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ISSN 1514-3465

 

Iniciação à natação para crianças: análise de métodos

de ensino de uma escola de natação. Um estudo de caso

Swimming Initiation for Children: An Analysis of Teaching Methods at a Swimming School. A case study

Introducción a la natación infantil: análisis de los métodos de enseñanza escuela de natación. Estudio de caso

 

Juan Sebastian Romero Ramirez*

juansebas10romero@gmail.com

Derli Juliano Neuenfeldt**

derlijul@univates.br

 

*Graduado em Educação Física

pela Universidade do Vale do Taquari (Univates)

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Univates

**Professor no curso de graduação em Educação Física

e no Programa de Pós-graduação em Ensino

da Universidade do Vale do Taquari (Univates)

Doutorado em Ciências: Ambiente e Desenvolvimento pela Univates

(Brasil)

 

Recepción: 11/12/2024 - Aceptación: 21/02/2026

1ª Revisión: 11/02/2026 - 2ª Revisión: 17/02/2026

 

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Cita sugerida: Ramirez, J.S.R., e Neuenfeldt, D.J. (2026). Iniciação à natação para crianças: análise de métodos de ensino de uma escola de natação. Um estudo de caso. Lecturas: Educación Física y Deportes, 31(335), 170-185. https://doi.org/10.46642/efd.v31i335.8057

 

Resumo

    O ensino da iniciação à natação requer preocupação quanto aos aspectos do desenvolvimento motor e psicológico dos alunos, especialmente, quando se trata de crianças. Este estudo tem como objetivo conhecer as metodologias de ensino utilizadas pelos professores de uma escola de natação do Vale do Taquari/RS/BR no ensino da natação para crianças. A pesquisa, realizada com professores de natação, adotou uma abordagem qualitativa, sendo utilizadas observações diretas das aulas e entrevista semiestruturada, para a produção de informações. Foram observadas seis aulas de natação para crianças de seis a nove anos. Além disso, a entrevista abordou tanto a trajetória profissional dos professores quanto suas práticas pedagógicas. Constatou-se que a organização do espaço, a escolha dos materiais e as metodologias aplicadas pelos professores desempenham um papel fundamental na adaptação ao meio aquático e no desenvolvimento técnico dos alunos. Um dos professores prioriza a diversão e a socialização, criando um ambiente de aprendizado mais lúdico e interativo, enquanto o outro adota uma abordagem centrada no ensino do movimento, promovendo a autonomia, a competição e a precisão dos fundamentos técnicos da natação. Conclui-se que ambas as abordagens atendem, em diferentes níveis, às diferentes necessidades dos alunos e criam um ambiente de aprendizagem inclusivo e motivador, mas com ênfases que refletem a compreensão pedagógica de cada professor.

    Unitermos: Metodologias de ensino. Ensino de natação. Práticas pedagógicas. Iniciação esportiva.

 

Abstract

    The teaching of swimming initiation requires attention to the motor and psychological development of students, especially children. This study aims to investigate the teaching methodologies used by swimming teachers at a swimming school in Vale do Taquari/RS/BR in teaching swimming to children. A qualitative approach was adopted, with data collected through direct poolside observations and semi-structured interviews with the teachers. Six swimming lessons for children aged 6 to 9 years were observed, and the interviews addressed both the teacher' professional backgrounds and their pedagogical practices. The findings indicate that the organization of space, choice of materials, and the methodology applied by each teacher play a crucial role in the students' adaptation to the aquatic environment and technical development. One teacher prioritizes fun and socialization, creating a more playful and interactive learning environment, while the other focuses on teaching movement, promoting autonomy and precision in swimming techniques. The study concludes that both approaches effectively address the different needs of students and create an inclusive and motivating learning environment, with emphases that reflect each teacher’s pedagogical understanding.

    Keywords: Teaching methodologies. Swimming teaching. Pedagogical practices. Sports initiation.

 

Resumen

    La enseñanza de la iniciación a la natación requiere atención al desarrollo motor y psicológico de los alumnos, especialmente cuando se trata de niños. Este estudio busca comprender las metodologías de enseñanza utilizadas por el profesorado de una escuela de natación en Vale do Taquari/RS/BR para la enseñanza de natación infantil. La investigación, realizada con profesores de natación, adoptó un enfoque cualitativo, utilizando observaciones directas de clases y entrevistas semiestructuradas para recopilar información. Se observaron seis clases de natación para niños de seis a nueve años. Además, las entrevistas abarcaron tanto la trayectoria profesional del profesorado como sus prácticas pedagógicas. Se constató que la organización del espacio, la elección de materiales y las metodologías aplicadas por el profesorado desempeñan un papel fundamental en la adaptación al medio acuático y en el desarrollo técnico del alumnado. Uno de los profesores prioriza la diversión y la socialización, creando un entorno de aprendizaje más lúdico e interactivo, mientras que el otro adopta un enfoque centrado en la enseñanza del movimiento, promoviendo la autonomía, la competencia y la precisión en los fundamentos técnicos de la natación. Se concluye que ambos enfoques satisfacen, en diferentes niveles, las distintas necesidades del alumnado y crean un entorno de aprendizaje inclusivo y motivador, con énfasis que reflejan la comprensión pedagógica de cada docente.

    Palabras clave: Metodologías de enseñanza. Enseñanza de natación. Prácticas pedagógicas. Iniciación deportiva.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 31, Núm. 335, Abr. (2026)


 

Introdução 

 

    Durante a infância, é importante que as crianças comecem a praticar esportes, como a natação, que tem se mostrado eficaz no desenvolvimento de habilidades motoras básicas e psicológicas nas crianças (Fonseca-Pinto, e Moreno-Murcia 2024)). Isso nos remete a analisar como se tem ensinado a natação. Para compreender de forma mais consistente como esse processo ocorre, torna-se necessário explicitar os conceitos que orientam a presente investigação. Para os fins deste estudo, adotam-se as seguintes definições: a) por método de ensino, segundo Ristow et al. (2022), compreende-se as estratégias e atividades específicas utilizadas pelo professor durante a aula; já metodologia de ensino, de acordo com Rocha et al. (2014), corresponde ao enfoque pedagógico geral que orienta a seleção e organização desses métodos.

 

    Essa distinção é fundamental porque permite analisar não apenas o que é ensinado, mas como e sob quais princípios pedagógicos o ensino é estruturado. Nessa perspectiva, entende-se por ensino da natação o conjunto de habilidades que permitem às crianças adaptar-se ao meio aquático, incluindo deslocamento básico, flutuação, controle respiratório, iniciação aos estilos de nado e habilidades de autossalvamento (Fernandes, e Costa, 2006). Ao delimitar esse conceito, evita-se uma compreensão restrita da natação apenas como domínio técnico dos estilos formais.

 

    Apesar da reconhecida importância da natação para o desenvolvimento infantil, observa-se na literatura que as práticas pedagógicas nem sempre contemplam essa visão ampliada. Muitas vezes, seguem-se métodos de ensino tradicionais, baseados na repetição e na memorização (Ristow et al., 2022), sem considerar adequadamente a variedade e a adaptação pedagógica necessárias para um aprendizado mais eficaz e envolvente (Fariña, 2018). Durante a prática regular da natação, as metodologias focadas na perfeição do gesto motor tendem a não ser as mais adequadas para o ensino infantil, pois podem ser monótonas ou excessivamente rígidas (Domínguez, 2023). Além disso, não incorporam a brincadeira como ferramenta metodológica nas aulas (Godoy, e Santos, 2022). Romero, e Neuenfeldt (2024) identificaram que, no Brasil, muitas abordagens pedagógicas ainda se concentram quase que exclusivamente na execução correta das técnicas de nado, desconsiderando o desenvolvimento integral das crianças. Esse foco restrito pode limitar a aprendizagem e a experiência aquática infantil.

 

    Com isso em mente, o objetivo deste estudo foi analisar como os métodos e a metodologia de ensino utilizados pelos professores impactam o desenvolvimento das habilidades aquáticas (deslocamento, flutuação, respiração, iniciação aos estilos de nado e autossalvamento) em crianças de 7 a 9 anos, bem como examinar a relação desses métodos com a organização do espaço e o uso de materiais nas aulas em uma escola de natação do Vale do Taquari/RS/BR. Também se analisou os espaços e os materiais utilizados nas aulas de iniciação à natação, bem como a relação desses recursos com as metodologias de ensino empregadas. Dessa forma, o olhar se direcionou para verificar se o ensino se preocupa em proporcionar uma experiência aquática adaptada às necessidades das crianças, ou se, por outro lado, segue uma abordagem tradicional, centrada apenas no ensino dos estilos de natação.

 

    Este estudo é relevante, pois contribui para a compreensão de como a organização dos espaços, a seleção de materiais e as escolhas metodologias afetam diretamente o aprendizado e a experiência das crianças, no contexto do ensino de natação.

 

Método 

 

    A metodologia de pesquisa adotada fundamenta-se na abordagem qualitativa e descritiva, proposta por Bogdan, e Biklen (1982). Essa abordagem envolve um processo detalhado de organização, codificação, categorização e análise dos dados coletados. O pesquisador desempenha um papel central à medida que busca aprofundar a compreensão do contexto que envolve o ensino da natação e as práticas esportivas.

 

    Participaram da pesquisa dois professores (P1 e P2) de uma escola de natação do Vale do Taquari/RS/BR, ambos, com mais de sete anos de experiência lecionando para crianças de seis a nove anos. Para o presente estudo, a turma observada foi composta por crianças com idades entre sete e nove anos. Embora a escola possui níveis formais de aprendizagem (iniciante, intermediário, avançado) identificamos que alunos de diferentes níveis foram agrupados por idade, de acordo com a disponibilidade de horários e a composição das turmas. Alguns alunos já se deslocavam sem apoio, enquanto outros ainda utilizavam materiais auxiliares permanentemente.

 

    Apesar de a instituição contar com cinco professores no total, a escolha recaiu apenas nesses dois, tendo em vista que se optou por incluir somente docentes graduados, excluindo os outros três professores, os quais são estagiários em processo de formação.

 

    Foram realizadas observações em seis aulas (45 minutos cada, três por professor), ao longo de três semanas, uma aula por semana, em setembro de 2024. O grupo de alunos era composto por quatro a cinco crianças, com a entrada de novos alunos durante o período. As observações se concentraram no uso dos espaços e materiais, analisando como os professores os adaptam e os relacionam durante o desenvolvimento das aulas, de acordo com as metodologias utilizadas. As observações visaram entender como os professores utilizam os espaços e materiais e como suas decisões pedagógicas influenciam o processo de aprendizagem dos alunos.

 

    Entende-se que a forma como o professor organiza o espaço e seleciona os materiais está diretamente relacionada às suas escolhas metodológicas. Esses elementos fazem parte da dinâmica da aula e refletem a maneira como o ensino é conduzido. Assim, ao observar a organização e o uso desses recursos, buscou-se compreender não apenas sua função prática, mas também a metodologia de ensino que orienta tais decisões.

 

    Além das observações, foi realizada uma entrevista com o professor P1, com o objetivo de aprofundar a compreensão sobre suas práticas pedagógicas e avaliar a influência de suas escolhas no desenvolvimento das habilidades dos alunos.

 

    Vale ressaltar que, embora os professores não tenham declarado explicitamente os objetivos das aulas durante as entrevistas, tais objetivos puderam ser inferidos a partir das observações realizadas. De forma geral, as aulas tinham como propósito principal promover a segurança e a adaptação das crianças ao meio aquático, desenvolver habilidades motoras básicas e técnicas de natação, estimular a ludicidade e a motivação, incentivar a autonomia e favorecer a socialização entre alunos. Esses objetivos orientam a seleção dos métodos e materiais utilizados, garantindo que cada atividade seja adequada às necessidades e ao nível de desenvolvimento dos estudantes.

 

    Essa abordagem possibilitou uma comunicação mais fluida e uma interpretação imediata das respostas, enriquecendo, assim, a qualidade dos dados coletados (Bogdan, e Biklen, 1982). O formato da entrevista foi semiestruturado, com perguntas orientadoras que abordaram os objetivos da pesquisa, proporcionando uma visão mais ampla e aprofundada da experiência e do conhecimento dos professores.

 

    Durante a entrevista, foram abordados aspectos pessoais, tais como: "Como você começou no ensino da natação?" ou: "Você sabia nadar antes de ensinar?", quanto às questões relacionadas à sua formação e prática pedagógica, como, por exemplo: "Você fez cursos de natação?" e: "Por que você canta nas suas aulas?". A entrevista também explorou como os professores percebem o progresso dos alunos, tocando em temas diversos, mas essenciais para a compreensão dos processos de ensino e aprendizagem na natação, de acordo com as observações realizadas nas aulas. A entrevista foi realizada apenas com o professor P1, pois o professor P2 não participou, por motivos pessoais. Ela ocorreu após as observações das aulas, o que permitiu discutir momentos específicos e entender as decisões pedagógicas de P1.

 

    A análise de conteúdo envolveu a codificação dos dados, identificando-se padrões e agrupando-os em categorias emergentes, com base nas teorias existentes. As duas categorias emergentes refletem as práticas dos professores, e os aspectos discutidos na entrevista são: Relação entre a Preparação de Espaços e Materiais nas Aulas, e Metodologia de Ensino do Professor.

 

    Quantos aos cuidados éticos, todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, autorizando sua participação voluntária na pesquisa e permitindo a gravação em áudio da entrevista, com a garantia de precisão na transcrição e na análise de dados, bem como inclui um acordo de confidencialidade, o qual se refere à proteção do uso de informações obtidas durante a pesquisa, como, por exemplo, o nome. Ressalta-se que os professores são nomeados de P1 e P2 para garantir o sigilo da identidade deles. Todos os cuidados éticos necessários para a realização de pesquisa com seres humanos foram adotados, contudo, em razão do período que em que a pesquisa foi realizada optou-se por não encaminhar ao Comitê de Ética em Pesquisa pois não haveria tempo hábil entre o processo de aprovação do projeto de pesquisa e a coleta de informações.

 

Resultados e discussão 

 

Relação entre a preparação de espaços e materiais com o ensino 

 

    Nesta categoria, busca-se identificar, a partir das observações das aulas dos professores e da entrevista com P1, como P1 e P2 adequam o espaço e escolhem os materiais nas aulas de iniciação à natação, além de compreender o raciocínio por trás dessas escolhas. A análise foca nas práticas pedagógicas de ambos, considerando como essas decisões influenciam o desenvolvimento das habilidades dos alunos e sua adaptação ao ambiente aquático.

 

    A preparação do espaço e a seleção de materiais foram aspectos fundamentais nas aulas ministradas pelos professores P1 e P2, ambos comprometidos com a criação de um ambiente seguro e estimulante para as crianças. Abaixo, o registro de observações que evidenciam o mencionado anteriormente:

    P1 organizou os redutores de profundidade para que as crianças pudessem interagir com segurança no meio aquático, permitindo que tocassem os pisos enquanto mantinham a cabeça fora da água, promovendo assim a confiança. (Observação, 16 de setembro de 2024).

 

    P2 também priorizou a segurança e a diversão com uma cuidadosa organização dos materiais, garantindo que os redutores de profundidade estivessem prontos 15 minutos antes do início das aulas. (Observação, 30 de setembro de 2024).

    Considera-se que o papel do professor é fundamental no processo de ensino, no sentido de estar sempre atento à organização do ambiente de aprendizagem. Conforme apontado por Mello Fiori et al. (2019), o professor adapta os espaços e os materiais disponíveis para favorecer tanto o desenvolvimento motor quanto a adaptação ao meio aquático de maneira divertida e eficiente. Essa estratégia garante que os alunos possam aproveitar ao máximo o tempo de aula e alcançar os objetivos propostos de forma otimizada.

 

    Essa organização dos espaços e dos materiais deve ser feita de maneira coerente com o princípio de progressão em cada aula, para o desenvolvimento das habilidades propostas. As falas abaixo expressam como os professores aplicam esse princípio em suas aulas:

    A distância entre os pisos foi ajustada ao longo das aulas, isto é, iniciou-se com cerca de um metro e meio e, gradualmente, a distância foi sendo aumentada, desafiando as crianças a nadar longas distâncias com maior segurança e reforçando suas habilidades e autoconfiança. (P1, Observação, 30 de setembro de 2024).

 

    Na primeira aula de P2, a distância dos redutores de profundidade foi ajustada de quatro para seis metros ao longo da aula, permitindo que os alunos nadassem distâncias maiores e desenvolvessem suas habilidades. (Observações, 16 e 23 de setembro de 2024).

    Essa progressão não só favoreceu o desenvolvimento técnico, mas também incentivou a exploração e a autonomia dos alunos. P1 e P2 seguem o princípio da progressão, que enfatiza a necessidade de aumentar gradualmente a dificuldade da tarefa, enquanto o processo de aprendizagem é ajustado de acordo com o ritmo e as necessidades de cada aluno para promover uma melhoria contínua no desempenho físico. Como afirmam Pereira et al. (2023), à medida que o corpo se adapta às demandas iniciais, é crucial incrementar o estímulo para continuar gerando novas adaptações. Caso contrário, o desempenho estagna e não ocorre uma melhoria significativa.

 

    As práticas pedagógicas de P1 e P2 coincidem com estudos que indicam que as piscinas de diferentes profundidades influenciam significativamente o desenvolvimento técnico e psicológico das crianças na natação. Ribeiro, e Costa (2024) evidenciaram que, em piscinas rasas, as crianças tendem a se concentrar em habilidades básicas, como flutuação e deslocamento. Por outro lado, as piscinas profundas favorecem o desenvolvimento de habilidades motoras mais avançadas, como as braçadas e o controle do corpo, devido à necessidade de manter a estabilidade sem o apoio do fundo. Além disso, as piscinas rasas oferecem um ambiente menos intimidante, o que facilita a adaptação emocional e reduz o medo da água. Tanto P1 quanto P2 demonstram aproveitar os benefícios de cada tipo de piscina, ao utilizarem redutores de profundidade como parte fundamental de suas aulas. Como a piscina da escola de natação do Vale do Taquari é funda (um metro e quarenta centímetros), as plataformas de redução de profundidade são usadas para simular uma piscina rasa. Ao mesmo tempo, há momentos em que essas plataformas são removidas, a fim de permitir que os estudantes tenham também experiência em uma piscina funda, com todos os benefícios que isso proporciona.

 

    As plataformas de redução foram constantemente utilizadas por ambos os professores, como evidenciado em todas as observações realizadas em suas aulas. Essa constatação foi reforçada por “P1”, ao ser questionado sobre os materiais que considera fundamentais no ensino da natação para crianças iniciantes, quando ele respondeu: “Acredito que não pode faltar nem prancha, espaguete, nem os redutores de profundidade”, reafirmando, portanto, a relevância deste recurso no processo de aprendizagem.

 

    Além disso, também é importante considerar que os materiais devem ser variados para tornar o desenvolvimento da aula mais didático. Nesse sentido, a prática pedagógica de P1 exemplifica a importância da variedade de materiais no processo de ensino.

    A abordagem de P1 foi enriquecida pela variedade de materiais que possuía, com diferentes formas e cores, como letras de cores, espaguetes, pranchas com formas de animais, panelas e estufas, o que torna a aprendizagem mais lúdica e envolvente, além de evitar experiências negativas relacionadas à dificuldade de flutuar ou nadar. (Observação, 23 de setembro de 2024).

    O pesquisador observou que P1 incentivou os alunos a interagirem individualmente com os materiais, permitindo-lhes escolher os objetos que desejavam usar e promovendo uma conexão pessoal com o processo de aprendizagem. Essa liberdade de escolha favoreceu a exploração de diferentes estilos de nado e incentivou a socialização entre os alunos.

 

    Conforme observa Calles (2021), materiais didáticos como colchonetes, nadadeiras e brinquedos são fundamentais para uma aula de natação eficaz e lúdica, pois facilitam o aprendizado técnico e promovem a segurança emocional, tornando as crianças mais confortáveis e motivadas na água. P1 faz uso dessa estratégia pedagógica ao usar itens como panelas e fogões de brinquedo, transformando a aula em um espaço de jogo, onde os percursos de natação se tornam uma maneira divertida de aprender. Da mesma forma, para P2, o uso desses recursos é fundamental, como se evidencia na seguinte observação: “A interação com os materiais foi igualmente importante para P2, que fez uso eficaz de materiais como anéis, espaguetes, canoas infláveis, inclusive, pranchas em forma de pinguim” (Observação, 30 de setembro de 2024).

 

    Dessa forma, a escolha e a organização dos materiais são essenciais para favorecer os processos de ensino e aprendizagem. Conforme afirma López (2019) a seleção de materiais adequados às características psicoevolutivas dos alunos favorece o processo de aprendizagem, garantindo segurança, exploração e progressão gradual das habilidades, integrando aspectos técnicos, lúdicos e sociais de maneira coerente com planejamento pedagógico. As observações realizadas mostram que a adaptação contínua dos materiais por P1 e P2 garantiu segurança e promoveu a autonomia e o desenvolvimento das habilidades técnicas das crianças. (Moura et al., 2021)

 

    Como destacam Fonseca-Pinto, e Moreno-Murcia (2024), "o jogo responde à necessidade vital que a criança tem de jogar. É um instrumento valioso para desenvolver a imaginação e a criatividade, facilitando e mantendo relações entre pares, transmitindo valores e padrões de comportamento, estimulando a alegria de viver e proporcionando estados de bem-estar". Esse conceito está em linha com a maneira como P1 e P2 aplicam o "jogo guiado" em suas aulas, incentivando a autonomia das crianças enquanto as conduzem no processo de aprendizagem lúdica e interativa.

 

    Como destaca Moreno-Murcia (2024), o jogo é essencial para o desenvolvimento da criança, promovendo criatividade e relações sociais. Esse conceito reflete a abordagem de P1 e P2, que, ao usarem o "jogo guiado", incentivam a autonomia e tornam o aprendizado aquático mais lúdico e interativo.

 

Metodologia, ludicidade e técnicas de ensino dos professores 

 

    Nesta categoria, abordam-se os métodos e as estratégias usadas pelos professores no desenvolvimento das aulas para as crianças em processo de iniciação, identificados a partir das observações e da entrevista realizada com P1, dialogando-se com o referencial teórico.

 

    De acordo com Mosston, e Ashworth (2008), os métodos de ensino podem ser organizados em diferentes estilos, que vão desde a instrução direta até a aprendizagem por descoberta, permitindo ao professor adaptar sua abordagem às necessidades dos alunos. Essas categorias clássicas servem como referência para analisar as práticas pedagógicas observadas nas aulas de natação e complementam o que apontam autores contemporâneos como Fariña (2018) e Moreno-Murcia (2024), que discutem a importância de equilibrar técnica, ludicidade e socialização no ensino esportivo.

 

    A metodologia do professor P1 se destaca por seu foco na construção da confiança e no ambiente de socialização, pois utiliza atividades lúdicas que vão além do ensino dos fundamentos técnicos da natação, isto é, estimulam a interação social e a diversão entre os alunos. P1 enfatiza o riso e o compartilhamento, que criam um ambiente no qual o aprendizado se torna agradável e estimulante à aprendizagem. Por exemplo, utiliza música em suas aulas. “P1”, ao ser questionado sobre isso, respondeu: “Porque eu gosto que se ensine e incentive os alunos a moverem as pernas com entusiasmo, criando um ambiente agradável e tranquilo”. Segundo López (2019), a prática de um esporte promove o aprendizado de valores, sendo a interação social fundamental para o desenvolvimento técnico e humano. A música, ao ser incorporada ao processo de ensino, pode potencializar essa interação social, criando um ambiente mais colaborativo e motivador (Aburto-Corona et al., 2022). Além disso, ao estimular a participação ativa e o engajamento dos alunos, a música reforça valores como trabalho em equipe, respeito e empatia (Karageorghis et al., 2013; Duarte 2009), tornando o aprendizado não apenas técnico, mas também humano e prazeroso.

 

    Embora a diversão seja central em sua metodologia, “P1” também se preocupa com a aprendizagem técnica. Ao ser questionado sobre a importância da técnica em suas aulas, ele respondeu: “Sim, é importante. Você precisa fazer uma boa braçada, precisa ter uma boa pernada para desenvolver o nado e tirar proveito de todos os benefícios, que é principalmente o deslocamento”. Dessa forma, P1 deixa claro que, embora priorize a diversão, reconhece a importância da técnica para garantir o movimento eficiente na água e, assim, possibilitar que os alunos aproveitem ao máximo as possibilidades oferecidas pelo meio aquático, o que é essencial para desenvolvimento das habilidades na natação, como destacado por Prieto Noa et al. (2022).

 

    Constatou-se que P1 adapta os conceitos técnicos para torná-los mais acessíveis às crianças. Um exemplo dessa adaptação é quando ele renomeia o nado peito de forma mais simples, chamando-o de "nado coração" (Observação, 11 de setembro 2024), já que o movimento dos braços lembra a forma de um coração invertido. Essa analogia torna o gesto técnico mais visual e intuitivo para as crianças Ao ser questionado, “P1”, na entrevista sobre o motivo desta adaptação, explicou: “É uma estratégia que eu uso para que o aluno tenha uma melhor associação da tarefa, e assim consiga um aprendizado mais significativo”. Isso demonstra que P1 aplica essa estratégia metodológica na iniciação esportiva, considerando as necessidades da faixa etária, ou seja, P1 acredita que as crianças aprendem melhor quando podem associar as tarefas a uma imagem (ou uma figura visual) que torna o conceito mais tangível e fácil de compreender.

 

    P1 também promove atividades que vão além da técnica de natação, como simulados de salvamento aquático, nos quais os alunos realizam resgates, ampliando assim suas experiências e responsabilidades. Essas atividades contribuem para a formação integral dos estudantes, estimulando o aprendizado técnico e a conscientização no que tange à segurança e à colaboração. Segundo Ristow et al. (2022), a integração de atividades lúdicas e técnicas favorece o desenvolvimento motor e habilidades como trabalho em equipe e resolução de problemas. Além disso, como afirmam Albarracín, e Moreno (2018), ensinar esses conceitos desde cedo é fundamental para conhecer as técnicas de prevenção de afogamento e de autoproteção aquáticos, para saber aplicá-las, caso for necessário.

 

    Por outro lado, o professor P2 adota uma abordagem mais técnica e focada na autonomia dos alunos. Embora também utilize jogos, como "bombom no chão" (observação 23 setembro de 2024), um exercício de aquecimento no qual os alunos devem submergir até tocar o fundo da piscina com os glúteos, expirando o ar durante a descida e impulsionando-se novamente para a superfície, P2 dedica mais atenção à melhoria técnica, promovendo menos atividades interativas e mais exercícios voltados ao aprimoramento das habilidades motoras.

 

    Esse jogo não só prepara os alunos fisicamente para o ambiente aquático, mas também estimula o controle da respiração, a imersão completa do aluno na água e ajuda na redução do medo de colocar o rosto na água. Essa ênfase na autonomia motora também se reflete na forma como P2 organiza suas aulas, criando um ambiente em que os alunos são mais independentes em seu aprendizado, ao mesmo tempo em que oferece apoio individualizado, como observado no caso de um aluno que precisou de ajuda para dominar a entrada na água (Observação, 30 de setembro de 2024).

 

    Sua abordagem é orientada para a competitividade, pois incentiva os alunos a completar percursos e desafios, o que, segundo Orozco-Sánchez, e Ayala-Zuluaga (2020), estimula a motivação e o espírito de superação. Também os exercícios são entendidos como uma instância de comparação ou de avaliação, que vai além dos aprendizados estritamente motores ou esportivos, sendo uma confrontação individual ou coletiva, limitada e dirigida por regras aceitas voluntariamente pelos participantes, segundo as quais, às vezes, se perde e, outras vezes, se ganha (Rebuffo, e González, 2020). Nesse contexto, P2 dá grande importância à competição em suas aulas, motivando os alunos a competirem não apenas entre si, mas também consigo mesmos, o que favorece seu desenvolvimento tanto nas habilidades técnicas quanto nos aspectos emocionais relacionados à superação pessoal. P2 favorece um processo de aprendizagem mais individualista, que permite que cada aluno se concentre no seu próprio desenvolvimento técnico.

 

    P2 também diversifica as experiências dos alunos, com atividades como nadar de camiseta e passear em canoas infláveis, o que os ajuda a se familiarizarem com diferentes aspectos do ambiente aquático. Essas atividades, além de lúdicas, contribuem para o desenvolvimento de habilidades motoras, promovendo a confiança, a segurança e a adaptação ao meio aquático, integrando diversão com aprendizagem e promovendo o progresso dos alunos (Delfino et al., 2025). Ambos os professores criam um ambiente inclusivo e acolhedor, onde os alunos se sentem reconhecidos e valorizados.

    P1, com sua abordagem mais interativa, promove um clima de confiança e pertencimento (Observação 16 setembro de 2024), enquanto P2, apesar de sua ênfase na técnica e na autonomia, também celebra as conquistas individuais, como aplaudir os alunos no final das aulas, reforçando o apoio mútuo e a camaradagem entre eles. (Observação 25 setembro de 2024).

    Aqui pode-se evidenciar que, embora os professores sigam metodologias de ensino diferentes, ambos consideram importante abordar a iniciação esportiva a partir da técnica e de seus fundamentos. Essa constatação se reflete na resposta de “P1”, que, ao ser questionado sobre que orientação recebem da escola de natação, afirmou: “Todos que trabalham seguem essa metodologia, que está pronta para a semana, o mês e o ano.” Embora a metodologia estabeleça os objetivos e conteúdos a serem trabalhados, ela não prescreve detalhadamente os métodos. São os professores que decidem como ensinar, escolhendo estratégias, recursos e formas de interação que melhor atendam as características de cada grupo de alunos.

 

    Essa autonomia dos professores e as diferentes formas de implementar a metodologia refletem se nos estilos de ensino, que, à luz dos propostos por Mosston, e Ashworth (2008), permite compreender essas diferenças de forma mais clara e sistematizada. Observa-se que determinadas práticas de P2 se aproximam de um estilo mais direto, no qual o professor organiza as tarefas, define os critérios e conduz o ritmo da aula, enfatizando a execução técnica. Já em relação a P1, identificam-se características que dialogam com estilos mais voltados à participação ativa e a descoberta guiada, uma vez que o professor propõe situações lúdicas, analógicas e desafios que permitem à criança construir o entendimento do movimento de forma mais significativa.

 

    Entretanto, é importante considerar que durante essa fase de aprendizagem, um enfoque excessivamente técnico pode levar ao abandono e à evasão, fenômeno comum nesse esporte, como observa Fariña (2018, p. 78):

    O esporte da natação, em particular, não escapa a essa situação (abandono do esporte), sendo um dos esportes com maior índice de evasão. Embora não existam estudos sistemáticos sobre as principais causas dessa situação, a iniciação precoce centrada em metodologias técnicas tem sido apontada como uma das principais causas.

    Também se menciona a falta de motivação para praticar natação como um possível fator contribuidor para a não adesão ou abandono. Diferentemente do que foi mencionado anteriormente, nesta pesquisa, evidencia-se que P1 e P2 buscam estratégias pedagógicas que permitam aos alunos aprender os fundamentos técnicos necessários, sem recorrer a exercícios de repetição excessiva, garantindo assim que eles mantenham a motivação para continuar a prática no ambiente aquático. Esses resultados vão ao encontro dos achados de Romero, e Neuenfeldt (2024), que afirmam que, no Brasil, o ensino de natação frequentemente se concentra quase exclusivamente na execução correta das técnicas de nado, sem considerar a necessidade do desenvolvimento integral das crianças.

 

Conclusões 

 

    Este estudo oferece uma contribuição para o entendimento da diversidade metodológica no ensino da natação, evidenciando como diferentes estratégias pedagógicas podem ser eficazes dentro do mesmo contexto educativo. A pesquisa destaca que, embora existam objetivos comuns a serem atingidos nas aulas, cada professor adota uma abordagem própria, adaptando-se às necessidades dos alunos e utilizando diferentes recursos e metodologias. Este estudo preenche uma lacuna na literatura ao mostrar como as metodologias do ensino podem ser flexíveis e contextuais, dependendo das escolhas dos professores e das características dos grupos de alunos.

 

    Por outro lado, é importante destacar que, embora os professores P1 e P2 adotem abordagens diferentes, questiona-se se não seria importante uma concepção metodológica institucional que orientasse os docentes. A diversidade nas práticas pedagógicas, embora eficaz em muitos aspectos, pode resultar em experiências desiguais para os alunos, uma vez que não há dados suficientes que comprovem o grau em que os objetivos de ensino são atingidos. Isso evidencia que, mesmo com objetivos semelhantes, a forma como o professor conduz a aula impacta diretamente a experiência de aprendizagem dos alunos.

 

    Este estudo também destaca a importância da adaptação do espaço, da escolha dos materiais e da metodologia de ensino nas aulas de natação para crianças. As práticas pedagógicas de P1 se concentram na ludicidade e na socialização, criando um ambiente divertido, seguro e de confiança, com foco no feedback grupal. Já o P2 prioriza a técnica, a competição e a autonomia. Com ênfase na precisão dos movimentos e no feedback individualizado. Ambas as abordagens reforçam que, para um ensino eficaz da natação, é fundamental equilibrar os aspectos técnicos com lúdicos, sempre se adaptando às necessidades de cada aluno, proporcionando a melhor experiência possível no meio aquático. A combinação dessas estratégias gera um ambiente de aprendizagem seguro, motivador e inclusivo, no qual os alunos se sentem confiantes e motivados a continuar aprendendo.

 

    Cabe destacar que este estudo apresenta limitações, como o número reduzido de aulas observadas e entrevistas realizadas, o que impede uma generalização ampla dos resultados. No entanto, os achados oferecem uma contribuição importante ao campo da Educação Física, ao evidenciar que a autonomia docente, quando combinada com objetivos institucionais claros, pode permitir uma diversidade de estratégias pedagógicas eficazes, adaptadas às necessidades dos alunos.

 

    Por fim, sugere-se como um novo estudo, a investigação do impacto de diferentes metodologias de ensino na aprendizagem de natação, considerando a comparação entre abordagens construtivistas e técnicas, e como elas influenciam o desenvolvimento das habilidades motoras e a adaptação dos alunos ao ambiente aquático.

 

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 31, Núm. 335, Abr. (2026)