ISSN 1514-3465
Perfil de doenças crônicas não transmissíveis e correlação entre indicadores
antropométricos. Estudo transversal em homens adultos de Maricá/RJ
Profile of Non-Communicable Chronic Diseases and the Correlation between
Anthropometric Indices. A Cross-Sectional Study in Adult Men from Maricá, RJ
Perfil de enfermedades crónicas no transmisibles y correlación entre
indicadores antropométricos. Estudio transversal en hombres adultos de Maricá/RJ
Carlos Eduardo das Neves
*carloseduardo.neves@univassouras.edu.br
Marckson da Silva Paula
**profmarckson@gmail.com
Carlos Marcelo de Oliveira Klein
***carlosmarceloklein@gmail.com
Cristiano de Oliveira Silva
****cristianomarica@yahoo.com.br
Andréa de Menezes Machado
*****andreamachadotkd@gmail.com
João Coutinho Barroso Júnior
+profbarrosojr@gmail.com
Paulo de Tarso Bezerra Almeida Simões
+ptasimoes@gmail.com
Ricardo Mattos Fernandes
++ricardo.fernandes@univassouras.edu.br
Pedro Xavier de Avilez
+++pedro.xavier222@gmail.com
Jani Cleria Pereira Bezerra
++++j.cleria@gmail.com
Estélio Henrique Martin Dantas
+++++estelio.dantas@unirio.br
*Mestre em Ciências da Saúde
Universidade de Vassouras (UNIVASSOURAS)
**Mestrando em Enfermagem e Biociências
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
***Mestre em Ciência da Motricidade Humana
Universidade Católica de Brasília (UCB)
****Especialista em Atletismo
Centro Universitário Venda Nova do Imigrante (UNIFAVENI)
*****Doutora em Ciência Biológicas - Biofísica
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ)
+Mestre em Ciências da Atividade Física
Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO)
++Mestre em Ciências do Meio Ambiente
Universidade Veiga de Almeida (UVA)
+++Especialista em Avaliação e Prescrição
de Exercícios Físicos para Grupos Especiais
Faculdade de Empreendedorismo e Ciências Humanas (FAECH)
++++Doutora em Enfermagem e Biociências
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
+++++Doutor em Educação Física
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
(Brasil)
Recepción: 12/08/2025 - Aceptación: 04/04/2026
1ª Revisión: 08/03/2026 - 2ª Revisión: 27/03/2026
Documento acessível. Lei N° 26.653. WCAG 2.0
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Cita sugerida
: Neves, CE, Paula, MS, Klein, CMO, Silva, CO, Machado, AM, Barroso Júnior, JC, Simões, PTBA, Fernandes, RM, Avilez, PX, Bezerra, JCP, e Dantas, EHM (2026). Perfil de doenças crônicas não transmissíveis e correlação entre indicadores antropométricos. Estudo transversal em homens adultos de Maricá/RJ. Lecturas: Educación Física y Deportes, 31(336), 166-182. https://doi.org/10.46642/efd.v31i336.8515
Resumo
Introdução: as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são condições de longa duração e progressão lenta, geralmente associadas a múltiplos fatores de risco. Objetivo: Descrever o perfil de DCNT, estilo de vida e analisar a correlação entre indicadores antropométricos (IA) em 212 homens adultos. Métodos: Realizou-se um estudo transversal com participantes selecionados por convite em postos de saúde da região. A coleta de dados incluiu medidas de peso, altura e circunferências, além de questionário sobre hábitos de vida e histórico de doenças. A análise dos dados foi realizada por estatística descritiva e correlação de Pearson. Resultados: 52,8% dos participantes tinham pelo menos uma DCNT, sendo as mais comuns: hipertensão arterial sistêmica (23,6%), diabetes mellitus (12,7%) e dislipidemias (15,5%). A amostra apresentou médias indicativas de risco metabólico, como IMC elevado (28,4 kg/m²), circunferência da cintura (94,7 cm) próxima ao limite de risco aumentado e relação cintura-quadril (RCQ) moderada (0,9). Também foram observadas altas frequências de consumo de álcool (46,7%) e tabagismo (23,1%). A correlação entre IMC e circunferência da cintura (CC) foi forte (r = 0,844), e entre CC e índice de redondeza (IR), muito forte (r = 0,933). Conclusão: Os indicadores antropométricos constituem ferramentas importantes para triagem e monitoramento do risco à saúde. Embora o delineamento transversal não permita inferir causalidade, os achados reforçam sua relevância na identificação precoce de riscos e na orientação de intervenções preventivas e personalizadas.
Unitermos
: Antropometria. Doenças crônicas. Estilo de vida. Qualidade de vida. Saúde.
Abstract
Introduction: non-communicable chronic diseases (NCDs) are long-term conditions with slow progression, generally associated with multiple risk factors. Objective: To describe the profile of non-communicable chronic diseases (NCDs), lifestyle, and to analyze the correlation between anthropometric indicators (AI) in 212 adult men. Methods: A cross-sectional study was conducted with participants selected via invitation at local health centers. Data collection included measurements of body weight, height, and circumferences, as well as a questionnaire on lifestyle habits and disease history. Data analysis was performed using descriptive statistics and Pearson’s correlation. Results: a total of 52.8% of participants had at least one NCD, with the most common being systemic arterial hypertension (23.6%), diabetes mellitus (12.7%), and dyslipidemia (15.5%). The sample showed mean values indicative of metabolic risk, such as elevated body mass index (BMI: 28.4 kg/m²), waist circumference (94.7 cm) close to the increased-risk threshold, and a moderate waist-to-hip ratio (WHR: 0.9). High frequencies of alcohol consumption (46.7%) and smoking (23.1%) were also observed. The correlation between BMI and waist circumference (WC) was strong (r = 0.844), and the relationship between WC and the body roundness index (BRI) was very strong (r = 0.933). Conclusion: Anthropometric indicators are important tools for screening and monitoring health risk. However, as this is a cross-sectional study, causal relationships between the analyzed variables cannot be established. Even so, the findings reinforce the relevance of these indicators for early risk identification and for guiding preventive and personalized interventions, with potential to contribute to improved health and quality of life.
Keywords
: Anthropometry. Chronic diseases. Lifestyle. Quality of life. Health.
Resumen
Introducción: Las enfermedades crónicas no transmisibles (ECNT) son afecciones de larga duración y progresión lenta, generalmente asociadas a múltiples factores de riesgo. Objetivo: Describir el perfil de las ECNT, el estilo de vida y analizar la correlación entre los indicadores antropométricos (IA) en 212 hombres adultos. Métodos: Se realizó un estudio transversal con participantes que fueron seleccionados por invitación en centros de salud de la región. La recopilación de datos incluyó mediciones de peso, estatura y circunferencias, así como un cuestionario sobre hábitos de vida e historial de enfermedades. El análisis de datos se realizó mediante estadística descriptiva y correlación de Pearson. Resultados: El 52,8 % de los participantes presentaba al menos una ECNT, siendo las más comunes: hipertensión arterial sistémica (23,6 %), diabetes mellitus (12,7 %) y dislipidemia (15,5 %). La muestra presentó promedios indicativos de riesgo metabólico, como un IMC elevado (28,4 kg/m²), una circunferencia de cintura (94,7 cm) cercana al límite de riesgo elevado y una relación cintura-cadera (RCC) moderada (0,9). También se observaron altas frecuencias de consumo de alcohol (46,7 %) y tabaquismo (23,1 %). La correlación entre el IMC y la circunferencia de la cintura (CC) fue fuerte (r = 0,844), y entre la CC y el índice de redondez (IR), muy fuerte (r = 0,933). Conclusión: Los indicadores antropométricos son clave para detectar y monitorear riesgos de salud. Aunque este diseño no establece causalidad, los hallazgos confirman su utilidad en la identificación temprana y en el diseño de intervenciones preventivas y personalizadas.
Palabras clave
: Antropometría. Enfermedades crónicas. Estilo de vida. Calidad de vida. Salud.
Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 31, Núm. 336, May. (2026)
Introdução
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são enfermidades caracterizadas por desenvolvimento lento e curso prolongado, configurando-se como um dos principais desafios contemporâneos para a saúde pública. Seu impacto expressivo sobre a qualidade de vida da população, aliado à elevada morbidade e à sobrecarga imposta aos sistemas de saúde, reforça sua relevância epidemiológica. Entre as DCNT mais prevalentes destacam-se as doenças cardiometabólicas, como a hipertensão arterial, o diabetes mellitus tipo 2 e as dislipidemias, marcadas por alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos. Evidências apontam que essas condições estão fortemente associadas a comportamentos de risco modificáveis, incluindo inatividade física, alimentação inadequada, tabagismo e consumo abusivo de bebidas alcoólicas. (Malta et al., 2023; World Health Organization, 2022)
Nesse contexto, os indicadores antropométricos (IA) emergem como ferramentas práticas, acessíveis e custo-efetivas para a identificação de indivíduos com maior risco de desenvolver agravos à saúde. Medidas amplamente utilizadas, como o índice de massa corporal (IMC), a circunferência da cintura (CC) e a relação cintura-quadril (RCQ), permitem avaliar a composição e a distribuição corporal da gordura, aspectos diretamente associados ao aumento do risco metabólico e cardiovascular. (Batista et al., 2021)
Corroborando essa perspectiva, Hariharan et al. (2022) demonstram que alterações nos IA estão intimamente relacionadas a processos fisiopatológicos centrais das doenças cardiometabólicas, como a inflamação crônica de baixo grau, a resistência à insulina e a disfunção endotelial. Segundo os autores, o monitoramento sistemático desses IA favorece a detecção precoce de distúrbios metabólicos e subsidia a adoção de estratégias preventivas, especialmente intervenções voltadas à modificação do estilo de vida, reduzindo a probabilidade de desfechos clínicos adversos.
De forma complementar, Konstantinova, Maslakova, e Ogorodnikova (2024) ressaltam que o uso de IA como indicadores de risco para enfermidades metabólicas e cardiovasculares desempenha papel central na vigilância em saúde pública, sobretudo em cenários com acesso limitado a exames laboratoriais. Quando integradas às ações de prevenção e promoção da saúde, essas ferramentas possibilitam a identificação de grupos populacionais mais vulneráveis e orientam a implementação de intervenções direcionadas, contribuindo para um cuidado mais eficaz e sustentável no enfrentamento das DCNT. Diante desse panorama, o presente estudo teve como objetivo descrever o perfil de DCNT e do estilo de vida da população avaliada, bem como, analisar a correlação entre os diferentes IA.
Metodologia
O estudo é transversal e seguiu as diretrizes do Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology - STROBE (Vandenbroucke et al., 2007). A cidade de Maricá, Rio de Janeiro, Brasil, foi o local de realização do estudo. A pesquisa foi conduzida em conformidade com os princípios éticos estabelecidos para estudos com seres humanos, conforme a Lei nº 14.874, de 28 de maio de 2024, que regulamenta o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Fundação Educacional Severino Sombra, sob o protocolo CAEE: 83138524.0.0000.5290, e todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) antes do início das coletas.
Os moradores da região foram convidados a participar, e aqueles que demonstraram interesse após serem devidamente informados sobre os objetivos da pesquisa foram triados conforme critérios de elegibilidade previamente definidos. O convite à participação foi realizado nos postos de saúde da região. Foram incluídos homens com idade igual ou superior a 18 anos, residentes no município, que se interessassem em participar, àqueles que não tivessem doenças neurológicas ou outra que afetasse a sua disponibilidade de deslocamento para os locais de coleta de dados (postos de saúde da região).
A inclusão apenas de homens visou reduzir a variabilidade biológica da amostra e aumentar a validade interna do estudo. O tamanho amostral foi definido por conveniência, em função da disponibilidade e elegibilidade dos participantes durante o período de coleta, não sendo realizado cálculo amostral prévio.
A coleta de dados foi realizada no período de setembro de 2024 a março de 2025 por uma equipe de profissionais previamente treinados, composta por profissionais de Educação Física e enfermeiros capacitados por meio de oficinas práticas conduzidas pelos autores do estudo. Os procedimentos de coleta ocorreram em unidades de saúde e espaços comunitários, entre 7h e 11h da manhã, com o objetivo de padronizar as condições fisiológicas dos participantes e minimizar variações decorrentes de alimentação ou esforço físico recente.
As entrevistas e avaliações individuais incluíram: aplicação de um questionário estruturado elaborado pelos autores, contendo questões sobre hábitos de vida (consumo de álcool, tabagismo, prática de atividade física e histórico de DCNT previamente diagnosticadas, aferição de medidas antropométricas: massa corporal; estatura; circunferência da cintura (CC); e do quadril.
A massa corporal foi obtida por meio de balança digital de plataforma (marca Filizola®, precisão de 100 g) e a estatura, por meio de estadiômetro portátil (marca Sanny®, precisão de 0,1cm), posicionados sobre piso nivelado. As circunferências de cintura e quadril foram medidas com fita métrica inelástica, posicionada sem compressão da pele.
Com base nessas medidas, foram calculados os seguintes IA: Índice de Massa Corporal (IMC), Relação Cintura-Quadril (RCQ), Circunferência da Cintura (CC), Índice de Conicidade (IC) e Índice de Redondeza (IR).
As classificações dos indicadores seguiram os critérios da Organização Mundial da Saúde (2008) para IMC, RCQ e CC; Pitanga, e Lessa (2005) para o IC; e Thomas et al. (2013) para o IR.
A análise estatística foi conduzida no software SPSS, versão 30.0.0, com uso de: estatísticas descritivas (média e desvio-padrão) para caracterização da amostra, teste de Shapiro-Wilk, para verificação da normalidade dos dados e correlação de Pearson, para investigar correlações entre os IA. A interpretação da correlação entre IA foi realizada com base nos parâmetros propostos por Mukaka (2012), sendo: muito alta (0,90 - 1,00), alta (0,70 - 0,90), moderada (0,50 - 0,70), baixa (0,30 - 0,50) e desprezível (0,00 - 0,30). Por se tratar de um estudo transversal de caráter exploratório, as análises correlacionais foram interpretadas com base na magnitude dos coeficientes de correlação, não tendo sido previamente estabelecido um nível de significância estatística.
Resultados e discussão
A amostra foi constituída por 212 participantes, do sexo masculino e com média de idade de 46,5 ± 16,37 anos. Além da idade, as outras características antropométricas estão apresentadas na Tabela 1.
Tabela 1. Características descritivas da amostra
|
Variáveis |
Idade (anos) |
Desvio padrão |
Classificação |
|
Idade (anos) |
46,5 |
16,4 |
-- |
|
Massa corporal (kg) |
85,1 |
20,4 |
-- |
|
Estatura (m) |
1,7 |
0,08 |
-- |
|
IMC (kg/m²) |
28,4 |
5,9 |
SOB |
|
RCQ |
0,9 |
0,09 |
RM |
|
CC (cm) |
94,7 |
14,7 |
RA |
|
IC |
1,2 |
0,1 |
RE |
|
IR |
4,5 |
1,8 |
RB |
Nota: IMC: índice de massa corporal; RCQ: relação cintura-quadril; CC: circunferência da cintura; IC: índice de conicidade; IR: índice de redondeza; SOB: sobrepeso; RM: risco moderado; RA: risco aumentado; RE: risco elevado; RB: risco baixo. Fonte: Autores
Para melhor apresentar os dados obtidos e discutí-los com a a literatura, os resultados foram apresentados por tópicos e discultidos simultaneamente.
Índice de Massa Corporal (IMC)
O índice de massa corporal (IMC) médio da amostra foi de 28,4 ± 5,9 kg/m², valor que enquadra os participantes na categoria de sobrepeso. Evidências da literatura indicam que o sobrepeso e a obesidade estão associados a maior risco de desenvolvimento de diversas doenças, incluindo enfermidades cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2 e alguns tipos de câncer. Entretanto, há achados que relativizam essa associação, uma vez que estudos como o de Flegal et al. (2013) apontam que indivíduos com sobrepeso podem apresentar menor risco de mortalidade quando comparados tanto aos obesos quanto àqueles com baixo peso acentuado.
Circunferência da Cintura (CC)
A circunferência da cintura (CC) média observada na amostra foi de 94,7 ± 14,7 cm, valor que já se encontra no limite considerado para risco aumentado em homens (≥ 94 cm) (Bull et al., 2020; WHO, 2008). Estudos como o de Saito et al. (2022) indicam que a gordura visceral exerce um papel significativo no desenvolvimento da resistência à insulina e da síndrome metabólica, sendo a circunferência da cintura um dos principais marcadores para a predição dessas condições.
Evidências provenientes de estudos longitudinais indicam que indivíduos com circunferência da cintura elevada apresentam maior incidência de DCNT, como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica e doenças cardiovasculares, independentemente dos valores do índice de massa corporal. (Ross et al., 2020)
Relação Cintura-Quadril (RCQ)
A relação cintura-quadril (RCQ) média observada foi de 0,9 ± 0,09, valor que, de acordo com os critérios da Organização Mundial da Saúde, enquadra-se na faixa de risco moderado para doenças cardiovasculares (WHO, 2008). Evidências recentes indicam que a RCQ pode ser um preditor mais eficaz de eventos cardiovasculares do que o índice de massa corporal, por refletir de forma mais precisa a distribuição da gordura corporal (Faria et al., 2024). Além disso, em homens, valores de RCQ iguais ou superiores a 0,9 estão associados a maior probabilidade de desenvolvimento de hipertensão arterial, dislipidemias e doenças cardiovasculares. (Ashwell, Gunn, e Gibson, 2012)
Índice de Conicidade (IC) e Índice de Redondeza (IR)
Os valores médios do índice de redondeza (IR) observados na amostra (4,5 ± 1,82) podem indicar baixo risco cardiovascular. Evidências da literatura corroboram a utilidade desse indicador, como demonstrado em estudo com a população romena, no qual foi identificada forte associação entre a presença de síndrome metabólica e valores mais elevados de IR, independentemente do sexo, reforçando sua aplicabilidade como marcador de risco metabólico. (Stefanescu et al., 2019)
Entretanto, embora o IR médio encontrado no presente estudo sugira menor risco, a elevada prevalência de DCNT indica que IA analisados de forma isolada podem não refletir plenamente o risco cardiometabólico. Alterações metabólicas podem ocorrer independentemente da forma corporal, e os pontos de corte do body roundness index (BRI) podem não ser generalizáveis a diferentes populações, o que limita sua interpretação universal. (Ross et al., 2020; Thomas et al., 2013)
De modo complementar, a amostra apresentou valores médios que indicam a presença de fatores de risco relevantes, como IMC elevado, CC próxima ao limiar crítico e RCQ em nível moderado. Esses achados reforçam a necessidade de implementação de estratégias de intervenção voltadas à redução da adiposidade central. Nesse contexto, programas estruturados de atividade física, associados à orientação nutricional adequada, mostram-se fundamentais para a melhoria da qualidade de vida e para a prevenção de doenças crônicas, conforme destacado por Luo et al. (2024).
A Tabela 2 apresenta a distribuição das condições de saúde autorreferidas pelos participantes, incluindo as DCNT e neoplasias. A análise desses dados, em consonância com a literatura, possibilita uma compreensão mais aprofundada do impacto desses agravos na população investigada, ressaltando a importância do desenvolvimento de estratégias preventivas e terapêuticas adequadas.
Tabela 2. Condições de saúde autorreferidas
|
N |
% |
|
|
Nenhuma |
100 |
47,2 |
|
Hipertensão Arterial Sistêmica |
50 |
23,6 |
|
Diabetes Mellitus |
27 |
12,7 |
|
Hipercolesterolemia |
24 |
11,3 |
|
Hipertrigliceridemia |
9 |
4,2 |
|
Câncer de Próstata |
1 |
0,5 |
|
Câncer de Aparelho Digestório |
1 |
0,5 |
|
Câncer de mama |
0 |
0,0 |
|
Câncer de colo de útero |
0 |
0,0 |
|
Câncer de pulmão |
0 |
0,0 |
|
Total |
212 |
100 % |
Fonte: Autores
Perfil de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT)
Os resultados indicam que 52,8 % dos participantes relataram a presença de pelo menos uma condição de saúde, destacando-se a hipertensão arterial sistêmica (23,6 %), o diabetes mellitus (12,7 %), a hipercolesterolemia (11,3 %) e a hipertrigliceridemia (4,2 %) como as mais prevalentes. Esses achados estão em consonância com evidências epidemiológicas que apontam as DCNT como as principais responsáveis pela morbidade e mortalidade em âmbito global. (Bull et al., 2020)
Hipertensão Arterial Sistêmica
A hipertensão arterial sistêmica foi a condição mais prevalente na amostra, acometendo aproximadamente um quarto dos participantes (23,6 %). Evidências científicas indicam que a hipertensão é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e insuficiência renal (Dossena et al., 2024). Além disso, a obesidade e a adiposidade central, frequentemente associadas a valores elevados de IMC, CC e RCQ, são reconhecidas como fatores predisponentes para o desenvolvimento dessa condição. (Pinheiro et al., 2024)
Diabetes Mellitus
A frequência de diabetes mellitus observada na amostra foi de 12,7 %, valor semelhante ao descrito em estudos populacionais, como o VIGITEL, que aponta prevalência em torno de 10% na população adulta brasileira (Cardoso, 2023). A literatura demonstra de forma consistente a associação entre obesidade, resistência à insulina e diabetes mellitus tipo 2 (Felipe et al., 2021), sendo a adiposidade visceral um fator central na fisiopatologia da doença. Nesse contexto, o IC elevado identificado na amostra reforça a presença de maior acúmulo de gordura abdominal, condição diretamente relacionada ao aumento do risco para o desenvolvimento do diabetes.
Dislipidemias (Hipercolesterolemia e Hipertrigliceridemia)
A frequência de hipercolesterolemia (11,3 %) e hipertrigliceridemia (4,2 %) observada na amostra revela um perfil metabólico desfavorável, com implicações diretas para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Evidências indicam que níveis elevados de colesterol LDL e de triglicerídeos estão fortemente associados à formação de placas ateroscleróticas e à ocorrência de eventos cardiovasculares (Madanelo, 2021). Além disso, quando essas alterações lipídicas coexistem com hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, configuram a síndrome metabólica, condição cuja prevalência tem aumentado em escala global, em grande parte como consequência do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados. (Machado et al., 2025)
Câncer
A ocorrência de câncer na amostra foi baixa, com o registro de apenas dois casos, correspondendo a 0,5 % para câncer de próstata e 0,5 % para câncer do aparelho digestório. A ausência de outros tipos de neoplasias pode estar associada ao perfil etário dos participantes, bem como, à possibilidade de subnotificação. Apesar da baixa frequência de câncer de próstata observada, esse valor contrasta com a elevada incidência dessa neoplasia na população masculina em geral. Dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que o câncer de próstata é a segunda neoplasia mais comum entre os homens, e que a detecção precoce é determinante para o sucesso do tratamento (Estimativa, 2023). Embora a associação entre obesidade e câncer de próstata ainda seja tema de debate, evidências sugerem que a gordura visceral pode contribuir para a progressão da doença por meio do aumento da inflamação crônica e da resistência à insulina. (Freitas et al., 2021)
Câncer do sistema digestório
A baixa ocorrência de câncer do sistema digestório observada na amostra (0,5 %) pode ser atribuída tanto ao tamanho amostral quanto ao perfil dos participantes, considerando que neoplasias como o câncer colorretal e o gástrico apresentam maior prevalência em populações mais idosas e em indivíduos expostos a fatores de risco específicos, como o consumo elevado de carnes processadas e o histórico familiar da doença. (Siegel, Miller, e Jemal, 2020)
A Tabela 3 apresenta os resultados autorreferidos sobre estilo de vida adotado.
Tabela 3. Estilo de vida autorreferido
|
Variáveis |
N |
% |
|
Consumo de bebida alcoólica |
||
|
Sim |
99 |
46,7 |
|
Não |
113 |
53,3 |
|
Tabagismo |
||
|
Sim |
49 |
23,1 |
|
Não |
163 |
76,9 |
|
Atividade física |
||
|
Sim |
108 |
50,9 |
|
Não |
104 |
49,1 |
|
Total |
212 |
100 % |
Fonte: Autores
A análise dos dados referentes ao consumo de bebida alcoólica, uso de tabaco e prática de atividade física possibilita compreender o impacto desses comportamentos na saúde, assim como sua relação com as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Ao confrontar esses achados com a literatura científica, foi possível identificar padrões relevantes e suas implicações para a promoção da saúde.
Consumo de bebida alcoólica
Os dados indicam que 46,7 % dos participantes relataram consumo de bebidas alcoólicas, enquanto 53,3 % declararam não consumir álcool. Esse percentual é semelhante ao observado em estudos nacionais e internacionais, como o inquérito VIGITEL, que apontou que aproximadamente 43 % da população adulta brasileira faz uso regular de bebidas alcoólicas. (Brasil, 2023)
O consumo excessivo de álcool está associado a diversos agravos à saúde, incluindo doenças hepáticas, hipertensão arterial sistêmica, doenças cardiovasculares e diferentes tipos de câncer (Neto, Silva, e Coelho, 2023). Ademais, o álcool é reconhecido como fator de risco para mais de 200 condições de saúde e contribui significativamente para o aumento da mortalidade prematura (Carvalho et al., 2024). Embora alguns estudos sugiram que o consumo moderado possa exercer efeitos protetores sobre o sistema cardiovascular (Rosa, 2024), evidências mais recentes indicam que não existe um nível seguro de ingestão, uma vez que os riscos à saúde tendem a superar eventuais benefícios. (Amorim, e Santos, 2022)
Tabagismo
O tabagismo foi relatado por 23,1 % dos participantes, enquanto 76,9 % afirmaram não fumar. Esse percentual é superior à média recente observada no Brasil, uma vez que dados do VIGITEL indicam prevalência aproximada de 12 % entre adultos (Brasil, 2023). Essa diferença pode refletir características específicas da amostra, como maior exposição ao tabaco em determinadas faixas etárias ou menor adesão às políticas de controle do tabagismo.
O uso do tabaco é reconhecido como um dos principais fatores de risco evitáveis para o desenvolvimento de DCNT, incluindo câncer, doenças cardiovasculares e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) (Domínguez, 2024). Além de aumentar significativamente o risco de mortalidade prematura, o tabagismo está associado à redução da qualidade de vida. Evidências indicam que indivíduos fumantes apresentam maior probabilidade de desenvolver resistência à insulina, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemias, contribuindo para a progressão da síndrome metabólica (Pinto, 2022). Ademais, o tabagismo pode potencializar os efeitos deletérios do consumo excessivo de álcool, ampliando os riscos cardiovasculares e oncológicos. (Phillips, 2021)
Apesar do percentual relativamente elevado identificado na amostra, observa-se uma tendência global de redução do tabagismo, impulsionada pela implementação de políticas públicas de controle, como o aumento da tributação sobre produtos derivados do tabaco, restrições à publicidade e campanhas de incentivo à cessação do fumo (Bull et al., 2020). A diminuição da prevalência do tabagismo exerce impacto direto na redução das DCNT e contribui de forma significativa para o aumento da expectativa de vida da população.
Prática de atividade física
Os resultados mostram que 50,9 % dos participantes relataram praticar atividade física regularmente, enquanto 49,1 % declararam não realizar atividades físicas. Esse percentual é semelhante ao observado em levantamentos nacionais, como o VIGITEL, que indica que aproximadamente 47 % da população brasileira é considerada fisicamente ativa (Brasil, 2023).
A prática regular de atividade física está consistentemente associada à redução do risco de doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2, obesidade, hipertensão arterial sistêmica e diversos tipos de câncer (Lima, Figueiredo, e Safatle, 2022). Além dos benefícios fisiológicos, a atividade física exerce papel relevante na promoção da saúde mental, contribuindo para a redução de sintomas de ansiedade e depressão (Oliveira, e Alves, 2023). Apesar disso, os dados da amostra sugerem que uma parcela expressiva dos participantes ainda não atinge os níveis mínimos recomendados pela Organização Mundial da Saúde, que preconiza pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada (Bull et al., 2020). Conforme ressaltado por Brandão et al. (2024), a inatividade física constitui um fator de risco significativo para o desenvolvimento de DCNT, configurando-se como um dos principais desafios da saúde pública em nível global.
Nesse contexto, os achados reforçam a importância da implementação de políticas e ações voltadas à redução do consumo de álcool e tabaco, bem como ao estímulo à prática regular de exercícios físicos. Entre as estratégias mais eficazes destacam-se campanhas de conscientização sobre os riscos associados ao álcool e ao tabaco e os benefícios da redução do consumo, programas de apoio à cessação do tabagismo com suporte psicológico e terapêutico, a promoção da atividade física em diferentes ambientes, como locais de trabalho e espaços públicos, facilitando a adesão da população, além da integração de programas multidisciplinares que associem orientação nutricional, exercício físico e apoio psicológico, adotando uma abordagem abrangente para a promoção da saúde.
A Tabela 4 representa a correlação entre as variáveis antropométricas do estudo.
Tabela 4. Correlação das variáveis antropométricas
|
Correlação Pearson r |
|||||
|
IMC (kg/m²) |
RCQ |
CC (cm) |
IC |
IR |
|
|
IMC |
1 |
0,390 |
0,844 |
0,300 |
0,807 |
|
RCQ |
1 |
0,698 |
0,816 |
0,693 |
|
|
CC |
1 |
0,740 |
0,933 |
||
|
IC |
1 |
0,757 |
|||
|
IR |
|
|
|
|
1 |
Nota: IMC: índice de massa corporal; RCQ: relação cintura-quadril; CC: circunferência da cintura; IC: índice de conicidade; IR: índice de redondeza. Fonte: Autores
A análise de correlação de Pearson revelou associações positivas de diferentes magnitudes entre os indicadores antropométricos avaliados. Observou-se forte correlação entre o IMC e a CC (r = 0,844), indicando que valores mais elevados de IMC estão fortemente associados ao aumento da CC, reconhecida como um importante marcador de risco metabólico e cardiovascular. De modo semelhante, a correlação entre IMC e IR foi forte (r = 0,807), sugerindo que indivíduos com maior IMC tendem a apresentar maior risco metabólico, o que reforça a relevância do controle da adiposidade corporal. Em contrapartida, a associação entre IMC e IC foi fraca (r = 0,300), indicando que esse indicador pode captar aspectos distintos da distribuição de gordura corporal quando comparado ao IMC.
A RCQ apresentou correlação forte com a CC (r = 0,698), com o IC (r = 0,816) e com o IR (r = 0,693), evidenciando que esses indicadores refletem, de forma consistente, a distribuição da gordura corporal central. Destaca-se ainda que a associação entre CC e IR foi muito forte (r = 0,933), demonstrando que a circunferência da cintura constitui um dos principais determinantes do índice de risco metabólico. Adicionalmente, a correlação entre IC e IR foi forte (r = 0,757), indicando que o índice de conicidade também exerce influência relevante sobre o risco metabólico.
Algumas limitações devem ser consideradas na interpretação dos resultados. A ausência de avaliações bioquímicas ou clínicas mais detalhadas limita uma compreensão mais abrangente do risco cardiometabólico dos participantes. Além disso, o delineamento transversal do estudo impossibilita o estabelecimento de relações causais entre os IA e o risco de desenvolvimento de DCNT, permitindo apenas a identificação de associações entre os IA no momento da coleta. Ressalta-se, ainda, que a amostra foi composta exclusivamente por residentes do município de Maricá, Rio de Janeiro, o que restringe a generalização dos achados para outras populações com características sociodemográficas distintas.
Além disso, informações autorreferidas, como hábitos alimentares, tabagismo e prática de atividade física, podem estar sujeitas a vieses de memória ou de resposta. O estudo incluiu apenas indivíduos do sexo masculino, o que impede comparações entre sexos e limita a aplicabilidade dos resultados à população feminina. Por fim, não foram realizadas análises de correlação entre os IA e as frequências de DCNT; contudo, tal abordagem poderia fornecer informações adicionais relevantes, possibilitando a identificação de associações diretas entre esses indicadores e o desenvolvimento dessas condições.
Conclusão
Os resultados evidenciam elevada prevalência de doenças crônicas não transmissíveis em homens adultos do município de Maricá/RJ, associada a indicadores antropométricos compatíveis com aumento do risco cardiometabólico. O índice de conicidade apresentou valores classificados como elevados para a população adulta, reforçando sua utilidade como marcador de obesidade abdominal. As correlações observadas entre os diferentes indicadores antropométricos indicam que a avaliação complementar da adiposidade corporal fornece informações mais consistentes sobre o risco à saúde. Embora o delineamento transversal limite inferências causais, os achados sustentam o uso dessas medidas como ferramentas simples, acessíveis e de baixo custo para a triagem e o monitoramento do risco cardiometabólico no âmbito da Atenção Primária à Saúde.
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