Lecturas: Educación Física y Deportes | http://www.efdeportes.com

ISSN 1514-3465

 

Publicações sobre mulher e esporte na Scientific Electronic Library Online - SciELO

Publications on Women and Sport in Scientific Electronic Library Online - SciELO

Publicaciones sobre mujer y deporte en Scientific Electronic Library Online - SciELO

 

Taynara Reges Cardoso*

taynara741@hotmail.com

Thiago Camargo Iwamoto**

thiagoiwamoto@outlook.com

 

*Mestranda vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação

da Universidade Estadual de Goiás (UEG), polo Inhumas (PPGE-Inhumas)

Graduada em Educação Física pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás)

**Doutor em Educação Física pela Universidade de Brasília (UnB)

Mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás)

Graduado em Educação Física pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás)

Professor do curso de Educação Física

da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás)

Professor de Educação Física da Secretaria Municipal

de Educação e Esporte de Goiânia

(Brasil)

 

Recepção: 15/02/2021 - Aceitação: 13/05/2021

1ª Revisão: 12/04/2021 - 2ª Revisão: 06/05/2021

 

Level A conformance,
            W3C WAI Web Content Accessibility Guidelines 2.0
Documento acessível. Lei N° 26.653. WCAG 2.0

 

Creative Commons

Este trabalho está sob uma licença Creative Commons

Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)

https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt

Citação sugerida: Cardoso, T.R. e Iwamoto, T.C. (2021). Publicações sobre mulher e esporte na Scientific Electronic Library Online - SciELO. Lecturas: Educación Física y Deportes, 26(280), 171-189. https://doi.org/10.46642/efd.v26i280.2863

 

Resumo

    Esse estudo tem como objetivo identificar o perfil das publicações acerca das discussões sobre mulher e esporte no Scientific Electronic Library Online (SciELO), especificamente nas áreas temáticas das Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas. A revisão integrativa das publicações indexadas na base de dados SciELO foi o método selecionado para essa pesquisa. Como resultado foi possível identificar publicações com a temática mulher e esporte em áreas da Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas. Após uma análise dos estudos das duas últimas áreas, percebeu-se que a discussão e produção com base científica nessas áreas ainda carecem de mais investigação e publicação. Houve um direcionamento mínimo para publicações em revistas específicas da Educação Física. Porém, atenta-se a interdisciplinaridade existente nos direcionamentos para revistas que tratam sobre a temática. Os dados coletados apresentam uma variedade de resultados, apresentando discussões que permeiam os conteúdos sobre políticas públicas de inclusão, participação, representação, feminilidade e outros. É necessário que as discussões sobre o tema e conteúdos possam influenciar novas diretrizes que formulem e ampliem as oportunidades de investigações e publicações que explorem as diversas nuances sobre a mulher e esporte.

    Unitermos: Mulheres. Esporte. Publicações.

 

Abstract

    This study aims to identify the profile of publications about discussions about women and sport in the Scientific Electronic Library Online (SciELO), specifically in the thematic areas of Human Sciences and Applied Social Sciences. The integrative review of publications indexed in the SciELO database was the method selected for this research. As a result, it was possible to identify publications with the theme of women and sport in the areas of Health Sciences, Exact and Earth Sciences, Human Sciences and Applied Social Sciences. After an analysis of the studies of the last two areas, it was noticed that the discussion and production with a scientific basis in these areas still need further investigation and publication. There was a minimum targeting for publications in specific Physical Education journals. However, we pay attention to the existing interdisciplinarity in the directions for journals that deal with the subject. The collected data present a variety of results, presenting discussions that permeate the contents on public policies of inclusion, participation, representation, femininity, and others. It is necessary that discussions on the topic and content can influence new guidelines that formulate and expand opportunities for investigations and publications that explore the different nuances about women and sport.

    Keywords: Women. Sport. Publications.

 

Resumen

    Este estudio tiene como objetivo identificar el perfil de las publicaciones sobre debates sobre mujer y deporte en Scientific Electronic Library Online (SciELO), específicamente en las áreas temáticas de Ciencias Humanas y Ciencias Sociales Aplicadas. La revisión integradora de publicaciones indexadas en la base de datos SciELO fue el método seleccionado para esta investigación. Como resultado, fue posible identificar publicaciones con el tema de la mujer y el deporte en las áreas de Ciencias de la Salud, Ciencias Exactas y de la Tierra, Ciencias Humanas y Ciencias Sociales Aplicadas. Luego de un análisis de los estudios de las dos últimas áreas, se advirtió que la discusión y producción con base científica en estas áreas aún necesita mayor investigación y publicación. Hubo una focalización mínima para las publicaciones en revistas específicas de Educación Física. Sin embargo, prestamos atención a la interdisciplinariedad existente en las direcciones de las revistas que tratan el tema. Los datos recolectados presentan una variedad de resultados, presentando discusiones que permean los contenidos sobre políticas públicas de inclusión, participación, representación, feminidad y otras. Es necesario que las discusiones sobre el tema y el contenido puedan incidir en nuevas pautas que formulen y amplíen las oportunidades de investigaciones y publicaciones que exploren los diferentes matices sobre la mujer y el deporte.

    Palabras clave: Mujeres. Deporte. Publicaciones.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 26, Núm. 280, Sep. (2021)


 

Introdução 

 

    O esporte carrega uma significativa responsabilidade social demandada por uma parcela da sociedade, incumbindo-o pela possibilidade de retirada das pessoas da mazela e viabilizando uma ascensão social (PNUD, 2017). As diversas distinções, características e dimensões do esporte ficam evidentes, sobretudo quando observado as categorizações de esporte educacional, esporte participação e esporte de rendimento. Essas categorias de esporte possuem particularidades epistemológicas, com objetivos, interesses e necessidades distintas.

 

    Está implícito no esporte, de qualquer natureza, uma melhora das condições humanas, seja física, cognitiva, psicológica, social, emocional e afetiva, além de valores, princípios morais e éticos. Diante disso, o esporte é um direito constitucional dirigido às pessoas, sendo dever do Estado brasileiro garantir e desenvolver políticas públicas e ações afirmativas para que todas pessoas tenham acesso, ingressem e permaneçam nesse cenário. (Brasil, 1988)

 

    O contexto do esporte é um local que não deveria ter distinção de sexo, gênero, identidade de gênero, orientação sexual, questões étnicas raciais, classe social, etc., como critérios delimitadores da prática (Brasil, 1988; PNUD, 2017). Porém, a realidade não é essa! A busca por direitos tem sido histórica, combatendo às discriminações na intenção de legitimação dos espaços esportivos para todas as pessoas. Essa luta reforça a necessidade em discutir sobre mulher e esporte, reconhecendo a importância de garantir os direitos através das diferenças. (Santos, 2009)

 

    De forma direta e/ou indireta, o esporte permite identificar toda a gestualidade, representações de saúde, beleza, corpos, construções históricas e culturais, associando às pessoas de formas visíveis, reforçando essa produção e reprodução capitalista que a todo momento se faz mutante e provisória, mas que, a partir dessa condução determina, os traços e funções de cada (Goellner, 2013). O espaço esportivo ainda é um território demarcado por comportamentos que atendem basicamente a ideais hegemônicos, tradicionais e machistas, basta observar, por exemplo, as diferenças de premiações entre a categoria masculina e feminina na maioria das modalidades esportivas.

 

    Uma das formas de mobilização em prol da inclusão e legitimação da mulher no esporte é através da ciência e produção de conhecimentos. Os estudos produzidos e encaminhados para publicações científicas contribuem para as problematizações e desconstruções de ideais hegemônicos sobre mulher no esporte, questionando o modus operandi existente. Com isso, a problematização desse estudo se configura pelo seguinte questionamento: qual o perfil das publicações acerca das discussões sobre mulher e esporte, ou seja, quais as áreas temáticas, revistas científicas e o que tem sido abordado sobre a temática nas publicações indexadas ao Scientific Eletronic Library (SciELO)? Assim, o presente estudo tem como objetivo identificar o perfil das publicações acerca das discussões sobre mulher e esporte no SciELO, especificamente nas áreas temáticas das Ciências Sociais Aplicadas e Ciências Humanas.

 

    O propósito da revisão integrativa, método desse trabalho, é identificar como as publicações estão distribuídas na SciELO área temática, quais os periódicos que publicaram os artigos, os objetivos, metodologias e resultados dos achados selecionados, e as interfaces dessas publicações, ou seja, uma organização e apreciação do conjunto de informações das produções científicas, considerado pelo termo perfil. A organização textual desse material está dividida em quatro partes: introdução, procedimentos metodológicos, resultados e discussões (separado em análise quantitativa e qualitativa dos dados), e considerações finais.

 

Metodologia 

 

    Esse artigo tem como característica uma revisão integrativa da temática e descritores “mulher” e “esporte” disponíveis na base de dados do SciELO. Segundo Botelho, Cunha, e Macedo (2011, p. 127) a revisão integrativa “objetiva traçar uma análise sobre o conhecimento já construído em pesquisas anteriores sobre um determinado tema”. Esse apanhado de informações possibilita visualizar as publicações sobre a temática, permitindo a organização de novos conhecimentos.

 

    Os procedimentos utilizados para a revisão integrativa foram: (1) elaboração de uma questão/problema norteadora para a pesquisa; (2) busca dos artigos na plataforma SciELO; (3) coleta e organização dos dados; (4) análise dos achados; (5) discussão dos resultados; e (6) organização do relatório. Essas fases foram realizadas no primeiro semestre de 2020, sendo que a coleta de dados foi finalizada em abril do mesmo ano.

 

    A plataforma SciELO foi selecionada como sistema de busca dos artigos pela qualidade e disponibilidade de acesso a um vasto material de periódicos nacionais e internacionais, além de ser open access (acesso aberto). Foi realizado quatro buscas diferentes na base de dados utilizando os seguintes descritores que posteriormente, para a análise, foram compilados: (mulher)AND(esporte), (mulher)AND(esportes), (mulheres)AND(esporte), e (mulheres)AND(esportes). Justifica-se o uso do operador booliano “AND” para que os achados apresentem, obrigatoriamente, os dois descritores. A catalogação dos dados foi realizada no Microsoft Excel, sendo disposto de acordo com os descritores utilizados para a pesquisa e, também, por SciELO área temática.

 

    Posteriormente, para um recorte mais preciso para a análise dos artigos, delineou os seguintes momentos: (a) verificação dos artigos presentes em mais de uma SciELO área temática, (b) análise somente as Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas; (c) artigos em língua portuguesa; (d) retiradas das duplicatas; e (e) filtragem das publicações sobre a temática mulher e esporte (Figura 1).

 

Figura 1. Fluxograma da revisão integrativa

Figura 1. Fluxograma da revisão integrativa

 

    Após esse recorte foi realizado uma análise dos conteúdos desenvolvidos nos artigos a fim de verificar a autoria e ano, revistas que publicaram os materiais, metodologia, principais resultados e as interfaces de produção. A partir dessas informações foi empreendido uma discussão, sobretudo verificando quais eram as aproximações e distanciamentos existentes entres os conteúdos dos artigos selecionados.

 

Resultados e discussão 

 

    Com o objetivo de facilitar uma melhor apresentação dos resultados e das discussões, optou-se pela organização em duas partes, uma analisando quantitativamente e, a outra, qualitativamente os dados.

 

Análise quantitativa dos dados 

 

    A base de dados SciELO é considerada, conforme Packer et al. (1998, p. 109), como “uma biblioteca virtual de revistas científicas [...], assim como produz e publica indicadores do seu uso e impacto”. Com o intuito de visibilizar a produção científica, a plataforma SciELO dispõe critérios para indexação, como caráter científico, relevância, sustentabilidade operacional e financeira, contribuição para a respectiva área temática e adoção de padrões e boas práticas de comunicação científica. (Brasil, 2020)

 

    Considerando essas informações sobre a plataforma SciELO, assim como os descritores utilizados, foi possível constatar o total de 509 artigos publicados em revistas indexadas no SciELO, os quais, em sua maioria, utilizamos descritores mulheres e esporte [(mulheres)AND(esporte)] (Figura 2).

 

Figura 2. Quantidade de produções por SciELO área temática.

Figura 2. Quantidade de produções por SciELO área temática.

 

    As 509 publicações estão distribuídas nas diversas SciELO áreas temáticas (Ciências da Saúde – n=462; Ciências Exatas e da Terra – n=1; Ciências Humanas – n=39; e Ciências Sociais Aplicadas – n=7) (Figura 3). Cinco publicações correspondem a mais de uma área temática devido à possibilidade de contribuição para os periódicos da área temática correspondente (Brasil, 2020), ou seja, é plausível que um artigo atenda aos critérios para enquadrar em mais de uma área.

 

Figura 3. Quantidade de produções por SciELO área temática

Figura 3. Quantidade de produções por SciELO área temática

 

    Após esse primeiro levantamento e diante dos procedimentos metodológicos, chegou-se ao resultado de 504 publicações, já filtrando os cinco artigos que estavam em mais de uma SciELO área temática, distribuídos entre o ano de 1997 e abril de 2020, período de finalização do levantamento (Figura 4).

 

Figura 4. Quantitativo de publicações por ano sobre a temática na base de dados SciELO

Figura 4. Quantitativo de publicações por ano sobre a temática na base de dados SciELO

 

    Esses dados referem-se a todas as SciELO áreas temáticas, englobando as variações do uso dos descritores “mulher” e “esporte” delineadas nos procedimentos metodológicos. O crescimento no número de publicações pode ser justificado pelo surgimento dos primeiros Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu que possibilitaram avanços nas discussões e publicações acerca da temática sobre mulher e esporte, reforçando a emergência dessa discussão como enfrentamento dos paradigmas hegemônicos, tradicionais e patriarcais existentes na sociedade e no esporte. (Devide et al., 2011)

 

    O quantitativo de publicações por ano diminui significativamente quando catalogado apenas os artigos pertencentes às áreas das Ciências Humanas e das Ciências Sociais Aplicadas, em língua portuguesa, filtrando as duplicatas e que atendem satisfatoriamente a intenção dessa pesquisa. Resultando em 21 artigos publicados entre o período de 2003 e 2019 (Figura 5).

 

Figura 5. Quantidade de publicações após procedimento de seleção

Figura 5. Quantidade de publicações após procedimento de seleção

 

    As áreas das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, especialmente as alinhadas com a Teoria de Gênero, compreendem a etimologia do termo mulher como uma categoria concernente a gênero, reconhecendo como uma concepção social, cultural, histórica e política, não negando a parte biológica, diferente da Ciências da Saúde que possui um olhar biológico preeminente, situação que esteia a redução do número de artigos achados. De acordo com Lanz (2015, p. 39), “sexo e gênero são ostensivamente tomados como se fossem uma mesma e única coisa”, havendo distinções etimológicas e epistemológicas, ou seja, devem ser empregadas adequadamente para se referir às dimensões biológicas (sexo) ou dimensões sociais, culturais, históricas e políticas (gênero).

 

Análise qualitativa dos dados 

 

    Dentre os 21 artigos selecionados para análise e discussão há uma incidência em revistas que não são especificas da área da Educação Física, mas que podem ser consideradas como multi e/ou interdisciplinares (Quadro 1). É válido ressaltar que algumas revistas da área da Educação Física estão indexadas na plataforma SciELO por se enquadrarem nos critérios da base de dados, como: caráter científico, tipos de documentos, gestão editorial, avaliação de manuscritos, fluxo de produção editorial, tempo de existência e pontualidade para admissão, afiliação de autores, citações recebidas, normalização das citações e referências bibliográficas, política de acesso aberto, disponibilização dos dados da pesquisa, Digital Object Identifier (DOI), entre outros. (Brasil, 2020)

 

Quadro 1. Dados dos artigos selecionados para a análise

Título

Autor(a, as, es) (Ano)

Periódico

Metodologia

Resultados dos artigos

1

Mulheres atletas: re-significações da corporalidade feminina3

Adelman (2003)

Revista Estudos Feministas

Análise de depoimentos de atletas profissionais de duas modalidades: hipismo (esporte de elite) e voleibol (esporte popular). Além de análise das imagens publicadas nos meios de comunicação.

Há uma “desconstrução” sobre a estética feminina. Entretanto, ainda há a perspectiva de que certas modalidades “comprometem a feminilidade”.

2

Estereótipos de gênero aplicados a mulheres atletas3

Melo, Giavoni, e Tróccoli (2004)

Psicologia: Teoria e Pesquisa

Foi aplicado e correlacionado as variáveis do Inventário dos Esquemas de Gênero do Autoconceito (IEGA) e Análise de variância multivariada (One-way MANOVA) em três grupos: 1) Atletas; 2) Alunos e profissionais de Educação Física; e 3) Sedentários.

O grupo de sedentários apresentou diferenças nos fatores sensualidade e responsabilidade na escala feminina. Os três grupos não apresentam diferenças entre os fatores na escala masculina.

3

A inserção acadêmica e esportiva da primeira turma feminina no Colégio Militar do Rio de Janeiro3

Lohmann, e Votre (2006)

Revista Estudos Feministas

Estudo etnográfico em consonância com observação participante e seis entrevistas individuais não diretiva a três ex-alunas e três homens da primeira turma do Colégio Militar do Rio de Janeiro. Também foi analisado reportagens de jornais e revistas de 1989 a 1996.

Há distinções nos discursos dos participantes, identificando os cuidados e diferenças, principalmente quanto as representações e inserção acadêmica e esportiva feminina.

4

Mulheres em movimento: a presença feminina nos primórdios do esporte na cidade do Rio de Janeiro (até 1910)3

Melo (2007)

Revista Brasileira de História

Revisão bibliográfica de jornais, revistas e livros de memoralistas.

A presença feminina tem uma relação direta com os interesses masculinos, sobretudo por buscarem seus direitos de pertencimento no espaço esportivo.

5

A bicicleta, o ciclismo e as mulheres na transição dos séculos XIX e XX3

Melo, e Schetino (2009)

Revista Estudos Feministas

Dividido em duas fases: 1) revisão de literatura de casos da Europa e dos Estados Unidos, buscando as primeiras informações sobre a ligação das mulheres no ciclismo; 2) análise de periódicos nacionais sobre a temática no Rio de Janeiro.

Há pouca participação de mulheres em competições, estando relacionadas as práticas de lazer. As mulheres apresentam preocupações com a prática, especificamente em relação à nova postura feminina e a vestimenta, indicando relações com elegância e delicadeza.

6

As mulheres e as práticas corporais em clubes da cidade de São Paulo do início do século XX1-3

Rubio (2009)

Revista Portuguesa de Ciências do Desporto

Revisão de literatura baseada na epistemologia feminista, tendo como fonte periódicos, fotos, jornais e documentos de época do Clube Esperia, do Esporte Clube Pinheiros e do Clube Atlético Paulistano, que relacionavam as mulheres e as práticas corporais.

As práticas das mulheres eram consideradas impróprias e inadequadas, situação que possibilitou a reflexão sobre a ampliação das práticas voltadas a elas.

7

As mulheres no mundo equestre: forjando corporalidades e subjetividades 'diferentes'2-4

Adelman (2011)

Revista Estudos Feministas

Análise de depoimentos de mulheres, além da etnografia interacionistas, analisando questões identitárias particulares, como se percebem em um ambiente prioritariamente masculino, e como desenvolvem estratégias de autoafirmação individual e coletiva.

Desafios das mulheres contra as pressões normativas e culturais, sobretudo das formas convencionais de vivenciar o corpo e a subjetividade.

8

O músculo estraga a mulher? a produção de feminilidades no fisiculturismo1

Jaeger, e Goellner (2011)

Psicologia: Reflexão e Crítica

Estudo teórico com revisão de literatura, baseando em estudos culturais e feministas pós-estruturalistas, relacionando com as teorias de Michel Foucault.

Há a necessidade de manter atributos culturalmente construídos acerca da feminilidade normatizada.

9

Superando barreiras e preconceitos: trajetórias, narrativas e memórias de atletas negras3

Farias (2011)

Revista Estudos Feministas

Análise das narrativas das atletas negras Eliane Pereira de Souza e Aída dos Santos.

Relações das questões de gênero com os fatores de diferença social, raça/etnia e geração, fatores que marcaram os projetos e carreiras dessas atletas durante a ditadura militar brasileira.

10

Invisibilidade não significa ausência: imagens de mulheres em obras referenciais do skate e do fisiculturismo no Brasil1-3

Goellner, Jaeger, e Figueira (2011)

Ex Aequo

Revisão de literatura, especificamente de duas modalidades: skate e fisiculturismo, as quais culturalmente do universo masculino.

Estereotipação dessas modalidades, com disputas de poderes, onde o homem é enaltecido, enquanto a mulher, invisível.

11

“Quando você é excluída, você faz o seu": mulheres e skate no Brasil3

Figueira, e Goellner (2013)

Cadernos Pagu

Análise de documentos de diversas naturezas objetivando descrever os modos dos quais os skatistas constroem seus ambientes correlacionando com o universo do esporte.

Importância do skate para homens e mulheres e suas relações de poder e sociabilidade distintas entre gêneros, apontando o espaço, o discurso e a presença delas na modalidade esportiva no Brasil.

12

Réquiem para dois pássaros de gelo: a coreografia da exclusão na patinação artística soviética e a construção da potência esportiva mundial1

Jesus (2013)

Revista Estudos Feministas

Revisão de literatura do tipo narrativa, analisando os fatores responsáveis pela construção da hegemonia na patinação artística de duplas e da dança no gelo de atletas soviéticos em suas competições internacionais a partir da década de 1960 e seus efeitos e consequências na construção do país.

Noções patriarcais que a União Soviética pretendia difundir através da patinação artística por meio das técnicas, da beleza e das coreografias e que os atletas viviam as contradições dessa ordem em suas vidas cotidianas.

13

Doping e controle de feminilidade no esporte3

Silveira, e Vaz (2014)

Cadernos Pagu

Revisão de literatura, refletindo sobre o doping e a relação com as mulheres atletas dopadas, as inquietações com suas identidades sexuais e de gênero, seguindo uma análise sobre a Política de Verificação de Gênero e a sua manutenção com o espaço esportivo generificado.

Com base na Política de Verificação de Gênero no Esporte e com episódio da atleta Caster Semenya, relacionou questões de doping e a generificação, reafirmando uma inquietação das mulheres dopadas e suas identidades sexuais e de gênero.

14

Aferindo a capacidade de influência das conferências de políticas públicas sobre os programas das respectivas políticas setoriais3

Petinelli (2015)

Opinião Pública

Buscou propor uma metodologia sobre os programas das políticas setoriais, aferindo os efeitos das recomendações aprovadas nas conferências.

As discussões e decisões tomadas nas seis conferências serviram para explicitar as próprias ideias e preferências desses atores quanto à política dialogada.

15

Rosiclea Campos no judô feminino brasileiro3

Souza et al. (2015)

Revista Estudos Feministas

Método de história de vida tendo a técnica campeã Rosicleia Campos como tema central da discussão, observando “dificuldades enfrentadas”, “alternativas disponíveis” e “decisões tomadas” como categorias analíticas.

Rosiclea Campos rompeu com o “teto de vidro” que dificulta as mulheres subirem posições de comando no esporte.

16

Qualidade do Relacionamento Treinador-Atleta e Orientação às Metas como Preditores de Desempenho Esportivo3

Cheuczuk et al. (2016)

Psicologia: Teoria e Pesquisa

Aplicação do Questionário de Relacionamento Treinador-Atleta e o Questionário de Orientação às Metas com os participantes (n=185).

Quanto mais alto o nível de desempenho das equipes, maior a influência do relacionamento Treinador-Atleta sobre a orientação para a tarefa.

17

A quem servem as conferências de políticas públicas? Desenho institucional e atores beneficiados4

Petinelli (2017)

Opinião Pública

Pesquisa de campo, com entrevista, questionário, entre outros. Em seguida, análise documental das instituições participativas e avaliação da relação entre o desenho institucional e os atores beneficiados pelas conferências.

Os atores têm capacidade de influenciar as propostas aprovadas em conferências e que é afetada pelo desenho institucional.

18

Guerreiras Project: futebol e empoderamento de mulheres1-3

Anjos et al. (2018)

Revista Estudos Feministas

Fontes documentais e iconográficas, publicações acadêmicas e não acadêmicas, por meio de entrevistas com integrantes e jogadoras de futebol, dialogando com o tema Guerreiras Project. Foi descrito a historicidade do tema.

As fundadoras do Guerreiras Project, jogadoras profissionais, serviram de vozes para semear esperanças e buscar outras possibilidades de empoderamento de meninas e mulheres no futebol.

19

Mulheres atletas de futsal: estratégias de resistência e permanência no esporte3

Silva, e Nazário (2018)

Revista Estudos Feministas

Com base nos pressupostos teórico/metodológicos da “História Oral” e dos “Acervos Pessoais” foi analisado um grupo de mulheres, protagonistas, atletas em uma das melhores equipes de Futsal Feminino em sua construção nos anos 2000 no Brasil.

Foi problematizado as representações do Futsal por meio das atletas que se posicionaram como sujeitos daquele meio permeado pela masculinidade, percebendo a tensão sobre as questões de gênero no esporte e a normatividade sobre seus corpos.

20

Alguns Condicionantes da Capacidade de Influência das Conferências de Políticas Públicas sobre os Programas das Respectivas Políticas Setoriais3

Petinelli (2019)

Dados

Revisão de literatura sobre a capacidade de influência de um conjunto de eventos relacionados aos setores, incluindo Esporte, de Políticas para Mulheres e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

A combinação de desenho institucional, arcabouço institucional legal, dinâmica política e a existência de vontade política por parte de atores estatais impactam a capacidade de influência das conferências.

21

“Eu sou Barbie e sou bruta”: o empoderamento no ciclismo3

Cavalcanti et al. (2019)

Revista Estudos Feministas

Pesquisa etnográfica, com um grupo de ciclismo liderado por mulheres, com observação participante, entrevistas e acompanhamento diário das atividades, eventos e mídias sociais por um ano.

A solidariedade, companheirismo, vivência e as experiências de empoderamento das mulheres estiveram ancoradas por meio do aprendizado pelos/as participantes na prática da modalidade em grupo.

Legenda: Identificação a partir dos descritores de busca: 1 - (mulher)AND(esporte); 2 - (mulher)AND(esportes); 3 - (mulheres)AND(esporte); e 4 - (mulheres)AND(esportes). Fonte: Elaboração própria

 

    Diante do quadro, distingue-seque somente o estudo de Rubio (2009) foi indexado em uma revista específica que trata sobre o “desporto”, vinculada à Faculdade de Desporto da Universidade do Porto - Portugal. A busca na plataforma SciELO apresentou as várias revistas indexadas que tratam sobre a temática mulher e esporte, sendo que a Revista Estudos Feministas (REF) foi a que dispôs o maior quantitativo de publicações (n=10). Essa revista aponta que as produções podem “ser tanto relativos a uma determinada disciplina quanto interdisciplinares em sua metodologia, teorização e bibliografia.” (REF, 2021), ampliando os diálogos com diversas áreas do conhecimento.

 

    A interdisciplinaridade nas pesquisas científicas propicia um olhar amplo sobre os objetos, pois “não é um olhar unilateral, mas um olhar multifocal e multifacetado, que procura compreender a maior variedade possível de imagens e informações. É um olhar carregado de intencionalidade e desejo.” (José, Fazenda, e Santos, 2016, p. 64), agregando valores, sentidos e significados aos objetos de estudos, nesse caso relacionado à mulher e ao esporte.

 

    Pesquisas interdisciplinares assumem significados plurais da e na cultura, seja observando a sociedade de modo geral, seja observando em cenários específicos. É válido considerar que os Programas de Pós-Graduação se tornaram um lócus de debates e investigações plurais, viabilizando os diálogos interdisciplinares (José, Fazenda, e Santos, 2016). Logo, a propositiva é de consolidação de movimentos científicos, interdisciplinares e sociais, além de periódicos que transgridam a disciplinaridade e a fragmentação do conhecimento, ofertando uma reflexão ampla e crítica sobre variados objetos de investigação e a sociedade como um todo, incluindo o esporte.

 

    As interfaces das publicações apontam que as temáticas desenvolvidas são sobre posicionamentos políticos, políticas públicas, representatividade e legitimação da mulher no esporte, além de discussões sobre promover a igualdade e equidade, retratação dos direitos de acesso e a permanência no esporte. Há também uma discussão entre a relação do homem e da mulher no cenário esportivo, onde o primeiro tende a ter maior visibilidade, enquanto a segunda está submetida a uma marginalização e/ou invisibilidade. As narrativas presentes nos artigos também se tornam ferramentas para questionar as normativas institucionais, a posição da mulher frente a uma sociedade e cenário esportivo desigual, e do conclave existente que defende os interesses masculinos.

 

    Os enfrentamentos dos conclaves são manifestados nos estudos de Petinelli (2015, 2017, 2019) e se tornam relevantes por abarcarem situações que visam a igualdade, sobre instituições participativas, influências de conferência de políticas públicas, promoção e ampliação da participação social, programas de políticas setoriais, além das competências de instituições que buscam melhores dinâmicas para a inclusão da mulher no esporte. As políticas públicas e ações afirmativas são inescusáveis para que mulheres tenham os direitos garantidos e que haja um rompimento das perspectivas tradicionais e machistas nos espaços esportivos visando atravessar desigualdades sociais, culturais e históricas.

 

    Diante dessas perspectivas tradicionais e machistas, Adelman (2003), Rubio (2009), Jaeger, e Goellner (2011) discutem, principalmente, sobre a representatividade e os discursos que tangem a relação entre mulher e esporte. Essas obras narram os estereótipos e marcadores das mulheres no esporte em vários momentos histórico, como quando o Barão de Coubertin retoma os Jogos durante a Idade Moderna, sustentando os ideais antigos de que somente os homens teriam acesso a esses espaços e práticas. Para tanto, Grespan, e Goellner (2014, p. 1278) reconhecem que “O esporte, assim como outras práticas sociais, é um local de disputa de saberes e poderes que definem e delimitam padrões de normalidade sobre a aparência dos corpos, o exercício da sexualidade e a experimentação das representações de gênero”.

 

    A singularização de quais são as características do “universo” do homem/masculino e da mulher/feminino, além da legitimação e visibilidade, são discussões presentes nos artigos de Melo, e Schetino (2009), Goellner, Jaeger, e Figueira (2012) e Souza et al. (2015). Os trabalhos indicam uma baixa incidência de mulheres praticantes de esporte de rendimento, ou seja, há uma invisibilidade da mulher, dos espaços disponibilizados, das premiações, das mudanças nos costumes e vestimenta. Ademais, atentam para a preocupação de rompimento dos paradigmas masculinizadores de algumas instituições, contribuindo para uma nova visibilidade feminina, principalmente em modalidades que culturalmente são consideradas como masculinas.

 

    Por meio desse pensamento, reflete-se sobre a inexistência de padrões femininos e sim modelos femininos normativos que são postos como verdades por meio de “papéis” e não “sentidos” no esporte. A sociedade é composta por “identidades abertas, múltiplas” (Coelho, 2012, p. 277) em que o preconceito, discriminação e a própria negação de outrem enfatiza o olhar unilateral que influencia diretamente na cultura e nas normativas esportivas.

 

    Outra situação identificada e que aproxima os artigos refere-se às discussões sobre os estereótipos de gênero, os conceitos de masculinidade e feminilidade quando relacionado à imagem física de mulheres praticantes de alguns esportes, além do empoderamento das mulheres associado à participação no esporte. Somando-se a essas observações, foi identificado que Melo, Giavoni, e Tróccoli (2004), Adelman (2011), Anjos et al. (2018) e Cavalcanti et al. (2019) realizam reflexões sobre a exclusão em espaços públicos e esportivos, ao silenciamento e desvalorização das mulheres. Porém, apontam que há um sentimento de empoderamento, empatia, solidariedade e esperança entre os grupos de pessoas que cerceiam alguns espaços esportivos, positivando o movimento de legitimação das mulheres, encorajando-as a buscarem seus direitos e pertencimento como integrantes e participantes.

 

    Os artigos de Farias (2011), Figueira, e Goellner (2013) e Cheuczuk et al. (2016) ponderam sobre os fatores que corroboram para a exclusão no esporte, possibilitando reflexões sobre a necessidade de se pensar em processos de inclusão e de luta por uma melhor e maior visibilidade.Também foi relatado sobre as disputas de poderes, sobre o desenvolvimento e os movimentos em prol da mulher no esporte, e sobre as frustrações provindas de um cenário tradicional e machista. O conteúdo dos artigos direciona para a ideia de que a inclusão das mulheres e as transformações esportivas proporcionam um sentimento de libertação e de reconhecimento, salientando a importância dos Estudos de Gênero para as conquistas e emancipação da mulher no esporte.

 

Conclusões 

 

    Há um quantitativo expressivo de publicações na área da Ciências da Saúde quando comparado com as Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas. Embora as publicações encontradas e analisadas estejam indexadas em revistas que não são específicas da área da Educação Física, identifica-se uma discussão interdisciplinar do conhecimento visando uma ressignificação do espaço esportivo a partir de óticas multifocais e multifacetadas.

 

    As aproximações dos conteúdos dos artigos analisados demonstram uma necessidade emergencial de desconstrução dos formatos existentes e definidores, atentando-se em como o cenário esportivo deveria ser e se movimentar. Do mesmo modo, há uma emergência na construção e consolidação de políticas públicas e ações afirmativas que visam garantir os direitos de todas as pessoas, em especial da mulher, no esporte. Essas situações corroboram para a tentativa de enfrentamento ante as normativas hegemônicas, tradicionais e machistas que são instituídas, diligenciando em romper com o status quo de uma sociedade que invisibiliza as ações, inclusões e movimentos das mulheres.

 

    O perfil das publicações tange para uma consonância entre os achados, havendo mais similaridade do que disparidades entre os artigos, ou seja, os achados apresentam aproximações teóricas em prol da mulher no esporte. Os estudos identificaram fatores que corroboram para a estigmatização, invisibilidade e deslegitimação da mulher no esporte, atestando a necessidade de propostas de políticas públicas, ações afirmativas e de debates para que o esporte seja equalitário e de direito para todas as pessoas.

 

    As discussões relacionais sobre masculinidade e feminilidade são evidentes nos artigos selecionados, sobretudo por interpelar críticas e reflexões sobre como tem sido as disputas de poderes, legitimação e pertencimento no esporte, sobretudo quando refere-se à mulher. Por fim, os resultados compreendidos nessa pesquisa demonstram a emergência na discussão sobre mulher e esporte, e que as produções têm colaborado para uma discussão ampla e sobre diversas perspectivas, situação que poderá colaborar para novas investigações que explorem temática.

 

Referencias 

 

Adelman, M. (2003). Mulheres atletas: re-significações da corporalidade feminina. Revista Estudos Feministas, 11(2), 445-465. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2003000200006

 

Adelman, M. (2011). As mulheres no mundo equestre: forjando corporalidades e subjetividades diferentes. Revista Estudos Feministas, 19(3), 931-954. https://www.jstor.org/stable/24327988?seq=1

 

Anjos, L.A. dos, Ramos, S. dos. S., Joras, P.M., e Goellner, S.V. (2018). Guerreiras Project: futebol e empoderamento de mulheres. Revista Estudos Feministas, 26(1), 445-465. http://dx.doi.org/10.1590/1806-9584.2018v26n144154

 

Botelho, L.L.R., Cunha, C.C. de A., e Macedo, M. (2011). O método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Gestão e Sociedade, 5(11), 121-136. https://doi.org/10.21171/ges.v5i11.1220

 

Brasil [Senado Federal] (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm

 

Brasil, C.S. (2020). Critérios, política e procedimentos para a admissão e a permanência de periódicos na Coleção SciELO Brasil. SciELO. https://wp.scielo.org/wp-content/uploads/20200500-Criterios-SciELO-Brasil.pdf

 

Cavalcanti, T.S., Santos, A.B.L., Moura, C.B.G. e Moura, D.L. (2019). “Eu sou Barbie e sou bruta”: o empoderamento no ciclismo. Revista Estudos Feministas, 27(2). https://doi.org/10.1590/1806-9584-2019v27n254777

 

Coelho, I.M. (2012). Qual o sentido da escola? In: I.M. Coêlho (org.). Escritos sobre o sentido da escola. Editora Mercado de Letras.

 

Devide, F.P., Osborne, R., Silva, E.R., Ferreira, R.C., Clair, E.S., e Nery, L.C.P. (2011). Estudos de gênero na Educação Física Brasileira. Motriz, 17(1). https://doi.org/10.5016/1980-6574.2011v17n1p93

 

Cheuczuk, F., Ferreira, L., Flores, P.P., Vieira, L.F., Vieira, J.L.P., e Nascimento Junior, J.R.A. do (2016). Qualidade do Relacionamento Treinador-Atleta e Orientação às Metas como Preditores de Desempenho Esportivo. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 32(2). https://doi.org/10.1590/0102-3772e32229

 

Farias, C.M. (2011). Superando barreiras e preconceitos: trajetórias, narrativas e memórias de atletas negras. Revista Estudos Feministas, 19(3), 911-930. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2011000300014

 

Figueira, M.L.M., e Goellner, S.V. (2013). Quando você é excluída, você faz o seu: mulheres e skate no Brasil. Cadernos Pagu, 41, 239-264. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-83332013000200014

 

Goellner, S.V. (2013). Gênero e esporte na historiografia brasileira: balanços e potencialidades. Tempo, 19(34), 45-52. http://dx.doi.org/10.5533/TEM-1980-542X-2013173405

 

Goellner, S.V., Jaeger, A.A., e Figueira, M.L.M. (2011). Invisibilidade não significa ausência: imagens de mulheres em obras referenciais do skate e do fisiculturismo no Brasil. Ex Aequo, 24, 135-148. http://hdl.handle.net/10183/171117

 

Grespan, C.L., e Goellner, S.V. (2014). Fallon Fox: um corpo queer no octógono. Movimento, Porto Alegre, 20(4), 1265-1282. https://doi.org/10.22456/1982-8918.46216

 

Jaeger, A.A., e Goellner, S.V. (2011). O músculo estraga a mulher? A produção de feminilidades no fisiculturismo. Revista Estudos Feministas, 19(3), 955-976. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2011000300016

 

Jesus, D.S.V. (2013). Réquiem para dois pássaros de gelo: a coreografia da exclusão na patinação artística soviética e a construção da potência esportiva mundial. Revista Estudos Feministas, 21(3), 1211-1230. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2013000300024

 

José, M.M., Fazenda, I., e Santos, C. (2016). Formar Pesquisadores Interdisciplinares. Revista Ciências Humanas, 9(1). https://doi.org/10.32813/2179-1120.2016.v9.n1.a276

 

Lanz, L. (2015). O corpo da roupa: uma introdução aos estudos transgêneros. Editorial Transgente.

 

Lohmann, L.A., e Votre, S.J. (2006). A inserção acadêmica e esportiva da primeira turma feminina no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Revista Estudos Feministas, 14(3), 655-680. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2006000300005

 

Melo, G.F., Giavoni, A., e Tróccoli, B.T. (2004). Estereótipos de gênero aplicados a mulheres atletas. Psicologia: teoria e pesquisa, 20(3), 251-256. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722004000300006

 

Melo, V.A. (2007). Mulheres em movimento: a presença feminina nos primórdios do esporte na cidade do Rio de Janeiro (até 1910). Revista Brasileira de História, 27(54), 127-152. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-01882007000200008

 

Melo, V.A., e Schetino, A. (2009). A bicicleta, o ciclismo e as mulheres na transição dos séculos XIX e XX. Revista Estudos Feministas, 17(1), 111-134. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2009000100007

 

Packer, A.L., e Delbucio, H.C.R.F. (1998). SciELO: uma metodologia para publicação eletrônica. Ciência da informação, 27(2). http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19651998000200001

 

Petinelli, V. (2015). Aferindo a capacidade de influência das conferências de políticas públicas sobre os programas das respectivas políticas setoriais. Opinião Pública, 21(3), 643-672. http://dx.doi.org/10.1590/1807-01912015213643

 

Petinelli, V. (2017). A quem servem as conferências de políticas públicas? Desenho institucional e atores beneficiados. Opinião Pública, 23(3), 612-646. http://dx.doi.org/10.1590/1807-01912017233612

 

Petinelli, V. (2019). Alguns condicionantes da capacidade de influência das conferências de políticas públicas sobre os programas das respectivas políticas setoriais. Dados, 62(1). http://dx.doi.org/10.1590/001152582019176

 

PNUD [Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento] (2017). Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional - Movimento é vida: Atividade Física e Esportivas para Todas as Pessoas. Brasília: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

 

REF [Revista Estudos Feministas] (2021). Sobre a Revista. https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/about

 

Rubio, K. (2009). As mulheres e as práticas corporais em clubes da cidade de São Paulo do início do século XX. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, 9(2-3), 195-202. http://dx.doi.org/10.5628/rpcd.09.02-03.195

 

Silva, A.L.S., e Nazário, P.A. (2018). Mulheres atletas de futsal: estratégias de resistência e permanência no esporte. Revista Estudos Feministas, 26(1). http://dx.doi.org/10.1590/1806-9584.2018v26n140862

 

Silveira, V.T., e Vaz, A.F. (2014). Doping e controle de feminilidade no esporte. Cadernos Pagu, (42), 447-475. http://dx.doi.org/10.1590/0104-8333201400420447

 

Souza, G.C. de, Votre, S.J., Pinheiro, M.C., e Devide, F.P. (2015). Rosiclea Campos no judô feminino brasileiro. Revista Estudos Feministas, 23(2), 409-428. https://doi.org/10.1590/%25x


Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 26, Núm. 280, Sep. (2021)