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ISSN 1514-3465

 

A ansiedade durante as competições de karatê:

um aspecto importante na preparação psicológica

Anxiety during Karate Competitions: An Essential Aspect in Psychological Preparation

La ansiedad durante las competiciones de karate: un aspecto importante de la preparación psicológica

 

Gustavo Cunha Margonar* **

gumargonar@gmail.com

Márcio Vinícius de Abreu Verli*

marcioaverli@gmail.com

Carlos Eduardo Cardoso dos Santos*

cadudanatinsta@gmail.com

Guilherme Leonardelli de Morais

guilhermeleonardelle@gmail.com

Aníbal Monteiro de Magalhães-Neto* ***

anibal.neto@ufmt.br

Luis Carlos Oliveira Gonçalves* ***

luisogoncalves@yahoo.com.br

Ramón Nunez Cárdenas* **

ramonncardenas@yahoo.com.br

 

*Grupo de pesquisa em psicologia do exercício físico

e esporte na promoção da saúde

Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

**Programa de Pós-Graduação em Psicologia

Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

***Programa de Pós-Graduação em Educação Física

Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

(Brasil)

 

Recepción: 24/07/2025 - Aceptación: 11/12/2025

1ª Revisión: 23/11/2025 - 2ª Revisión: 07/12/2025

 

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https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt

Cita sugerida: Margonar, GC, Verli, MVA, Santos, CEC, Morais, GL, Magalhães-Neto, AM, Gonçalves, LCO, e Cárdenas, RN (2026). A ansiedade durante as competições de karate: um aspecto importante na preparação psicológica. Lecturas: Educación Física y Deportes, 30(333), 85-106. https://doi.org/10.46642/efd.v30i333.8487

 

Resumo

    O objetivo do presente estudo foi investigar os níveis de ansiedade e de autoconfiança em 55 atletas de karatê, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 64 anos. Foi utilizado o questionário CSAI-2R. Os resultados mostraram que não houve diferenças significativas nos níveis de ansiedade cognitiva, ansiedade somática ou autoconfiança quando os diferentes fatores analisados foram considerados. No entanto, foi encontrada uma forte correlação entre a ansiedade cognitiva e a somática, indicando que essas variáveis estão diretamente inter-relacionadas. Já a autoconfiança não apresentou correlação significativa com nenhum dos tipos de ansiedade. A consistência interna das escalas foi adequada, com a subescala de autoconfiança apresentando uma correlação item-total ligeiramente inferior em relação às demais. Concluiu-se que, apesar dos baixos níveis de ansiedade observados na amostra, intervenções voltadas à redução da ansiedade cognitiva podem ser eficazes no controle geral da ansiedade. O estudo destaca que os atletas que conseguem manter um equilíbrio entre a excitação e a autoconfiança tendem a apresentar melhor desempenho, o que reflete a curva proposta pela Teoria do U Invertido. Essa teoria oferece uma explicação para os resultados observados no estudo sobre atletas de karatê, especialmente quanto ao impacto da ansiedade e da autoconfiança no desempenho. Além disso, variáveis como o tempo de prática e a experiência competitiva não influenciaram diretamente os níveis de ansiedade ou de autoconfiança.

    Unitermos: Ansiedade cognitiva. Ansiedade somática. Autoconfiança. Karatê. CSAI-2R. Atletas.

 

Abstract

    The objective was to investigate anxiety and self-confidence levels among 55 karate athletes, aged 18 to 64, including 27 males and 28 females. The CSAI-2R questionnaire was used. The results showed no significant differences in levels of cognitive anxiety, somatic anxiety, or self-confidence when considering the different factors analyzed. However, a strong correlation was found between mental and somatic anxiety, indicating that these variables are directly interrelated. Self-confidence did not show a significant correlation with any of the anxiety types. The internal consistency of the scales was adequate, with the self-confidence subscale showing a slightly lower item-to-total correlation than the others. It was concluded that, despite the low anxiety levels observed in the sample, interventions aimed at reducing cognitive anxiety can be effective in overall anxiety control. The study highlights that athletes who maintain a balance between arousal and self-confidence tend to perform better, which aligns with the inverted U-shaped curve proposed by the Inverted U Theory. This theory offers a theoretical explanation for the results observed in the study of karate athletes, especially regarding the impact of anxiety and self-confidence on performance. Furthermore, variables such as practice time and competitive experience did not directly influence anxiety or self-confidence levels.

    Keywords: Cognitive anxiety. Somatic anxiety. Self-confidence. Karate. CSAI-2R. Athletes.

 

Resumen

    El objetivo de este estudio fue investigar los niveles de ansiedad y autoconfianza en 55 karatecas de ambos sexos, con edades comprendidas entre los 18 y los 64 años. Se utilizó el cuestionario CSAI-2R. Los resultados no mostraron diferencias significativas en la ansiedad cognitiva, la ansiedad somática ni los niveles de autoconfianza al considerar los diferentes factores analizados. Sin embargo, se encontró una fuerte correlación entre la ansiedad cognitiva y la somática, lo que indica que estas variables están directamente interrelacionadas. La autoconfianza no mostró una correlación significativa con ningún tipo de ansiedad. La consistencia interna de las escalas fue adecuada, y la subescala de autoconfianza mostró una correlación ítem-total ligeramente inferior en comparación con las demás. Se concluyó que, a pesar de los bajos niveles de ansiedad observados en la muestra, las intervenciones dirigidas a reducir la ansiedad cognitiva pueden ser eficaces para controlar la ansiedad general. El estudio destaca que los deportistas que logran mantener un equilibrio entre la activación y la autoconfianza tienden a tener un mejor rendimiento, lo que refleja la curva propuesta por la Teoría de la U Invertida. Esta teoría explica los resultados observados en el estudio con karatecas, especialmente en lo que respecta al impacto de la ansiedad y la autoconfianza en el rendimiento. Además, variables como el tiempo de práctica y la experiencia competitiva no influyeron directamente en los niveles de ansiedad ni de autoconfianza.

    Palabras clave: Ansiedad cognitiva. Ansiedad somática. Autoconfianza. Karate. CSAI-2R. Deportistas.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 30, Núm. 333, Feb. (2026)


 

Introdução 

 

    A competição proporciona ao atleta diversas formas de reação emocional, entre elas a ansiedade, que pode surgir devido à pressão por resultados e às expectativas pessoais ou de terceiros. A ansiedade no esporte, assim como em outros contextos, pode ser dividida em dois componentes principais: o primeiro, chamado de ansiedade cognitiva, refere-se aos pensamentos negativos, preocupações e medos que o atleta experimenta em relação à competição; o segundo, denominado ansiedade somática, está relacionado às reações físicas que o atleta sente em resposta ao estresse ou à pressão da competição. (Mojtahedi et al., 2023)

 

Figura 1. As competições no karatê exigem alta concentração e controle emocional

Figura 1. As competições no karatê exigem alta concentração e controle emocional

Fuente: Gemini 3 Plus

 

    O elemento cognitivo geralmente está associado a emoções negativas sobre o rendimento esperado, como preocupação, visualização de um possível fracasso e falta de confiança na capacidade de enfrentar o desafio proposto (Carvalho, e Fidale, 2010). O componente somático caracteriza-se por manifestações fisiológicas, acentuadas em situações de tensão emocional, como aumento dos batimentos cardíacos e enjoos estomacais. (Martens, Vealey, e Burton, 1990)

 

    Carvalho, e Fidale (2010) afirmam que o componente somático da ansiedade envolve o organismo como um todo, colocando-o em estado de alerta e levando ao aumento dos níveis de adrenalina e de cortisol. Segundo Martens et al. (1990), um elevado nível de ativação, por meio da ansiedade somática, é essencial para atividades que requerem rapidez, resistência física e força, como as artes marciais.

 

    Cardoso et al. (2022) definem o karatê como um esporte individual, disputado em duas categorias: Kata e Kumite. Os autores destacam que, no kata, o atleta apresenta uma série de movimentos pré-estabelecidos, com ações de defesa e de ataque, que são julgados pelos árbitros da competição. De acordo com Aires (2015), no kumite, o atleta enfrenta um concorrente, lutando contra ele e buscando marcar o maior número de pontos, que são conquistados ao acertar golpes no adversário.

 

    No karatê, em que as competições exigem alta concentração e controle emocional, a gestão eficaz da ansiedade é essencial. A relação entre ansiedade e desempenho esportivo é um tema bastante estudado na psicologia do esporte (Monteiro, 1980; Rocha, 1976; Tobias, 1980, 1985; Wigfield, e Eccles, 1989). Estudo recente indicou que as motivações mais citadas para busca pela prática do Karatê foram Diversão/Bem-Estar, Controle do Estresse, Condição Física e Prevenção de Doenças. (Nakayama et al., 2022)

 

    A ansiedade, embora seja um mecanismo biológico de defesa para responder aos perigos e situações estressoras encontradas no ambiente (Margis et al., 2003), pode ter repercussões negativas quando são recorrentes, resultando em comprometimentos sociais, físicos, emocionais e relacionais para aqueles que convivem com tais condições. (Pinto, 2019; Carvalho, e Fidale, 2010; Weinberg, e Gould, 2017; Hartons, e Mullen, 2000; Contessoto et al., 2021; Layton, 1990; Chapman et al., 1997; Oliveira, 2015)

 

    O objetivo do presente estudo foi investigar os níveis de ansiedade e autoconfiança em 55 atletas de karatê, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 66 anos, utilizando o questionário CSAI-2R.

 

Metodologia 

 

    Trata-se de um estudo transversal, descritivo e observacional.

 

Participantes 

 

    Participaram do estudo 55 atletas do karatê rondoniense (15 mulheres e 40 homens), de diferentes academias ou clubes, com idade entre 18 e 64 anos, integrantes das categorias principais e afiliados à Federação de Karatê de Rondônia (FKR). A amostragem foi não probabilística e por conveniência.

 

Instrumentos 

 

    Os instrumentos utilizados foram: 1) Questionário de Caracterização Sociodemográfica competitiva e 2) Competitive State Anxiety Inventory - Versão Reduzida (CSAI-2R), validado para o Brasil com 17 itens. As variáveis sociodemográficas investigadas foram: idade/categoria, sexo, escolaridade, estado civil, arranjo familiar, cor/raça, preferência religiosa, renda familiar, graduação no karatê, tempo de prática e experiência em competições de karatê.

 

    Na seção seguinte, utilizou-se o instrumento denominado Inventário de Ansiedade Estado Competitiva (Competitive State Anxiety Inventory-2 Revised-CSAI-2R). A versão original, CSAI-2, foi desenvolvida por Martens et al. (1990) e a versão revisada (CSAI-2R) foi atualizada para melhorar a precisão e a validade das medições, em sua versão brasileira, validada por Coelho, Vasconcelos-Raposo, e Mahl (2010). O instrumento é uma ferramenta de avaliação psicológica usada para medir os níveis de ansiedade competitiva em atletas.

 

    O CSAI-2R, versão de 17 itens, avalia três subescalas: ansiedade cognitiva (itens 2, 5, 8, 11 e 14), ansiedade somática (itens 1, 4, 6, 9, 12, 15 e 17) e autoconfiança (itens 3, 7, 10, 13 e 16). Essas escalas podem ser avaliadas sob a ótica de três dimensões: intensidade, frequência e direção. Os atletas responderam a uma série de itens em uma escala Likert de 4 pontos (1 = Nada; 2 = Pouco; 3 = Moderado; 4 = Muito), indicando a intensidade de seus sentimentos em relação a cada item. A análise das respostas ajuda treinadores e psicólogos do esporte a identificar áreas que necessitam de intervenção para melhorar o desempenho e o bem-estar dos atletas.

 

Procedimentos 

 

    A coleta foi realizada por meio de levantamento de dados com os integrantes da amostra, de forma on-line. Em cumprimento aos requisitos propostos pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), em especial nas Resoluções nº 466/2012 (Brasil, 2012) e nº 510/2016 (Brasil, 2016), o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foi devidamente apresentado ao participante, que assentiu em participar da pesquisa.

 

    Os dados foram coletados por meio da aplicação de um questionário com perguntas fechadas, operado pela plataforma Google Forms.

 

    A pesquisa foi desenvolvida no período de dois anos (24 meses) e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal de Rondônia, por meio do Parecer Consubstanciado nº 6.598.388 e do CAAE 75599223.0.0000.5300 CEP/CONEP.

 

Análise Exploratória de Dados (AED) 

 

    Foram utilizados os softwares SPSS, versão 21 (IBM Corp., Armonk, New York), e a linguagem R (integrada ao RStudio), por meio dos quais foram desenvolvidas análises estatísticas descritivas, frequências, percentuais, correlações e comparações, além da normalidade e da homogeneidade de variâncias, com o uso dos testes Shapiro-Wilk (S-W) e Análises Multivariadas (MANOVA).

 

Resultados 

 

    A Tabela 1, a seguir, apresenta a caracterização da amostra e demonstra os dados sociodemográficos dos participantes: idade relacionada à categoria competitiva, sexo, escolaridade, estado civil, arranjo familiar, heteroidentificação, preferência religiosa, renda familiar mensal, graduação no karatê, tempo de prática no esporte, experiência competitiva, nível competitivo e quantidade de competições que o atleta costuma participar durante o ano.

 

Tabela 1. Distribuição das frequências com intervalos mistos para variáveis qualitativas da amostra (n = 55)

Variável

Intervalos

F. A.

F. R.

F.A.A.

F.R.A.

Sexo

Masculino

40

72,7

40

72,7

Feminino

15

27,3

55

100

 

55

100

 

Categoria relacionada à idade

18 a 31 anos

25

45,5

25

45,5

32 a 39 anos

13

23,6

38

69,1

40 a 47 anos

11

20,0

49

89,1

≥48 anos

6

10,9

55

100

 

55

100

 

Escolaridade

Ensino médio

19

34,5

19

34,5

Ensino superior

18

32,7

37

67,2

Pós-graduação

18

32,7

55

100

 

55

100

 

Estado Civil

Solteiro

29

52,7

29

52,7

Casado

20

36,4

49

89,1

Separado

2

3,6

51

92,7

Divorciado

4

7,3

55

100

 

55

100

 

Arranjo familiar

Mora sozinho

49

89,1

49

89,1

Não mora sozinho

6

10,9

55

100

 

55

100

 

Cor ou raça

Branco

11

20,0

11

20,0

Preto

7

12,7

18

32,7

Pardo

33

60,4

51

93,1

Amarelo

3

5,5

54

98,5

Indígena

1

1,8

55

100

 

55

100

 

Preferência religiosa

Protestante

13

23,6

13

23,6

Católico

14

25,5

27

49,1

Judeu

1

1,8

28

50,9

Espírita

10

18,2

38

69,1

Nenhuma

17

30,9

55

100

 

55

100

 

Renda familiar mensal

≤ 1 (S. M.)

7

12,7

7

12,7

1 a 2 (S. M.)

14

25,5

21

38,2

2 a 3 (S. M.)

9

16,4

30

54,6

3 a 5 (S. M.)

11

20,0

41

74,6

5 a 10 (S. M.)

5

9,1

46

83,7

> 10 (S. M.)

9

16,4

54

100

 

54

100

 

Graduação no karatê

Faixa Verde

9

16,4

9

16,4

Faixa Roxa

8

14,5

17

30,9

Faixa Marrom

5

9,1

22

40,0

Faixa Preta

33

60,0

55

100

 

55

100

 

Nível competitivo

Estadual

34

61,8

34

61,8

Regional

5

9,1

39

70,9

Nacional

16

29,1

55

100

 

55

100

 

Competições no último ano

Uma

20

36,4

20

36,4

Duas

8

14,5

28

50,9

Três

11

20,0

39

70,9

> Três

16

29,1

55

100

 

55

100

 

Experiência Competitiva

1 a 4 anos

14

25,5

14

25,5

5 a 10 anos

17

30,9

31

56,4

> 11 anos

24

43,6

55

100

 

55

100

 

Tempo de Prática

4 a 10 anos

21

38,2

21

38,2

11 a 20 anos

13

23,6

34

61,8

> 21 anos

21

38,2

55

100

 

55

100

 

F.A. = Frequência Absoluta; F.R. = Frequência Relativa; F.A.A. = Frequência Absoluta Acumulada; F.R.A. = Frequência Relativa Acumulada; Sênior (18 a 31) anos; Master A (32 a 39) anos; Master B (40 a 47) anos; Master C (≥48) anos; S.S. = Salário Mínimo; Até R$ 1.412,00 (1 Salário Mínimo); Mais de R$ 1.412,00 (1 SM) a R$ 2.824,00 (2 SM); Mais de R$ 2.824,00 (2 SM) a R$ 4.236,00 (3 SM); Mais de R$ 4.236,00 (3 SM) a R$ 7.060,00 (5 SM); Mais de R$ 7.060,00 (5 SM) a R$ 14.120,00 (10 SM); Mais de R$ 14.120,00 (10 Salários Mínimos). Fonte: Dados de pesquisa

 

    As análises de confiabilidade das escalas, com o alfa de Cronbach, revelaram bons índices de confiabilidade (α > 0,80), ou seja, o índice de consistência interna geral do instrumento foi satisfatório (Tabela 2). Isso indica que a confiabilidade das escalas do CSAI-2R é quase perfeita.

 

Tabela 2. Análise estatística de confiabilidade

Alfa de Cronbach

Alfa de Cronbach com base em itens padronizados

Nº de itens

0,82

0,80

17

Fonte: Dados de pesquisa

 

    Também foi calculada a confiabilidade de cada subescala separadamente. As subescalas apresentaram índices de confiabilidade aceitáveis, variando de α = 0,800 a α = 0,840, e correlações item-subescala entre 0,125 e 0,655, indicando correlações fracas a moderadas entre os itens e as subescalas às quais pertencem.

 

    A Tabela 3, a seguir, apresenta a análise de consistência interna (Alfa de Cronbach) do CSAI-2R, em que diferentes itens foram testados para ver o impacto na consistência geral da escala. Os resultados sugerem que, de forma geral, a consistência interna parece adequada para duas das três subescalas, mas a subescala de Autoconfiança precisa de ajustes.

 

Tabela 3. Consistência interna das subescalas do CSAI-2R e correlação item - Subescala (n = 55)

Item/Subescala

Média de escala se o item for excluído

Variância de escala se o item for excluído

Correlação de item total corrigida

Alfa de Cronbach se o item for excluído

Q2

23,8909

67,321

,594

,817

Q5

23,8909

67,321

,594

,817

Q8

24,3636

68,013

,532

,820

Q11

24,5818

68,285

,497

,821

Q14

24,6909

66,773

,592

,816

Ansiedade cognitiva

25,4909

73,921

,521

,827

Q1

23,8364

68,732

,588

,818

Q4

24,0545

66,645

,659

,813

Q6

24,4909

65,699

,615

,814

Q9

24,1455

66,978

,601

,816

Q12

24,7455

66,045

,635

,814

Q15

24,6000

65,578

,552

,818

Q17

24,7091

66,395

,598

,816

Ansiedade somática

25,5091

73,514

,610

,826

Q3

23,9091

77,343

-,038

,846

Q7

23,8727

75,632

,087

,840

Q10

23,9091

78,343

-,101

,846

Q13

23,8182

77,781

-,066

,848

Q16

23,9091

74,899

,129

,838

Autoconfiança

25,3636

76,976

,044

,837

Fonte: Dados de pesquisa

 

    A Tabela 4 apresenta as estatísticas descritivas das três variáveis: ansiedade cognitiva, ansiedade somática e autoconfiança, indicando que a maioria dos indivíduos não se enquadra nas categorias de alta ansiedade cognitiva ou somática. A autoconfiança é mais prevalente, mas, ainda assim, a média sugere que apenas cerca de 30,91% dos indivíduos foram categorizados como de alta autoconfiança.

 

Tabela 4. Estatística descritiva (média ± desvio padrão, intervalo de confiança 95%)

das pontuações obtidas pelos atletas de karatê em escalas de ansiedade (CSAI-2R)

Escalas de ansiedade

(CSAI-2R)

N

Mínimo

Máximo

Soma

Média

Desvio padrão

Autoconfiança

55

,00

1,00

17,00

,3091

,46638

Ansiedade cognitiva

,00

1,00

10,00

,1818

,38925

Ansiedade somática

,00

1,00

9,00

,1636

,37335

Fonte: Dados de pesquisa

 

    Esses dados oferecem uma visão geral das medidas centrais e de dispersão das variáveis estudadas. A variância e o desvio padrão indicam a dispersão dos dados em torno da média, enquanto a autoconfiança indica maior variabilidade em comparação com a ansiedade cognitiva e a ansiedade somática. A média para todas as variáveis sugere que os níveis reportados de ansiedade e autoconfiança estão baixos na amostra analisada, conforme ilustrado na Tabela 5.

 

Tabela 5. Medidas centrais e de dispersão das variáveis estudadas

Variável

N

Média

Desvio padrão

Variância

Autoconfiança

55

,3091

,46638

,218

Ansiedade cognitiva

,1818

,38925

,152

Ansiedade somática

,1636

,37335

,139

Fonte: Dados de pesquisa

 

    A Tabela 6 apresenta o coeficiente de correlação de Spearman (ρ) medindo a força e a direção da relação entre a experiência competitiva e os níveis de ansiedade dos atletas de karatê, variando de -1 a 1.

 

Tabela 6. Influência da experiência competitiva nos níveis de ansiedade

Coeficiente de correlação de Spearman (ρ)

Experiência Competitiva

Ansiedade Cognitiva

Ansiedade Somática

Autoconfiança

Experiência

competitiva

Correlações de coeficiente

1,000

-,156

-,163

,054

Sig. (2 extremidades)

-

,257

,234

,695

N

55

55

55

55

Ansiedade

cognitiva

Correlações de coeficiente

-,156

1,000

,723**

-,221

Sig. (2 extremidades)

,257

-

,000

,104

N

55

55

55

55

Ansiedade

somática

Correlações de coeficiente

-,163

,723**

1,000

-,252

Sig. (2 extremidades)

,234

,000

-

,063

N

55

55

55

55

Autoconfiança

Correlações de coeficiente

,054

-,221

-,252

1,000

Sig. (2 extremidades)

,695

,104

,063

-

N

55

55

55

55

Fonte: Dados de pesquisa

 

    Os resultados indicam uma correlação positiva forte e significativa entre ansiedade cognitiva e ansiedade somática (ρ = 0,723, p < 0,01), indicando que altos níveis de ansiedade cognitiva tendem a estar associados a altos níveis de ansiedade somática. Também foi demonstrado que não há correlação significativa entre ansiedade cognitiva e autoconfiança.

 

    A Tabela 7 demonstra a influência da variável sexo nos níveis de ansiedade.

 

Tabela 7. Influência do sexo nos níveis de ansiedade

Coeficiente de correlação de Spearman (ρ)

Sexo

Ansiedade cognitiva

Ansiedade somática

Autoconfiança

Sexo

Correlações de coeficiente

1,000

-,077

,171

-,056

Sig. (2 extremidades)

.

,576

,213

,684

N

55

55

55

55

Ansiedade

Cognitiva

Correlações de coeficiente

-,077

1,000

,429**

-,213

Sig. (2 extremidades)

,576

.

,001

,118

N

55

55

55

55

Ansiedade

Somática

Correlações de coeficiente

,171

,429**

1,000

-,190

Sig. (2 extremidades)

,213

,001

.

,166

N

55

55

55

55

Autoconfiança

Correlações de coeficiente

-,056

-,213

-,190

1,000

Sig. (2 extremidades)

,684

,118

,166

.

N

55

55

55

55

Fonte: Dados de pesquisa

 

    Os resultados mostraram que a única correlação significativa é entre a ansiedade cognitiva e a ansiedade somática (ρ = 0,429, p < 0,01), indicando uma relação moderada positiva entre esses dois tipos de ansiedade. Indivíduos com maior ansiedade cognitiva tendem a apresentar maior ansiedade somática.

 

    A Tabela 8 apresenta as estatísticas descritivas das variáveis sexo, categoria relacionada à idade, graduação no karatê, tempo de prática no esporte, experiência competitiva, classificação dos níveis de ansiedade cognitiva, ansiedade somática e autoconfiança.

 

Tabela 8. Estatísticas descritivas das variáveis, incluindo sexo, categoria de idade, graduação no karatê,

tempo de prática, experiência competitiva, ansiedade cognitiva, ansiedade somática e autoconfiança

Estatísticas descritivas

Sexo

Idade

Graduação

Tempo de prática

Experiência competitiva

Ansiedade cognitiva

Ansiedade somática

Autoconfiança

N

Válido

55

55

55

55

55

55

55

55

Média

,27

,96

2,13

1,00

1,18

,1818

,1636

,3091

Modelo padrão

,449

1,053

1,187

,882

,819

,38925

,37335

,46638

Variância

,202

1,110

1,409

,778

,670

,152

,139

,218

Perc.

25

,00

,00

1,00

,00

,00

,0000

,0000

,0000

50

,00

1,00

3,00

1,00

1,00

,0000

,0000

,0000

75

1,00

2,00

3,00

2,00

2,00

,0000

,0000

1,0000

Fonte: Dados de pesquisa

 

    Em se tratando da graduação, a Tabela 9 mostra estatísticas descritivas para três variáveis (ansiedade cognitiva, ansiedade somática e autoconfiança) em diferentes faixas de graduação (verde, roxa, marrom e preta) dentro de uma amostra de 55 participantes.

 

Tabela 9. Análise entre grupos: influência da graduação e tempo de prática

nos níveis de ansiedade (Intervalo de confiança de 95% para média)

Variáveis

N

Média

Desvio padrão

Modelo padrão

Limite inferior

Limite superior

Mínimo

Máximo

Ansiedade cognitiva

Faixa Verde

9

0,3333

0,5

0,16667

-0,051

0,7177

0

1

Faixa Roxa

8

0,125

0,35355

0,125

-0,1706

0,4206

0

1

Faixa Marrom

5

0

0

0

0

0

0

0

Faixa Preta

33

0,1818

0,39167

0,06818

0,0429

0,3207

0

1

Total

55

0,1818

0,38925

0,05249

0,0766

0,287

0

1

Ansiedade somática

Faixa Verde

9

0,1111

0,33333

0,11111

-0,1451

0,3673

0

1

Faixa Roxa

8

0,25

0,46291

0,16366

-0,137

0,637

0

1

Faixa Marrom

5

0

0

0

0

0

0

0

Faixa Preta

33

0,1818

0,39167

0,06818

0,0429

0,3207

0

1

Total

55

0,1636

0,37335

0,05034

0,0627

0,2646

0

1

Autoconfiança

Faixa Verde

9

0,4444

0,52705

0,17568

0,0393

0,8496

0

1

Faixa Roxa

8

0,25

0,46291

0,16366

-0,137

0,637

0

1

Faixa Marrom

5

0,4

0,54772

0,24495

-0,2801

1,0801

0

1

Faixa Preta

33

0,2727

0,45227

0,07873

0,1124

0,4331

0

1

Total

55

0,3091

0,46638

0,06289

0,183

0,4352

0

1

Fonte: Dados de pesquisa

 

    Os resultados apresentados na Tabela 10, abaixo, indicam pequenas variações nas médias de ansiedade cognitiva, somática e de autoconfiança entre os grupos de homens e mulheres, com as mulheres apresentando uma média um pouco maior em ansiedade somática e uma média ligeiramente menor em autoconfiança.

 

Tabela 10. Influência do sexo nos níveis de ansiedade dos 

atletas de karatê (Intervalo de confiança de 95% para média)

Variáveis

N

Média

Desvio padrão

Modelo padrão

Limite inferior

Limite superior

Mínimo

Máximo

Ansiedade cognitiva

Masculino

40

,2000

,40510

,06405

,0704

,3296

0,00

1,00

Feminino

15

,1333

,35187

,09085

-,0615

,3282

0,00

1,00

Total

55

,1818

,38925

,05249

,0766

,2870

0,00

1,00

Ansiedade somática

Masculino

40

,1250

,33493

,05296

,0179

,2321

0,00

1,00

Feminino

15

,2667

,45774

,11819

,0132

,5202

0,00

1,00

Total

55

,1636

,37335

,05034

,0627

,2646

0,00

1,00

Autoconfiança

Masculino

40

,3250

,47434

,07500

,1733

,4767

0,00

1,00

Feminino

15

,2667

,45774

,11819

,0132

,5202

0,00

1,00

Total

55

,3091

,46638

,06289

,1830

,4352

0,00

1,00

Fonte: Dados de pesquisa

 

    A Tabela 11 demonstra que, para todas as variáveis analisadas, os testes ANOVA não indicaram diferenças significativas entre os grupos definidos. Isso sugere que as médias das variáveis de ansiedade e de autoconfiança são semelhantes entre os diferentes grupos.

 

Tabela 11. Análise de variância entre grupos menos experientes e mais experientes

ANOVA

Soma dos quadrados

df

Quadrado médio

F

Sig.

Ansiedade

cognitiva

Entre grupos

,141

2

,070

,455

,637

Nos grupos

8,041

52

,155

 

 

Total

8,182

54

 

 

 

Ansiedade

somática

Entre grupos

,129

2

,065

,454

,638

Nos grupos

7,398

52

,142

 

 

Total

7,527

54

 

 

 

Autoconfiança

Entre grupos

,139

2

,070

,311

,734

Nos grupos

11,606

52

,223

 

 

Total

11,745

54

 

 

 

Fonte: Dados de pesquisa

 

    Na Tabela 12, os dados indicam como a ansiedade cognitiva, a ansiedade somática e a autoconfiança variam com o tempo de experiência.

 

Tabela 12. Como a ansiedade cognitiva, ansiedade somática e autoconfiança variam

com o tempo de experiência competitiva (Intervalo de confiança de 95% para média)

Variável

N

Média

Desvio

Padrão

Modelo

padrão

Ansiedade cognitiva

1 a 4 anos

14

,2143

,42582

,11380

5 a 10 anos

17

,2353

,43724

,10605

mais de 11 anos

24

,1250

,33783

,06896

Total

55

,1818

,38925

,05249

Ansiedade somática

1 a 4 anos

14

,1429

,36314

,09705

5 a 10 anos

17

,2353

,43724

,10605

mais de 11 anos

24

,1250

,33783

,06896

Total

55

,1636

,37335

,05034

Autoconfiança

1 a 4 anos

14

,3571

,49725

,13289

5 a 10 anos

17

,2353

,43724

,10605

mais de 11 anos

24

,3333

,48154

,09829

Total

55

,3091

,46638

,06289

Fonte: Dados de pesquisa

 

Discussão 

 

    Os achados mostram que não há correlações significativas entre as variáveis sociodemográficas e os níveis de ansiedade (cognitiva e somática) ou de autoconfiança. No entanto, observa-se uma correlação forte e positiva entre ansiedade cognitiva e somática, evidenciando que altos níveis de uma forma de ansiedade tendem a estar associados a altos níveis da outra. Essa correlação positiva e significativa entre ansiedade cognitiva e somática é um achado comum na literatura e confirma a teoria multidimensional da ansiedade. Isso sugere que preocupações e pensamentos negativos (ansiedade cognitiva) tendem a se manifestar fisicamente (ansiedade somática).

As análises de confiabilidade também indicam bons índices de consistência interna, com alfa de Cronbach acima de 0,80 para a maioria das escalas, mas sugerem a necessidade de ajustes na subescala de autoconfiança, na qual algumas correlações entre itens e a subescala foram fracas.

 

    A partir das estatísticas descritivas, percebe-se que a maioria dos participantes apresenta baixos níveis de ansiedade cognitiva e somática, bem como de autoconfiança, com pouca variabilidade entre os diferentes grupos demográficos (sexo, idade, escolaridade, entre outros). Segundo Cardoso et al. (2022), por ser um esporte individual, o karatê pode provocar um quadro mais amplo de ansiedade, principalmente quando o atleta precisa disputar duas categorias no mesmo evento. Para Interdonato et al. (2013), o fardo de seus resultados é suportado apenas pelo atleta, o que pode sobrecarregá-lo fisicamente, cognitivamente e psiquicamente.

 

    Em relação às diferenças entre os sexos, os resultados indicam que as mulheres apresentam médias ligeiramente mais altas de ansiedade somática e ligeiramente mais baixas de autoconfiança em comparação com os homens. No entanto, essa diferença não foi estatisticamente significativa. As diferenças entre os sexos encontradas, embora não significativas, são consistentes com alguns estudos anteriores. Nascimento Júnior et al. (2016) mencionam que, no início da competição, as mulheres tendem a apresentar níveis mais elevados de ansiedade cognitiva e somática. Para Machado et al. (2016), as mulheres, no esporte, tendem a ser mais cobradas por bons resultados e, além disso, precisam apresentar bons resultados para demonstrar sua importância para o esporte, o que as leva a apresentar escores mais baixos de autoconfiança e escores mais elevados de ansiedade cognitiva.

 

    Os achados indicam que a gestão eficaz da ansiedade pode melhorar significativamente o desempenho em competições de karatê. Técnicas de treinamento mental, como a visualização e a imaginação guiada, são particularmente eficazes na construção da autoconfiança e na redução da ansiedade. Além disso, as práticas de relaxamento e respiração são fundamentais para manter a calma e a concentração durante a competição. A definição de metas claras e o apoio social também desempenham papéis cruciais na preparação psicológica dos atletas.

 

    Os resultados do presente estudo se assemelham à premissa da teoria multidimensional da ansiedade. De acordo com Cardoso et al. (2022), essa teoria aponta que atletas com elevados níveis de autoconfiança tendem a apresentar baixos níveis de ansiedade cognitiva e somática. Segundo Martens et al. (1990), a autoconfiança atua, nesse caso, como um fator que controla a ansiedade. Santos et al. (2019) asseguram que essa questão pode ser relevante para a compreensão de como atuar em estratégias de treinamento dos atletas, visando ao controle mais assertivo da ansiedade, a fim de auxiliar o atleta na preparação para enfrentar as competições.

 

    Em síntese, a teoria multidimensional da ansiedade sinaliza o aumento da autoconfiança dos atletas como possível estratégia de enfrentamento da ansiedade pré-competitiva. Além disso, os resultados desta pesquisa, a exemplo do estudo de Cardoso et al. (2022), indicam que as mulheres necessitam mais dessa atenção nas intervenções psicológicas do que os homens.

 

    É oportuno mencionar que este estudo possui algumas limitações, a saber: a) baixo número de participantes, o que dificulta a generalização dos resultados; b) não acompanhamento de diferentes competições; c) uso de apenas uma dimensão do CSAI-2R; d) não utilização de outras variáveis, como a influência do técnico ou dos árbitros; e) não acompanhamento dos atletas durante a competição, para verificar a variação dos níveis de ansiedade e autoconfiança ao longo da competição (Vveinhardt, e Kaspare, 2022; Mojtahedi et al., 2023). A investigação de associações entre as características físicas, sociais e comportamentais de atletas favorece o conhecimento holístico do ser e proporciona uma avaliação mais precisa de cada fenômeno. (Galvão et al., 2023)

 

Conclusão 

 

    Os resultados deste estudo indicam que os níveis de ansiedade cognitiva e somática dos atletas de karatê não variam significativamente em função de fatores como sexo, experiência competitiva, idade ou graduação. A única correlação forte encontrada foi entre ansiedade cognitiva e ansiedade somática, de forma que a maioria dos atletas está operando em níveis de ativação (ansiedade) relativamente baixos, o que pode ser considerado positivo para o desempenho. Entretanto, esses níveis de ansiedade não se mostraram correlacionados de forma significativa com a autoconfiança dos atletas.

 

    Em termos de confiabilidade, as escalas utilizadas no estudo, como o CSAI-2R, apresentaram boa consistência interna, com alfa de Cronbach superior a 0,80, indicando que as medidas de ansiedade e autoconfiança são confiáveis. No entanto, a subescala de autoconfiança apresentou uma correlação item-total mais fraca, sugerindo que esta dimensão do instrumento pode necessitar de ajustes.

 

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 30, Núm. 333, Feb. (2026)