ISSN 1514-3465

 

Gastos com internações hospitalares por doenças 

relacionadas à inatividade física no Brasil

Expenses with Hospitalizations for Diseases 

Related to Physical Inactivity in Brazil

Gastos con internaciones hospitalarias por enfermedades 

relacionadas con la inactividad física en Brasil

 

Isabel de Jesus Brandão Barreto*

isabelbrandao@outlook.com.br

Flávio Renato Barros da Guarda**

flaviodaguarda@hotmail.com

Rafaela Niels da Silva

rafaelaniels@gmail.com

Shirley Jackllanny Martins de Farias

shirlleyfarias@outlook.com

Ântony Eliel Andrade da Silva

andrade.eliel@gmail.com

Paloma Beatriz Costa Silva

pbcostas18@gmail.com

 

*Graduanda no curso de Saúde Coletiva, na Universidade Federal de Pernambuco

Centro Acadêmico de Vitória - CAV. Membro no Grupo de Pesquisa GEPSEL

(Grupo de Estudos em Políticas de Saúde, Esporte e Lazer)

**Graduação em Educação Física pela Universidade de Pernambuco

Especialização, mestrado e doutorado em Saúde Pública pela Fiocruz/Pernambuco

Professor no curso de graduação em Saúde Coletiva

da Universidade Federal de Pernambuco, campus Vitória de Santo Antão

***Graduação em Educação Física - Universidade Salgado de Oliveira (PE)

Especialização em Saúde Pública - Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães

Mestrado em Saúde Coletiva pelo Centro de Ciências da Saúde, UFPE

Doutorado em andamento Programa de Inovação Terapêutica (PPGIT) da UFPE

****Sanitarista graduada pela Universidade Federal de Pernambuco

Residente do Programa de Residência Multiprofissional de Interiorização da Atenção 

à Saúde Membro do Grupo de Estudos em Políticas de Saúde, Esporte e Lazer (GEPSEL)

*****Graduando no curso de Bacharelado em Saúde Coletiva

Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, Centro Acadêmico de Vitória- CAV

Membro do Grupo de Estudos em Políticas de Saúde, Esporte e Lazer (GEPSEL) da UFPE

******Graduanda do curso de bacharelado em Saúde Coletiva

pela Universidade Federal de Pernambuco - Centro Acadêmico de Vitória (CAV)

Participa do Projeto de Extensão MAIS SAÚDE

Membro do Grupo de Estudos em Políticas de Saúde, Esporte e Lazer (GEPSEL)

(Brasil)

 

Recepção: 18/03/2020 - Aceitação: 31/05/2020

1ª Revisão: 27/05/2020 - 2ª Revisão: 29/05/2020

 

Este trabalho está sob uma licença Creative Commons

Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)

https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt

Citação sugerida: Barreto, I.J.B., Guarda, F.R.B. da, Silva, P.B.C., Silva, R.N. da, Farias, S.J.M. de, e Silva, A.E.A. da (2020). Gastos com internações hospitalares por doenças relacionadas à inatividade física no Brasil. Lecturas: Educación Física y Deportes, 25(265), 29-43. Recuperado de: https://doi.org/10.46642/efd.v25i265.2061

 

Resumo

    Objetivo: Descrever os gastos com internações hospitalares por doenças relacionadas à inatividade física (DRIF) no Brasil em 2018. Métodos: Estudo descritivo, de corte transversal, cuja fonte de dados foi o Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde. Resultados: As internações por DRIF geraram um gasto de R$1.436.896.691,00 para o SUS, representando 10,49% do gasto com todas as internações. As doenças do aparelho circulatório provocaram um gasto de R$1.104.707.722,68; as internações por câncer de mama e de colón promoveram gastos de R$139.028.192,79 e R$100.418.450,53, respectivamente, e as internações por diabetes mellitus demandaram R$92.679.325,08 dos cofres públicos. Conclusão: Os gastos com internações por doenças relacionadas à inatividade física denotam a necessidade de (re)orientação das políticas públicas, sobretudo as de promoção da saúde, pois o aumento da prática de atividade física pode contribuir para a redução dos gastos com internações e permitir a realocação de recursos para outras ações em saúde.

    Unitermos: Sistema Único de Saúde. Gastos em saúde. Conduta sedentária. Doença crônica. Hospitalização.

 

Abstract

    Objective: To describe spending on hospital admissions due to diseases related to physical inactivity (IFR) in Brazil in 2018. Methods: Descriptive cross-sectional study, whose data source was the Hospital Information System of the Unified Health System (SIH/SUS) in 2018. Results: Hospitalizations due to DRIF generated an expense of R$ 1.436.896.691,00 for SUS, representing 10,49% of the expenditure with all hospitalizations. Diseases of the circulatory system caused an expense of R$ 1.104.707.722,68; hospitalizations for breast and colon cancer promoted expenses of R$ 139.028.192,79 and R$ 100.418.450,53, respectively, and hospitalizations for diabetes mellitus demanded R$ 92.679.325,08 from public coffers. Conclusion: Expenses with hospitalizations for diseases related to physical inactivity denote the need to reorient public policies, especially health promotion, because the increase in physical activity can contribute to the reduction of spending on hospitalizations and allow the reallocation of resources for other health actions.

    Keywords: Unified Health System. Investments. Sedentary behavior. Chronic disease. Hospitalization.

 

Resumen

    Objetivo: Describir el gasto en internaciones hospitalarias debido a enfermedades relacionadas con la inactividad física (IFR) en Brasil en 2018. Métodos: Estudio transversal descriptivo, cuya fuente de datos fue el Sistema de Información Hospitalaria del Sistema Unificado de Salud (SIH/SUS) en 2018. Resultados: Las hospitalizaciones por DRIF generaron un gasto de R$ 1.436.896.691,00 para el SUS, lo que representa el 10,49% del gasto con todas las hospitalizaciones. Las enfermedades del sistema circulatorio causaron un gasto de R$ 1.104.707.722,68; las hospitalizaciones por cáncer de mama y de colon promovieron gastos de R$ 139.028.192,79 y R$ 100.418.450,53, respectivamente, y las hospitalizaciones por diabetes mellitus exigieron R$ 92.679.325,08 de las arcas públicas. Conclusión: Los gastos con hospitalizaciones por enfermedades relacionadas con la inactividad física denotan la necesidad de reorientar las políticas públicas, especialmente la promoción de la salud, porque el aumento de la actividad física puede contribuir a la reducción del gasto en hospitalizaciones y permitir la reasignación de recursos para otras acciones de salud.

    Palabras clave: Sistema Único de Salud. Inversiones en salud. Conducta sedentaria. Enfermedad crónica. Hospitalización.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 25, Núm. 264, May. (2020)


 

Introdução

 

    A inatividade física configura-se como o quarto fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) (World Health Organization [WHO], 2010), respondendo por 6% da carga mundial de doença arterial coronariana, 7% dos casos diabetes tipo 2, 10% da carga mundial de câncer de cólon e de mama, além de ser responsável por mais de cinco milhões de mortes prematuras no ano de 2008 em todo o mundo (Lee et al., 2012). Evidências de inquéritos de base populacional realizados em 168 países apontam que embora não haja uma tendência significativa de aumento no número de casos, a prevalência global deste comportamento foi de 27,5% em 2016, sendo maior entre as mulheres (31,7%), sobretudo nas Américas e no Caribe (43,7%). (Guthold, Stevens, Riley & Bull, 2018)

 

    A prática insuficiente de atividade física está associada a um maior risco de desenvolvimento de doenças como neoplasia maligna do cólon (Wolin, Yan, Colditz & Lee, 2009), neoplasia maligna da mama (Monninkhof et al., 2007), doenças do aparelho circulatório, doenças cerebrovasculares e isquêmicas do coração (Li & Siegrist, 2012), hipertensão (Huai et al., 2013) e diabetes (Jeon, Lokken, Hu & Dam, 2007). Nesse cenário, autores como Lee e colaboradores (2012), Bielemann, Silva, Coll, Xavier e Silva(2015) e Ding et al. (2016) descrevem essas como doenças relacionadas à inatividade física (DRIF).

 

    Além do impacto sobre a saúde e qualidade de vida da população, a inatividade física é responsável por uma importante parcela do gasto público com ações e serviços de saúde (Bielemann, Silva, Coll, Xavier & Silva, 2015). Em uma revisão que sintetizou evidências de 24 estudos a respeito do impacto da inatividade física sobre os custos dos sistemas de saúde de nove países, incluindo o Brasil, observou-se que baixos níveis de atividade física são responsáveis por 3,7 a 48% dos gastos em saúde. (Bueno, Marucci, Codogno & Roediger, 2016)

 

    A inatividade física impacta significativamente sobre os gastos com saúde no mundo todo (Lee et al., 2012). No Reino Unido, os custos diretos com doenças como diabetes chegaram 130 bilhões de dólares. Na China, a inatividade física contribui com mais de 15,0% dos gastos médicos e não médicos anuais associados às principais doenças crônicas do país. (Zhang & Chaaban, 2013)

 

    No Brasil, as internações hospitalares por doenças crônicas não-transmissíveis relacionadas a níveis insuficientes de atividade física geraram um gasto de R$1.848.627.410,03 bilhões ao sistema público de saúde em 2013 (Bielemann, Silva, Coll, Xavier & Silva, 2015).

 

    Por outro lado, evidências apontam que a diminuição da prevalência de inatividade física pode diminuir expressivamente os gastos em saúde. Ding e colaboradores (2016) observaram que, na Escócia, a diminuição de 1% da inatividade física geraria uma economia de USD$ 130 milhões por ano. No Brasil, evidências apontam que a diminuição na prevalência de inatividade física pode promover uma economia de R$ 24.081.636,89nos gastos públicos com internações hospitalares por doenças relacionadas à inatividade física. (Bielemann, Knuth & Hallal, 2010; Bielemann, Silva, Coll, Xavier & Silva, 2015)

 

    Embora existam estudos que demonstram o potencial impacto da inatividade física sobre os gastos do setor saúde (Bielemann, Silva, Coll, Xavier & Silva, 2015; Zhang & Chaaban, 2013; Ding, 2016) e um corpo consistente de evidências que descreva a estreita relação entre níveis insuficientes de atividade física e o desenvolvimento de doenças do aparelho circulatório, câncer mama e de cólon e diabetes (Kyu et al., 2016), apenas o estudo de Bielemann, Silva, Coll, Xavier & Silva(2015) avaliou os gastos relativos às internações hospitalares por essas doenças no Brasil, o qual observou um impacto significativo da inatividade física no aumento da frequencia e gastos dessas internações.

 

    Dessa forma, o conhecimento da frequência e dos gastos com doenças relacionadas à inatividade física (DRIF) pode gerar evidências para apoiar a tomada de decisão acerca dos investimentos financeiros em programas de promoção da saúde, prevenção e controle de doenças crônicas com foco na promoção da atividade física.

Diante deste contexto, o objetivo deste estudo é descrever os gastos com internações por doenças relacionadas à inatividade física no Brasil no ano de 2018.

 

Métodos

 

    Realizou-se um estudo descritivo, de corte transversal, sobre as internações por DRIF que foram pagas pelo Sistema Único de Saúde mediante Autorização de Internação Hospitalar (AIH), no ano de 2018 em todos os estados brasileiros. Este estudo considera como relacionadas à inatividade física: I) Doenças do Aparelho Circulatório (DAC), divididas em três subgrupos: doenças cerebrovasculares, doenças isquêmicas do coração e hipertensão; II) Neoplasia maligna da mama; III) Neoplasia maligna do cólon e; IV) Diabetes Mellitus (DM). Essa escolha deveu-se ao fato dessas doenças crônicas apresentarem forte associação com baixos níveis de atividade física. (Lee et al., 2012; Kyu et al., 2016)

 

    Os dados sobre as internações e seus respectivos custos foram coletados a partir do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizado no sítio eletrônico do Departamento de Informática do SUS (Data SUS). As buscas levaram em consideração a última Classificação Internacional das Doenças, 10ª Revisão (CID-10), com o auxílio da ferramenta de tabulação TabWin.

 

    Dados sobre as Doenças do aparelho circulatório (capitulo IX) consideraram: Infarto Agudo do Miocárdio (CID I21), Insuficiência Cardíaca (CID I50), Aterosclerose (CID I70), ‘outras formas de doenças Isquêmicas agudas do Coração’ (CID I24.8) que estão no grupo das doenças isquêmicas do coração, e o Acidente Vascular Cerebral não-especificado como hemorrágico ou isquêmico (CID I64), Hemorragia intracerebral (CID I61), Infarto Cerebral (CID I63) e ‘Outras Doenças Cerebrovasculares especificadas’ (CID I67.8), que estão no grupo das doenças cerebrovasculares. As informações sobre Hipertensão foram retiradas da causa hipertensão essencial. Foram extraídos do Capítulo II da CID-10 dados sobre neoplasia maligna de cólon e mama, ao passo que os dados sobre o Diabetes Mellitus foram coletados a partir do capítulo IV da CID-10.Os dados sobre as internações e seus respectivos custos foram estratificados por sexo.

 

    Após a coleta, os dados obtidos foram inseridos e analisados a partir de uma planilha eletrônica do programa Microsoft Excel 7.0.Foi calculada a taxa de DRIF (nº de internações por DRIF de pacientes residentes em todo território nacional dividido pela população total do país multiplicado por cem mil habitantes). Além disso, foi calculada a taxa de cada grupo das DRIF, substituindo o número de internações por DRIF geral, por aquele referente a cada tipo de internação (DAC, câncer de mama, câncer de cólon e diabetes mellitus).

 

    Também foi calculado o percentual que as DRIF representam no total de internações (nº de internações por DRIF de pacientes residentes em todos os estados, dividido por todas as internações do país, multiplicado por cem) e segundo sexo (nº de internações por DRIF por sexo de pacientes residentes em todos os estados, dividido pelo total de internações por DRIF, multiplicado por cem). Para os gastos, foram calculados os valores totais em Reais (R$) das internações por DRIF e o quanto o gasto com cada grupo de DRIF representa em termos percentuais no total de gastos com as internações por todas as causas (gasto com as internações por DRIF, dividido pelo total de gastos com todas as internações, multiplicado por cem). Ademais, realizou-se o cálculo do gasto médio de cada internação por DRIF, a partir do quociente entre o gasto com as internações por DRIF e a frequência dessas internações.

 

    Todos os cálculos foram realizados tomando como referência as frequências absolutas e valores (em Reais) descritos nas autorizações de internações hospitalares (AIH) pagas do SIH/SUS. A AIH consiste em um resumo da alta hospitalar que é preenchida pelos hospitais prestadores do SUS, para fins recebimento de repasses financeiros dos valores referentes às internações por eles realizadas (Brasil, 2018).

 

    Este estudo não foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa por utilizar dados secundários de domínio público. Os dados foram analisados especificamente para esta pesquisa, de forma global, sem qualquer identificação individual, respeitando, portanto, as normas vigentes no Brasil, relacionadas à ética na pesquisa com seres humanos.

 

Resultados

 

    Foram realizadas 795.624 internações hospitalares em decorrência das doenças crônicas relacionadas à inatividade física, isto é, 7,1 % do total de todas as internações no ano de 2018 (Tabela 1). Essas internações foram responsáveis por um gasto de R$ 1.436.896.691,00 para o Sistema Único de Saúde, representando 10,49 % do gasto com todas as internações hospitalares nesse ano, o qual foi de R$ 13.696.429.334,00. A Tabela 01 descreve a frequência e o gasto com as internações hospitalares por doenças relacionadas à inatividade física, estratificada por sexo e pelos estados da federação.

 

Tabela 1. Frequência e o gasto com as internações, por doenças relacionadas à inatividade física nas regiões do Brasil, no ano de 2018

Regiões

Internações por DRIF (n)

Gasto com internações por DRIF (em Reais)

Homens

Mulheres

Total

Taxa

Homens

Mulheres

Total

Gasto per capita

Norte

23.505

22.109

45.614

251,20

29.153.554,28

24.313.892,89

53.467.447,17

2,94

 Rondônia

3.342

3.349

6.691

366,88

4.651.174,82

4.028.981,43

8.680.156,25

4,76

Acre

732

763

1.495

177,49

904.888,49

737.912,55

1.642.801,04

1,95

 Amazonas

5.147

3.782

8.929

216,51

7.019.734,27

4.641.640,00

11.661.374,27

2,83

 Roraima

871

837

1.708

321,73

898.811,92

824.293,06

1.723.104,98

3,25

 Pará

10.950

11.083

22.033

260,52

12.793.944,20

11.317.489,78

24.111.433,98

2,85

 Amapá

632

554

1.186

145,89

659.017,88

549.486,93

1.208.504,81

1,49

Tocantins

1.831

1.741

3.572

227,95

2.225.982,70

2.214.089,14

4.440.071,84

2,83

Nordeste

92.542

105.946

198.488

344,74

143.127.493,84

155.715.819,10

298.843.312,94

5,19

Maranhão

13.180

15.512

28.692

407,36

9.809.266,82

11.649.035,68

21.458.302,50

3,05

Piauí

7.223

7.904

15.127

469,12

7.617.810,17

7.667.786,59

15.285.596,76

4,74

Ceará

12.587

12.907

25.494

280,90

23.523.937,71

23.356.951,18

46.880.888,89

5,17

Rio Grande do Norte

4.708

5.033

9.741

275,31

10.759.432,51

10.206.953,71

20.966.386,22

5,93

Paraíba

5.053

6.300

11.353

280,28

9.893.182,20

10.561.810,37

20.454.992,57

5,05

Pernambuco

18.267

20.443

38.710

405,99

34.372.630,42

37.007.653,02

71.380.283,44

7,49

Alagoas

4.370

5.203

9.573

282,29

7.634.012,78

9.006.920,64

16.640.933,42

4,91

Sergipe

2.245

2.483

4.728

204,68

5.061.877,09

4.130.124,84

9.192.001,93

3,98

Bahia

24.909

30.161

55.070

357,41

34.455.344,14

42.128.583,07

76.583.927,21

4,97

Sudeste

166.259

174.675

340.934

389,54

343.476.008,78

314.678.647,16

658.154.655,94

7,52

Minas Gerais

47.008

51.204

98.212

462,48

99.706.977,93

95.114.196,38

194.821.174,31

9,17

Espírito Santo

7.937

8.716

16.653

410,37

16.681.642,79

16.285.309,25

32.966.952,04

8,12

Rio de Janeiro

25.322

27.688

53.010

315,57

46.912.751,22

44.198.159,37

91.110.910,59

5,42

São Paulo

85.992

87.067

173.059

380,94

180.174.636,84

159.080.982,16

339.255.619,00

7,47

Sul

75.317

82.548

157.865

528,97

170.861.180,83

152.258.660,07

323.119.840,90

10,83

Paraná

31.435

33.767

65.202

572,13

72.175.321,76

67.216.025,72

139.391.347,48

12,23

 Santa Catarina

16.931

18.375

35.306

497,92

42.714.563,42

34.927.101,28

77.641.664,70

10,95

 Rio Grande do Sul

26.951

30.406

57.357

505,05

55.971.295,65

50.115.533,07

106.086.828,72

9,34

Centro-Oeste

26.481

26.242

52.723

327,74

55.311.075,82

48.000.358,32

103.311.434,14

6,42

Mato Grosso do Sul

5.115

4.889

10.004

364,69

12.487.847,88

10.123.633,72

22.611.481,60

8,24

Mato Grosso

6.367

5.753

12.120

358,32

10.155.776,12

8.561.890,78

18.717.666,90

5,53

 Goiás

10.400

11.079

21.479

313,10

22.146.814,21

20.981.208,52

43.128.022,73

6,29

Distrito Federal

4.599

4.521

9.120

294,08

10.520.637,61

8.333.625,30

18.854.262,91

6,08

Total

384.104

411.520

795.624

380,34

741.929.313,55

694.967.377,54

1.436.896.691,09

6,87

 

    A média nacional do gasto per capita com as internações foi de R$ 6,87, com destaque para os estados do Paraná (R$ 12,23) e Amapá (R$ 1,49), os quais tiveram, respectivamente, o maior e menor gasto com DRIF por habitante. No que cabe à distribuição regional do gasto, verificou-se que a Região Sul foi a que demandou o maior gasto per capita.

 

    O grupo das doenças do aparelho circulatório ocasionou 560.411 internações (Tabela 2). O gasto com essas doenças foi de R$ 1.104.707.722,68, sendo os homens que demandaram maior número absoluto (n = 299.635) e maior gasto (R$ 645.083.078,00), representando 58,39% do gasto com essas internações.

 

    A taxa de internações por DAC foi de 268 por 100 mil habitantes e o gasto médio foi de R$ 1.971,25. Destaca-se, neste contexto, que o subgrupo das doenças isquêmicas do coração foi a que demandou o maior gasto médio por internação (R$ 2.496,24), que é aproximadamente 28% maior que o valor médio gasto com as internações por todas as causas em 2018 (R$ 1.806,00).

 

    As doenças isquêmicas do coração representaram 58,55% das DAC, e, dentre essas, a insuficiência cardíaca alcançou o maior número absoluto de internações (n = 188.508). As doenças cerebrovasculares representaram 31,95% das internações por DAC, sendo o acidente vascular cerebral não-especificado como hemorrágico ou isquêmico responsável por 26,07 % desse total.

 

    A hipertensão foi responsável por 53.239 internações, ocasionando um gasto de R$17.323.224,38, que representa 0,13% do gasto total com internação por DRIF. Dentre os gastos com internação por hipertensão, 57% foi em mulheres. A hipertensão obteve uma taxa de internação de 25,45 a cada 100.000 habitantes no período de estudo e um gasto médio de R$ 325,29 por internação.

 

Tabela 2. Frequência, taxa e o percentual que as internações hospitalares segundo grupos das doenças 

relacionadas à inatividade física representam no total de internações por todas as causas, no ano de 2018

Doenças

Internações por DRIF (n)

Taxa das internações (por 100 mil hab.)

% do total de internações

Homens

Mulheres

Total

Doenças do aparelho circulatório

183.887

144.231

328.118

2,92

156,85

Doenças isquêmicas do coração

Infarto Agudo do Miocárdio

68572

39218

107.790

0,096

51,53

Outras formas doenças isquêmicas agudas do Coração’

5966

4008

9974

0,09

4,77

Insuficiência Cardíaca

97019

91489

188.508

1,68

90,11

Aterosclerose

12330

9516

21.846

0,19

10,44

Doenças cerebrovasculares

93.965

85.089

179.054

1,59

85,6

Hemorragia intracerebral

6938

5293

12.231

0,11

5,85

Infarto Cerebral

10550

9673

20.223

0,18

9,67

AVC NE como hemorragisquémico

76200

69901

146.101

1,3

69,84

Outras doenças cerebrovasculares especificadas

277

222

499

0

0,24

Hipertensão

21.783

31.456

53.239

0,47

25,45

Total (DAC)

299.635

260.776

560.411

4,99

267,89

Câncer de mama

660

63.575

64.235

0,57

30,7

Câncer de colón

22.726

23.373

46.099

0,41

22,03

Diabetes mellitus

61.083

63.796

124.879

1,11

59,69

Total

384.104

411.520

795.624

7,07

380,32

 

    O diabetes mellitus foi responsável por 124.879 internações e por um gasto de R$ 92.679.325,10, o que representa 6,4% do gasto com as internações hospitalares por DRIF. Dentre elas, 51,09 % foram registradas em pessoas do sexo feminino, porém, em relação ao total dos gastos, ambos os sexos apresentaram porcentagens similares, com 50,10 % e 49,90 %, respectivamente, para homens e mulheres (ver Tabela 3).

 

    Com relação à taxa de internações, o diabetes mellitus, foi responsável por uma taxa de 59,70 internações para cada 100 mil habitantes durante o período.

 

    Internações por câncer de mama (n = 64.235) promoveram um gasto de R$ 139.028.192,80, o que representa 9,6 % do gasto total com as DRIF (tabela 3) e 1,02% do gasto total com todas as internações, configurando-se como a segunda causa que gerou maior gasto. O gasto médio com essas internações foi de R$ 2.164,37.

 

    O câncer de colón provocou 46.099 internações, o que sucedeu em um gasto de R$ 100.481.450,50, representando 6,9% do gasto total com as internações por DRIF. As mulheres foram responsáveis por 51,10% desse gasto, e nesse agravo foi encontrado o segundo maior gasto médio por internação, chegando a R$ 2.180, o que foi 20,7% maior que a média de gastos com internações por DRIF e 78,8% maior que a média de gastos com internações por todas as causas em 2018.

 

Tabela 3. Gasto, gasto médio e percentual que os gastos com DRIF representam no total de internações por todas as causas no Brasil, no ano de 2018

Doenças

Gasto com internações (Em Reais)

Homens

Mulheres

Total

Gasto médio

% do gasto total

Doenças do Aparelho Circulatório

Doenças isquêmicas do coração

493.565.867,20

325.496.984,10

819.062.851,00

2.496,24

5,98

Infarto Agudo do Miocárdio

270165922,4

140610454,4

410776376,9

3.810,89

3

Outras formas doenças isquêmicas agudas do coração

29850075,19

17967616,45

47817691,64

4.794,23

0,35

Insuficiência Cardíaca

164338228,9

145069600,5

309407829,5

1.641,35

2,26

Aterosclerose

29211640,7

21849312,72

51060953,42

2.337,31

0,37

Doenças cerebrovasculares

144.133.613,10

124.188.033,80

268.321.647,00

1.498,55

1,96

Hemorragia intracerebral

22481567,65

15749855,89

38231423,54

3.125,78

0,28

Infarto Cerebral

18588206,55

16337617,56

34925824,11

1.727,03

0,25

AVC NE como hemorragisquêmico

102166691,8

91339725,56

193506417,3

1.324,47

1,41

Outras doenças cerebrovasculares especificadas

897147,16

760834,78

1657981,94

3.322,61

0,01

Hipertensão

7.383.597,65

9.939.626,73

17.323.224,38

325,39

0,13

Total (DAC)

645.083.078,02

459.624.644,66

1.104.707.722,68

1971,25

8,07

Câncer de mama

1.276.694,01

137.751.498,78

139.028.192,79

2.164,37

1,02

Câncer de colón

49.138.407,23

51.343.043,30

100.481.450,53

2.179,68

0,73

Diabetes mellitus

46.431.134,29

46.248.190,79

92.679.325,08

742,15

0,68

Total

741.929.313,55

694.967.377,53

1.436.896.691,08

1.806,00

10,5

 

Discussão

 

    Os gastos com internações hospitalares por doenças relacionadas à inatividade física no Brasil representam um fator de preocupação para os órgãos de saúde pública. (Bielemann, Silva, Coll, Xavier & Silva, 2015; Bueno, Marucci, Codogno & Roediger, 2016)

 

    O número de internações hospitalares por doenças relacionadas à inatividade física em 2018 foi de 795.624 e os gastos advindos dessas internações alcançaram R$ 1.436.896.691,00. Resultados obtidos em estudo com o mesmo objetivo no ano de 2013 apresentaram valores semelhantes (Bielemann, Silva, Coll, Xavier & Silva, 2015). Em 2013, os gastos com as internações por essas doenças foram R$ 1.837.273.305,67, indicando uma potencial redução no número de eventos no período de cinco anos.

O percentual de internações por DRIF em relação ao total de internações por todas as doenças (7%) no ano de estudo, aproxima-se dos valores globais encontrados por de Lee e colaboradores (6%) em seu estudo realizado no ano de 2012 com dados de 123 países. (Lee et al., 2012)

 

    Verificou-se que a Região Sul foi a que demandou o maior gasto per capita, corroborando os resultados encontrados por Bielemann e colaboradores (2015), os quais apontaram que os maiores gastos com internações por DRIF em 2013 também foram registrados nessa Região do país.

 

    O alto percentual de internações por DAC observado neste estudo confirma a predominância dessas causas de internações sobre outras doenças no Brasil, o que já foi anteriormente destacado por Ribeiro e Ribeiro (2012) e por Bielemann e colaboradores (2015) em estudos sobre doenças relacionadas à inatividade física.

 

    Em relação ao sexo, verificou-se que mais de 50% dos casos de internações por DAC ocorreram entre os homens, confirmando achados descritos por Bielemann, Knuth e Hallal (2010) e os resultados de Chibante e colaboradores (2015). Essa maior prevalência entre os homens pode estar associada à menor busca desse estrato populacional pelos serviços básicos de saúde, o que pode configurar-se como um gatilho para o aumento da frequência dos eventos agudos, os quais demandam internações hospitalares, em detrimento do uso dos serviços de atenção básica em situações de menor gravidade. (Chibante et al., 2015)

 

    No que cabe às doenças cerebrovasculares, nossos achados reiteram os resultados do estudo de Souza e Peixoto (2017), o qual verificou que essas ocupam o segundo lugar entre as doenças do aparelho circulatório que demandam os maiores gastos no Brasil.

 

    No que tange a hipertensão, as internações e os gastos foram mais prevalentes em indivíduos do sexo feminino (57%), o que corrobora com o estudo de Schmidt et al. (2009) que buscou estimar a prevalência de diabetes e hipertensão autorreferida e seus números absolutos no Brasil, e observaram uma prevalência de hipertensão de 24,4% entre as mulheres e 21,6% entre os homens.

 

    Os gastos com internação por hipertensão foram de R$17.323.224,38. Esse valor poderia ser reduzido com o incentivo à prática de atividade física, o que iria atenuar a prevalência da hipertensão e as complicações que essas internações ocasionam.Uma vez que o estudo de Bueno et al.(2016), afirmou que se a prevalência de inatividade física diminuísse em 50%, haveria uma economia de R$ 3.708.990.000,00 dos recursos em saúde, devido à diminuição do número de hospitalizações por diabetes mellitus tipo 2 e pela diminuição no uso de medicamentos para hipertensão no Brasil.

 

    O diabetes é o segundo maior responsável pelas internações neste estudo, sendo que mais de 50% dos casos envolviam mulheres, com taxa de cerca de 30 internações para cada grupo de 100 mil mulheres. Esses resultados reforçam os achados de Rosa e Schmidt (2008), que observaram uma maior taxa de internações hospitalares em indivíduos do sexo feminino (75/100.000). Além disso, Santos e colaboradores (2013) verificaram a participação das mulheres em mais de 70% das internações causadas por diabetes mellitus em municípios do Rio Grande do Sul, no período de 2000 a 2010.

 

    O gasto com as internações por DM foi de quase R$ 93 milhões, no entanto, esses eventos poderiam ser evitados por meio da prática regular da atividade física, a qual pode promover a melhoria da qualidade de vida, do sofrimento de pacientes e familiares (Radovanovic, Santos, Carvalho & Marcon, 2014) e, consequentemente, a redução dos gastos com ações e serviços de saúde, pois a atividade física tem fundamental importância na prevenção primária do DM tipo 2 (Malta, Santos, Perillo & Szwarcwald, 2016). Segundo Codogno et al. (2012), pacientes que são fisicamente ativos apresentaram menores despesas com o clínico geral e com tratamento farmacológico do diabetes tipo 2. Desta forma, promover essa prática, principalmente no âmbito da atenção básica à saúde se coloca como uma importante alternativa para a prevenção, controle e diminuição dos gastos públicos com DM.

 

    O câncer de mama se configura como o mais incidente nas mulheres no Brasil e no mundo (Instituto Nacional de Câncer [INCA], 2017). Tal fato acarreta um gasto exponencial ao sistema de saúde brasileiro com ações de promoção da saúde, diagnóstico e internações. Em um estudo realizado no período de 2008 a 2015, observou-se que a frequência e gastos com as internações vem aumentando nos últimos anos no território brasileiro, sendo percebido um gasto de cerca de R$ 115.000.000,00 com essa doença em 2015. (Siqueira et al., 2016). Embora este artigo não pretenda analisar a evolução dos gastos ao longo dos anos, verificamos que esse gasto foi R$ 24.000.000,00 menor que os valores encontrados neste estudo em 2018 (R$ 139.000.000,00).

 

    Embora os maiores gastos se concentrem no grupo formado pelas nove causas que compõem o grupo das doenças do aparelho circulatório, refletindo a tendência global da carga das DRIF, os gastos com o câncer de mama isoladamente ocuparam o segundo lugar no total de recursos financeiros demandados para as internações. Essa maior despesa com as internações por uma só doença, bem como o aumento nos valores absolutos dos gastos nos últimos anos, pode estar relacionada a um maior custo unitário das internações por câncer de mama, e revela um cenário de iminente necessidade de implementação de políticas, ações e serviços que diminuam a exposição da população a comportamentos de risco para essa doença.

 

    Evidências apontam a existência de relação entre câncer de mama e o câncer de cólon com níveis insuficientes de atividade física (Monninkhof et al., 2007; Wu, Zhang & Kang, 2013). Por outro lado, revisões sistemáticas têm apontado o efeito protetor da atividade física sobre o desenvolvimento de câncer, sobretudo o de mama e o de cólon (Kyu et al., 2016), o que indica que investimentos em políticas públicas de incentivo à prática regular de atividade física podem configurar-se como uma estratégia custo-efetiva de promoção da saúde, prevenção e controle dessas doenças. (Cobiac, Vos & Barendregt, 2009)

 

    Nesse sentido, o Brasil possui, desde 2011, o Programa Academia da Saúde (PAS), o qual se configura como a principal estratégia de incentivo à prática de atividades físicas no país. O PAS configura-se como um ponto da Rede de Atenção a Saúde, no âmbito do SUS, que se integra às ações da Atenção Primária à Saúde para promoção da saúde, produção do cuidado e de modos de vida saudáveis, através de pólos com infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados (Silva et al., 2017), além de promover ações intersetoriais com outros pontos da rede assistencial e com outros equipamentos sociais, sendo uma ferramenta importante na integralidade do cuidado. (Brasil, 2013).

 

Conclusão

 

    No presente estudo, os gastos com as internações por DRIF alcançaram cerca de R$ 1.436.896.691,00, que demonstra uma diminuição em termos de valores absolutos nos últimos anos, comparado a outros estudos semelhantes. Além disso, nossos resultados apontaram importantes diferenças nos gastos per capita entre os estados da federação e entre as regiões político-administrativas do país.

 

    Desta forma, nossos achados apontam a necessidade de realização de estudos de tendência ou que analisem potenciais associações entre os gastos com internações por DRIF e fatores como: a presença de profissionais de educação física ou de programas de promoção da atividade física nos estados e municípios, bem como a presença/mudança de variáveis socioeconômicas, de modo a identificar o que está associado a uma eventual diminuição dos gastos.

 

    A possibilidade de utilizar informações atualizadas, de todo território nacional, através de um sistema de informação auditado, como é o caso do SIH, foram pontos de fundamental importância na identificação das causas evitáveis de internação que merecem mais atenção dos formuladores de políticas públicas e configura-se como a principal potencialidade deste artigo.

 

    Os achados deste estudo oportunizam a elaboração de estratégias que visem modificar o comportamento dos cidadãos, com enfoque imprescindível na prática de atividade física, tendo em vista que as doenças analisadas neste estudo têm seu risco de desenvolvimento inversamente proporcional à exposição a esse comportamento.

Neste sentido, a implementação de políticas públicas de promoção da saúde e de incentivo à adoção de estilos de vida mais ativos na população, como também o investimento, manutenção e melhoria das já existentes, pode produzir importante economia de recursos financeiros e permitir a realocação de valores para outras ações e serviços.

 

Referências

 

Bielemann, R. M., Knuth, A. G. & Hallal, P. C. (2010). Atividade física e redução de custos por doenças crônicas ao sistema Único de Saúde. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde. Recuperado de: http://observatoriodoesporte.mg.gov.br/wp-content/uploads/2012/07/Reducao-de-custos.pdf. DOI: 10.12820/rbafs.v.15n1p9-14

 

Bielemann, R. M., Silva, B. G. C., Coll, C. V. N., Xavier, M. O. & Silva, S. G. (2015). Impacto da inatividade física e custos de hospitalização por doenças crônicas. Revista de Saúde Pública. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-89102015000100307&script=sci_arttext&tlng=pt. DOI: 10.1590/S0034-8910.2015049005650.

 

Brasil (2018). Sistema de Informações Hospitalares / DATASUS - Departamento de Informática do SUS.Ministério da Saúde. Recuperado de: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=060502

 

Bueno, D. R., Marucci, M. F. N., Codogno, J. S. & Roediger, M. A. (2016). Os custos da inatividade física no mundo: estudo de revisão. Ciênc. saúde coletiva. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232016000401001&script=sci_abstract&tlng=pt. DOI: 10.1590/1413-81232015214.09082015

 

Carvalho, M. S. (2002) Fatores associados às internações hospitalares no Brasil. Ciência saúde coletiva. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232002000400014&lng=es. DOI: 10.1590/S1413-81232002000400014

 

Chibante, C. L. P., Santo, F. H. E., Santos, T. D., Pestana, L. C., Santos, A. C. S & Pinheiro, F. M. (2015). Fatores Associados à Internação Hospitalar em Clientes com Doenças Crônicas. Ciência Cuidado e Saúde. Recuperado de: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencCuidSaude/article/view/24881/pdf. DOI: 10.1590/1981-22562018021.180059

 

Cobiac, L. J., Vos T. & Barendregt, J. J. (2009). Cost-Effectiveness of Interventions to Promote Physical Activity: A Modelling Study. PLoSMed. Recuperado de: https://journals.plos.org/plosmedicine/article?id=10.1371/journal.pmed.1000110. DOI: https:// doi.org/10.1371/journal.pmed.1000110

 

Codogno, J. S., Fernandes, R. A. & Monteiro, H. L. (2012). Prática de atividades físicas e custo do tratamento ambulatorial de diabéticos tipo 2 atendidos m unidade básica de saúde. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302012000100002. DOI: 10.1590/S0004-27302012000100002 

 

Ding, D., Lawson, K. D., Kolbe-Alexander, T. L., Finkelstein, E. A., Katzmarzyk, P. T., Mechelen, W. V. & Michael, P. M. D. (2016). The economic burden of physical inactivity: a global analysis of major non-communicable diseases. Recuperado de: https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(16)30383-X/fulltext. DOI:10.1016/S0140-6736(16)30383-X

 

Guthold, R., Stevens, G. A., Riley, L.M. & Bull, F.C. (2018). Worldwide trends in insufficient physical activity from 2001 to 2016: a pooled analysis of 358 population-based surveys with 1·9 million participants. Lancet Glob Health. Recuperado de: https://www.thelancet.com/journals/langlo/article/PIIS2214-109X(18)30357-7/fulltext. DOI: 10.1016/S2214-109X(18)30357-7

 

Huai, P., Xun, H., Reilly, K. H., Wang, Y., Ma, W. & Xi, B. (2013). Physical activity and risk of hypertension: a meta-analysis of prospective cohort studies. Hypertension. Recuperado de: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24082054/ DOI:10.1161/HYPERTENSIONAHA.113.01965

 

Instituto Nacional de Câncer [INCA] (2017). Estimativa 2018 - Incidência de Câncer no Brasil. Ministério da Saúde. Recuperado de: www.inca.gov.br

 

Jeon, C. Y., Lokken, R. P., Hu, F. B., Dam, R. M. (2007). Physical activity of moderate intensity and risk of type 2 diabetes: a systematic review. Diabetes Care. Recuperado de: https://care.diabetesjournals.org/content/30/3/744. DOI:10.2337/dc06-1842

 

Kyu, H. H., Bachman, V. F., Alexander, L. T., Mumford, J. E., Afshin, A., Estep, K. et al. (2016) Physical activity and risk of breast cancer, colon cancer, diabetes, ischemic heart disease, and ischemic stroke events: systematic review and dose-response meta-analysis for the global burden of disease study. BMJ. Recuperado de: https://www.bmj.com/content/354/bmj.i3857. DOI:10.1136/bmj.i3857

 

Lee, I. M., Shiroma, E. J., Lobelo, F., Puska, P., Blair, S. N. & Katzmarzyk, P. T. (2012). Effect of physical inactivity on major non-communicable diseases worldwide: Analysis of burden of disease and life expectancy. The Lancet, Volume 380, Issue 9838, p. 219-229. Recuperado de: https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(12)61031-9/fulltext. DOI:10.1016/S0140-6736(12)61031-9

 

Li, J. & Siegrist, J. (2012). Physical activity and risk of cardiovascular disease: a meta-analysis of prospective cohort studies. Int J Environ Res Public Health. Recuperado de: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3315253/. DOI:10.3390/ijerph9020391

 

Malta, D. C., Santos, N. B., Perillo, R. D. & Szwarcwald, C. L. (2016). Prevalência de pressão alta medida na população brasileira, Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. São Paulo Med. J. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151631802016000200163&lng=en. DOI: 10.1590/1516-3180.2015.02090911 

 

Monninkhof, E. M., Elias, S. G., Vlems, F. A., Tweel, I., Schuit, A. J., Voskuil, D. W et al. (2007). Physical activity and breast cancer: a systematic review. Epidemiology. Recuperado de: https://journals.lww.com/epidem/Pages/ArticleViewer.aspx?year=2007&issue=01000&article=00021&type=Fulltext, DOI:10.1097/01.ede.0000251167.75581.98

 

Portaria n. 2.681, de 7 de novembro de 2013. Redefine o Programa Academia da Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Recuperado de: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt2681_07_11_2013.html

 

Radovanovic, C. A. T., Santos, L. A.,Carvalho, M. D. B. & Marcon S. S. (2014). Hipertensão arterial e outros fatores de risco associados às doenças cardiovasculares em adultos. Rev. Latino-Am. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692014000400547&lng=en. DOI: 10.1590/0104-1169.3345.2450

 

Ribeiro, A. G., Cotta, R. M. M. & Ribeiro, S. M. R. (2012) A Promoção da Saúde e a Prevenção Integrada dos Fatores de Risco para Doenças Cardiovasculares. Ciência e Saúde Coletiva. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232012000100002. DOI: 10.1590/S1413-81232012000100002 

 

Rosa, R. S. & Schmidt, M. I. (2008). Diabetes mellitus: magnitude das hospitalizações na rede pública do Brasil, 1999-2001. Epidemiol. Serv. Saúde. Recuperado de: http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-49742008000200009. DOI: 10.5123/S1679-49742008000200009.

 

Santos, V. C. F., Kalsing, A., Ruiz, E. N. F., Roese, A. & Gerhardt, T. E. (2013). Perfil das internações por doenças crônicas não-transmissíveis sensíveis à atenção primária em idosos da metade sul do RS. Revista Gaúcha de Enfermagem. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-14472013000300016DOI: 10.1590/S1983-14472013000300016. 

 

Schmidt, M. I., Duncan, B. B., Hoffmann, J. F., Moura, L., Malta, D. C. & Carvalho, R. M. S. V. (2009). Prevalência de diabetes e hipertensão no Brasil baseada em inquérito de morbidade auto-referida, Brasil, 2006. Rev. Saúde. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003489102009000900010&lng=en. DOI: 10.1590/S0034-89102009000900010.

 

Silva, R. N., Guarda, F. R. B., Hallal, P. C. & Martelli, P. J. L. (2017). Avaliabilidade do Programa Academia da Saúde no Município do Recife, Pernambuco, Brasil. Cadernos de Saúde Pública. Recuperado de: https://www.scielo.br/pdf/csp/v33n4/1678-4464-csp-33-04-e00159415.pdf

 

Siqueira, A. S. E., Gonçalves, J. G., Balaro, M. L., Mendonça, P. E. X, Merhy, E. E. & Land, M. G. P. (2016). Impacto econômico das internações, quimioterapias e afastamentos por Neoplasia Maligna de Mama no Brasil. Revista de saúde coletiva e bioética. Recuperado de: http://www.diversitates.uff.br/index.php/1diversitates-uff1/article/view/110

 

Souza, D. K. & Peixoto, S. V. (2017). Estudo descritivo da evolução dos gastos com internações hospitalares por condições sensíveis à atenção primária no Brasil, 2000-2013. Epidemiol. Serv. Saúde. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-96222017000200285&lng=en&nrm=iso. DOI:10.5123/s1679-49742017000200006

 

Wolin, K. Y., Yan, Y., Colditz, G. A. & Lee, I. M. (2009). Physical activity and colon cancer prevention: a meta-analysis. Br J Cancer. Recuperado de: https://www.nature.com/articles/6604917#rightslink. DOI:10.1038/sj.bjc.6604917

 

World Health Organization [WHO] (2010). Global recommendations on physical activity for health. Genebra. Recuperado de: http://whqlibdoc.who.int/publications/2010/9789241599979_eng.pdf

 

Wu, Y., Zhang, D. & Kang, S. (2013). Physical activity and risk of breast cancer: a meta-analysis of prospective studies. Breast Cancer Res Treat. Recuperado de: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23274845/. DOI: 10.1007/s10549-012-239

 

Zhang, J. & Chaaban, J. (2013). The economic cost of physical inactivity in China. Prev Med. Recuperado de: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0091743512005877. DOI:10.1016/j.ypmed.2012.11.010


Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 25, Núm. 264, May. (2020)