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ISSN 1514-3465

 

Influência da força relativa no número máximo de

repetições na barra fixa em estudantes universitários

Influence of Relative Strength on the Maximum Number

of Repetitions in the Pull-Up Bar in University Students

Influencia de la fuerza relativa en el número máximo de

repeticiones en la barra de fija en estudiantes universitarios

 

Vidal Palacios Calderón*

palacios@ufpr.br

Victor Augusto Santos de Oliveira**

victoragsto1@gmail.com

Matheus Souza dos Santos+

matthewsdsantos.@gmail.com

Ana Carolina Vieira Delfino++

acvd661@gmail.com

 

*Graduado em Educação Física

pelo Instituto Central de Cultura Física (Moscou)

Doutor em Ciências da Cultura Física

pelo Instituto Superior de Cultura Física Manuel Fajardo (Havana)

Técnico Nível I da World Athletics

Universidade Federal do Paraná (UFPR)

**Graduado em Educação Física pela UFPR

+Graduado em Educação Física pela UFPR
Mestrado em Biociências e Saúde
pela Universidade Oeste de Santa Catarina (UNOESC)

+Graduada em Educação Física pela UFPR

(Brasil)

 

Recepción: 23/08/2025 - Aceptación: 13/11/2025

1ª Revisión: 25/10/2025 - 2ª Revisión: 09/11/2025

 

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Cita sugerida: Calderón, V.P., Oliveira, V.A.S. de, Santos, M.S. dos, e Delfino, A.C.V. (2026). Influência da força relativa no número máximo de repetições na barra fixa em estudantes universitários. Lecturas: Educación Física y Deportes, 30(332), 113-131. https://doi.org/10.46642/efd.v30i332.8534

 

Resumo

    Diversos estudos têm relatado que o desempenho em flexões na barra fixa (pull-ups) depende da força máxima do indivíduo. Embora indivíduos mais fortes tendam a realizar um maior número de repetições nesse exercício, acredita-se que a força relativa (FR) exerça uma influência ainda mais significativa sobre esse desempenho. Este estudo teve como objetivo verificar a capacidade preditiva da força relativa, mensurada nos exercícios de puxada alta (FRP) e na barra fixa (FRFBF), em relação ao número máximo de repetições na barra fixa (FBF). Trata-se de um estudo observacional, analítico e transversal, conduzido com 23 estudantes regularmente matriculados no curso de Educação Física, com idade média de 20,9 ± 2,4 anos, estatura média de 173 ± 4,42 cm, massa corporal média de 71,3 ± 8,45 kg e média de 14,8 ± 2,62 repetições no teste de flexão na barra fixa. Foram realizados testes de uma repetição máxima (1RM) e cálculo da FR nos exercícios de puxada alta e barra fixa. As análises estatísticas incluíram correlação de Pearson, regressão linear simples e testes de comparação (teste t de Student para amostras dependentes). A FRP e a FRFBF apresentaram correlações moderadas a fortes com o FBF (r = 0,56-0,62), sendo consideradas preditoras estatisticamente significativas do desempenho (R² = 0,31-0,38; p = 0,006 e 0,002, respectivamente). Conclui-se que níveis mais elevados de força relativa estão associados a um maior número de repetições na barra fixa.

    Unitermos: Força muscular. Pulley frente. Resistência muscular. Teste de avaliação física.

 

Abstract

    Several studies have reported that performance in pull-ups depends on an individual's maximal strength. Although stronger individuals tend to perform a higher number of repetitions in this exercise, it is believed that relative strength (RS) exerts an even more significant influence on performance. This study aimed to examine the predictive capacity of relative strength, measured in the lat pulldown exercise (RS-LPD) and in the pull-up exercise (RS-PU), in relation to the maximum number of pull-up repetitions (PU-RM). This is an observational, analytical, and cross-sectional study conducted with 23 students regularly enrolled in a Physical Education program, with a mean age of 20.9 ± 2.4 years, average height of 173 ± 4.42 cm, average body mass of 71.3 ± 8.45 kg, and an average of 14.8 ± 2.62 repetitions in the pull-up test. One-repetition maximum (1RM) tests were performed, and RS was calculated in both the lat pulldown and pull-up exercises. Statistical analyses included Pearson correlation, simple linear regression, and paired sample t-tests. RS-LPD and RS-PU showed moderate to strong correlations with PU-RM (r = 0.56-0.62) and were considered statistically significant predictors of performance (R² = 0.31-0.38; p = 0.006 and 0.002, respectively). It is concluded that higher levels of relative strength are associated with a greater number of pull-up repetitions.

    Keywords: Muscular strength. Front pulley. Muscular endurance. Physical assessment test.

 

Resumen

    Diversos estudios han reportado que el rendimiento de flexiones en barra fija (pull-ups) depende de la fuerza máxima del individuo. Aunque personas más fuertes tienden a realizar mayor número de repeticiones en este ejercicio, se cree que la fuerza relativa (FR) ejerce una influencia aún más significativa sobre dicho rendimiento. Este estudio tuvo como objetivo verificar la capacidad predictiva de la fuerza relativa, medida en los ejercicios de jalón en polea (FRP) y en la barra fija (FRFBF), en relación con el número máximo de repeticiones en la barra fija (FBF). Se trata de un estudio observacional, analítico y transversal, realizado con 23 estudiantes regularmente matriculados en el curso de Educación Física, con edad media de 20,9 ± 2,4 años, estatura media de 173 ± 4,42 cm, un peso corporal medio de 71,3 ± 8,45 kg y un promedio de 14,8 ± 2,62 repeticiones en el test de flexión en barra fija. Se realizaron pruebas de una repetición máxima (1RM) y se calculó la FR en los ejercicios de jalón en polea y barra fija. Los análisis estadísticos incluyeron correlación de Pearson, regresión lineal simple y pruebas de comparación (prueba t de Student para muestras dependientes). La FRP y la FRFBF mostraron correlaciones de moderadas a fuertes con la FBF (r = 0,56-0,62), siendo consideradas predictores estadísticamente significativos del rendimiento (R² = 0,31-0,38; p = 0,006 y 0,002, respectivamente). Se concluye que niveles más altos de fuerza relativa están asociados a un mayor número de repeticiones en la barra fija.

    Palabras clave: Fuerza muscular. Polea frontal. Resistencia muscular. Prueba de evaluación física.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 30, Núm. 332, Ene. (2026)


 

Introdução 

 

    No Brasil, o teste de aptidão física (TAF) é utilizado para avaliar capacidades físicas relevantes ao desempenho de militares em combate (Knapik, 1989), configurando-se como ferramentas válidas para a mensuração das valências físicas exigidas na atividade militar e sendo compatíveis com os testes aplicados em outras forças armadas internacionais (Oliveira, 2005). Além do contexto militar, esses testes têm sido amplamente adotados no meio civil, sendo utilizados em processos seletivos de diversos concursos públicos. (Sánchez-Moreno et al., 2020)

 

    A flexão na barra fixa (FBF) é considerada um instrumento confiável de avaliação em campo, integrando a bateria de testes do TAF do Exército Brasileiro (Martins et al., 2004). Esse teste avalia a resistência muscular localizada por meio da execução do maior número possível de repetições, apresentando correlações moderadas a altas com indicadores de força e resistência muscular. (Knapik, 1989)

 

    A FBF também contribui para o desempenho em atividades que exigem níveis elevados de força relativa (Ronai, e Scibek, 2014). Além disso, representam um método de treinamento de força da parte superior do corpo, promovendo estabilidade da cintura escapular e ativação dos estabilizadores da escápula. (Urbanczyk et al., 2020)

 

    Entre os testes do TAF aplicados pelas instituições militares brasileiras, a FBF apresenta altos índices de reprovação, visto que as referências mais recentes datam de muitos anos atrás (Brasil, 1997). O estudo de Pires et al. (2018), realizado com 68 militares recém-incorporados ao Exército Brasileiro em 2016, revelou que a maioria dos avaliados (89,71%) apresentou desempenho insuficiente, demonstrando níveis de aptidão física aquém do desejável. Segundo a Polícia Militar da Paraíba (2018), o teste de flexão na barra fixa foi responsável por 60% das reprovações no TAF realizado por esse órgão em junho de 2018.

 

    A puxada alta é um exercício similar à FBF, porém realizado em uma máquina com cabos e polias. O treinamento específico na puxada alta frontal contribui para o aumento da força dos músculos envolvidos na flexão na barra fixa, indicando uma transferência positiva entre os dois exercícios (Menezes et al., 2009). Bastos et al. (2010) relataram uma correlação positiva entre o desempenho nos dois exercícios (r=0,88; p<0,01), sugerindo que indivíduos que realizam mais repetições no pulley frontal tendem a também apresentar melhor desempenho na flexão na barra fixa.

 

    Sánchez-Moreno et al. (2017) identificaram uma correlação negativa muito forte entre a carga relativa e a velocidade de execução nas flexões na barra fixa (FBF), além de uma forte relação entre a perda de velocidade ao longo de uma série e o percentual de repetições máximas realizadas em relação a uma repetição máxima (1RM). Em outro estudo, os mesmos autores concluíram que o aumento relativo da força muscular contribui, ao menos em parte, para a melhora da resistência muscular localizada. (Sánchez-Moreno et al., 2020)

 

    Diversos estudos investigaram as correlações entre o número de repetições no exercício de puxada alta e nas flexões na barra fixa (Bastos et al., 2010; Chandler et al., 2001; Johnson et al., 2009), bem como os fatores determinantes que influenciam diretamente o desempenho nas flexões na barra fixa. (Sánchez-Moreno et al., 2015)

 

    O estudo realizado por Bastos et al. (2010) investigou a correlação entre o desempenho nos dois exercícios, com uma amostra de 32 soldados do Exército Brasileiro. Contudo, a generalização dos resultados é limitada, uma vez que o teste de puxada alta foi realizado com uma carga fixa de 45 kg para todos os participantes, desconsiderando a massa corporal individual, além de ter se concentrado na resistência muscular localizada. Entretanto, há escassez de pesquisas explorando a relação e a influência da força relativa (FR) na puxada alta e barra fixa sobre o número de repetições na barra fixa em estudantes universitários, calculando a FR nesse último exercício por meio de um teste de 1RM, com a carga estimada por fórmula matemática.

 

    O presente estudo justifica-se pelo fato de que muitas pessoas não conseguem sustentar ou erguer o próprio peso corporal durante a execução de flexões na barra fixa. Por isso, torna-se necessário recorrer a aparelhos com polias, como a puxada alta, que facilitam o movimento ao simular a ação de tração corporal. Nesse contexto, valores elevados de FR poderiam representar uma possível solução para essa limitação.

 

    Os resultados deste estudo poderão auxiliar profissionais de Educação Física, preparadores para o TAF e personal trainers na prescrição de exercícios mais eficazes para esse público. Este estudo parte da hipótese de que a força relativa, mensurada nos exercícios de puxada alta e na flexão na barra fixa, é um preditor significativo do número de repetições na barra fixa. Assim, o objetivo deste estudo foi verificar a capacidade preditiva da força relativa, mensurada nos exercícios de puxada alta (FRP) e na barra fixa (FRFBF), em relação ao número máximo de repetições na barra fixa (FBF).

 

Métodos 

 

Participantes 

 

    Trata-se de um estudo observacional, analítico e transversal. Participaram 23 estudantes do sexo masculino, com idade média de 20,9 ± 2,4 anos, estatura média de 173 ± 4,42 cm, massa corporal média de 71,3 ± 8,45 kg e média de 14,8 ± 2,62 repetições no teste de flexão na barra fixa. Todos os participantes eram fisicamente ativos, praticavam algum tipo de atividade e possuíam experiência prévia com os exercícios testados. Utilizou-se amostragem por conveniência. Foram excluídos do estudo aqueles que apresentavam patologias nos membros superiores ou no tronco, bem como aqueles com limitações que impedissem a participação em todas as etapas dos testes.

 

    O estudo foi conduzido em conformidade com a Declaração de Helsinque (Associação Médica Mundial, 2013), referente à pesquisa com seres humanos, e obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Paraná (CEP/SD). Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e foram informados detalhadamente sobre o conteúdo, os objetivos, os possíveis riscos e os benefícios do estudo.

 

Procedimentos de coleta de dados 

 

    Os estudantes foram submetidos à anamnese, avaliação antropométrica e ao teste de uma repetição máxima nos exercícios de puxada alta frontal (1RM-P) e flexão na barra fixa (1RM-FBF). No primeiro dia de coleta, foram realizadas as avaliações antropométricas (massa corporal e estatura), seguidas pelos testes de 1RM-P e 1RM-FBF, este último realizado por meio do número máximo de repetições com sobrecarga. No segundo dia de coleta (após 48 horas), foi aplicado o teste de máximo número de repetições na barra fixa.

 

    A anamnese física foi realizada de forma online, por meio de um questionário disponibilizado via formulário no Google Forms®. O instrumento incluiu perguntas sobre histórico de lesões na região superior do tronco, prática regular de atividade física e frequência na realização de flexões na barra fixa.

 

Mensuração da massa corporal 

 

    As coletas antropométricas foram realizadas no Laboratório de Fisiologia do Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Paraná. A massa corporal dos estudantes foi mensurada por meio do método de bioimpedância elétrica, utilizando uma balança digital Omron® HBF-514C. Os estudantes foram instruídos a não comer, beber café ou realizar exercício físico nas duas horas anteriores à pesagem, bem como a ingerir de 2 a 4 copos de água duas horas antes do exame, a fim de garantir adequada hidratação. A medição foi realizada com o estudante em posição ortostática, mantendo postura ereta e os pés centralizados na plataforma da balança. Os valores foram registrados em quilogramas (kg), com precisão de 0,1 kg. As avaliações ocorreram no período da manhã, pelo menos duas horas após o café da manhã.

 

    No protocolo de medição, foi solicitado aos estudantes que utilizassem apenas bermuda, sem qualquer outro item de vestuário que pudesse adicionar peso à medição. Para a aferição da massa corporal (MC), os estudantes subiram na balança descalços, com os calcanhares posicionados sobre os eletrodos e o peso distribuído uniformemente na plataforma. Permaneceram em pé, com os joelhos e o tronco estendido, olhando para frente.

 

Mensuração da altura 

 

    A altura dos estudantes foi medida utilizando um estadiômetro portátil da marca Avaliação Física Nutricionista Persona®. Durante a avaliação, os estudantes foram instruídos a vestir roupas leves e permanecer descalços. A altura foi registrada em centímetros (cm), com precisão de 0,1 cm.

 

Testes de uma repetição máxima (1RM) no exercício de puxada alta 

 

    O teste consistiu em determinar a carga máxima que o estudante era capaz de levantar em uma única repetição (1RM). O exercício foi realizado com o tronco ereto, puxando a barra até a região superior do peitoral em uma máquina de polia alta (pulley), com pegada pronada, aberta ou fechada, conforme a preferência individual. (Di Bartolo et al., 2023)

 

    Para a determinação da força máxima, foi adotado o protocolo descrito por Kraemer, e Fry (1995), composto pelas seguintes etapas:

  1. Aquecimento geral com cinco a dez repetições utilizando uma carga entre 40% e 60% da carga máxima percebida;

  2. Após um minuto de descanso, com a realização de alongamentos, o indivíduo executava de três a cinco repetições com uma carga entre 60% e 80% da carga máxima percebida;

  3. Após um descanso de dois minutos, era colocada uma carga próxima da carga máxima percebida para a tentativa de uma repetição máxima;

  4. Caso a carga fosse ou não levantada, era permitido um descanso de cinco minutos, com o ajuste da carga (aumento ou diminuição) para nova tentativa.

    A carga máxima foi definida como aquela em que o participante conseguiu realizar apenas uma repetição completa.

 

    A FR foi determinada pela razão entre a força absoluta (FA) e a massa corporal (MC), expressa pela fórmula:

 

FR = Força Absoluta (kg) / Massa Corporal (kg)

 

Testes de flexão na barra fixa (FBF) e de uma repetição máxima (1RM-FBF) 

 

    O teste para estimativa de 1RM foi realizado com uma carga externa de 10 kg, utilizando um colete da marca Bulldozer®, modelo Treino Funcional, com peso de 3 kg (Figura 1). Para a estimativa de 1RM, foi utilizada a fórmula original proposta por Brzycki (1993):

 

 

    Onde:

    C = Carga externa levantada (peso do colete com a carga adicional + massa corporal);

 

    R = Número de repetições realizadas com essa carga.

    Utilizou-se uma barra de metal estacionária, com aproximadamente 1,07 m de largura, 2,40 m de altura e 11 cm de diâmetro, fixada paralelamente ao chão, em uma altura que permitia ao avaliado manter o corpo completamente estendido sem que os pés tocassem o solo.

 

Figura 1. Execução do teste de 1RM na barra fixa utilizando colete de sobrecarga

Figura 1. Execução do teste de 1RM na barra fixa utilizando colete de sobrecarga

Fonte: Autor

 

    A sequência para o teste de 1RM-FBF foi a seguinte: pesagem do participante, pesagem com o colete e duas anilhas de 5 kg, e, em seguida, realização da FBF.

 

    A técnica para os dois testes seguiu o seguinte protocolo (Brasil, 1997): o estudante posicionava-se em suspensão livre, segurando a barra com as mãos em pronação (pegada frontal, com o dorso das mãos voltado para o rosto), podendo adotar pegada aberta ou fechada, com o corpo alinhado na posição vertical. A partir dessa posição inicial, realizava-se a flexão dos cotovelos, elevando o corpo até que o queixo ultrapassasse a altura da barra. Em seguida, o participante retornava à posição inicial, com os braços completamente estendidos, sem tocar o solo. Somente foram contabilizadas as repetições que seguissem integralmente o padrão técnico estabelecido. Movimentos compensatórios, como impulsos com o tronco ou pedaladas com as pernas para auxiliar na elevação do corpo, não foram permitidos. Além disso, os movimentos deveriam ser contínuos, não sendo permitido descanso entre uma repetição e outra.

 

Análise estatística 

 

    Este estudo utilizou um modelo de regressão linear simples para analisar a capacidade preditiva da FR mensurada nos exercícios de puxada alta e barra fixa sobre o FBF. Para isso, foram realizadas duas análises de regressão linear simples separadas. Em todas as análises, o FBF foi considerado a variável dependente, enquanto as variáveis independentes foram: a FR no exercício de puxada alta (FRP) e FR na barra fixa (FRFBF). Os modelos matemáticos utilizados foram:

 

Modelo 1: FBF = α+β1⋅FRP+ε

Modelo 2: FBF = α+β2⋅FRFBF+ε

    Onde:

α é o intercepto da regressão;

β são os coeficientes de regressão associados a cada variável preditora;

ε representa o erro residual.

 

    A normalidade das variáveis numéricas foi verificada por meio do teste de Shapiro-Wilk. Os dados foram apresentados como média ± desvio padrão. Utilizou-se a matriz de correlação de Pearson e a força das correlações foi interpretada conforme os seguintes critérios: 0,00 a 0,19 = muito fraca; 0,20 a 0,39 = fraca; 0,40 a 0,59 = moderada; 0,60 a 0,79 = forte; 0,80 a 1,00 = muito forte. (Dancey, e Reidy, 2006)

 

    Para comparações entre duas amostras dependentes com distribuição normal, foi utilizado o teste t pareado, com cálculo do tamanho do efeito por meio do d de Cohen, interpretado segundo a classificação de Sawilowsky (2009): 0,01 - desprezível; 0,20 - pequeno; 0,50 - médio; 0,80 - grande; 1,20 - muito grande; 2,00 - imenso.

 

    As análises foram realizadas nos softwares SPSS (versão 5.0), Jamovi (versão 2.3.38) e GraphPad Prism (versão 9.5.1), sendo este último utilizado para a elaboração dos gráficos. Adotou-se um nível de significância de 5% (p < 0,05).

 

Resultados 

 

    As estatísticas descritivas das variáveis analisadas estão apresentadas na Tabela 1.

 

Tabela 1. Médias e desvio padrão das variáveis avaliadas

1RM-P

FRP

FBF

1RM-FBF

FRFBF

Média ± DP

99,7±11,8

1,40±0,135

14,8±2,62

107±13,9

1,26±0,12

Legenda: 1RM-P (kg) = força máxima no teste de puxada alta; FRP = força relativa no teste de puxada alta; FBF (repetições) = número máximo de repetições na barra fixa; 1RM-FBF (kg) = força máxima na flexão na barra fixa; FRFBF = força relativa na flexão na barra fixa. Fonte: Autor

 

    A Figura 2 apresenta a matriz de correlação de Pearson entre as variáveis analisadas. Observou-se uma correlação forte e significativa entre a FRFBF e o FBF (r = 0,62; p = 0,002), assim como uma correlação forte entre a FR calculada nos dois exercícios (r = 0,60; p = 0,003). Além disso, foi observada uma correlação moderada entre a FRP e o FBF (r = 0,56; p = 0,006). As demais correlações estão detalhadas na Figura 2.

 

Figura 2. Matriz de correlação de Pearson

Figura 2. Matriz de correlação de Pearson

Legenda: 1RM-P = força máxima na puxada alta; FRP = força relativa na puxada alta; 1RM-FBF = força máxima nas flexões na barra fixa; FRFBF = força relativa nas flexões na barra fixa; FBF = número máximo de repetições na barra fixa. Fonte: Autor

 

    A análise de regressão linear simples entre a FRP e a FRFBF com o FBF resultou em um coeficiente angular (β₁) estatisticamente significativo para ambas as análises (p = 0,006), indicando uma associação positiva entre as variáveis. Por outro lado, o intercepto (β₀) não apresentou significância estatística (p = 0,957). O teste F da ANOVA indicou que ambos os modelos foram significativos (p = 0,006). Os resíduos atenderam aos pressupostos de normalidade, o que foi verificado por meio de inspeção visual utilizando o gráfico de resíduos versus valores ajustados, o histograma e o gráfico Q-Q. Esses gráficos indicaram homocedasticidade e normalidade dos resíduos. Observou-se ausência de autocorrelação (Durbin-Watson = 2,186 no primeiro modelo e 1,176 no segundo modelo).

 

    Os coeficientes dos dois modelos de regressão linear simples indicaram que a FRP é um preditor significativo do FBF [F(1,21) = 9,458; p = 0,006; R² = 0,3105], explicando aproximadamente 31% da variabilidade no FBF (Figura 3). A equação de regressão gerada foi: Y = 10,80·X - 0,2670. Essa equação indica que, para cada unidade de aumento na FRP, espera-se um aumento de 10,8 repetições na barra fixa.

 

Figura 3. Linha de regressão linear simples entre a FRP e as FBF

Figura 3. Linha de regressão linear simples entre a FRP e as FBF

Nota: A Figura 3 mostra a equação da regressão linear simples e o coeficiente de determinação (R²) entre a FRP e as FBF. Fonte: Autor

 

    A FRFBF mostrou-se um preditor significativo do FBF [F(1,21) = 13,000; p < 0,002; R² = 0,382], explicando aproximadamente 38,2% da variabilidade nas FBF (Figura 4). A equação de regressão gerada foi: Y = 12,86·X - 1,341. Essa equação indica que, para cada unidade de aumento na FRFBF, espera-se um aumento de 12,86 repetições na barra fixa. Em resumo, quanto maior a FR de um indivíduo, maior tende a ser o FBF.

 

Figura 4. Linha de regressão linear simples entre a FRFBF e as FBF

Figura 4. Linha de regressão linear simples entre a FRFBF e as FBF

Nota: A Figura 4 mostra a equação da regressão linear simples e o coeficiente de determinação (R²) entre a FRFBF e as FBF. Fonte: Autor

 

    O teste t pareado indicou que, em média, a FRFBF (M = 1,2570; EP = 0,02629) foi menor do que no exercício de puxada alta (M = 1,3900; EP = 0,02822), t(22) = 5,734; p < 0,001 (Figura 5). Observou-se diferença significativa entre os exercícios (t(22) = 5,73; p < 0,001), com média de diferença de 0,141 (IC 95%: 0,0899 a 0,192). O tamanho do efeito foi de magnitude grande (d = 1,20; IC 95%: 0,649 a 1,73), segundo os critérios propostos por Sawilowsky (2009).

 

Figura 5. Teste t pareado da força relativa nos exercícios de puxada alta e flexão na barra fixa

Figura 5. Teste t pareado da força relativa nos exercícios de puxada alta e flexão na barra fixa

Legenda: FRP: força relativa no exercício de puxada alta; FRFBF: força relativa nas flexões na barra fixa. Fonte: Autor

 

Discussão 

 

    O objetivo deste estudo foi verificar a capacidade preditiva da força relativa, mensurada nos exercícios de puxada alta (FRP) e na barra fixa (FRFBF), em relação ao número máximo de repetições na barra fixa (FBF).

 

    A hipótese do estudo de que a FR, mensurada nos exercícios de puxada alta e flexão na barra fixa, é um preditor significativo do número de repetições em FBF foi confirmada.

 

    Até onde alcança a literatura consultada, há escassez de estudos que analisem a influência da FR, avaliada nos exercícios de puxada alta e flexão na barra fixa, sobre o número máximo de repetições na barra fixa em estudantes universitários.

 

    A matriz de correlação revelou associações significativas entre a força relativa e o número de repetições na barra fixa. Entretanto, a análise de regressão linear simples permitiu elucidar de forma clara a capacidade preditiva dessa variável sobre o número de repetições, o que representa o principal achado deste estudo.

 

    Embora na análise de regressão simples entre a FRP e a FRFBF e FBF o intercepto dos modelos não tenha sido estatisticamente significativo (p = 0,957 e p = 0,769 no primeiro e segundo modelos, respectivamente), esse resultado não compromete a interpretação dos modelos. Isso porque o principal interesse está no coeficiente angular, que se mostrou significativo (p = 0,006 e p = 0,002 no primeiro e segundo modelos, respectivamente). Esse achado indica uma relação positiva entre a FRP e FRFBF com FBF, reforçando a consistência dos modelos e a capacidade preditiva da FR em ambos os exercícios.

 

    O principal achado deste estudo é que tanto a FRP quanto a FRFBF foram preditores significativos do FBF. Um estudo que corrobora nosso achado foi conduzido por Sánchez-Moreno et al. (2015), que identificaram uma correlação forte e estatisticamente significativa entre o número de repetições na barra fixa e na puxada alta, especialmente quando a carga da puxada era semelhante à massa corporal (r = 0,62; p < 0,01). Outro estudo mais recente que reforça nosso achado, conduzido por Sánchez-Moreno et al. (2020), concluiu que o aumento relativo da força muscular está, em parte, associado à melhora das flexões na barra fixa. Esses resultados indicam que indivíduos com menor massa corporal tendem a apresentar maior força relativa, o que favorece o desempenho nesse tipo de exercício. Por outro lado, variáveis antropométricas como a massa corporal total apresentaram correlação negativa com o número de repetições na barra fixa, o que reforça a importância da força relativa como um fator determinante para um melhor desempenho nesse teste.

 

    Esses resultados podem ser explicados pelo fato de que indivíduos com maior FR são capazes de mover mais rapidamente a própria massa corporal. Nesse sentido, a força muscular absoluta não é, por si só, um critério suficiente para a realização de um maior FBF, pois o que realmente importa é a quantidade de força que o indivíduo consegue gerar em relação à sua massa corporal.

 

    Além disso, o padrão de recrutamento muscular nos dois exercícios é semelhante, o que pode favorecer uma transferência positiva entre eles, especialmente devido à maior ativação sincronizada da musculatura envolvida. Outra possível justificativa é o menor percentual de gordura corporal geralmente observado em indivíduos com maior FR, bem como a maior proporção de massa magra em relação ao peso corporal, o que proporciona uma maior capacidade de gerar força útil durante o exercício.

 

    Outro achado deste estudo foi que tanto a FRP quanto a FRFBF apresentaram correlações estatisticamente significativas com FBF, sendo de magnitudes moderada e forte, respectivamente. Apesar de terem sido observadas diferenças significativas na força relativa (FR) entre os dois exercícios, os resultados indicam que a FR está associada ao desempenho na barra fixa.

 

    O estudo de Halet et al. (2009) corrobora esses achados ao demonstrar que a massa corporal e a massa magra estão positivamente associadas ao 1RM, mas negativamente ao FBF, ressaltando que o excesso de massa corporal compromete o desempenho relativo em exercícios com o peso corporal.

 

    A especificidade dos exercícios em relação aos grupamentos musculares recrutados pode favorecer uma transferência positiva e associações mais consistentes entre a FR nos dois exercícios e o FBF. Essa associação foi observada por Menezes et al. (2009), que concluíram que quatro semanas de treinamento de força na máquina de puxada alta contribuíram para o aumento da força dos músculos envolvidos na execução do FBF. Outro estudo que reforça a especificidade entre os dois exercícios, justificando a correlação positiva entre eles, foi conduzido por Bastos et al. (2010), que relataram uma correlação significativa entre os desempenhos nos dois testes (r = 0,88; p < 0,01), sugerindo que indivíduos que realizam mais repetições na puxada alta frontal tendem a apresentar melhor desempenho na flexão na barra fixa.

 

    De forma semelhante, Mattos (2015) identificou uma correlação positiva e estatisticamente forte entre o desempenho na puxada alta e FBF (r = 0,88; p < 0,01), indicando que a puxada alta pode ser um bom indicativo do desempenho na barra fixa. Em outro estudo, Johnson et al. (2009), ao avaliarem 58 estudantes universitários (35 homens e 23 mulheres), observaram alta correlação entre os dois exercícios no grupo masculino. Mais recentemente, Li et al. (2025) demonstraram que quatro semanas de treinamento com a puxada alta melhorou significativamente o desempenho no pull-up (força e resistência) em estudantes universitários do sexo masculino.

 

    Em contraste, Halet et al. (2009) destacaram que, embora a FBF e a puxada alta ativem grupos musculares semelhantes, não apresentam correlação forte, especialmente em esforços com carga máxima, indicando que a puxada alta não substitui totalmente a FBF em contextos de treinamento ou avaliação.

 

    Uma possível explicação para a alta correlação observada neste estudo pode estar na especificidade do treinamento, como mencionado anteriormente, ainda que em desacordo com os resultados de Halet et al. (2009). Essa semelhança pode justificar a forte relação entre eles. Embora existam diferenças biomecânicas entre os dois exercícios, especialmente no que se refere ao ponto fixo e ao ponto móvel, ambos têm como objetivo o desenvolvimento dos principais grupamentos musculares envolvidos na tração da parte superior do corpo, por se tratarem de movimentos de tração vertical. Entre os músculos mais ativados em ambas as atividades, destacam-se o latíssimo do dorso, trapézio, romboides (maior e menor), bíceps braquial, braquial e braquiorradial.

 

    Uma área potencial para pesquisas futuras seria a comparação da FR no exercício de puxada alta em indivíduos que não conseguem realizar sequer uma repetição de flexão na barra fixa, a fim de investigar se a FR constitui o principal fator limitante para a execução do movimento.

 

    Em outro resultado relevante do estudo, os estudantes apresentaram um nível superior da FRP em comparação à FRFBF. A FRP foi de 1,40 (DP = 0,135), enquanto na FRFBF foi de 1,26 (DP = 0,126). Diferentemente do estudo de Johnson et al. (2009), no qual os resultados foram superiores na barra fixa com 1,16 (DP = 0,15), em comparação a 0,93 (DP = 0,17) na puxada alta, tanto para homens (0,73; DP = 0,09) quanto para mulheres (0,55; DP = 0,11), os valores encontrados em nosso estudo foram mais elevados em ambos os exercícios.

 

    Uma possível explicação para a superioridade da FRP pode estar no suporte mecânico da máquina, que facilita a execução do movimento e permite maior aproveitamento da força. Por outro lado, a flexão na barra fixa exige maior controle corporal, ativação dos músculos estabilizadores e é, geralmente, mais desafiador, o que pode limitar o desempenho relativo devido ao uso completo da massa corporal. Embora a força máxima (1RM) tenha sido maior na barra fixa (107 kg) em comparação à puxada alta (99,7 kg), a FR pode ter sido influenciada por fatores técnicos, bem como pelo maior grau de exigência quanto à estabilização durante a execução do exercício na barra fixa.

 

    Vale destacar algumas limitações deste estudo. As medidas de índice de massa corporal, percentual de gordura corporal e massa magra deveriam ter sido consideradas como variáveis de controle nas análises de correlação, pois estão diretamente relacionadas à massa corporal total e à FR dos indivíduos.

 

    Por outro lado, outra limitação diz respeito ao método adotado para estimar a força de 1RM nos membros superiores a partir do teste de flexão na barra fixa, uma vez que esse cálculo foi baseado na fórmula proposta por Brzycki, utilizando uma sobrecarga fixa de 10 kg durante a execução das flexões. Evidências recentes apontam que a Fórmula de Brzycki pode apresentar menor validade quando comparada à Fórmula de Epley (Gomez, 2025), sobretudo quando aplicada a esforços com baixa carga adicional. Assim, é possível que o uso de apenas 10 kg de sobrecarga tenha limitado a precisão da estimativa de 1RM. Recomenda-se que estudos futuros utilizem diferentes magnitudes de carga e comparem múltiplas fórmulas de predição, a fim de aprimorar a acurácia das estimativas e fortalecer a validade dos resultados.

 

    Além disso, a inclusão de uma amostra composta por estudantes que não conseguem realizar nenhuma FBF poderia fornecer maiores insights sobre as dificuldades envolvidas na execução desse exercício, especialmente quando comparados aos estudantes que conseguem realizá-lo. Futuras pesquisas com universitários devem explorar as relações entre características antropométricas e o desempenho nos exercícios de puxada alta frontal e flexão na barra fixa. Apesar dessas limitações, seu impacto foi considerado pequeno e insuficiente para comprometer as conclusões do presente estudo.

 

Conclusões 

 

    Neste estudo, foram encontradas correlações estatisticamente moderada e forte entre a FRP e FRFBF com FBF, assim como uma correlação significativa e forte entre as forças relativas avaliadas nesses dois exercícios. Tanto a FRP quanto FRFBF mostraram-se preditores significativos do FBF. Observou-se que, quanto maior o desempenho em FR, maiores são as chances de realizar um número mais elevado de flexões na barra fixa.

 

    Recomenda-se que futuras pesquisas avaliem as relações entre características antropométricas e FBF, com controle parcial dos indicadores de gordura corporal. Uma linha futura de investigação deve comparar estudantes universitários que conseguem e não conseguem realizar flexões na barra fixa, além de incluir a análise do desempenho de estudantes do sexo feminino.

 

    A pesquisa apresentou insights relevantes sobre a relação entre a FR nos exercícios de puxada alta e barra fixa com FBF. A partir dessas descobertas, sugere-se que treinadores e atletas realizem o acompanhamento e o monitoramento da evolução da FR durante programas de treinamento voltados à musculatura da parte superior do tronco. Sugere-se que estudos futuros explorem a aplicabilidade dos resultados obtidos com diferentes populações e faixas etárias.

 

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 30, Núm. 332, Ene. (2026)