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ISSN 1514-3465

 

Perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes no 

momento do diagnóstico para a infecção pelo HIV

Sociodemographic and Clinical Profile of Patients Now of Diagnosis for HIV Infection

Perfil sociodemográfico y clínico de los pacientes al momento del diagnóstico de infección por VIH

 

Luciana Inácia de Souza*

lucianai.desouza@gmail.com

Tâmara Pimentel Gomes de Lima*

tamarap.lima@gmail.com

Ana Núbia de Barros**

barrosananubia@gmail.com

Carla Beatriz Bezerra Melo*

carlabeatrizbm97@gmail.com

Jord Thyego Simplício de Lima*

jordthyego@gmail.com

Erek Fonseca da Silva***

enf_erekfonseca@hotmail.com

Silvania Yukiko Lins Takanashi+

silvaniayukiko@hotmail.com

Luiz Fernando Gouvêa-e-Silva++

lfgouvea@ufj.edu.br

 

*Graduanda/o em Medicina, Universidade do Estado do Pará, Santarém

Membro do Grupo de Estudos em Respostas Morfofuncionais e Metabólicas na Amazônia

**Graduanda em Fisioterapia, Universidade Federal de Jataí, Jataí, Goiás

Programa de Iniciação à Pesquisa Científica, Tecnológica e em Inovação (UFJ)

Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa Morfofuncional na Saúde e Doença

***Graduado em Enfermagem pela Faculdades Integradas do Tapajós

Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Instituto Esperança de Ensino Superior

Especialista em Gestão das Políticas DST/AIDS/Hepatites virais e tuberculose pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Enfermeiro do Centro de Testagem e Aconselhamento e Serviço Especializado de Assistência, Santarém, Pará, Brasil.

+Graduada em Fisioterapia pela Universidade do Estado do Pará

Mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Pará

Doutora em Doenças Tropicais pela Universidade Federal do Pará

Líder do Grupo de Estudos em Respostas Morfofuncionais e Metabólicas na Amazônia

Professora da Universidade do Estado do Pará, Campus XII – Santarém

++Graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Uberlândia

Mestre em Genérica e Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia

Doutor em Doenças Tropicais pela Universidade Federal do Pará

Líder do Grupo de Estudo e Pesquisa Morfofuncional na Saúde e Doença

Professor da Universidade Federal de Jataí, Jataí, Goiás

(Brasil)

 

Recepção: 01/02/2021 - Aceitação: 28/04/2022

1ª Revisão: 08/02/2022 - 2ª Revisão: 23/04/2022

 

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https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt

Citação sugerida: Souza, LI, Lima, TPG, Barros, AN, Melo, CBB, Lima, JTS, Silva, EF, Takanashi, SYL, e Gouvêa-e-Silva, LF (2022). Perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes no momento do diagnóstico para a infecção pelo HIV. Lecturas: Educación Física y Deportes, 27(289), 96-111. https://doi.org/10.46642/efd.v27i289.2837

 

Resumo

    Introdução: Anualmente muitas pessoas são diagnosticadas com o HIV, desta forma é importante conhecer esse público para traçar ações de saúde. Objetivo: Caracterizar o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes no momento do diagnóstico para a infecção pelo HIV. Métodos: A amostra foi de 321 prontuários de pacientes diagnosticados com HIV, nos anos de 2016 e 2017, vinculados ao Centro de Testagem e Aconselhamento e Serviço Ambulatorial Especializado, Santarém-PA. Para obtenção dessas informações, utilizou-se uma ficha para a coleta dos dados sociodemográficos e clínicos. A análise dos dados foi realizada com recursos da estatística descritiva e inferencial, utilizando-se o programa BioEstat 5.3 e adotando-se p<0,05. Resultados: Encontrou-se predomínio do sexo masculino (67,3%) e da faixa etária de 18 a 27 anos (40,2%). A maioria dos participantes eram procedentes de Santarém (62,9%). No momento do diagnóstico para o HIV, 33,3% dos pacientes apresentaram Aids. A relação sexual foi a principal via de exposição ao HIV (98,8%) e o motivo da procura foi o encaminhamento por serviços de saúde (63,6%). Nas infecções não oportunistas, a Sífilis (74,3%) foi a mais prevalente entre todos os pacientes. Já nas infecções oportunistas, a Candidíase foi a mais observada nos pacientes (31,4%). Conclusão: Conclui-se que a maioria dos pacientes infectados foram adultos jovens, homens e que a idade ≤35 anos apresentou associação positiva para o diagnóstico no sexo masculino, bem como os homens tiveram associação para a presença de infecções não oportunistas.

    Unitermos: Síndrome da imunodeficiência adquirida. Perfil de saúde. Infecções oportunistas. Sífilis. Candidíase.

 

Abstract

    Introduction: Every year, many people are diagnosed with HIV, so it is important to know this public to outline health actions. Objective: Characterize the sociodemographic and clinical profile of patients now of diagnosis of HIV infection. Methods: The sample consisted of 321 medical records of patients diagnosed with HIV in 2016 and 2017, linked to the Testing and Counseling Center and Specialized Ambulatory Service, Santarém-PA. To obtain this information, a form was used to collect sociodemographic and clinical data. Data analysis was performed using descriptive and inferential statistics using the BioEstat 5.3 program and adopting p<0.05. Results: There was a predominance of males (67.3%) and the age group of 18 to 27 years (40.2%). Most participants were from Santarém (62.9%). Now of diagnosis for HIV, 33.3% of patients had Aids. Sexual intercourse was the main route of exposure to HIV (98.8%) and the reason for seeking referral to health services (63,6%). In non-opportunistic infections, Syphilis (74.3%) was the most prevalent among all patients. In opportunistic infections, Candidiasis was the most observed in patients (31.4%). Conclusion: It was concluded that most infected patients were young adults, men and that the age ≤35 years presented a positive association for the diagnosis in men, as well as men had an association for the presence of non-opportunistic infections.

    Keywords: Acquired immunodeficiency syndrome. Health profile. Opportunistic infections. Syphilis. Candidiasis.

 

Resumen

    Introducción: Cada año muchas personas son diagnosticadas con VIH, por lo que es importante conocer esta población para diseñar planes de salud. Objetivo: Caracterizar el perfil sociodemográfico y clínico de los pacientes al momento del diagnóstico de infección por VIH. Métodos: La muestra estuvo compuesta por 321 prontuarios de pacientes diagnosticados con VIH, en los años 2016 y 2017, vinculados al Centro de Pruebas y Consejería y Servicio Ambulatorio Especializado, Santarém-PA. Para obtener esta información se utilizó un formulario de recolección de datos sociodemográficos y clínicos. El análisis de los datos se realizó mediante estadística descriptiva e inferencial, utilizando el programa BioEstat 5.3 y adoptando p<0,05. Resultados: Hubo predominio del sexo masculino (67,3%) y con edades entre 18 y 27 años (40,2%). La mayoría de los participantes eran de Santarém (62,9%). En el momento del diagnóstico de VIH, el 33,3% de los pacientes tenían SIDA. Las relaciones sexuales fueron la principal vía de exposición al VIH (98,8%) y el motivo de búsqueda fue la derivación a los servicios de salud (63,6%). En las infecciones no oportunistas, la sífilis (74,3%) fue la más prevalente entre todos los pacientes. En las infecciones oportunistas, la candidiasis fue la más observada en los pacientes (31,4%). Conclusión: Se concluye que la mayoría de los pacientes infectados eran adultos jóvenes, hombres y que la edad ≤35 años se asoció positivamente con el diagnóstico en el sexo masculino, y que los hombres se asociaron con la presencia de infecciones no oportunistas.

    Palabras clave: Síndrome de inmunodeficiencia adquirida. Perfil de salud. Infecciones oportunistas. Sífilis. Candidiasis.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 27, Núm. 289, Jun. (2022)


 

Introdução 

 

    A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) é o último estágio de uma doença crônica causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), um retrovírus envelopado responsável pela perda progressiva da função imunológica, que ocorre por volta da quarta a décima semana após a contaminação pelo vírus (Motta et al., 2014). No período de 1980 a junho de 2021 foram registrados um total de 1.045.355 casos de Aids no Brasil, cuja distribuição encontra-se maior nas regiões Sudeste e Sul do país, respectivamente, enquanto a região Norte apresenta a quarta distribuição móvel ao ano. No ano de 2021 foram registrados 13.501 casos de Aids no Brasil, sendo que desse total, 2.484 novos casos são provenientes do estado de São Paulo (Brasil, 2021). A cada novo ano são registrados mais de 40 mil casos de infecção por HIV, sendo que aproximadamente 1 milhão de pessoas convivem com esse vírus. Com isso, além da debilitação do sistema imunológico que pode vir a surgir, o infectado também estará suscetível a outras complicações, como a sífilis. (Kolling, Oliveira, e Merchan-Harmann, 2021)

 

Imagem 1. Uma das tantas campanhas contra a Aids no Brasil

Imagem 1. Uma das tantas campanhas contra a Aids no Brasil

Fonte: Luana Lazarini. https://luanalazarini.wordpress.com/2012/02/16/equipes-de-saude-fazem-campanha-contra-a-aids-durante-carnaval/

 

    Com a infecção pelo HIV, a depender da janela imunológica do paciente, após poucas semanas da contaminação surgem as manifestações da infecção primária, como febre, dores nas articulações, erupções cutâneas e outras manifestações inespecíficas decorrentes da tentativa inicial do sistema imunológico em combater o invasor. Já na infecção crônica pelo HIV, o paciente apresenta febre, fadiga, perda ponderal significativa, diarreia, entre outros sinais e sintomas, refletindo a falha progressiva do sistema imunológico (Vaillant, e Gulick, 2020). Com a supressão imunológica, o organismo fica desprotegido e torna-se um alvo fácil para as infecções oportunistas e infecções sexualmente transmissíveis, principalmente quando a contagem de linfócitos TCD4+ está baixa e o indivíduo está em terapia antirretroviral (TARV) inadequada ou não está realizando a TARV. (Santana, Silva, e Pereira, 2019)

 

    Como destacado acima, a TARV é de suma importância para o paciente, pois antes do surgimento do tratamento medicamentoso específico para o HIV a mortalidade das pessoas que vivem com o HIV (PVHIV) da doença era extremamente elevada, devido à inexistência de defesa imunológica eficaz. A partir do desenvolvimento da TARV, a expectativa de vida da PVHIV aumentou significativamente, uma vez que foi possível promover a supressão viral somada à preservação do sistema imunológico, assim como, reduziu a propensão do indivíduo infectado adquirir as infecções oportunistas (Medeiros et al., 2017). Apesar dessa evidência, a mortalidade da PVHIV com Aids ainda é elevada quando comparada com as pessoas sem a doença, principalmente das comorbidades pronunciadas pela infecção crônica, tais como as alterações neurológicas, renais, ósseas e cardiovasculares. (Cunha, Cruz, e Torres, 2016)

 

    Sendo assim, e com o intuito de conhecer melhor as PVHIV na região Oeste do Pará, o objetivo deste manuscrito foi caracterizar o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes no momento do diagnóstico para a infecção pelo HIV.

 

Métodos 

 

    Estudo do tipo transversal, descritivo com analise quantitativa (Köche, 2011) que ocorreu com base na investigação de prontuários de um Centro de Testagem e Aconselhamento e Serviço Assistencial Especializado (CTA/SAE) da cidade de Santarém, Pará, Brasil.

 

    A população foi formada por 337 prontuários de pacientes que tiveram o diagnóstico da infecção pelo HIV no período de janeiro de 2016 a dezembro de 2017. Assim, adotou-se os seguintes critérios de inclusão: pacientes infectados pelo HIV atendidos no CTA/SAE do município de Santarém; pacientes com diagnóstico para o HIV nos anos de 2016 e 2017. Já os critérios de exclusão foram: idade inferior a 18 anos; prontuários ilegíveis ou danificados. Desta forma, foram retirados do estudo 16 prontuários/pacientes ilegíveis ou danificados, resultando assim, em uma amostra de 321 prontuários de pacientes (95% da população), de ambos os sexos.

 

    Ressalta-se que este estudo faz parte de um projeto temático aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Campus XII – Santarém da Universidade do Estado do Pará, sob CAAE: 82729718.7.0000.5168.

 

    A coleta dos dados ocorreu exclusivamente pela verificação e compilação das informações contidas nos prontuários dos pacientes do CTA/SAE, por meio de uma ficha de coleta contendo as características sociodemográficas (data de nascimento, idade, sexo, cor de pele, escolaridade, estado civil, tipo de exposição, motivo da procura, data de diagnóstico do HIV e procedência) e clínicas dos pacientes (situação de imunodeficiência, infecções oportunistas e outras infecções).

 

    Para a avaliação da situação de imunodeficiência foram adotados os critérios para diagnóstico da Aids, considerando a contagem dos Linfócitos TCD4+ inferior a 200 células/mm³ ou presença de infecção oportunista ou diagnóstico de câncer. (Scherzer et al., 2011)

 

    Para classificar as infecções oportunistas, adotou-se o preconizado por Brasil (2013) e Veronesi, e Focaccia (2015), bem como, para as infecções não oportunistas Brasil (2013), Veronesi, e Focaccia (2015), Kasper et al. (2017) e Brasil (2018a).

Os dados foram tabulados e organizados em planilhas do programa Excel® 2010. A análise dos dados foi com os recursos da estatística descritiva (média, mínimo, máximo, média, desvio padrão, frequência absoluta e relativa), e inferencial, em que se aplicou o Teste Qui-quadrado e, quando significativo, realizou o Odds Ratio (Razão de chance). As análises foram realizadas com o programa BioEstat 5.3, adotando-se p<0,05.

 

Resultados 

 

    A Tabela 1 apresenta as características sociodemográficas dos pacientes no período do estudo. Além dessas informações, ressalta-se que a idade mínima foi de 18 anos, a máxima de 70 anos e a média foi de 32,94 ± 11 anos. Quando observada a distribuição da faixa etária por sexo, notou-se que os homens têm maior frequência de 18-27 anos (43,5%) seguida das faixas etárias de 28-37 anos (29,6%), 38-47 anos (18,1%), 48-57 anos (6,9%), 58-67 anos (1,4%) e de 68-77 anos (0,5%). Já a distribuição para o sexo feminino foi maior na faixa etária de 18-27 anos (33,3%), seguida pela de 38-47 anos (28,6%), 28-37 anos (21%), 48-57 anos (14,3%), 58-67 anos (1,9%) e 68-77 anos (1%).

 

    A maior frequência dos pacientes analisados foi a de Santarém-PA (62,9%), seguida por Óbidos-PA (7,5%), Oriximiná-PA (5%), Alenquer-PA e Juruti-PA (3,7% cada), Jacareacanga-PA (3,1%), Monte Alegre-PA (2,2%), Prainha-PA (1,9%), Itaituba-PA (1,6%), Terra Santa-PA (1,3%), Mojuí dos Campos-PA, Novo Progresso-PA e Rurópolis-PA (1,2% cada), Curuá-PA (0,9%) e Belterra-PA (0,6%). As localidades de procedência dos pacientes que apresentaram menor frequência, dentre as demais, foram Aveiro-PA, Manaus-AM, Maués-AM, Porto Velho-RO, Trairão-PA e Uruará-PA (0,3%; n=1 cada).

 

    Com relação ao motivo da procura por ajuda médica especializada, observou-se que o motivo mais frequente foi o “encaminhamento por serviços de saúde” (63,6%), seguida por “suspeita de infecção sexualmente transmissível (IST)” (11,5%), “procura de prevenção” (7,5%), “exame pré-natal” (6%), “exposição a situações de risco” e “sintomas relacionados à Aids” (3,1% cada), “conhecimento de status sorológico” (2,2%), “outros motivos pessoais” e “conferir resultado anterior” (0,9% cada), “janela imunológica” (0,6%), “admissão em emprego” e ‘transfusão de sangue” (0,3% cada).

 

Tabela 1. Distribuição do perfil sociodemográfico dos pacientes 

diagnosticados com HIV/Aids, nos anos de 2016 e 2017

Variáveis

n (321)

%

Sexo

Masculino

216

67,3

Feminino

105

32,7

Faixa etária

18 - 27 anos

129

40,2

28 - 37 anos

86

26,8

38 - 47 anos

69

21,5

48 - 57 anos

30

9,3

58 - 67 anos

5

1,6

68 - 77 anos

2

0,6

Cor de pele

Branca

3

0,9

Preta

1

0,3

Amarela

4

1,2

Parda

298

92,8

Não informado

15

4,7

Estado civil

Solteiro

188

58,6

Casado/Amigado

109

34,0

Separado

8

2,5

Viúvo

9

2,8

Não informado

7

2,2

Escolaridade

Fundamental Completo

95

29,60

Fundamental Incompleto

29

9,03

Médio Completo

124

38,63

Médio Incompleto

9

2,80

Superior Completo

37

11,53

Superior Incompleto

22

6,85

Nenhuma

5

1,56

Fonte: Dados da Pesquisa

 

    A Tabela 2 apresenta o tipo de exposição e a situação de acometimento imunológico dos pacientes de forma geral e por sexo.

 

Tabela 2. Distribuição do tipo de exposição e da situação de imunodeficiência 

dos pacientes diagnosticados com HIV/Aids, nos anos de 2016 e 2017

Variáveis

Todos

Masculino

Feminino

n (321)

%

n (216)

%

n (105)

%

Tipo de exposição

Relação Sexual

317

98,8

213

98,6

104

99,0

Transfusão de Sangue

2

0,6

1

0,5

1

1,0

Transmissão Vertical

2

0,6

2

0,9

Situação de imunodeficiência

HIV

214

66,7

141

65,3

73

69,5

Aids

107

33,3

75

34,7

32

30,5

Legenda: Sinal convencional utilizado: – Dado numérico igual a zero não resultante de arredondamento; 

HIV: Vírus da imunodeficiência humana; Aids: Síndrome da imunodeficiência adquirida. 

Fonte: Dados da Pesquisa

 

    A Tabela 3 demonstra a distribuição dos 13 tipos de infecções encontradas, que não são oportunistas, nos pacientes estudados. Nota-se que a sífilis foi a mais frequente de forma geral (74,3%) e nos sexos masculino (76,7%) e feminino (60%).

 

Tabela 3. Distribuição das infecções não oportunistas nos pacientes 

diagnosticados com HIV/Aids, nos anos de 2016 e 2017

Infecções

Geral

Masculino

Feminino

n (105)

%

n (90)

%

n (15)

%

Amebíase

1

1,0

1

1,1

Giardíase

1

1,0

1

1,1

Gonorreia

3

2,9

3

3,3

Hanseníase

1

1,0

1

1,1

Hepatite A

2

1,9

2

2,2

Hepatite B

1

1,0

1

1,1

Hepatite C

1

1,0

1

6,7

Papiloma Vírus Humano

7

6,7

7

7,8

Leishmaniose e suas formas

2

1,9

1

1,1

1

6,7

Micose

5

4,8

3

3,3

2

13,3

Pitiríase Vesicolor

1

1,0

1

6,7

Pneumonia

2

1,9

1

1,1

1

6,7

Sífilis

78

74,3

69

76,7

9

60

Legenda: Sinal convencional utilizado: – Dado numérico igual a zero 

não resultante de arredondamento. Fonte: Dados da Pesquisa

 

    Na Tabela 4 está a distribuição dos nove tipos de infecções oportunistas, de forma geral e por sexo, encontradas nos pacientes avaliados. Destaca-se a presença elevada da candidíase e suas formas, tanto na distribuição geral (31,4%) como por sexo (masculino – 25,3%; feminino – 46,7%).

 

Tabela 4. Distribuição das infecções oportunistas nos pacientes 

diagnosticados com HIV/Aids, nos anos de 2016 e 2017

Doenças Oportunistas

Geral

Masculino

Feminino

n (90)

%

n (23)

%

n (67)

%

Candidíase e suas formas

33

31,4

19

25,3

14

46,7

Citomegalovírus

1

1,0

1

1,3

Criptococose e suas formas

4

3,8

4

5,3

Herpes Simples

14

13,3

13

17,3

1

3,3

Herpes Zoster

6

5,7

2

2,7

4

13,3

Neurotoxoplasmose

12

11,4

10

13,3

2

6,7

Pneumocistose

10

9,5

7

9,3

3

10

Sarcoma de Kaposi

1

1,0

1

1,3

Tuberculose e suas formas

24

22,9

18

24

6

20

Legenda: Sinal convencional utilizado: – Dado numérico igual a zero 

não resultante de arredondamento. Fonte: Dados da Pesquisa

 

    Na Tabela 5 se nota que o sexo se associou com a faixa etária (p=0,0073), bem como, com a presença de outras infecções (p<0,0001). Assim, pacientes diagnosticados pela infecção do HIV com idade ≤35 anos têm 1,97 vezes mais chance de serem do sexo masculino. O mesmo acontece para a presença de outras infecções, em que os homens têm 4,29 vezes mais chance de desenvolver, em relação às mulheres. Já em relação à situação de imunodeficiência, bem como, a presença de infecção oportunista, não houve associação com o sexo (p>0,05).

 

Tabela 5. Associação do sexo com a faixa etária, situação de 

imunodeficiência, presença de infecções oportunistas e outras infecções

Variáveis

Masculino

Feminino

p

OR

n

%

n

%

Idade

≤35 anos

146

68

54

51

0,0073

1,97

>35 anos

70

32

51

49

Situação de imunodeficiência

HIV

141

65

73

70

0,5281

----

Aids

75

35

32

30

Infecção oportunista

Sim

75

35

30

29

0,3295

----

Não

141

65

75

71

Outras infecções

Sim

90

42

15

14

<0,0001

4,29

Não

126

58

90

86

Legenda: OR: Odds Ratio; p<0,05. Fonte: Dados da Pesquisa

 

Discussão 

 

    Ao término da análise dos 321 prontuários, determinou-se na amostra estudada o seguinte perfil: adultos jovens; majoritariamente homens; solteiros; com nível médio de escolaridade; tendo como via principal de exposição ao vírus a relação sexual. No perfil nacional, nota-se que a maioria das notificações tanto de HIV quanto de Aids estão na população masculina jovem (Brasil, 2021). Em relação ao local avaliado neste estudo, outros estudos apontam predominância para o sexo masculino, dentro de uma faixa etária que vai dos 20 aos 39 anos. (Figueira et al., 2021; Melo et al., 2021)

 

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 70% da população da região Norte identifica-se como parda (IBGE, 2011). Esse achado é uma particularidade da região, como também identificado neste estudo e que vem se mostrando no perfil nacional, pois 40,8% dos casos registrados de infecção pelo HIV no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no período de 2007 a junho de 2021, se autodeclararam pardos. (Brasil, 2021)

 

    Quanto à escolaridade, o estudo de Gouvêa-e-Silva et al. (2019) realizado no município de Santarém-PA, observou que a maioria dos pacientes apresentavam menos de 12 anos de estudo, o que também se constatou nesse trabalho, uma vez que apenas 18,38% haviam concluído ou estavam cursando o ensino superior. A escolaridade baixa, menor que 8 anos, além de ser um marcador socioeconômico, caracteriza o fenômeno conhecido por pauperização (Abreu et al., 2016). Assim, a baixa escolaridade interfere diretamente na adesão ao tratamento, na compreensão da terapêutica, no entendimento das informações prestadas pela equipe de saúde e no reconhecimento da necessidade da realização do tratamento de maneira correta, determinando a evolução desse paciente ao estado de Aids. (Costa, Zago, e Medeiros, 2009; Grangeiro, Escuder, e Castilho, 2010)

 

    Em relação à faixa etária, destaca-se nos participantes deste estudo que 40,2% eram adultos jovens e estavam no intervalo de 18 a 27 anos. Diferente do encontrado, em 2014, no estudo de Gouvêa-e-Silva et al. (2019), em que a faixa etária de 30 a 39 anos foi a mais frequente. Todavia, nota-se na evolução do perfil nacional que a faixa etária de 20 a 34 anos representa 52,9% dos casos notificados entre 2007 e junho de 2021. (Brasil, 2021)

 

    O presente estudo também apontou que os pacientes diagnosticados pela infecção do HIV com idade ≤35 anos têm 1,97 vezes mais chance de serem do sexo masculino e isso pode ser demonstrado por meio da evolução nacional, quando se compara e nota-se o grande número de diagnósticos nos homens em relação às mulheres, na faixa de 20 a 34 anos, principalmente entre os anos de 2016 e 2020. (Brasil, 2021)

 

    A principal via de exposição ao vírus foi a relação sexual desprotegida, tanto em pacientes masculinos (98,6%) quanto femininos (99%), o que é condizente com a realidade nacional (Brasil, 2021). Nesse sentido, Marques Junior, Gomes, e Nascimento (2012) apontaram que nos homens, o uso irregular de preservativo, a alta rotatividade de parceiros, as relações sexuais ao acaso e o início precoce da vida sexual caracterizam o principal comportamento de risco. Em relação à mulher, o não uso do preservativo está associado a fatores sociais e psicológicos intrínsecos, dentre eles a dificuldade em fazer o parceiro aderir ao uso de preservativo, a confiança no parceiro, situações de risco como violência e, até mesmo, o uso de pílula anticoncepcional, por ter a ideia de ser mais prática e eficiente para evitar gravidez do que o preservativo, esquecendo, assim, que o método de barreira também serve para evitar infecções, (Menezes et al., 2018)

 

    Nesse estudo, evidenciou-se que as PVHIV residentes no município de Santarém-PA predominaram, no entanto, 37,1% eram de cidades próximas. Essa porcentagem pode ser justificada por Santarém-PA ser referência em saúde pública para os municípios próximos e pelo CTA/SAE possuir uma equipe multiprofissional (médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, assistente social, psicólogo e farmacêutico) para melhor acompanhar estes pacientes. (FAPESPA, 2017)

 

    Em outro estudo realizado no município de Santarém, Pará, observou-se que entre os anos de 2007 e 2010 houve o diagnóstico de 329 pacientes, amostra essa quantitativamente similar a este estudo (Abati, e Segurado, 2015). Contudo, ressalta-se que no presente estudo a coleta foi por um biênio, assim, destaca-se um crescimento da procura pelo serviço de saúde e da tendência de interiorização da epidemia, conforme apontado no estudo de Grangeiro, Escuder, e Castilho (2010), em que relataram que a infecção pelo HIV não infecta somente as pessoas das capitais ou grandes centros. Dessa forma, chama-se a atenção para a implantação da prevenção, de novas rotinas de diagnóstico, como o teste rápido, e a descentralização do diagnóstico, tratamento e promoção referente ao HIV/Aids.

 

    Quanto à caracterização da situação de imunodeficiência, observou-se que um terço dos pacientes apresentaram a Aids no momento do diagnóstico. Para tanto, alguns fatores podem justificar essa frequência da Aids no momento do diagnóstico, como a demora na busca à assistência e, consequentemente, o diagnóstico tardio, o que diminui a expectativa de vida do paciente, aumenta a complexidade do tratamento e a depredação do sistema imunológico, uma vez que, esses pacientes possuem a replicação viral alta. Essa situação favorece o surgimento de problemas associados à infecção pelo HIV, bem como, o acometimento de infecções oportunistas. (Silva et al., 2017; Brasil, 2018b)

 

    Na distribuição das infecções oportunistas, as mais presentes foram a candidíase (31,4%), tuberculose (22,9%), herpes simples (13,3%), neurotoxoplasmose (11,4%) e pneumocistose (9,5%). Esse perfil de distribuição também foi observado em um estudo realizado no município de Belém, Pará, em que as principais infecções oportunistas encontradas foram tuberculose, neurotoxoplasmose e herpes (Ferreira, Souza, e Rodrigues Júnior, 2015). Ressalta-se que a presença de infecção oportunista já caracteriza a Aids no paciente (Scherzer et al., 2011) e, ao manifestá-la, eleva o risco para a infecção pela Mycobacterium tuberculosis, devido às modificações que o vírus faz nas células de defesa (Freitas et al., 2016) e, de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos (Brasil, 2018a) a tuberculose é a doença infecciosa que mais gera mortalidade em pacientes infectados pelo HIV.

 

    Já para as outras infecções, que não as oportunistas, verifica-se uma elevada frequência para a sífilis (74,3%), que é uma infecção sexualmente transmissível e a mais prevalente em pessoas vivendo com o HIV, em relação ao restante da população Brasil (2018a). Luppi et al. (2018) afirmam que a relação de prevalência do diagnóstico de sífilis em pacientes com HIV é devido a possível falha na adesão do uso de preservativo e, como consequência, a exposição ao agente etiológico da sífilis (Treponema pallidum), fazendo com que o paciente busque o serviço de saúde para a realização da testagem e conheça o seu real estado sorológico, tanto para o HIV quanto para a sífilis.

 

    Além disso, notou-se que os homens têm 4,29 vezes mais chance de apresentar outras infecções que as mulheres, uma vez que a população masculina, segundo o Perfil da Morbimortalidade Masculina no Brasil, possui comportamento de risco que está associado à utilização de álcool e outras drogas, a não procura pelos serviços de saúde ou ao não seguimento adequado do tratamento, além do medo de descobrir doenças e da autopercepção errônea da infalibilidade masculina, resultando na não utilização de preservativos e, por conseguinte, na aquisição de infecções sexualmente transmissíveis, deixando os homens mais susceptíveis e frequentes para a mortalidade. (Costa et al., 2021)

 

    Por fim, destaca-se que o estudo apresentou limitações para a caracterização plena de todos os dados apresentados, pois falhas ligadas ao preenchimento integral e claro das informações no prontuário foram observadas, bem como, a ausência de algumas (estado civil e cor de pele), que foram registradas como “não informado”. Portanto, ressalta-se a importância de uma maior atenção quanto ao aspecto da subnotificação que prejudica a criação de perfis mais fidedignos e propostas de ações baseadas em evidências.

 

Conclusão 

 

    Conclui-se, acerca dos objetivos propostos e método apresentado, que houve prevalência do sexo masculino, bem como, de pacientes na faixa etária de 18 a 27 anos. Em relação à cor de pele, houve maior número de pacientes pardos, assim como, pacientes solteiros, com escolaridade para o ensino médio completo e provenientes da cidade de Santarém, Pará. Destaca-se que o “encaminhamento por serviços de saúde” foi o principal motivo da procura pelo serviço e, a exposição por relação sexual, a forma mais prevalente de contágio pelo HIV.

 

    Com relação às infecções, a sífilis foi a infecção não oportunista mais presente e, a candidíase, a infecção oportunista. Além disso, foi possível estabelecer que pacientes diagnosticados com o HIV que apresentam idade ≤35 anos têm 1,97 vezes mais chance de serem do sexo masculino e os homens possuem cerca de 4,29 vezes mais chance de possuírem infecções não oportunistas associadas, em relação às mulheres.

 

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