ISSN 1514-3465
Motivação à prática de Cross Training em um centro de treinamento
Motivation to Practice Cross Training in a Training Center
Motivación para la práctica de Cross Training en un centro de entrenamiento
Moisés Augusto de Oliveira Borges
*m.oliveiraborges@hotmail.com
Asmyn de Lurdes Rodrigues da Silva
**asmyn13@gmail.com
Vicente Pinheiro Lima
***professorvicentelima@gmail.com
*Mestre em Psicologia (PPGPSI - UFRRJ)
ênfase em Psicologia do Esporte
Doutorando no Programa de Pós-Graduação
em Ciências do Exercício e do Esporte (PPGCEE)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Grupo de Pesquisa em Biodinâmica do Desempenho, Exercício e Saúde (BIODESA)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
**Graduada em Educação Física e Desportos (IEFD)
pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
***Professor Adjunto do Instituto de Educação Física e Desportos da UERJ
Docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Exercício e do Esporte
Doutor em Ciência do Exercício e Esporte, área de concentração:
Aspectos Biopsicossociais do Esporte (UERJ)
Mestrado em Educação: Gestão de Ensino Superior (UNESA-RJ)
Pós-Graduado em Biomecânica (UNESA-RJ)
Pós-Graduado em Basquete (UGF-RJ)
Licenciatura Plena em Educação Física (UERJ)
Líder do Grupo de Pesquisa em Biodinâmica
do Desempenho, Exercício e Saúde (BIODESA-UERJ)
Pesquisador do Laboratório do Exercício e do Esporte (LABEES-UERJ)
(Brasil)
Recepción: 31/07/2025 - Aceptación: 13/11/2025
1ª Revisión: 08/09/2025 - 2ª Revisión: 10/11/2025
Documento acessível. Lei N° 26.653. WCAG 2.0
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Este trabalho está sob uma licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt |
Cita sugerida
: Borges, M.A. de O., Asmyn de Lurdes Rodrigues da Silva, A. de L.R. da S., e Lima, V.P. (2026). Motivação à prática de Cross Training em um centro de treinamento. Lecturas: Educación Física y Deportes, 30(333), 69-84. https://doi.org/10.46642/efd.v30i333.8499
Resumo
Introdução: Nos últimos anos, programas de condicionamento extremo, como o cross training, ganharam ampla adesão, destacando-se por sua intensidade e proposta funcional. Objetivo: Identificar os fatores motivacionais de praticantes de cross training, com base na Teoria da Autodeterminação e na perspectiva da gestão esportiva. Método: Participaram 143 indivíduos, com média de idade de 33,7 anos, que responderam à escala MPAM-R - instrumento validado para medir motivos para prática de atividade física. Resultados: Os resultados demonstraram que os principais fatores motivacionais foram Saúde e Diversão, seguidos por Competência, Aparência e, por fim, o aspecto Social. A análise estatística (Kruskal-Wallis, p≤0,05) revelou diferenças significativas entre quase todos os fatores. A saúde apareceu como fator predominante, associada à busca por bem-estar físico e mental, enquanto a diversão evidenciou a relevância de experiências prazerosas no treino. O fator Social, embora presente, mostrou-se menos determinante, sugerindo que a motivação individual e o desempenho pessoal têm maior peso. Esses achados indicam que gestores esportivos devem priorizar estratégias que valorizem a saúde, promovam ambientes de treino envolventes e incentivem a superação individual. Considerações Finais: A personalização de abordagens motivacionais e o monitoramento contínuo das necessidades dos praticantes são essenciais para retenção e engajamento a longo prazo. O estudo ainda aponta oportunidades para políticas públicas voltadas à promoção da atividade física, contribuindo para a sustentabilidade de programas esportivos e para o bem-estar da população.
Unitermos
: Motivação. Treinamento. Adesão. Saúde. Prazer. Exercício físico.
Abstract
Introduction: In recent years, extreme conditioning programs such as cross training have gained widespread adherence, standing out for their intensity and functional approach. Objective: To identify the motivational factors of cross training practitioners based on the Self-Determination Theory and from the perspective of sports management. Method: A total of 143 individuals participated, with a mean age of 33.7 years, who answered the MPAM-R scale - a validated instrument to measure motives for physical activity practice. Results: The main motivational factors identified were Health and Enjoyment, followed by Competence, Appearance, and lastly, the Social aspect. Statistical analysis (Kruskal-Wallis, p≤0.05) revealed significant differences among most factors. Health emerged as the predominant factor, associated with the pursuit of physical and mental well-being, while enjoyment highlighted the importance of pleasurable training experiences. Although present, the Social factor was less determinant, suggesting that individual motivation and personal performance have greater weight. These findings indicate that sports managers should prioritize strategies that enhance health, promote engaging training environments, and encourage individual achievement. Final Considerations: Personalized motivational approaches and continuous monitoring of practitioners’ needs are essential for long-term retention and engagement. The study also highlights opportunities for public policies aimed at promoting physical activity, contributing to the sustainability of sports programs and population well-being.
Keywords
: Motivation. Training. Adherence. Health. Enjoyment. Physical exercise.
Resumen
Introducción: En los últimos años, los programas de acondicionamiento extremo, como el Cross Training, han ganado una amplia aceptación, destacando por su intensidad y enfoque funcional. Objetivo: Identificar los factores motivacionales de practicantes de Cross Training, con base en la Teoría de la Autodeterminación y la perspectiva de la gestión deportiva. Método: Participaron 143 individuos, con edad media de 33,7 años, que respondieron la escala MPAM-R, un instrumento validado para medir los motivos para la actividad física. Resultados: Los resultados mostraron que los principales factores motivacionales fueron Salud y Diversión, seguidos de la Competencia, la Apariencia y, finalmente, el aspecto Social. El análisis estadístico (Kruskal-Wallis, p≤0,05) reveló diferencias significativas entre casi todos los factores. La Salud apareció como el factor predominante, asociado con la búsqueda del bienestar físico y mental, mientras que la diversión destacó la relevancia de las experiencias placenteras en el entrenamiento. El factor Social, aunque presente, resultó ser menos determinante, lo que sugiere que la motivación individual y el rendimiento personal tienen mayor peso. Estos hallazgos indican que los gestores deportivos deben priorizar estrategias que valoren la salud, promuevan entornos de entrenamiento atractivos y fomenten el logro individual. Consideraciones finales: La personalización de los enfoques motivacionales y el seguimiento continuo de las necesidades de los participantes son esenciales para la retención y el compromiso a largo plazo. El estudio también señala oportunidades para las políticas públicas destinadas a promover la actividad física, contribuyendo a la sostenibilidad de los programas deportivos y al bienestar de la población.
Palabras clave
: Motivación. Entrenamiento. Adherencia. Salud. Placer. Ejercicio físico.
Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 30, Núm. 333, Feb. (2026)
Introdução
Nos últimos anos, programas de condicionamento extremo, como o CrossFit® e o cross training (enquanto modelos de treinamento funcional de alta intensidade) têm se consolidado como modalidades populares no universo do fitness, atraindo uma base diversificada e crescente de praticantes. A principal diferença é que CrossFit é uma marca registrada com uma metodologia específica e padronizada, enquanto cross training é um conceito mais amplo que abrange o treinamento com exercícios variados de diferentes modalidades. Esses programas, caracterizados por treinos de alta intensidade e curta duração, são projetados para melhorar a força, a resistência, a agilidade e outros aspectos do condicionamento físico de maneira integrada. (Meyer, Morrison, e Zuniga, 2017; Claudino et al., 2018)
A adesão a essas modalidades não se limita apenas aos benefícios físicos; a atmosfera de comunidade e os desafios constantes são aspectos que contribuem significativamente para a motivação dos praticantes (Souza et al., 2023). Sob a perspectiva da gestão esportiva, entender as dinâmicas motivacionais desses indivíduos é essencial para desenvolver estratégias que aumentem a retenção e o engajamento dos membros, garantindo o sucesso a longo prazo dos programas. (Borges, e Souza, 2024)
Figura 1. Os fatores Saúde e Diversão são os principais motivadores para os praticantes de Cross Training
Fuente: Gemini 3 Plus
A motivação para a prática de atividades físicas, especialmente em ambientes de alta intensidade, é multifacetada e pode ser influenciada por fatores internos e externos. A teoria da autodeterminação, por exemplo, sugere que a motivação dos indivíduos pode variar ao longo de um continuum que vai da motivação intrínseca, onde a atividade é realizada pelo prazer e satisfação inerentes, até a motivação extrínseca, onde a prática é impulsionada por recompensas externas. (Deci, e Ryan, 2000; Weinberg, e Gould, 2017)
Em programas de condicionamento extremo, a motivação intrínseca pode ser nutrida pelo senso de competência e conquista que os praticantes experimentam ao superar desafios físicos, enquanto a motivação extrínseca pode ser estimulada por recompensas tangíveis, como resultados estéticos ou reconhecimento social (Ryan, e Deci, 2017). Não somente isso, os elementos da teoria da autodeterminação podem ser relacionados, ainda, ao comportamento de atividade física incidental. (Oliver, e Kems, 2018)
Do ponto de vista da gestão esportiva, é fundamental compreender como esses fatores motivacionais podem ser utilizados para melhorar a experiência do cliente e aumentar a fidelização. Principalmente, por meio de programas de retenção de clientes bem estruturados, uma vez que estes, por sua vez, influenciam o comportamento de consumo de praticantes de exercício físico regular e a criação de um ambiente que promova tanto a motivação intrínseca quanto a extrínseca é fundamental para manter o envolvimento dos praticantes a longo prazo (Weinberg, e Gould, 2017). Principalmente pela motivação intrínseca, devido as associações com a manutenção da atividade física. (Mikkelsen et al., 2023)
A intersecção entre exercício físico, motivação e gestão esportiva apresenta uma oportunidade única para gestores e profissionais de saúde desenvolverem abordagens inovadoras que melhorem tanto a experiência dos praticantes quanto os resultados dos programas de treinamento (Liu et al., 2023). Ao entender as nuances motivacionais e aplicar estratégias de gestão eficazes, é possível maximizar os benefícios dessas modalidades para a saúde física e mental dos praticantes, ao mesmo tempo em que se promove a sustentabilidade e o sucesso das organizações esportivas (Lim et al., 2023). Por esta razão, este artigo teve por objetivo identificar os fatores motivacionais de praticantes de cross training, com base na Teoria da Autodeterminação e na perspectiva da gestão esportiva.
Método
Trata-se de um estudo descritivo, com corte transversal (Thomas et al., 2023). O tamanho amostral foi por conveniência, sendo formado por voluntários que desejaram participar da pesquisa. Assim, a amostra foi composta por 143 praticantes de cross training de um centro de treinamento localizado na zona norte do município do Rio de Janeiro/Brasil, de ambos os sexos, idade entre 18 e 50 anos, com um mínimo de 3 meses de prática e de 2 vezes por semana.
Para coleta de dados, recorreu-se a aplicação online da escala Motives for Physical Activity Measure - Revised (MPAM-R). A MPAM-R é um instrumento amplamente utilizado para avaliar os motivos que levam indivíduos, atletas ou não, de diferentes faixas etárias e gêneros, à prática de atividade física. (Silva, Bezerra, e Moraes, 2025; Borges, e Souza, 2024)
A versão original da escala foi desenvolvida com base na Teoria da Autodeterminação (TAD), uma macroteoria da motivação humana que enfatiza o papel do contexto social no desenvolvimento e funcionamento da personalidade (Ryan et al., 1997). No Brasil, a escala foi adaptada e validada culturalmente por Gonçalves, e Alchieri (2010), e posteriormente recebeu ajustes metodológicos por Albuquerque et al. (2017), incluindo a adoção de um sistema de pontuação ponderado, baseado nas cargas fatoriais dos itens.
A MPAM-R em português apresenta 30 itens distribuídos em cinco dimensões: Diversão, Competência, Aparência, Saúde e Social. Cada item é respondido por meio de uma escala do tipo Likert de sete pontos, que varia de 1 (Discordo totalmente) a 7 (Concordo totalmente). O escore motivacional é calculado a partir da média (ou média ponderada) das respostas em cada dimensão, refletindo o grau de influência de cada fator na decisão de praticar atividade física. Valores mais altos indicam maior relevância do fator para o indivíduo.
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Escala de Motivação à Prática de Atividades Físicas (MPAM-R)
INSTRUÇÕES: Tendo em vista sua(s) atividade(s) física(s) atualmente, responda o quanto você concorda com cada afirmação, utilizando a escala abaixo: 1. Discordo totalmente. 2. Discordo. 3. Discordo em parte. 4. Não discordo nem concordo. 5. Concordo em parte. 6. Concordo. 7. Concordo totalmente. PRATICO ATIVIDADE FÍSICA... 1. ___ Porque quero ser fisicamente saudável. 2. ___ Porque é divertido. 3. ___ Porque gosto de engajar-me em atividades que me desafiam fisicamente. 4. ___ Para adquirir novas habilidades físicas. 5. ___ Porque quero perder ou manter o peso e me sentir melhor. 6. ___ Para estar com meus amigos. 7. ___ Porque gosto de praticar essa atividade. 8. ___ Para melhorar as habilidades físicas que já possuo. 9. ___ Porque gosto do desafio. 10. ___ Para definir meus músculos e ter boa aparência. 11. ___ Porque essa atividade me faz feliz. 12. ___ Para manter meu nível de habilidade atual nesta atividade. 13. ___ Para ter mais energia. 14. ___ Porque gosto de atividades que são fisicamente desafiadoras. 15. ___ Para estar com outras pessoas interessadas nessa atividade. 16. ___ Porque quero melhorar minha atividade cardiovascular. 17. ___ Para melhorar minha aparência. 18. ___ Porque acho interessante. 19. ___ Porque quero manter minha resistência física e viver com saúde. 20. ___ Porque quero ser atraente para os outros. 21. ___ Porque quero conhecer novas pessoas. 22. ___ Porque me sinto bem realizando esta atividade. 23. ___ Para manter minha saúde e bem-estar. 24. ___ Para melhorar minha forma física. 25. ___ Para ser cada vez melhor nesta atividade. 26. ___ Porque acho essa atividade estimulante. 27. ___ Porque se não fizer, não me sentirei atraente. 28. ___ Porque meus amigos pedem que eu a pratique. 29. ___ Porque gosto do estímulo que essa atividade produz. 30. ___ Porque gosto do tempo que passo realizando esta atividade com os outros. |
As propriedades psicométricas da escala têm se mostrado satisfatórias em diferentes estudos. Gonçalves, e Alchieri (2010) relataram índices de consistência interna (alpha de Cronbach) de 0,88 para Diversão, 0,85 para Competência, 0,79 para Aparência, 0,84 para Saúde e 0,75 para Social. Albuquerque et al. (2017) também reportaram bons índices de ajuste do modelo, com CFI = 0,98; TLI = 0,96; RMSEA = 0,058; e alfas de Cronbach superiores a 0,70 em todas as dimensões.
Ademais, este estudo segue as normas da resolução número 466 do Conselho Nacional de Saúde, sendo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CEP-CONEP), pelo parecer de nº 1318/19. Os dados foram tratados por meio da estatística inferencial (média, desvio padrão e frequência percentual). O teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov determinou que os dados são não paramétricos. Assim, foi utilizado o teste Kruskal-Wallis e de Mann-Whitney, com nível de significância de p≤0,05, para comparação e verificação de existência de diferença estatística significativa entre os itens. Para verificar se havia diferenças entre os fatores motivacionais, foi adotado o teste Friedman ANOVA. Todas as análises foram realizadas utilizando o SPSS© 26.0 para Windows®.
Resultados
Participaram deste estudo 143 praticantes de cross training, sendo 48 praticantes do sexo masculino e 95 do sexo feminino, com idade média de 32,42±8,03 e 35,03±8,65 anos, respectivamente. A amostra geral tem média de 2,47±1,94 anos de prática da modalidade, sendo o público feminino 2,7±1,85 anos e o masculino 2,3±1,98 anos. 33 participantes treinam há menos de 1 ano (21,1%), 50 treinam há mais de 1 ano e menos de 3 anos (35%), 36 treinam há mais de 3 anos e menos de 5 anos (25,2%), e 24 treinam há mais de 5 anos (16,8%). Em destaque, 52 participantes (36,4%) afirmam treinar 5 vezes na semana, 42 (29,4%) treinam 6 vezes na semana, 23 (16,1%) treinam 4 dias, 18 (12,6% treinam 3 dias, apenas 4 treinam 2 vezes na semana (2,8%) e outros 4 (2,8%) declararam treinar todos os dias.
A Tabela 1 apresenta os escores médios e desvios-padrão dos fatores motivacionais segundo a escala MPAM-R. O principal fator motivacional foi Saúde, seguido por Diversão e Competência. O fator Social foi o menos impactante, embora que ainda com pontuação acima do escore médio da escala.
Tabela 1. Escores médios e desvios-padrão dos fatores motivacionais segundo a escala MPAM-R
|
Diversão |
Saúde |
Aparência |
Competência |
Social |
|
|
Geral |
6,296 |
6,467 |
5,394 |
5,952 |
4,685 |
|
n=143 |
0,912 |
0,830 |
1,127 |
1,075 |
1,252 |
Fonte: Elaboração própria
Para verificar se havia alguma diferença entre os domínios, foi adotado o teste de Friedman ANOVA (Tabela 2), que confirmou a hipótese (valor p <0,001). Cada linha testa a hipótese nula em que as distribuições Fator Motivacional 1 e Fator Motivacional 2 são iguais. As significâncias assintóticas (teste de dois lados) são exibidas. O nível de significância é ,05. Os valores de significância foram ajustados pela correção Bonferroni para vários testes. (Cabral et al., 2020)
Tabela 2. Comparativo dos escores dos fatores motivacionais da MPAM-R
|
Fator Motivacional - Fator Motivacional 2 |
Estatística do teste |
Sig. |
Adj. Sig. |
|
Social - Aparência |
,808 |
,000 |
,000 |
|
Social - Competência |
1,706 |
,000 |
,000 |
|
Social - Diversão |
2,416 |
,000 |
,000 |
|
Social - Saúde |
2,692 |
,000 |
,000 |
|
Aparência - Competência |
,899 |
,000 |
,000 |
|
Aparência - Diversão |
1,608 |
,000 |
,000 |
|
Aparência - Saúde |
1,885 |
,000 |
,000 |
|
Competência - Diversão |
,710 |
,000 |
,001 |
|
Competência - Saúde |
,986 |
,000 |
,000 |
|
Diversão - Saúde |
-,276 |
,140 |
1,000 |
Fonte: Elaboração própria. Legenda: Sig.=Significância estatística;
Adj. Sig.=Significância Ajustada pela correção Bonferroni para vários testes
A Tabela 3 apresenta os escores médios e comparação dos fatores motivacionais de acordo com o tempo de prática da modalidade pela amostra (teste Kruskal-Wallis). Nesse caso, as classificações por tempo de prática foram: menos de 1 ano; mais de 1 ano e menos de 3 anos; mais de 3 anos e menos de 5 anos; e mais de 5 anos. Não foram identificadas diferenças estatísticas significativas nas análises.
Tabela 3. Escores médios, desvios-padrão e comparação dos fatores
motivacionais de acordo com o tempo de prática da modalidade
|
Fatores Motivacionais |
Tempo de prática |
F |
Média ± Dp |
p valor |
|
Diversão |
Menos de 1 ano |
33 |
6,31 ± 0,53 |
0,206 |
|
Mais de 1 ano e menos de 3 anos |
50 |
6,28 ± 0,99 |
||
|
Mais de 3 anos e menos de 5 anos |
36 |
6,24 ± 0,88 |
||
|
Mais de 5 anos |
24 |
6,39 ± 1,20 |
||
|
Saúde |
Menos de 1 ano |
33 |
6,65 ± 0,40 |
0,502 |
|
Mais de 1 ano e menos de 3 anos |
50 |
6,43 ± 0,97 |
||
|
Mais de 3 anos e menos de 5 anos |
36 |
6,46 ± 0,55 |
||
|
Mais de 5 anos |
24 |
6,31 ± 1,21 |
||
|
Competência |
Menos de 1 ano |
33 |
6,06 ± 0,70 |
0,229 |
|
Mais de 1 ano e menos de 3 anos |
50 |
5,89 ± 1,20 |
||
|
Mais de 3 anos e menos de 5 anos |
36 |
5,82 ± 1,02 |
||
|
Mais de 5 anos |
24 |
6,12 ± 1,32 |
||
|
Aparência |
Menos de 1 ano |
33 |
5,52 ± 0,96 |
0,886 |
|
Mais de 1 ano e menos de 3 anos |
50 |
5,39 ± 1,12 |
||
|
Mais de 3 anos e menos de 5 anos |
36 |
5,39 ± 1,24 |
||
|
Mais de 5 anos |
24 |
5,25 ± 1,23 |
||
|
Social |
Menos de 1 ano |
33 |
4,77 ± 1,12 |
0,922 |
|
Mais de 1 ano e menos de 3 anos |
50 |
4,63 ± 1,25 |
||
|
Mais de 3 anos e menos de 5 anos |
36 |
4,70 ± 1,30 |
||
|
Mais de 5 anos |
24 |
4,67 ± 1,44 |
Fonte: Elaboração própria. Legenda: F = Frequência; Dp = Desvio Padrão
A Tabela 4 apresenta os escores médios e comparação dos fatores motivacionais de acordo com a faixa etária (teste de Mann-Whitney). Nesse caso, as classificações de faixa etária foram: Adulto Jovem (n=83), com idade entre 18 e 35 anos; e Adulto Maduro (n=60), com idade entre 36 e 50 anos. Não foram identificadas diferenças estatísticas significativas nas análises.
Tabela 4. Escores médios, desvios-padrão e comparação dos fatores motivacionais
de acordo com a classificação por faixa etária (adulto jovem ou adulto maduro)
|
Fatores Motivacionais |
Classificação por faixa etária |
F |
Média ± Dp |
p valor |
|
Diversão |
Adulto Jovem |
83 |
6,36 ± 0,89 |
0,108 |
|
Adulto Maduro |
60 |
6,20 ± 0,94 |
||
|
Saúde |
Adulto Jovem |
83 |
6,50 ± 0,79 |
0,581 |
|
Adulto Maduro |
60 |
6,42 ± 0,88 |
||
|
Competência |
Adulto Jovem |
83 |
5,98 ± 1,12 |
0,271 |
|
Adulto Maduro |
60 |
5,91 ± 1,01 |
||
|
Aparência |
Adulto Jovem |
83 |
5,50 ± 1,06 |
0,242 |
|
Adulto Maduro |
60 |
5,25 ± 1,21 |
||
|
Social |
Adulto Jovem |
83 |
4,69 ± 1,15 |
0,923 |
|
Adulto Maduro |
60 |
4,68 ± 1,39 |
Fonte: Elaboração própria. Legenda: F = Frequência; Dp = Desvio Padrão;
Adulto Jovem: entre 18 e 35 anos; Adulto Maduro: entre 36 e 50 anos
Discussão
Os resultados encontrados no presente estudo fornecem importantes insights sobre a motivação para a prática de cross training, contribuindo para uma melhor compreensão das dinâmicas que orientam o envolvimento dos praticantes e das estratégias de gestão esportiva aplicáveis a este contexto. Em geral, o fator Saúde obteve a maior média (6,467), seguido pelos fatores Diversão (6,296), Competência (5,952), Aparência (5,394) e Social (4,685). No comparativo entre os escores dos fatores, não foram encontradas diferenças estatísticas significativas apenas entre os escores dos fatores Diversão e Saúde (p=0,709). Analisando os resultados após a divisão da amostra por faixa etária, não foram encontradas diferenças estatísticas significativas. Igualmente, foram encontradas diferenças estatísticas significativas após divisão de acordo com o tempo de prática da modalidade.
Primeiramente, o fato de Saúde ter sido identificado como o principal fator motivacional reflete uma tendência globalmente observada no contexto das práticas esportivas modernas. A busca por qualidade de vida e bem-estar físico é um dos pilares centrais da adesão às atividades físicas, especialmente em modalidades de treinamento realizadas em academias, como musculação e o cross training. (Souza et al., 2023; Rodrigues, 2024)
Esta motivação pode ser atribuída à percepção dos benefícios fisiológicos promovidos pela prática, sendo eles a melhoria do condicionamento cardiorrespiratório, força muscular e prevenção de doenças crônicas, ou seja, a redução da taxa de mortalidade e melhora da qualidade de vida, como apontado por outros estudos (Posadzki et al., 2020; Streb et al., 2023), além dos impactos positivos na saúde mental, como na autoestima (Borges et al., 2021), estresse e depressão. (Smith, e Merwin, 2021; Borges et al., 2023)
Sob o prisma da gestão esportiva, esses resultados sugerem que as estratégias de marketing e comunicação de academias e boxes podem se beneficiar ao enfatizar os benefícios relacionados à saúde nas campanhas de captação e fidelização de alunos. Isso inclui destacar histórias de transformação de saúde, depoimentos de praticantes e a incorporação de serviços complementares, como avaliações físicas regulares e workshops educativos sobre hábitos saudáveis.
O segundo fator motivacional mais relevante identificado foi a Diversão, o que sublinha a importância de um ambiente de treino prazeroso e dinâmico para os praticantes de cross training. Embora que outros estudos destaquem que praticantes de cross training sejam mais propensos a relatar níveis mais altos de motivos intrínsecos, do que motivos relacionados a saúde. (Fisher et al., 2017; Marin et al., 2018)
No entanto, nota-se que, neste estudo, não houve diferença estatística significativa entre os fatores Saúde e Diversão, sendo ambos de alta motivação para a amostra investigada. Este achado reforça que, além de atingir objetivos de saúde, os praticantes valorizam significativamente o aspecto lúdico da modalidade e o prazer de realizá-la (Borges, e Souza, 2024), que está associado à variedade de exercícios, ao formato de competições internas e ao sentimento de superação constante.
A diversão atua como um determinante afetivo associado à formação de hábitos e à intenção de manter a prática, fenômeno já descrito em avaliações preditivas do prazer durante o exercício (Teixeira et al., 2022). Na perspectiva da teoria da autodeterminação, ambientes que propiciam sensações de competência, autonomia e pertencimento tendem a fomentar formas mais autônomas de regulação motivacional, o que favorece a persistência e a continuidade da prática. (Carrasco-Poyatos et al., 2024)
Estratégias externas direcionadas à melhora da valência afetiva da sessão, como variação do estímulo, feedback social e estruturação de tarefas que aumentem o engajamento, podem potencializar a experiência subjetiva positiva e contribuir para a adesão em longo prazo (Jones, e Zenko, 2023). Estudos comparativos entre modalidades de exercício mostram que praticantes de contextos como o cross training frequentemente apresentam formas mais autodeterminadas de motivação e maior experiência autotélica quando comparados a praticantes de ambientes tradicionais de fitness, reforçando o papel central da diversão nesse tipo de prática. (Vuckovic, e Duric, 2024)
Gestores esportivos devem, portanto, priorizar a criação de experiências de treino diversificadas, inovadoras e desafiadoras, utilizando recursos como gamificação, desafios temáticos e celebrações de conquistas individuais e coletivas. O impacto da diversão também pode ser potencializado por treinadores que promovam um clima positivo e motivador durante as sessões. (Weinberg, e Gould, 2017)
Por outro lado, a motivação relacionada ao aspecto Social foi apontada como menos relevante pelos participantes do estudo. Embora a prática de cross training geralmente seja realizada em ambientes coletivos que incentivam a interação entre os praticantes, os resultados sugerem que, para esta amostra específica, a socialização desempenha um papel secundário na motivação geral. Esse achado desafia algumas suposições amplamente aceitas na literatura sobre esportes coletivos, onde a interação social é frequentemente vista como um fator-chave de adesão, devido a maior regulação intrínseca (Weinberg, e Gould, 2017; Matias, Andrade, e Manfrin, 2019), inclusive como apontado em relação ao próprio cross training. (Marin et al., 2018)
No entanto, é possível que, no cross training, a experiência individual de superação e autodesempenho seja mais valorizada do que as dinâmicas grupais, ainda mais considerando o alto escore médio do fator motivacional Competência (5,952). Como evidenciado por Teixeira e colaboradores, em 2012, a motivação autônoma e a percepção de competência são preditores consistentes de adesão ao exercício, reforçando os achados sobre a importância do autodesempenho no Cross Training. Para gestores esportivos, isso implica a necessidade de equilibrar atividades que promovam a interação social, como eventos comunitários e treinos em equipe, com um foco claro nas necessidades individuais dos praticantes.
Ainda, Pereira et al. (2024) destacam que praticantes mais jovens de Cross Training tendem a ser mais influenciados por fatores como afiliação, reconhecimento social e competência, mas isso não se aplica a indivíduos mais velhos. Com base nesse dado e o alto escore médio do fator motivacional Competência identificado neste estudo, ressaltamos a importância de não generalizar estratégias motivacionais e, sim, adaptá-las ao perfil de cada público-alvo.
Do ponto de vista da gestão esportiva, esses resultados destacam a necessidade de criar uma proposta de valor equilibrada, que aborde tanto os benefícios tangíveis, como a melhoria da saúde, quanto os intangíveis, como a diversão. Além disso, a percepção de que a motivação social ocupa uma posição menos relevante pode indicar a oportunidade de inovar em abordagens que reforcem o senso de comunidade, sem desconsiderar o apelo pela personalização e autonomia dos praticantes.
Por fim, é fundamental que os gestores esportivos reconheçam o impacto da motivação na retenção de praticantes, principalmente em modalidades que demandam alto nível de intensidade e comprometimento. A implementação de pesquisas contínuas de satisfação e motivação pode ser uma ferramenta valiosa para ajustar as estratégias de gestão e assegurar que os serviços oferecidos estejam alinhados com as expectativas dos praticantes.
Embora o tamanho da amostra (n = 143) possa ser considerado adequado para um estudo transversal, a principal limitação reside na sua representatividade, visto que os dados foram coletados exclusivamente de um único centro de treinamento. Consequentemente, os resultados podem não refletir plenamente os padrões motivacionais de praticantes de outros centros de treinamento, com contextos sociais e culturais distintos.
Conclusões
Este estudo contribuiu para a compreensão das motivações que impulsionam a prática de cross training, destacando a relevância dos fatores Saúde e Diversão como os principais motivadores para os praticantes, enquanto o aspecto Social apresentou menor impacto. Tais resultados reforçam a importância de estratégias de gestão esportiva que priorizem tanto os benefícios relacionados à saúde quanto à criação de experiências de treino dinâmicas e prazerosas.
Além disso, a ênfase nos resultados aponta para a necessidade de um equilíbrio entre atividades que promovam a interação social e a valorização das conquistas individuais, permitindo atender de forma mais ampla às expectativas e perfis dos praticantes. O foco na personalização das estratégias motivacionais, aliado ao monitoramento contínuo das percepções dos praticantes, pode assegurar não apenas uma experiência de treino satisfatória, mas também a sustentabilidade e o crescimento das organizações esportivas no longo prazo.
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