ISSN 1514-3465

 

Perfil de triatletas amadores do estado de Minas Gerais: 

análise dos treinamentos, lesões e competições

Profile of Amateur Triathletes of the State of Minas Gerais: 

Analysis of the Competitions, Injuries and Training

Perfil de triatletas aficionados del estado de Minas Gerais: 

análisis de entrenamiento, lesiones y competiciones

 

Príncia Jardim Araújo*

princiajardim@gmail.com

Yvan Fernandes Vilas Boas**

yvan.boas@unifenas.br

Marcelo Rodrigo Tavares***

marcelo.tavares@unifenas.br

Cesar Augusto Costa Rodrigues****

cesar.rodrigues@unifenas.br

Bruno Barbosa Rosa*****

bruno.rosa@unifenas.br

 

*Graduada em Educação Física

pela Universidade José do Rosário Vellano – UNIFENAS, Alfenas MG

**Docente do Curso de Educação Física

Universidade José do Rosário Vellano - UNIFENAS, Alfenas MG

Mestre em Sistema de Produção na Agropecuária

pela Universidade José do Rosário Vellano, UNIFENAS, Alfenas MG

***Docente do curso de Medicina

Universidade José do Rosário Vellano - UNIFENAS, Alfenas MG

Doutor em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo, USP

****Docente do Curso de Educação Física

Universidade José do Rosário Vellano - UNIFENAS, Alfenas MG

Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade do Vale do Sapucaí

*****Docente em diversos cursos

na Universidade José do Rosário Vellano - UNIFENAS, Alfenas e Poços de Caldas, MG

Doutorando em Promoção de Saúde pela Universidade de Franca – UNIFRAN

(Brasil)

 

Recepção: 08/08/2019 - Aceitação: 30/04/2020

1ª Revisão: 22/03/2020 - 2ª Revisão: 10/04/2020

 

Este trabalho está sob uma licença Creative Commons

Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)

https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt

Citação sugerida: Araújo, P.J., Vilas Boas, Y.F., Tavares, M.R., Rodrigues, C.A.C., e Rosa, B.B. (2020). Perfil de triatletas amadores do estado de Minas Gerais: análise dos treinamentos, lesões e competições. Lecturas: Educación Física y Deportes, 25(265), 82-95. Recuperado de: https://doi.org/10.46642/efd.v25i265.1538

 

Resumo

    Objetivo: O objetivo deste estudo foi traçar um perfil dos praticantes amadores de Triatlo através da análise da rotina de treinos e competições. Métodos: Participaram da pesquisa 46 homens e 16 mulheres da cidade de Belo Horizonte.A pesquisa é quantitativa e foi realizada por meio da aplicação de questionário com 40 perguntas abertas e fechadas. As perguntas são relativas aos temas: informações pessoais, histórico no triatlo, rotina de treino, participação em competições, histórico de lesões e hábitos relacionados à prática do triatlo. O questionário foi elaborado pelos pesquisadores. Resultados: A maioria se considera de nível intermediário (59,67%) e participa de provas de curta distância (52%).Cada modalidade é treinada em média 3 vezes na semana.O treino de educativos na natação é realizado com frequência por 33,8%, o anaeróbio no ciclismo por 14,5% e o treino de força na corrida por 20,9% dos participantes. Conclusão: Conclui-se que o nível de desempenho auto percebido pelos triatletas amadores de Belo Horizonte tem relação direta com o tempo de prática na modalidade. As horas que dedicam para cada modalidade em relação às horas totais de treino na semana são elevadas para natação e ciclismo e baixas para corrida em comparação a outros estudos. Não foi encontrada relação entre lesões e rotina de treinamento. Uma investigação mais aprofundada sobre as competições, como tempo gasto nas provas e região onde competem, irá contribuir para outras análises e resultados.

    Unitermos: Triatlo. Atleta amador. Treinamento.

 

Abstract

    Objective: The aim of this study was to draw a profile of amateur triathlon practitioners by analyzing the training and competition routine. Methods: 46 men and 16 women from the city of Belo Horizonte participated in the research. The research is quantitative and was conducted by applying a questionnaire with 40 open and closed questions. The questions relate to the following topics: personal information, triathlon history, training routine, participation in competitions, injury history, and triathlon-related habits. The questionnaire was prepared by the researchers. Results: Most consider themselves intermediate level (59.67%) and participate in short distance tests (52%). Each modality is trained on average 3 times a week. Swimming training is often performed by 33.8%, anaerobic cycling by 14.5% and strength training in running by 20.9% of participants. Conclusion: It is concluded that the level of self-perceived performance by amateur triathletes in Belo Horizonte is directly related to the time of practice in the sport. The hours they devote for each sport to total training hours per week are high for swimming and cycling, and low for running compared to other studies. No relationship was found between injuries and training routine. Further investigation into competitions, such as time spent on competitions and region where they compete, will contribute to further analysis and results.

    Keywords: Triathlon. Amateur athlete. Training.

 

Resumen

    Objetivo: El objetivo de este estudio fue dibujar un perfil de practicantes aficionados de triatlón mediante el análisis de la rutina de entrenamiento y competición. Material y métodos: 46 hombres y 16 mujeres de la ciudad de Belo Horizonte participaron en la investigación. La investigación es cuantitativa y se realizó aplicando un cuestionario con 40 preguntas abiertas y cerradas. Las preguntas se relacionan con los siguientes temas: información personal, historial de triatlón, rutina de entrenamiento, participación en competiciones, historial de lesiones y hábitos relacionados con el triatlón. El cuestionario fue preparado por los investigadores. Resultados: la mayoría se considera nivel intermedio (59,67%) y participa en pruebas de corta distancia (52%). Cada modalidad se entrena en promedio 3 veces por semana. El entrenamiento de natación a menudo se realiza en un 33.8%, el ciclismo anaeróbico en un 14.5% y el entrenamiento de fuerza en la carrera en un 20.9% de los participantes. Conclusión: Se concluye que el nivel de rendimiento autopercibido por los triatletas aficionados en Belo Horizonte está directamente relacionado con el tiempo de práctica en el deporte. Las horas que dedican para cada deporte al total de horas de entrenamiento por semana son altas para la natación y el ciclismo, y bajas para correr en comparación con otros estudios. No se encontró relación entre las lesiones y la rutina de entrenamiento. La investigación adicional de las competiciones, como el tiempo dedicado a las competiciones y la región donde compiten, contribuirá a un mayor análisis y resultados.

    Palabras clave: Triatlón. Atleta aficionado. Entrenamiento.

 

Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 25, Núm. 264, May. (2020)


 

Introdução

 

    O Triatlo é um esporte de resistência, individual e combinado,composto pelos segmentos de natação, ciclismo e corrida. A primeira prova reconhecida de Triatlo foi em 1978, mas ele só se tornou um esporte olímpico a partir de Sidney, 2000. (Maciel, 2016)

 

    Existem diferentes tipos de competição de Triatlo e elas podem ser divididas entre provas de curta distância, como o Sprint Triatlo e o Triatlo Olímpico, e provas de longa distância, como o Meio Iron Man e o Iron Man. A prova olímpica é composta por 1500 metros de natação, 40 quilômetros de ciclismo e 10 quilômetros de corrida, e o Sprint é feito com metade dessas distâncias. No Iron Man, considerado uma das competições mais importantes da modalidade, o atleta deve realizar 3.800 metros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e a maratona de 42.195 metros, nesta ordem e sem intervalo. O Meio Iron é realizado com metade dessas distâncias. (Moro et al., 2013)

 

    As atividades sequenciadas que realizam de nadar, pedalar e correr exigem estratégias de treinamento e competição muito específicas, especialmente pelas mudanças de gestos técnicos e posição corporal que ocorrem na passagem da natação para o ciclismo, e do ciclismo para a corrida, chamadas de transição. (Puggina, Tourinho Filho, Machado, & Barbanti, 2016)

 

    Apesar de todos os desafios desta modalidade, e mesmo sofrendo muitas vezes com o mito de ser um esporte apenas para “superatletas”, o Triatlo vem se popularizando cada vez mais e ganhando repercussão nos veículos de comunicação, despertando novos adeptos oriundos de outras modalidades. (Ongaratto & Toigo, 2010)

 

    Grande parte dos atletas brasileiros federados no Triatlo está presente nos estados do Nordeste, Sul, Rio de Janeiro e São Paulo (Confederação Brasileira de Triathlon - CBTRI, 2017). Minas Gerais também possui atletas na modalidade e foi deste estado que saiu o triatleta representante do Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016. (Confederação Brasileira de Triathlon - CBTRI, 2016)

 

    O site Iguana Sports realizou uma pesquisa em 2013 sobre assessorias esportivas do país e apontou que Minas Gerais possui destaque entre os estados sede destas entidades. Na mesma pesquisa, uma análise sobre o perfil dos corredores apontou que 90% deles praticam outros esportes, sendo o Triatlo responsável por 22% deste total. Este cenário demonstra que existe um mercado de interesse para as várias entidades esportivas ligadas ao triatlo em Minas Gerais.

 

    Os estudos relacionados ao perfil dos praticantes de Triatlo no Brasil são voltados em sua maioria para informações antropométricas, fisiológicas e somatotípicas (Helal, 2012; Martins & dos Santos, 2011; Moro et al., 2013). Uma quantidade mais ampla de informações sobre os praticantes desta modalidade, como seu histórico esportivo, rotina de treino, hábitos de consumo e histórico de lesões, poderiam ser de grande interesse para as várias entidades envolvidas com este esporte. Academias, assessorias esportivas, representantes de produtos da modalidade, e acima de tudo os próprios praticantes, treinadores e demais profissionais envolvidos - nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos, podem se beneficiar com este estudo.

 

    Sendo assim, o objetivo desta pesquisa será traçar um perfil dos praticantes amadores de Triatlo de assessorias esportivas da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

Métodos

 

    Trata-se de uma pesquisa de campo com caráter descritivo, uma vez que se pretende levantar informações acerca do perfil dos praticantes de Triatlo e estabelecer relações entre as variáveis encontradas. (Kauark, Manhães, & Medeiros, 2010)

 

    A pesquisa é quantitativa e foi realizada por meio da aplicação de questionário com 40 perguntas abertas e fechadas. As perguntas são relativas aos temas: informações pessoais, histórico no triatlo, rotina de treino, participação em competições, histórico de lesões e hábitos relacionados à prática do triatlo. O questionário foi elaborado pelos pesquisadores.

 

    Foi realizado contato com os responsáveis de 3 assessorias e 1 clube de Triatlo da cidade de Belo Horizonte e, após a autorização dos mesmos, feita a abordagem aos atletas que participariam da pesquisa. Foram enviados 213 questionários e 71 foram respondidos, dos quais 9 foram descartados por representarem atletas que não estavam treinando as 3 modalidades do Triatlo ou por não se encaixarem em um dos critérios de inclusão estabelecidos: idade mínima de 18 anos e prática da modalidade há pelo menos 6 meses. Sendo assim, a amostra foi composta por 62 atletas de ambos os sexos.

 

    Os participantes foram informados sobre os objetivos e procedimentos da pesquisa, e receberam explicações sobre todos os itens presentes no questionário. Este foi disponibilizado através da ferramenta web Formulário do Google Docs. Os participantes tiveram acesso ao pesquisador para tirar dúvidas sobre as questões apresentadas.

 

    Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Humana – CEP da Universidade José do Rosário Vellano através do CAAE: 69290117.9.0000.5143 sob o parecer número: 2.278.847. Os atletas concordaram em participar voluntariamente da pesquisa, assinando um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE).

 

    Os dados foram tratados com estatística descritiva, organizando-os no Excel. Em seguida foram utilizados os parâmetros de frequências simples e relativa, média ± desvio padrão (X±DP). Para os dados onde há comparação entre grupos ou divisões foi aplicado o teste T Student para dados não paramétricos. Para o tratamento dos dados foi utilizado o software GraphPad Prism 8.0©.

 

Resultados e discussão

 

    Participaram da pesquisa 62 triatletas amadores, sendo46homens e 16 mulheres com idade média de 35,4 (±6,5) e 35,6 (±5,4) anos, respectivamente. Metade das mulheres e 65,3% dos homens são casados, e 91,5% dos participantes, homens e mulheres, possuem ensino superior completo.

 

    A média de peso e estatura, respectivamente, foi de 76,6 (±12,1) Kg e 176,5 (±6,8) cm para homens e de 62,3 (±9,5) Kg e 164,4 (±4,9) cm para as mulheres. A relação peso e estatura dos participantes apontou que 64% são eutróficos, com IMC de 24,2 (±3,0) kg/m², 31% estão com sobrepeso, 3,22% com obesidade grau 1 e 1,61% com obesidade grau 2. Nenhum dos participantes foi classificado como abaixo do peso ou com obesidade grau 3.

 

    Tanto os participantes homens quanto as mulheres são mais pesados e mais baixos que os atletas de elite. Os triatletas de elite homens possuem em média 68 kg e 180 cm, e as mulheres 54 kg e 167 cm. (Werneck, Lima, Coelho, Matta, & Figueiredo, 2014)

 

    Os participantes possuem em média 32,9 (±26,8) meses de prática de Triatlo. Em relação à participação em competições, a maioria realiza provas de curta distância (52%) e participa de cerca de 3 provas por ano (3,19 ±1,53). 41,93% dos pesquisados conseguem subir ao pódio com frequência (mais da metade das provas que participa no ano).

 

    Sobre o nível de desempenho, a maior parte dos participantes se considera como intermediário (59,67%). Os participantes de nível avançado são os que possuem maior tempo de prática (68 ± 6,92 meses). São também os que participam em um maior número de competições no ano (5 ± 1), sendo mais comumente em provas curtas (66,66%). Entre os iniciantes, a maioria participa de provas curtas (63,15%) e não sobe ao pódio com frequência (73,69%).

 

Tabela 1. Informações sobre prática da modalidade e participação em competições

 

 

Tempo de Prática

Compet. /Ano

Tipo de Prova

 

Pódio

 

Nível

Freq.

média (dp)

média (dp)

 

%

 

%

Iniciante

19

14,2 (±9,32)

2,42 (±1,21)

Curta

63,15

Sim

26,31

Longa

36,85

Não

73,69

Intermediário

37

38,21 (±28,71)

3,5 (±1,52)

Curta

40,55

Sim

45,94

Longa

59,45

Não

54,05

Avançado

3

68 (±6,92)

5 (±1)

Curta

66,66

Sim

33,34

Longa

33,34

Não

66,66

Retornando

3

51 (±7,93)

2,33 (±1,52)

Curta

100,00

Sim

66,66

Longa

0,00

Não

33,34

Relação entre nível de desempenho dos participantes, tempo de prática (meses), número de 

competições que participa no ano, distâncias de provas e conquista de pódio com frequência

 

    Em relação aos objetivos com a prática da modalidade, os mais apontados foram o lazer (35,4%) e o condicionamento físico (32,2%). O desempenho foi a opção de 17,7% dos pesquisados, enquanto 8% apontou o emagrecimento e nenhum apontou a recomendação médica. Além dos objetivos colocados pelos pesquisadores, 6,4% dos atletas apontaram outros, como desafio pessoal, bem-estar emocional, redução do estresse, melhor qualidade de vida e trabalho (atividade profissional). Já no estudo de Nazario, onde utilizaram um instrumento com escala de 0 a 10 para avaliar os principais fatores motivacionais entre triatletas de Santa Catarina, saúde (8,4) e condicionamento físico (8,3) obtiveram a maior pontuação. (Nazario, Besen, Nobre, & Mizoguchi, 2011)

 

    Entre os participantes, 32,2% treinam com um clube ou assessoria esportiva há menos de 1 ano, 37% entre 1 e 3 anos, e 30,6% há mais de 3 anos. Dos serviços oferecidos por essas empresas foi considerado mais relevante a Planilha de Treino Personalizada (54,8%). A relevância dada a este item está de acordo com a importância da elaboração de um plano de treino periodizado, em que o atleta seja exposto à variações de treino em fases específicas, de acordo com seu calendário de competições e suas metas (Bompa & Buzzichelli, 2015). O planejamento é, sem comparação, a ferramenta mais importante que você pode ter, independente do seu nível de conhecimento e de sua experiência.

 

Gráfico 1. Serviços das assessorias e clubes

Relevância dos serviços oferecidos pelas assessorias e clubes

 

    Os participantes da pesquisa foram divididos entre os que praticam somente provas de curta distância e aqueles que também praticam provas de longa distância. A rotina de treinamento desses triatletas foi analisada e observou-seque cada uma das três modalidades (natação, ciclismo e corrida) é treinada em média 3 vezes na semana, tendo a corrida um número ligeiramente superior de treinos entre os praticantes de provas longas (3,5 ± 0,9 vezes). Ainda em relação à quantidade de treinos semanais, os participantes de provas de curta e longa distância treinam, respectivamente, duas modalidades no mesmo dia 2,3 (±1,5) e 3,0 (±1,4) vezes por semana, e três modalidades no mesmo dia 0,2 (±0,5) e 0,3 (±0,8) vezes na semana (Tabela 2).

 

    O planejamento e a distribuição dos dias e quantidades de treinos devem ser realistas, de acordo com a disponibilidade de tempo, estilo de vida e capacidade de cada atleta. A prática de duas modalidades em um mesmo dia, ou mesmo três para os mais avançados, é algo comum entre os triatletas, mas não é tão necessária para os iniciantes. (Friel, 2016)

 

    Iniciantes devem fazer 2 ou 3 treinos na semana, enquanto intermediários mais experientes de 3 a 4. Ressalta também que a melhora em treinar 4 vezes na semana ao invés de 3 é muito mais significativa do que subir o número de treinos de 4 para 5 ou 6 vezes na semana. No caso de atletas avançados a melhora no desempenho reside mais nos treinos de intensidade, sempre ajustados ao tipo de prova que irá participar. (Puggina et al., 2016)

 

    Em relação à quantidade de horas de treinamento na semana, os participantes de provas de curta distância realizam cerca de 29,7 horas totais de treino e os de longa distância cerca de 32 horas. Observa-se na Tabela 2 que as horas dedicadas à natação para os que realizam provas de curta e longa distância são, respectivamente, 6,6 (±3,8) e 5,1 (±2,7). Estes valores representam aproximadamente 22% e 16% das horas totais de treino na semana. No ciclismo, a porcentagem de tempo dedicada ao treinamento por semana pelos que realizam provas de curta distância foi de 41%. (Buck, Braz, Biscalchin, Junior, & Lopes, 2017)

 

Gráfico 2. Comparação da distribuição do tempo de treinamento em cada modalidade, em atletas de triatlo curto e longo

Relação entre horas de treino por modalidade e total de horas de treino por semana realizado pelos atletas de curta e longa distância

 

    Alguns estudos abordaram a importância de se adequar o treinamento e o tempo dedicado à natação, ao ciclismo e à corrida ao tipo de prova que compete, pois a interferência e contribuição de cada modalidade no desempenho e tempo final de prova variam com as distâncias (Pacheco, Leite, De Lucas, & Guglielmo, 2012; Silva Neto, Smirmaul, Pignata, &Andries Junior, 2014). A contribuição da natação em provas curtas fica entre 14,1 e 17%, e em provas longas entre 9,4 e 10,3% (Pacheco et al., 2012). Em outro estudo, foi descrita uma contribuição média da natação para as duas distâncias de aproximadamente 18%, enquanto que ciclismo e corrida contribuem com 36% e 47% nas distâncias curtas, respectivamente, e ambos com 40% nas provas longas. (Figueiredo, Marques, & Lepers, 2016)

 

    Apesar das diferenças nas contribuições encontradas pelos autores, em todos os estudos é consenso que a natação possui uma contribuição inferior ao ciclismo e a corrida, e consequentemente uma menor influência no resultado final. Isto ocorre principalmente nas provas de longa distância, como o Iron Man, onde o tempo de duração da prova é de cerca de 8 horas, podendo chegar até 17 horas. Mas deve-se levar em consideração que em provas curtas a natação possui uma interferência maior no desempenho das modalidades seguintes e deve ser dado mais atenção a essa disciplina em treinamentos e competições. (Silva Neto et al., 2014)

 

    Em relação ao volume de treino semanal, observa-se ainda na Tabela 2 que os triatletas pesquisados que participam de provas de curta e longa distância treinam em média por semana volumes muito semelhantes de natação: 6,5 (±3,1) e 6,4 (±2,3) km, respectivamente. No ciclismo e na corrida, respectivamente, os participantes de provas curtas treinam 117,8 (±74,9) e 30,93 (±16,13) km, e os de provas de longa distância 178,33 (±43,63) e 39,83 (±8,65) km. A soma da média dos volumes realizados em cada modalidade pelos praticantes de provas de longa distância foi de 224,52 km/semana. Este valor é similar ao volume médio de treino/semana das três modalidades analisado no qual 213,8 e 248,1 km/semana, para a fase inicial e final de preparação para uma prova de longa distância, respectivamente. (Puggina et al., 2016)

 

Tabela 2. Características do treinamento

 

No Treinos/semana

Volume Treino/semana

Horas Treino/semana

 

Curta Dist.

Longa Dist.

Curta Dist

Longa Dist

Curta Dist

Longa Dist.

Natação

2,9 (±0,9)

2,9 (±0,8)

6,5 (±3,1)

6,4 (±2,3)

6,6 (±3,8)

5,1 (±2,7)

Ciclismo

2,7 (±0,9)

3,3 (±0,7)

117,8 (±74,9)

178,3 (±43,6)

12,2 (±7,7)

14,9 (±4,9)

Corrida

3,0 (±1,0)

3,5 (±0,9)

30,9 (±16,1)

39,8 (±8,6)

10,9 (±8,7)

12,0 (±5,0)

Duas Modal.

2,3 (±1,5)

3,0 (±1,4)

__

__

__

__

Três Modal.

0,2 (±0,5)

0,3 (±0,8)

__

__

__

__

Relação entre média do número de sessões, volume e horas de treino realizado 

na semana em cada modalidade e o tipo de distância praticada pelos participantes.

 

    Além do volume, outros elementos devem ser observados dentro do plano de treinamento do atleta.A variação e equilíbrio entre trabalho de força, potência, velocidade e capacidade aeróbia são considerados essenciais para um resultado positivo em qualquer distância de prova. (Dallam & Jonas, 2008).

 

Tabela 3. Frequência dos tipos de treino

 

 

Aeróbio

Anaeróbio

Educativo

Força

Transição

Mais da metade dos treinos

Natação

33,8

25,8

33,8

35,4

 

Ciclismo

56,4

14,5

9,6

22,5

4,8

Corrida

48,3

29

8

20,9

17,7

 

 

 

 

 

 

 

Menos da metade dos treinos

Natação

19,35

25,8

29

17,7

 

Ciclismo

12,9

40,3

75,8

45,1

83,8

Corrida

16,1

29

79

54,8

58

Porcentagem dos pesquisados que realizam, com alta ou baixa frequência, treinos aeróbio, anaeróbio, educativo, força e transição, no mês.

 

    Os participantes relataram a frequência com que realizam treinos aeróbios, anaeróbios, de força, educativos e de transição, natação-ciclismo ou ciclismo-corrida. Observa-se que a natação possui um maior equilíbrio entre os tipos de treino, destacando-se com um número de pesquisados bem superior na prática frequente de educativos (33,8%) em relação ao ciclismo (9,6%) e à corrida (8%). O ciclismo é a modalidade com a menor porcentagem de participantes (14,5%) que realizam o treino anaeróbio com frequência, enquanto que a corrida possui a menor porcentagem de participantes (20,9%) que realizam treinos de força frequentemente. O treinamento das duas transições é pouco praticado, mas o ciclismo-corrida é realizado por mais participantes (17,7%) que a natação-ciclismo (4,8%).

 

    A maior importância dada aos educativos na natação pode estar relacionada ao fato da natação envolver mais técnica do que as demais modalidades. “(...) o desempenho de um nadador é limitado pela sua técnica, não pelo seu treinamento”. (Buck et al., 2017)

 

    As transições acabam representando mais uma etapa do Triatlo por influenciarem no resultado final das provas, especialmente para os atletas de elite, em que todo segundo é importante. A presença do nadar previamente ao ciclismo, e do pedalar antes da corrida pode impactar negativamente na performance e no stress fisiológico. (Wu, Peiffer, Brisswalter, Nosaka, & Abbiss, 2014)

 

    Vários estudos abordaram diferentes estratégias para diminuir estes efeitos negativos e a importância de se possuir habilidades nestas transições, especialmente no ciclismo-corrida (Hurst & Jones, 2016; Le Meur et al., 2011). Autores em uma pesquisa constataram que o tempo gasto na transição pode influenciar diretamente em uma melhor posição no resultado final da prova, e concluíram que treinamentos específicos de transições devem ser realizados por amadores e profissionais. (Fortes & Junior, 2006)

 

    Com relação ao local onde os pesquisados realizam seus treinos com maior frequência (metade ou mais dos treinos no mês) observa-se que a natação é realizada em piscina (100%), o ciclismo no asfalto (87,1%) e a corrida na rua (93,55%) pela maioria dos pesquisados. Metade dos participantes realiza, com frequência, ciclismo no rolo, e 30,65% corrida na esteira (Gráfico 3).

 

    A importância do treinamento de natação em piscina, não só pela facilidade de acesso, mas pela possibilidade de refinar melhor a técnica e ter uma metragem mais apurada. Isso facilita medir velocidade, eficiência e permite trabalhos intervalados precisos, muito importantes na modalidade. No entanto, ainda é preciso realizar vários treinos em águas abertas como preparação antes de uma competição, especialmente para iniciantes. (Buck et al., 2017)

 

    Um bom local de treino para o ciclismo aquele que oferece percursos planos, curtos e longos, e com subidas leves e íngremes. Caso não possua locais íngremes, o vento contra pode ser uma alternativa para se tornar um ciclista mais forte. O equipamento de treino indoor, como o rolo, é muito útil para situações onde o tempo pode ser um empecilho, como frio, chuva e ventos fortes. A importância da variedade de percursos, com planos e subidas, e a opção de treino indoor (esteira) também é válida para a corrida. (Friel, 2016)

 

Gráfico 3. Locais de treino

Porcentagem de participantes que treinam com frequência em cada local.

 

    A tecnologia é uma grande aliada de atletas e treinadores, pois permite uma execução mais precisa e maior controle dos treinos. Dentre os equipamentos apresentados na pesquisa,os mais utilizados durante os treinos pelos participantes são: GPS (64,5%), Relógio (48,3%), frequencímetro (41,9%) e Aplicativos de Celular (40,3%). O potenciômetro foi escolhido por 9,67%, o pedômetro não foi selecionado por nenhum dos participantes, 4,83% disseram não utilizar nenhum dos equipamentos citados, e 1,61% mencionou utilizar outro além dos citados, o Sensor de Cadência.

 

    Para o ciclismo, o sensor de cadência não é considerado a melhor forma de controle de treino, pois a velocidade é muito influencia pelo vento, sendo a taxa de esforço percebido, frequência cardíaca e potência os melhores indicadores para o treino nesta modalidade. Vale ressaltar ainda que o medidor de potência é o mais interessante, por permitir avaliar de fato o nível de esforço feito durante um exercício, independente de como evoluiu seu condicionamento. (Buck et al., 2017)

 

    A literatura considera 3 medidores de intensidade fundamentais para um atleta que busca desempenho: monitor de frequência cardíaca, gerenciamento por satélite (GPS) e um medidor de potência. O objetivo é possuir informações confiáveis para tomar decisões e planejar os treinamentos. (Friel, 2016)

 

    Além das provas de Triatlo, os participantes indicaram também participar em competições de outras modalidades, conforme o gráfico abaixo.

 

Gráfico 4. Participação em outras competições

Porcentagem de pesquisados que participam em outras competições.

 

    No presente estudo, 74,1% dos pesquisados participam também de provas de corrida de rua. Apenas 9,6% participam somente de provas de Triatlo. Além das competições apresentadas na pesquisa, 3,2% indicaram participar de outras, como aquatlo, tênis e futebol.

 

    Em relação ao histórico de lesões, 56,4% dos pesquisados disseram não possuir ou ter possuído nenhum tipo de lesão relacionada à prática do Triatlo. Outros estudos apontaram que 62% dos triatletas pesquisados tiveram ao menos uma lesão associada ao Triatlo (Kienstra, Asken, Garcia, Lara, & Best, 2017), sendo que entre os praticantes de provas de Iron Man a porcentagem foi de 87%. (Andersen, Clarsen, Johansen, & Engebretsen, 2013)

 

    No presente estudo,43,5% dos participantes relataram lesões passadas ou atuais relacionadas à prática do triatlo, sendo as regiões mais apontadas joelho, perna e coxa. O joelho foi a região mais acometida (51,85%), sendo o tipo de lesão mais citada a Síndrome do Trato Íliotibial (29,6%). Essa é uma lesão por excesso de uso, em que a banda iliotibial é friccionada contra a patela durante o ciclismo e a corrida principalmente. (de Almeida, 2015)

 

    O joelho também foi a região mais apontada, sendo responsável por mais de 25% dentre todas as lesões de um triatleta, seguida das regiões do pé, tornozelo e coluna lombar. (Tuite, 2010)

 

    Observa-se que as lesões nos triatletas acometem mais os membros inferiores, o que sugere que o ciclismo e a corrida tenham maior responsabilidade nas lesões. Um estudo com uma equipe de triatletas de elite revelou que a maioria das lesões vinha da corrida (entre 60 e 65%), seguido do ciclismo (entre 26 e 32%) e por último da natação (15 a 16%), e em alguns casos a lesão foi atribuída a mais de um esporte. (Vleck, Bentley, Millet, & Cochrane, 2010)

 

    A pesquisa não encontrou nenhuma relação direta entre a presença de lesão e o volume ou horas semanais de treino, bem como nenhuma relação com outras modalidades realizadas ou tempo de prática do Triatlo.Um estudo reuniu diversos estudos que analisavam a relação entre lesão e carga de treinamento em diferentes esportes e concluíram que a carga de treino parece estar relacionada ao risco de lesão. Por isso, deve-se monitorar e evitar picos de cargas. (Drew & Finch, 2016)

 

Conclusão

 

    Após a realização desta pesquisa, é possível concluir que os perfis dos atletas de triatlo amador do Estado de Minas Gerais possuem características de treinamento apoiada por fatores culturais, pois, pela geografia do Estado de Minas Gerais não possuir águas abertas em todas as localidades, os atletas fazem uso de competições de modalidades isoladas para se manterem em atividade. Pode-se observar muitos equívocos de planejamento na estrutura do treinamento, isso pode ser reflexo de contratação de assessoria esportiva sem o devido respeito as individualidades biológicas e as características competitivas dos atletas. Apesar de tudo, a periodização apresenta treinamento com volumes elevados a atividades de baixo impacto, o que pode justificar a baixa taxa de lesões articulares. É importante destacar que esses atletas amadores não possuem volume de treino compatível com as características de competições disputadas.

 

    O presente estudo apresenta limitação metodológica devido a não comparação de dados de atletas profissionais da modalidade. Sendo assim, sugerimos estudos mais detalhados na comparação entre o perfil de atletas profissionais e amadores, sendo uma ferramenta para mapear possíveis equívocos de planejamento de atletas amadores com a finalidade de contribuir para a melhora da performance dos atletas.

 

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Lecturas: Educación Física y Deportes, Vol. 25, Núm. 264, May. (2020)