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ISSN 1514-3465

 

Problematizando as questões que envolvem a prática desportiva em contextos

educativos. O caso dos Jogos Estudantis do Instituto Federal do Ceará (JIFCE)

Problematizing the Issues Surrounding Sports Practice in Educational

Contexts. Case of Student Games of the Federal Institute of Ceará (JIFCE)

Problematizando cuestiones en torno a la práctica deportiva en contextos

educativos. El caso de los Juegos Estudiantiles del Instituto Federal de Ceará (JIFCE)

 

Vanessa Neiva Barros Nobre*

vanessanbn@gmail.com

Lourenço Nunes Batista Silva**

lourenco-nunes@hotmail.com

Amanda Raquel Rodrigues Pessoa***

amandaraquel@ifce.edu.br

 

*Graduada em Educação Física

pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE)

Especialista em Personal Trainer

e Treinamento Desportivo pela FAVENI-ES

**Graduado em Educação Física pelo IFCE

Especialista em Educação Física Escolar

pelo Centro Universitário de Patos-PB

Mestre em Educação Física

pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)

Professor de Educação Física da Secretaria de Educação

de Juazeiro do Norte, Ceará

***Graduada em Educação Física

pela Universidade Regional do Cariri

Mestre em Educação pela IFCE

Doutora em Educação pela IFC

Professora do curso de Educação Física do IFCE

(Brasil)

 

Recepción: 17/03/2023 - Aceptación: 20/10/2025

1ª Revisión: 13/10/2025 - 2ª Revisión: 17/10/2025

 

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Cita sugerida: Nobre, V.N.B., Silva, L.N.B., e Pessoa, A.R.R. (2026). Problematizando as questões que envolvem a prática desportiva em contextos educativos. O caso dos Jogos Estudantis do Instituto Federal do Ceará (JIFCE). Lecturas: Educación Física y Deportes, 30(334), 26-41. https://doi.org/10.46642/efd.v30i334.3917

 

Resumo

    O cerne da pesquisa objetiva analisar as percepções discentes acerca dos critérios que definem a consolidação dos representantes de cada campi nos Jogos Estudantis do Instituto Federal do Ceará (JIFCE). O estudo é qualitativo, descritivo e de campo com aplicação de um questionário aberto com 33 acadêmicos. A técnica de análise utilizada foi a análise de conteúdo. Os discentes considerando os critérios de seleção para participação dos jogos, designaram três tipos de critérios, o de “habilidades técnicas e táticas”, o de “rendimento estudantil” e os que alegam que ambos são utilizados no processo de escolha dos representantes sendo que a maioria manifestou ser usualmente levado em consideração as habilidades técnicas. O formato (pro)posto configura-se uma prática de seletividade exclusivista visando unicamente o alto rendimento esportivo, aspecto esse que se distancia das proposições formativas com teor didático-pedagógico.

    Unitermos: Evento esportivo. Esporte educacional. Estudantes.

 

Abstract

    The research aims to analyze students' perceptions of the criteria that define the consolidation of the representatives of each campus in the Student Games of the Federal Institute of Ceará (JIFCE). The study is qualitative, descriptive and field-based, using an open questionnaire with 33 students. The analysis technique used was content analysis. The students, considering the selection criteria for participation in the games, designated three types of criteria: “technical and tactical skills”, “student performance” and those who claim that both are used in the process of choosing representatives, with the majority saying that technical skills are usually taken into account. It conclude that the format (pro)posed is a practice of exclusivist selectivity aimed solely at high sporting performance, an aspect that is far removed from formative proposals with a didactic-pedagogical content.

    Keywords: Sports event. Educational sport. Students.

 

Resumen

    La investigación pretende analizar la percepción de los estudiantes sobre los criterios que definen la consolidación de los representantes de cada campus en los Juegos Estudiantiles del Instituto Federal de Ceará (JIFCE). El estudio es cualitativo, descriptivo y de campo, utilizando un cuestionario abierto con 33 estudiantes. La técnica de análisis utilizada fue el análisis de contenido. Los estudiantes, considerando los criterios de selección para la participación en los juegos, designaron tres tipos de criterios: “habilidades técnicas y tácticas”, “desempeño estudiantil” y los que afirman que ambos son utilizados en el proceso de elección de los representantes, siendo mayoritario el que afirma que las habilidades técnicas son usualmente tomadas en cuenta. Concluimos que el formato (pro)puesto es una práctica de selectividad exclusivista orientada únicamente al alto rendimiento deportivo, aspecto que se aleja de las propuestas formativas de contenido didáctico-pedagógico.

    Palabras clave: Evento deportivo. Deporte educativo. Estudiantes.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 30, Núm. 334, Mar. (2026)


 

Introdução 

 

    No Brasil, existem os jogos dos Institutos Federais os quais acontecem em rede nacional em sua máxima instância, existindo também suas realizações em âmbito regional e estadual (Sousa, e Basei, 2022). Trata-se de uma competição esportiva em formato de jogos estudantis desenvolvida para atender estudantes do ensino médio integrado e acadêmicos dos cursos superiores dos campi que ofertam esse nível de ensino. O cerne da pesquisa é este evento esportivo na etapa estadual no Ceará, produzindo informações a partir de diálogos com acadêmicos dos cursos de graduação em Educação Física do Instituto Federal do Ceará (IFCE).

 

    De modo específico, é necessário fazer uma análise da percepção desses acadêmicos no que se refere aos critérios utilizados pela instituição e seus docentes para selecionar os estudantes que participarão das competições (Nobre, Silva, e Pessoa, 2025). No IFCE campus Juazeiro do Norte, CE além do ensino médio técnico integrado existiam à época da pesquisa quatro cursos de graduação, à saber, Educação Física, Matemática, Engenharia Ambiental e Automação Industrial os quais poderiam participar dos Jogos Estudantis do Instituto Federal do Ceará (JIFCE). Uma característica dos campi do Ceará é a diversificação de cursos de graduação de acordo com cada região, com isso existem os JIFCE apenas para os estudantes do ensino médio e os a partir de dezoito anos que contemplam uma totalidade de acadêmicos dos cursos de graduação.

 

    O estudo de Nobre, Silva, e Pessoa (2023) infere que os acadêmicos do curso de Educação Física apontam contribuições positivas nos jogos estudantis de modo a promover formação integral no que tange às relações interpessoais e intrapessoais assim como favorecem a aprendizagem, por outro lado há também a constatação de aspectos negativos nesta prática entendendo os JIFCE como uma prática com alta ênfase no rendimento técnico/tático e escanteando os aspectos da ludicidade, da participação, da inclusão e dos aspectos educativos propriamente ditos. (Nobre, Silva, e Pessoa, 2025)

 

    Todavia, é forte os discursos no senso comum por meio do conhecimento popular da capacidade positiva que o esporte em ambiente educacional tem de aflorar os valores que regem a vida humana em sociedade e no conhecimento científico, problematizações como as do estudo de Lopes (2018) aprofundam essas discussões, mas em um contexto específico, surgem os seguintes questionamentos: quais são os critérios utilizados na formulação de equipes esportivas que disputam competições em níveis educacionais nos Institutos Federais do Ceará? Esses critérios atendem as expectativas formativas para acadêmicos em formação inicial?

 

    Logo, o objetivo do estudo é analisar as percepções discentes acerca dos critérios que definem a consolidação dos representantes de cada campi nos JIFCE, para compreender de fato como esse processo acontece e se seu formato condiz com as expectativas dos acadêmicos e das competições esportivas estudantis.

 

O fenômeno esporte e suas dimensões sociais 

 

    Para entender o fenômeno esporte é necessário saber as esferas históricas e sociais as quais é constituído e os instrumentos e veículos por ele utilizados quando se considera as suas finalidades e funcionalidades. Tendo essas informações será mais claro compreender o seu poder social, suas pretensões e ambições no ambiente em que está inserido. Este fenômeno tem uma história a ser contada por cada época que percorreu, e foi sendo alterado no passar do tempo, assim possui uma forte ligação entre história e cultura humana, por cada povo e época, que dá sentido e características até ao ponto de se culminar na modernidade do esporte. (Tubino, 2010)

 

    Quando analisado historicamente, fez surgir uma compreensão de continuidade e ruptura dentro das práticas corporais. Para alguns autores o esporte é a continuidade dos jogos populares do proletariado em suas manifestações de movimentos corporais constituindo a sua forma hegemônica contemporânea. Outra corrente de pensamento percebe a origem do esporte como resultado do processo de organização social advinda com a industrialização, ocorrendo assim uma ruptura com as manifestações corporais existentes. (Stigger, 2011)

 

    Nesta perspectiva, a continuidade trata do caráter lúdico da prática que aprimorada com o tempo vai desenvolvendo uma maturação paulatina e acaba por definir o esporte manifesto na atualidade, desse modo os jogos tomam a si um caráter mais competitivo, o que leva a busca pelo rendimento. Já a ruptura vem de modo determinado em um momento específico, vivido pela humanidade, com o processo de industrialização e desenvolvimento de tecnologias em um instante particular, que já na formação traz em sua administração uma organização institucionalizada.

 

    Dentro dessas maneiras de pensar o surgimento do esporte há um consenso entre os autores que a modernidade fez surgir um tipo de esporte com características específicas oriundo da Europa em meados do século XVIII e XIX, o esporte moderno passou por diversas adequações, modificações e intenções ao ser dirigido pelo contexto no qual se inseriu, de modo que sua forma moderna começou a ser implantada nas escolas por meio de suas normas, regulamentos e valores. (Bracht, 2005)

 

    As vertentes natureza e cultura fomentam a origem do esporte, em que a cultura é derivada das relações sociais, enquanto a natureza é advinda das questões biológicas. A existência simultânea de ambas se manifesta no caráter da ludicidade, motricidade e competitividade. No que se refere aos aspectos históricos da cultura corporal manifestada através das práticas esportivas muito se fala da Grécia antiga e seus eventos difundindo o esporte, no entanto, foi na Inglaterra em forma de passatempo, que muitos dos esportes que hoje são praticados surgiram, e o futebol ganhou um enfoque maior dentre essas práticas devido a rápida e intensa absorção por outros países que divulgaram os esportes entre 1850 e 1950, alguns estudos alemães apontavam a Inglaterra como o berço do desporto apesar de afirmarem que de início o esporte era intraduzível para os alemães. (Elias, e Dunning, 1992)

 

    O esporte formal foi alavancado pelo diretor do Colégio Inglês de Rugby, Thomas Arnold, em 1828, que designava o desenvolvimento da autonomia dos seus alunos, que organizavam e dirigiam as práticas esportivas, e com isso naturalmente as regras foram surgindo aperfeiçoando a modalidade esportiva por eles vivenciada. Os limites do Rugby foram ultrapassados, chegando assim essa mesma autonomia e evolução aos outros esportes não somente na Inglaterra, mas também em outros países europeus. (Tubino, 1987)

 

    O termo inglês sport assim como as práticas desenvolvidas pelos ingleses obteve uma larga propagação em outros países, apesar que de forma lenta os alemães podiam compreender com naturalidade o termo, na França a palavra inglesa sport era bastante conhecida pois era oriunda do antigo francês desport que remete a prazer, diversão. Os primeiros tipos de esportes ingleses adotados por outras nações foram: corrida de cavalo, pugilismo, caça à raposa e os jogos com bola como o futebol e o tênis, com isso o desporto contemporâneo de forma geral começou no século XIX. (Elias, e Dunning, 1992)

 

    Com o processo de transformação do esporte seu ideal de manifestação de poder em força para uma organização cabível de valores, normas e estruturação que visava o trabalho de desenvolvimento individual enquadrado por limitações de adequação de um padrão na sua prática, tendo em vista o alto rendimento, ele passa a ser também instrumento de educação em sentido amplo e restrito e por isso a existência de teses a explanar essas vertentes do esporte. Considerando as diferentes formas de manifestação da cultura por meio do esporte na sociedade, pode-se considerar que as práticas esportivas foram se constituindo em três dimensões, perpassando pelo esporte educação, o esporte participação ou esporte popular e o esporte performance ou de rendimento. (Tubino, 2001)

 

    O esporte é um fenômeno social de grande magnitude, consegue pertencer às diferentes esferas de convívio social. A sua vertente mais disseminada é o esporte de alto rendimento, apontado por Bracht (2000) como “esporte espetáculo”, que tem certa exploração da mídia pela sua característica de performance e mercado.

 

    A dimensão esporte participação ou popular está vinculada ao lazer e ao tempo livre, por sua estreita relação com o princípio do prazer lúdico, tendo como finalidade o bem-estar social do praticante, manifesta-se fora das obrigações diárias e ocorrem em espaços não comprometidos com o tempo, torna-se uma atividade lúdica de participação voluntária tendo seu propósito na diversão, desenvolvimento pessoal e relações interpessoais. A face notável de sua relevância social dá-se por seu processo democrático, promovendo a participação, diminuindo assim o quadro de desigualdades, de oportunidades esportivas vistos na dimensão do esporte-performance. (Tubino, 2001)

 

    É através do esporte popular que a sociedade interage por meio de relações interpessoais, o esporte utilizado como ferramenta de lazer, de socialização desprendida da competição ferrenha, da busca incessante pelos resultados positivos, esse esporte deve ser utilizado como ferramenta de inclusão social e subsidiar também a aptidão física, a prática da atividade física, do exercício físico que é de fundamental importância para a aquisição e manutenção da qualidade de vida.

 

    O esporte pode ser inserido nas escolas, dando propriedade ao saber, o que vai do compreender fazer ao saber fazer, e é contemplado com um conceito para os jogos esportivos estudantis. Deve ter caráter democrático que desenvolva os aspectos da corporeidade humana com primazia nas particularidades do sujeito em ação, em conjunto com um desempenho em relações sociais e na natureza, abrindo caminho ao conhecimento corporal e suas potencialidades, através de práticas prazerosas ao tempo que gera um ser crítico e cidadão, excluindo as práticas de segregação e seletividades (Brasil, 1989). Assim, a dimensão educacional do esporte na escola deve auxiliar na formação social dos indivíduos, para instruir a lidar com os valores sociais, as questões éticas de modo a auxiliar em diferentes áreas de atuação pedagógica.

 

    Nessa linha de pensamento, o processo pedagógico deve propiciar vivências ao indivíduo que o permita crescer no campo social, psicomotor e físico, vinculados à educação com caráter formativo de criticidade, autoconhecimento corpóreo e aquisição/aprimoramento de habilidades específicas. Logo, o esporte na escola é um meio de formação e a prática esportiva no processo de educação social será crucial no mecanismo de emancipação do sujeito, portanto, dentro da amplitude trabalhada na escola, a atuação do esporte é imprescindível no desenvolvimento da cidadania, que pode manifestar-se em três formas: a cidadania política, havendo interação no exercício do poder; a cidadania civil, com os direitos à livre expressão e a justiça igualitária e a cidadania social, através da educação, saúde, bem-estar e segurança. (Tubino, 2001)

 

    Na medida em que o esporte foi se desenvolvendo, outras maneiras de fazer esporte foram acrescidas, algo desprendido da competição por se tratar de uma prática libertadora do corpo, podendo desenvolver não somente o físico de um indivíduo para o uso exclusivo de disputas. E nesse momento a escola passou a ser palco de transfiguração do esporte, com uma perspectiva de que ele pode ter uma parte importante na formação do cidadão. (Bracht, 2005)

 

    Apesar disso, o esporte ainda dentro da escola teve seu papel ao ser conduzido de modo institucionalizado tendo o interesse a princípio de ser o celeiro das práticas esportivas mercadológicas de rendimento. Ao abordar o esporte na educação, o assunto fala diretamente à Educação Física Escolar, por ser componente curricular que dá ligação central com o sumo do esporte, assim o modo como é usada é que revela sua significância (Bracht, 2005). Apesar das diferentes dimensões expostas, o esporte predominante e que influencia e tenciona as ações corporais esportivas, é o da perspectiva do rendimento, restringindo sua atuação ao que Kunz vai chamar de esporte restrito o qual “[...] se refere apenas ao esporte que tem como conteúdo o treino, a competição, o atleta e o rendimento esportivo, [...]”. (Kunz, 2004, p. 63)

 

    Na Educação Física Escolar o conceito de restrito precisa assumir o caráter pedagógico, uma forma dentro do movimento humano e de interações sociais que se desenvolve buscando não apenas o aspecto motor e expressividades em atividades lúdicas, mas, às manifestações históricas, culturais e sociais que no delineamento do desenvolvimento humano busca englobar o multiforme conhecimento e manifestações do ser. Tal prática visionária de esporte educação, apesar de motivadora e contempladora de um processo pedagógico crítico, acaba por se limitar ao campo das intencionalidades, pois é um desafio para a Educação Física Escolar que tem na dimensão do rendimento esportivo o modelo predominante. (Stigger, 2011)

 

    Essa dimensão de esporte performance é voltada aos talentos esportivos, e está submetida ao êxito esportivo e às regras pré-estabelecidas, e não possui caráter democrático. Por conta de sua seletividade e seu foco no rendimento, às vezes é tido como fabricante de indivíduos utilizados como meros instrumentos de reprodução. Diferentemente do esporte-participação que permite o prazer pelo ato da prática, o esporte-performance oportuniza somente os talentos. (Tubino, 2001)

 

    Nessa categoria o esporte é manifestado de forma muito intensa, talvez devido a tanta intensidade poucas são as pessoas que conseguem se enquadrar nesse contexto, o atleta que está no centro desse processo difundido pelo esporte de alto rendimento precisa se superar dia após dia para atingir metas, resultados que o possa transformar em um campeão, é uma condição que exige muito do ser humano, de forma psíquica e física, tais condições acabam por distanciar muito essa vertente do esporte das demais que possibilitam a educação, socialização e democracia acima de tudo.

 

    À luz da análise do esporte como uma prática pedagógica, fazendo uso do ensino crítico-emancipatório que faz menção da prática de um modo “amplo” que envolve o entendimento sociocultural e histórico, que deu origem a diversas modalidades esportiva e influencia diretamente na atuação do esporte, a saber, do contexto em que se insere. A apresentação do esporte na pedagogia de ensino se manifesta através de três planos:

    Envolve o plano da interação, do trabalho e da linguagem, existe um contexto social que condiciona de certa forma o relacionamento nesses planos, e que para a prática pedagógica crítico-emancipatória precisa ser interpretado na busca de uma superação de condicionantes alienadores e opressores deste que constituem igualmente o mundo dos esportes. (Kunz, 2004, p. 69)

    Nessa linha de pensamento, este tipo de ensino tem suas manifestações pedagógicas e mostra a forma institucionalizada do esporte, e o faz imergir nos planos da interação, do trabalho, e da linguagem. O da interação é vinculado ao desenvolvimento do esporte que se dá pela participação dos indivíduos que se unem sob a mesma ideia, e vem a ser o esporte em si. O trabalho trata-se da utilização do espaço físico e material na ação de um roteiro estabelecido e pela frequência da prática. E o da linguagem dá-se ao relacionar os dois anteriores, atuam no interesse da educação e no desenvolvimento do aluno.

 

    A possibilidade do esporte como uma prática educacional visando a formação crítica emancipada do indivíduo em transformação cidadã é teorizada por Kunz (2004) e reafirmada por Bracht (2005) que considera a existência da manifestação do esporte de rendimento e de lazer e que ambos se inserem na instituição educacional, mas traz uma crítica aos moldes de esporte que na maioria são vivenciados nas escolas que predominantemente é o de alto rendimento. Ao considerar o esporte de rendimento como sendo de espetáculo, que usa o esporte com o caráter mercadológico, coloca essa manifestação tendo influência sobre as outras, a ser o esporte de lazer e de educação, mas explorando ou induzindo a prática de forma capitalista onde acha brechas e oportunidades para alterar as práticas corporais de um modo geral.

 

    O esporte de rendimento pode ser reconhecido como atividade cultural de culturas de massas, de estereótipos em função do capitalismo. O rendimento já passou pelo ideal olímpico, ideológico e político, mas hoje se trata de negócio. Mas se afundo nessa dimensão podem ser percebidos vícios, erros e distorções sociais (Tubino, 2001). Logo, o ser humano tem feito uso da cultura esportiva de maneira a alcançar objetivos políticos e capitais o que acaba por fazer do esporte uma forma de negócio, à Educação Física escolar deve fazer uma reversão desse fenômeno, utilizando seus pontos positivos, os aspectos inovadores e transformadores. Pois, dentro da perspectiva educacional, o esporte de rendimento já provocou inúmeras discussões, trazendo debates através de diversos autores, que indagam como ele pode ser abordado pedagogicamente na Educação Física.

 

Métodos 

 

    Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e de campo (Minayo, 2009) com a participação de 33 acadêmicos do curso superior de graduação em Educação Física do IFCE Campus Juazeiro do Norte - CE, sendo 19 estudantes do 1º semestre e 14 do 8º semestre.

 

Tabela 01. Características dos(as) discentes

Quantidade

Homens

Mulheres

Média de idade

1º Semestre

19

12

07

22 anos

8º Semestre

14

06

08

23 anos

Total

33

18

15

22 anos

Fonte: Construção dos(as) autores(as)

 

    Utilizando-se dos descritores “competições estudantis”, “jogos escolares”, “competições esportivas”, “jogos estudantis” seguido do operador booleano AND e do descritor “Instituto Federal” junto ao portal de periódico da CAPES, no Catálogo de Teses e Dissertações percebe-se ausência de pesquisas que discutem a temática do esporte e sua relação com competições esportivas em que acadêmicos de graduação participam mediante a realização dos JIFCE’s. Na plataforma google, encontra-se a dissertação de mestrado de Lima (2017), logo, após essa consulta, evidencia-se a necessidade e a importância da análise e publicização deste contexto.

 

    Os seguintes critérios de inclusão foram utilizados: estarem matriculados nas turmas do 1º e/ou 8º semestres do curso de Licenciatura em Educação Física do IFCE, bem como aceitar participar da pesquisa por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

    Foram utilizados questionários abertos com os alunos, compostos por 08 questões, e aplicados na própria instituição. As respostas foram escritas no próprio questionário e, posteriormente, transcritas para um banco de dados elaborado no programa Microsoft Word 2021. A aplicação com os alunos do 1º semestre foi realizada em sala de aula, no horário letivo cedido por uma professora, no dia 14 de dezembro. A princípio, esclarecido o objetivo e a justificativa da pesquisa, mais de 90% da turma contribuiu para a pesquisa, respondendo ao questionário.

 

    A apresentação das informações não compõe a totalidade do número de estudantes das duas turmas devido às faltas no dia da aplicação no 1º semestre e a rotatividade dos alunos do 8º semestre no campus, haja vista que não possuíam turma fixa. Isso dificultou o mapeamento inicial assim como o contato e realização da aplicação do instrumento, no entanto, foi realizada a aplicação de forma individual conforme a disponibilidade dos estudantes no período dos dias 19 a 21 de dezembro. Todos os procedimentos foram executados de acordo com as normas éticas previstas na resolução Nº 510/07 de abril de 2016, do Conselho Nacional de Saúde. Para identificação dos participantes foram utilizados os códigos A101 à A119, em referência a cada um dos alunos do 1º semestre, e A801 à A814 para designar os alunos do 8º semestre.

 

    A análise das informações segue a premissa da análise de conteúdo, que é a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção do conhecimento, observando os indicadores (quantitativos ou não). O objetivo maior da análise consiste em difundir os conhecimentos oriundos da produção de informações, para que, por meio das melhores condições, essas informações venham a ser abordadas nos resultados como forma de conhecimento científico. (Batista, Oliveira, e Camargo, 2021)

 

Resultados 

 

    Inicialmente, o material empírico foi transcrito e, posteriormente, realizada a leitura como pré-análise e categorização prévia que permite a construção inicial de indicadores para a análise. Em seguida foi realizada a exploração do material, categorizando-o a partir das características de acordo com o nível de frequência, apontamentos divergentes, convergentes e pertinentes no que se refere ao objeto da pesquisa, construindo assim as unidades de contexto e registro. Isso deu espaço para a última etapa que se configura por meio da construção das categorias e subcategorias de análise com a finalização do tratamento dos dados. (Bardin, 2016)

 

Discussão 

 

    O foco da presente categoria está voltado para a relação esportiva com o rendimento estudantil. A análise pretende verificar questões pertinentes às habilidades técnicas-esportivas e o rendimento estudantil mediante a seleção dos atletas para participação no JIFCE, verificando os critérios diversos para essa seleção. Segundo a resposta dos acadêmicos os critérios de seleção utilizados seguem os aspectos citados abaixo na Tabela 02.

 

Tabela 02. Percepção discente sobre os critérios de seleção dos participantes para os jogos

Critérios de seleção

Respostas

Alunos(as)

Habilidades técnicas

09

A114, A118, A803, A805, A806, A809, A811, A812, A813.

Rendimento estudantil

02

A808, A814.

Habilidade técnica e rendimento estudantil

03

A107, A804, A810.

Fonte: Construção dos(as) autores(as)

 

    As respostas não compreendem a totalidade de sujeitos pesquisados, haja vista que três estudantes recém ingressos na instituição (1º semestre) não responderam às perguntas propostas nessa categoria por julgarem ainda não terem elementos suficientes para tal análise, outros estudantes que responderam à indagação por vezes não contemplavam nas suas respostas indícios para essa vertente.

 

    Observa-se que de modo mais amplo a primeira subcategoria de análise denominada de “habilidades técnicas” é apontada com predominância em relação às outras duas subcategorias, portanto a afirmação dos alunos consiste em dizer que o principal critério utilizado no processo seletivo para organização de equipes para disputa dos jogos estudantis está voltado para o caráter técnico, logo, é o nível de habilidade nesse quesito que determina a inclusão ou exclusão do atleta na equipe.

 

    Esse é um fato histórico da Educação Física que continua arraigado na atualidade, sabe-se que a escola de Educação Física do exército tem grande responsabilidade nesse quesito de exclusão dos menos habilidosos, haja vista que os professores da época, formados com base na concepção eugênica, não aceitavam alunos com necessidades educacionais específicas e consequentemente deixavam à margem os desprovidos de habilidades ou aptidão física. (Begalli, 2021)

 

    Apesar de ser um contexto histórico diferente, ainda predominam os mesmos quesitos para participação nas disputas oriundas de jogos estudantis, como verifica-se na fala a seguir: “muitos que participam são os que têm mais noção de jogo” (A114). Nesse caso o discente infere que a probabilidade de participar dos jogos é muito maior para os alunos que possuem, segundo ele, mais noção de jogo, tal noção continua vinculada às características técnico-esportivas quanto atleta.

 

    Essa característica tida como uma das mais visadas é vislumbrada na tentativa de formar equipes com poder de participação efetivo na competição, desta forma o objetivo das pessoas que estão à frente da formação das equipes, segundo os alunos é “a escolha de uma equipe certa, qualificada” (A118), que possa dá um retorno esperado a instituição, vitórias e títulos. De acordo com a maioria dos entrevistados, apesar de ser o rendimento estudantil um dos critérios para essa seleção, ainda vigora a questão das habilidades técnicas, ficando em segundo plano a questão do rendimento acadêmico:

    A prática esportiva que preza pelo rendimento, utiliza-se da seleção dos mais habilidosos para a composição de times, onde sabe-se que se utiliza da seletividade, sem paralelo nos deparamos com a exclusão (A803).

 

    Minha percepção é que as habilidades técnicas são um fator determinante para a participação nos jogos, pois a seleção dos atletas é feita baseada nesse quesito [...] (A805).

 

    Na minha concepção a realização dos jogos visa a técnica, já que ao escolher o time para os jogos, escolhem os melhores ou mais habilidosos (A806).

    Percebe-se em falas como de A803 que essa característica resulta em aspectos negativos como a exclusão, não se distinguindo dos jogos realizados em ambientes profissionais. Segundo Ramos (2023) a competitividade é vista positivamente, todavia, o problema maior nesse contexto de jogos estudantis encontra-se no fato de que eles não são caracterizados no formato ideal, pois o estudante não consegue enxergar nos jogos outra coisa que não seja a própria competitividade, quer vencer a qualquer custo e esta forma de seleção e formulação das equipes contribui para propagação dessa ideia mesmo no ensino superior que deveria ser mais crítico.

 

    Essa mesma ideia de competitividade é citada na fala de um acadêmico do 8º semestre, que está finalizando o curso de Educação Física e acredita que “nos jogos estudantis, por levar em consideração o rendimento esportivo, necessita-se de participantes com o mínimo de técnica que possa trazer competitividade para a equipe” (A812). Esse pensamento está pertinente a cultura brasileira desde a origem dos Jogos Estudantis Brasileiros (JEB’S) que foram efetivadas em 1969 durante a ditadura militar, os jovens que integravam as equipes visavam o embate já que a vitória perante outras escolas era tida como uma forma de se mostrar superior e de alguma maneira evidenciar a superioridade. (Ramos, 2023)

 

    Atualmente esse sentimento por parte dos alunos que participam desse modelo de competição estudantil são estimulados por pensamentos similares e moldados a motivações ainda maiores em relação ao esporte de alto rendimento, acreditando que através de tais disputas podem ser observados por “olheiros” que são responsáveis por intermédio de atletas amadores ao esporte profissional. O rendimento estudantil também foi citado pelos acadêmicos, já que este quesito é obrigatório no cenário da pesquisa. Em que só participam de tais competições esportivas se estiverem dentro de um dos critérios de seleção que é o rendimento estudantil. Para esta questão alguns posicionamentos foram observados entre os alunos, expostos a seguir:

    A meu ver, esta medida se torna mais coercitiva do que estimuladora, pois priva o aluno de algo que ele provavelmente gostaria de vivenciar novamente. O ideal seria uma estratégia que estimula o equilíbrio entre dois desempenhos, motivando o aluno, tanto academicamente, como esportivamente, e não colocando um em detrimento do outro (A812).

 

    [...] é muito importante, ter a habilidade, mas também tem que ter um bom rendimento na escola para poder participar (A107).

    Observa-se assim, diferentes posicionamentos sobre a questão, em que pode ocorrer um processo de exclusão, como também pode ser visto como impulso para melhorar seus estudos. De todo modo, apesar de ser uma tentativa por parte da instituição organizadora de estimular os estudos, essa metodologia acaba por discordar com parte da literatura, pois o esporte estudantil numa perspectiva inclusiva, deve primar por possibilidades plurais no âmbito educacional, constituindo um espaço que permita o esporte para todos e em formatos distintos, de acordo com o interesse e as possibilidades dos estudantes. (Sadi, Santos, e Araújo, 2023)

 

    A organização do JIFCE nos moldes atuais acaba negligenciando a ideia de que o esporte no espaço estudantil deve ter uma perspectiva verdadeiramente inclusiva permitindo a participação de todos os discentes. O segundo aspecto citado, foi justamente esse quesito sendo intitulado “rendimento estudantil” como critério de seleção para participação nos jogos estudantis do IFCE. O rendimento acadêmico atrelado ao Índice de Rendimento Acadêmico (IRA) posto nos Institutos Federais, é um coeficiente de rendimento médio durante todo o curso de graduação, um dos critérios obrigatórios exigidos para a participação no JIFCE é uma média igual ou superior a sete (7,0). Apenas dois dos 33 discentes citaram reconhecer esse critério, fato curioso, como pode ser visualizado a seguir:

    [...] para ir para os jogos é necessário ter notas boas (A808).

 

    [...] o modelo dos jogos estudantis do IFCE influencia diretamente no desempenho dos alunos que têm que manter uma média em todas as disciplinas para não baixar a nota do IRA [...] (A814).

    As duas falas englobam dois quesitos distintos, a primeira fala reforça a questão da seleção mediante “notas boas”, o que se refere à manutenção do IRA na média exigida ao critério de participação. Na segunda fala evidencia-se o que pode ser entendido como um fator positivo nesse critério de seleção que é a necessidade de manter-se com bom desempenho estudantil por parte dos alunos que desejam estar vinculados a esses eventos esportivos.

 

    Para Costa (2024) o rendimento estudantil de um educando está intimamente ligado a aspectos e características do ambiente educacional, da família e do educando, no caso da universidade oferecendo o espaço físico e as condições pedagógicas, sendo o professor o indivíduo a aplicar sua metodologia na tentativa de alcançar a aprendizagem e o êxito no rendimento estudantil como um todo, sendo uma das metodologias em questão propostas pelos jogos estudantis.

 

    Mediante a fala de Oliveira (2012, p. 22), a respeito do rendimento estudantil verificado por meio de sua própria colocação: “entende-se que o fenômeno do rendimento estudantil é atualmente uma das grandes preocupações, não só no âmbito educacional, como também no social e, ainda, no individual”, o esporte acaba por ser um agente transformador e o rendimento estudantil pode ser um quesito de avaliação positivo enquanto estratégia, para o acesso à prática esportiva difundida pelos jogos estudantis do IFCE.

 

    No terceiro e último aspecto mencionado foram destacados os dois critérios que são abordados nas falas dos acadêmicos como os critérios de seleção, sendo a união das duas categorias anteriores, habilidades técnicas e rendimento estudantil, a saber:

    Vejo que é feito uma seleção com base no rendimento estudantil e habilidades dentro da modalidade esportiva para que o indivíduo seja apto para jogar (A804).

 

    Em alguns casos, dependendo do treinador ou técnico, é estimulado que além do foco e dedicação nos treinos, o atleta se esforce nas disciplinas cursadas, e até podendo colocar como critério de seleção o coeficiente (A810).

    Na colocação de A810, no que se refere a treinador ou técnico é o professor responsável pelo desenvolvimento das atividades preparatórias pré-esportivas, verifica-se que consta a informação que alguns colocam já como critério para participação nos treinos o coeficiente positivo a fim de adequar-se já aos parâmetros exigidos pela comissão organizadora dos jogos. Vale ressaltar que essa preparação de equipes não tem nenhum vínculo com a sala de aula, os treinamentos acontecem em horários distintos ou neutros em relação ao horário das aulas, haja vista também que assim como Godoi Filho, Hecktheuer, e Go Tani (2023) enfocam, o esporte para o rendimento em muito difere do esporte da Educação Física.

 

    O esporte para o rendimento preocupa-se com os treinamentos, refinamento das técnicas e táticas, participação em competições diversas, e, acima de tudo resultados positivos, o esporte na escola tem funções bem diferentes como: formar cidadãos críticos, ensinar valores, difusão sobre seus direitos e deveres, respeito mútuo, conscientização corporal, etc.

 

Conclusões 

 

    Como pontapé inicial para discussões que versam sobre a temática proposta, analisou-se as percepções discentes dos participantes da pesquisa acerca dos critérios que definem a consolidação dos representantes de cada campi nos JIFCE.

 

    Considerando os critérios de seleção para participação dos jogos, os acadêmicos designaram três tipos de critérios, o de habilidades técnicas, o de rendimento estudantil e os que alegam que ambos são utilizados no processo de escolha dos representantes, sendo que a maioria manifestou ser usualmente levado em consideração as habilidades técnicas. Configurando uma prática de seletividade exclusivista visando unicamente o alto rendimento esportivo.

 

    Por fim, se faz necessário mais uma vez a reflexão acerca das maneiras que o esporte vem sendo utilizado em ambientes estudantis e reafirmando a importância do diálogo e da pesquisa, pois esses contextos são formativos e influenciam diretamente as futuras atuações profissionais docentes.

 

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 30, Núm. 334, Mar. (2026)