inconsistente. Estudos qualitativos e observacionais indicam que muitos dançarinos reconhecem o potencial do treinamento de força, mas relatam barreiras relacionadas à falta de tempo, conflitos com a rotina de ensaios, ausência de profissionais qualificados e crenças equivocadas sobre possíveis efeitos negativos na estética corporal e na fluidez do movimento (Farmer, e Brouner, 2021; Santos et al., 2023). Essas percepções contribuem para a baixa incorporação sistemática do treinamento resistido na preparação física da dança.

 

    A literatura internacional também destaca que a adesão ao treinamento de força é influenciada por fatores multifatoriais, incluindo aspectos individuais (idade, sexo, nível técnico), organizacionais (ambiente de treino, suporte institucional), cognitivos (conhecimento sobre benefícios e riscos) e culturais (valores estéticos e tradições da modalidade) (Ntoumanis et al., 2020; Farmer, e Brouner, 2021). A ausência de estratégias educacionais baseadas em evidências agrava esse cenário, limitando a transferência do conhecimento científico para a prática cotidiana da dança.

 

    Em populações jovens, como bailarinos adolescentes e pré-adolescentes, o treinamento de força tem demonstrado ser seguro e eficaz quando supervisionado adequadamente, promovendo melhorias na força muscular, saúde óssea e prevenção de lesões, sem impactos adversos ao crescimento ou ao desenvolvimento motor (Faigenbaum et al., 2009; Stracciolini et al., 2016). Esses achados reforçam a necessidade de desconstruir mitos historicamente associados ao treinamento resistido na dança, especialmente no que se refere à hipertrofia indesejada e à perda de leveza corporal.

 

    Revisões sistemáticas recentes apontam que intervenções de strength and conditioning em dançarinos produzem efeitos positivos consistentes sobre variáveis físicas relevantes ao desempenho, embora ressaltem a heterogeneidade metodológica dos estudos e a escassez de investigações focadas especificamente em fatores de adesão (Ambegaonkar et al., 2021; Ngo et al., 2024). Essa lacuna limita a formulação de recomendações práticas que considerem não apenas a eficácia dos programas, mas também sua aceitabilidade e sustentabilidade ao longo do tempo.

 

    Diante desse contexto, torna-se fundamental compreender os determinantes da adesão ao treinamento de força entre praticantes de dança, considerando simultaneamente barreiras, facilitadores e implicações práticas. A sistematização dessas evidências pode subsidiar a atuação de profissionais de Educação Física, treinadores e professores de dança na elaboração de programas individualizados, culturalmente sensíveis e alinhados às exigências físicas e artísticas da modalidade.

 

    Assim, o objetivo desta revisão sistemática é sintetizar a literatura científica disponível sobre os fatores associados à adesão ao treinamento de força em praticantes de dança, identificando barreiras, facilitadores e aplicações práticas que possam contribuir para a melhoria do desempenho, da saúde e da longevidade esportiva desses indivíduos.

 

Métodos 

 

    O presente estudo consiste em uma revisão sistemática da literatura, conduzida de acordo com as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA 2020), com o objetivo de garantir transparência, rigor metodológico e reprodutibilidade em todas as etapas do processo de revisão (Page et al., 2021). A busca bibliográfica foi realizada entre março e abril de 2025 em bases de dados eletrônicas reconhecidas internacionalmente, incluindo Google Scholar, PubMed/MEDLINE e Scopus. A estratégia de busca foi estruturada por meio da combinação de descritores em português e inglês relacionados à dança, ao treinamento de força e à adesão, utilizando operadores booleanos AND e OR. Os principais termos empregados foram “dance” OR “dancers” OR “dança”, combinados com “strength training” OR “resistance training” OR “musculação” e “adherence” OR “compliance” OR “adesão”. Foram aplicados filtros para inclusão de estudos publicados no período compreendido entre janeiro de 2019 e dezembro de 2024, nos idiomas português e inglês. Adicionalmente, realizou-se a busca manual nas listas de referências dos artigos incluídos, com o intuito de identificar estudos potencialmente relevantes não capturados na busca inicial.

 

    A elegibilidade dos estudos foi definida previamente com base no modelo PICOS, contemplando como população praticantes de dança de qualquer estilo, faixa etária ou nível técnico; como intervenção ou exposição a prática de treinamento de força ou treinamento resistido; como comparação a ausência de treinamento de força ou diferentes estratégias de treinamento; como desfechos aspectos relacionados à adesão, percepção, barreiras, facilitadores, desempenho físico ou prevenção de lesões; e, quanto ao tipo de estudo, foram considerados delineamentos observacionais, experimentais, ensaios clínicos, estudos qualitativos e revisões sistemáticas. Foram excluídos estudos duplicados, publicações fora do recorte temporal estabelecido, artigos que não abordassem diretamente a relação entre dança e treinamento de força, estudos sem disponibilidade de texto completo e literatura cinzenta, como monografias, dissertações, teses e resumos de congressos.

 

    O processo de seleção dos estudos ocorreu em três etapas sequenciais: inicialmente, realizou-se a triagem dos títulos e resumos para exclusão de estudos claramente irrelevantes; em seguida, procedeu-se à leitura completa dos textos potencialmente elegíveis; e, por fim, definiu-se o conjunto final de estudos incluídos na revisão. Essa etapa foi conduzida por dois revisores independentes, e eventuais discordâncias foram resolvidas por consenso com a participação de um terceiro revisor, conforme recomendado pelas diretrizes PRISMA. (Page et al., 2021)

 

    A extração dos dados foi realizada por meio de uma planilha padronizada, contemplando informações relativas aos autores, ano de publicação, país de origem, delineamento metodológico, características da amostra, tipo de treinamento de força investigado, desfechos relacionados à adesão, barreiras e facilitadores identificados, bem como as principais conclusões de cada estudo. A avaliação da qualidade metodológica e do risco de viés foi conduzida de acordo com o delineamento de cada estudo incluído. Para pesquisas observacionais, foram considerados critérios derivados da declaração STROBE; para ensaios clínicos, aplicaram-se as recomendações do CONSORT Statement; e, para revisões sistemáticas, utilizou-se o instrumento AMSTAR 2. (von Elm et al., 2007; Schulz et al., 2010; Shea et al., 2017)

 

    Devido à heterogeneidade dos delineamentos metodológicos, das intervenções de treinamento de força e dos desfechos analisados, não foi possível realizar uma metanálise quantitativa. Assim, os resultados foram sintetizados por meio de uma análise qualitativa narrativa, com organização temática dos achados relacionados à adesão ao treinamento de força, às barreiras e facilitadores associados e às implicações práticas para o contexto da dança. Por se tratar de uma revisão sistemática baseada exclusivamente em estudos previamente publicados, não foi necessária a submissão do estudo a um Comitê de Ética em Pesquisa, em conformidade com as diretrizes éticas nacionais e internacionais vigentes.

 

Figura 1. Fluxograma metodológico do processo de

seleção dos artigos incluídos na revisão sistemática

Figura 1. Fluxograma metodológico do processo de seleção dos artigos incluídos na revisão sistemática

Fonte: Dados de pesquisa

 

Resultados 

 

    O processo de busca e seleção dos estudos está sintetizado no fluxograma apresentado na Figura 1. Inicialmente, foram identificados 39 estudos por meio da busca na base Google Acadêmico, utilizando os descritores relacionados à dança, musculação, adesão e relação, no período entre 2019 e 2024. Após a etapa de triagem, foram excluídos 14 estudos por duplicidade, incompletude ou irrelevância temática, resultando em 25 estudos para análise subsequente.

 

    Na fase de elegibilidade, procedeu-se à leitura completa dos artigos, sendo excluídos 10 estudos por não se enquadrarem na área de Educação Física ou Dança, restando 15 estudos potencialmente elegíveis. Ao final do processo, 6 estudos atenderam integralmente aos critérios de inclusão e foram incorporados à análise qualitativa e à síntese final.

 

    Os estudos incluídos apresentaram delineamentos variados, incluindo pesquisas observacionais, estudos qualitativos e revisões sistemáticas, abrangendo diferentes estilos de dança e populações com distintos níveis técnicos. De modo geral, os resultados indicaram que a adesão ao treinamento de força entre praticantes de dança está associada a múltiplos fatores, destacando-se a percepção de benefícios relacionados à melhora do desempenho físico, aumento da força muscular, maior resistência durante ensaios e apresentações e redução do risco de lesões. (Wyon et al., 2013; Ambegaonkar et al., 2021; Ngo et al., 2024)

 

    Por outro lado, barreiras recorrentes à adesão foram relatadas, incluindo dificuldades de conciliação do treinamento de força com a rotina intensa de ensaios, falta de orientação profissional especializada e crenças negativas relacionadas a possíveis impactos estéticos, como aumento indesejado da massa muscular e perda de fluidez nos movimentos (Farmer & Brouner, 2021; Santos et al., 2023). Esses achados evidenciam que, embora os benefícios do treinamento de força sejam amplamente reconhecidos na literatura, sua implementação sistemática na prática da dança ainda é limitada.

 

Discussão 

 

    Os resultados desta revisão sistemática indicam que a adesão ao treinamento de força entre praticantes de dança é um fenômeno multifatorial, influenciado tanto por aspectos físicos e funcionais quanto por fatores perceptivos, culturais e organizacionais. A literatura analisada demonstra de forma consistente que o treinamento de força, quando adequadamente prescrito, contribui para a melhoria do desempenho técnico e físico dos dançarinos, corroborando achados prévios que apontam ganhos em força, potência, estabilidade articular e amplitude de movimento funcional. (Koutedakis, e Sharp, 1999; Wyon et al., 2013)

 

    Além disso, evidências sugerem que o fortalecimento muscular desempenha papel relevante na prevenção de lesões, especialmente em articulações submetidas a altas cargas mecânicas, como tornozelos, joelhos e coluna lombar, regiões frequentemente acometidas em diferentes estilos de dança (Allen et al., 2012; Stracciolini et al., 2016). Esses achados reforçam a importância do treinamento de força como componente essencial da preparação física na dança, aproximando o bailarino do conceito de atleta artístico.

 

    Apesar disso, a adesão a esse tipo de treinamento permanece limitada. Estudos qualitativos indicam que crenças estéticas e tradições culturais da dança ainda exercem forte influência sobre o comportamento de treino, levando muitos praticantes a evitarem o treinamento resistido por receio de alterações corporais percebidas como incompatíveis com a modalidade (Farmer, e Brouner, 2021). Esse cenário evidencia uma lacuna entre o conhecimento científico disponível e sua aplicação prática, sugerindo a necessidade de estratégias educacionais que promovam maior compreensão sobre os reais efeitos do treinamento de força.

 

    Outro fator relevante identificado nos estudos analisados refere-se à organização da rotina de treinos. A elevada carga de ensaios e apresentações frequentemente limita o tempo disponível para a inclusão de sessões adicionais de treinamento de força, o que impacta negativamente a adesão a longo prazo (Ambegaonkar et al., 2021; Ngo et al., 2024). Nesse contexto, a atuação de profissionais de Educação Física capacitados torna-se fundamental para a elaboração de programas individualizados, integrados à rotina artística e compatíveis com as demandas específicas de cada estilo de dança.

 

    Os achados desta revisão também sugerem que a adesão ao treinamento de força pode ser favorecida quando os programas são apresentados de forma clara, contextualizada e alinhada aos objetivos estéticos e funcionais dos praticantes. Intervenções que enfatizam ganhos de desempenho, longevidade artística e prevenção de lesões tendem a apresentar maior aceitação entre dançarinos, especialmente quando acompanhadas de supervisão profissional qualificada. (Ntoumanis et al., 2020)

 

    Por fim, destaca-se que a reduzida quantidade de estudos incluídos na síntese final evidencia a escassez de pesquisas especificamente voltadas à adesão ao treinamento de força na dança. Tal limitação aponta para a necessidade de futuras investigações que explorem esse tema por meio de delineamentos experimentais, longitudinais e qualitativos, ampliando a compreensão dos fatores que influenciam a adoção e a manutenção dessa prática em diferentes contextos da dança.

 

Conclusão 

 

    A presente revisão sistemática evidencia que a adesão ao treinamento de força entre praticantes de dança é influenciada por fatores multifatoriais, envolvendo benefícios reconhecidos ao desempenho físico e à prevenção de lesões, bem como barreiras relacionadas a crenças estéticas, limitações de tempo e ausência de orientação profissional especializada. Embora a literatura demonstre de forma consistente os efeitos positivos do treinamento de força quando adequadamente prescrito, sua incorporação sistemática na prática da dança ainda é limitada. Conclui-se que estratégias educativas e programas de treinamento individualizados, integrados às demandas artísticas e funcionais da dança, podem favorecer maior adesão, contribuindo para a saúde, o desempenho e a longevidade da carreira dos dançarinos.

 

Limitações do estudo 

 

    Algumas limitações devem ser consideradas na interpretação dos resultados desta revisão sistemática. A busca bibliográfica concentrou-se predominantemente na base Google Acadêmico, o que pode ter limitado a identificação de estudos indexados exclusivamente em outras bases especializadas. Além disso, a heterogeneidade dos delineamentos metodológicos, dos estilos de dança, das populações investigadas e dos desfechos analisados impossibilitou a realização de metanálise quantitativa, restringindo a síntese dos achados a uma abordagem qualitativa. Ressalta-se ainda o reduzido número de estudos incluídos na síntese final, o que reflete a escassez de pesquisas específicas sobre adesão ao treinamento de força na dança e limita a generalização dos resultados.

 

Referências 

 

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