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Associação entre saúde mental, uso abusivo de álcool 

e qualidade de vida em estudantes universitários

Relación entre salud mental, abuso de alcohol y calidad de vida en estudiantes universitarios

Association between mental health, abuse of alcohol and quality of life in college students

 

*Laboratório de Cineantropometria, Atividade Física

e Promoção da Saúde (UFAL), Arapiraca/AL

**Programa de Pós-Graduação em Saúde

e Sociedade (UERN), Mossoró/RN

(Brasil)

Leyciane Costa Ferreira*

Bráulio Patrick da Silva Lima* **

Douglas Henrique Bezerra Santos* **

Arnaldo Tenório da Cunha Júnior*

Bruno Cleiton Macedo do Carmo*

braulio_patrick@hotmail.com

 

 

 

 

Resumo

          Objetivo: o presente estudo teve como principal objetivo avaliar a associação de três variáveis distintas: a Qualidade de Vida (QV), os Transtornos Mentais Comuns (TMC) e o uso abusivo de álcool em universitários. Metodologia: a amostra foi composta por 522 alunos, dentre os quais, 298 eram do sexo feminino e 224 do sexo masculino com uma média de idade 21.71 ± 4.591, todos eles estudantes de treze cursos da Universidade Federal de Alagoas – Campus Arapiraca; foram utilizados, nesta, os seguintes instrumentos: World Health Organization Quality of Life Instruments – WHOQOL-bref, para avaliar a QV; Self Reporting Questionnaire – SRQ-20, para avaliar os TMC e o Cut-down Annoyed Eye-opener Guilt – CAGE, para avaliar o uso abusivo de álcool. Resultados: através desta pesquisa, foi possível perceber que todos os escores foram maior para o grupo que apresentou Transtornos Mentais Comuns negativo, ou seja, esse grupo apresentou uma média de Qualidade de Vida maior em relação ao grupo que apresentou o TMC positivo. Os escores também foram maiores para o grupo que não faz uso abusivo de álcool, mas apresentando significância apenas no domínio do meio ambiente. Conclusão: os Transtornos Mentais Comuns influenciam, negativamente, a Qualidade de Vida geral e todos os seus domínios, e o uso abusivo de álcool influência, negativamente, o domínio do meio ambiente.

          Unitermos: Qualidade de vida. Transtornos mentais comuns. Saúde mental. Uso abusivo de álcool.

 

Abstract

          Objective: this study aimed to evaluate the association of three distinct variables: Quality of Life (QL), the Common Mental Disorders (CMD) and alcohol abuse in college. Methodology: the sample consisted of 522 students, of whom, 298 were females and 224 males with a mean of 21.71 ± 4,591, all of thirteen courses students of the Federal University of Alagoas – Campus Arapiraca; the following instruments were used in this study: World Health Organization Quality of Life Instruments – WHOQOL – bref to assess QL; Self Reporting Questionnaire – SRQ – 20, to evaluate the CMD and Cut down Annoyed Eye-opener Guilt – CAGE, to assess the prevalence of alcohol abuse. Results: trough this research it was revealed that all scores were higher for the group with Common Mental Disorders negative, ie, this group had an average quality of life higher than in the group with positive CMD. The scores were also higher for the group that does not abuse alcohol, but having significance only in the field of the environment. Conclusion: Common Mental Disorders negatively influence the overall quality of life and all areas, and excessive use of alcohol adversely affects the areas of the environment.

          Keywords: Quality of life. Common mental disorders. Mental health. Alcohol abuse.

 

Recepção: 09/12/2015 - Aceitação: 12/03/2016

 

 
EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 21, Nº 215, Abril de 2016. http://www.efdeportes.com/

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Introdução

    Mudanças de hábito na sociedade moderna têm contribuído para o surgimento de novas doenças. Ao tratar sobre saúde, Fleck et al. (1999) mostram que a Organização Mundial da Saúde (OMS) a define não apenas como ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social. Associado à saúde, tem-se o termo Qualidade de Vida (QV), que em algumas definições acaba se condensando a referência de saúde. Segundo o The WHOQOL Group (OMS, 1997), a QV é composta de, pelo menos, seis domínios: o físico, o psicológico, o nível de independência, as relações sociais, o meio ambiente e a espiritualidade. Desse modo, a Qualidade de Vida é considerada como boa ou excelente quando são oferecidas condições mínimas para que os indivíduos possam desenvolver suas potencialidades ao máximo, sejam estas: viver, amar, trabalhar produzindo bens e serviços, fazendo ciências ou artes.

    Por ser uma área de pesquisa recente, a Qualidade de Vida ainda encontra-se em processo de formação conceitual. Comumente são encontrados termos que a define, mas nem sempre são concordantes entre si. Porém, o conceito mais usado para definir QV é o da OMS: “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto de sua cultura e no sistema de valores nos quais ele vive em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (Fleck et al. 1999).

    No Relatório da OMS e da Organização Pan – Americana sobre a saúde no mundo em 2001, observou-se que uma grande parte da população mundial está sendo acometida por problemas de saúde mental. Dados desse relatório mostram que, atualmente, cerca de 450 milhões de pessoas no mundo sofrem com algum tipo de transtorno mental ou de comportamento, porém apenas uma pequena parcela dessa população recebe o tratamento básico. Problemas como esse afetam as pessoas indiscriminadamente, independentemente de idade, sexo ou grupo social (OMS, 2002). Um estudo epidemiológico realizado no Brasil demostrou uma prevalência de transtornos mentais em cerca de 30% dos adultos (Tuono, Jorge, Gotlieb & Laurenti, 2007)

    A expressão Transtornos Mentais Comuns – TMC foi criada em 1992 por Goldberg & Huxley, sendo é caracterizada pela presença de sintomas como insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de concentração e queixas somáticas. Fonseca, Guimarães & Vasconcelos (2008) acrescentam aos sintomas supracitados, dores de cabeça e nervosismo como possíveis características desses tipos de transtornos, além disso, o pesquisador ainda enfatiza que os TMC englobam os quadros depressivos, ansiosos e somatoformes classificáveis nos manuais diagnósticos.

    Uma das doenças que vem assolando a humanidade é a depressão, a qual acabou se tornando a epidemia das sociedades democráticas (Ludermir, 2008). Por se tratar de um problema de alcance mundial, a OMS (2002) prevê que problemas relacionados à saúde mental será a segunda causa de morbidade no mundo, em 2020. Ludermir (2008) afirma que a doença mental pode ser caracterizada por uma complexa determinação que envolve as áreas: econômica, social, política e cultural; com as diferenças existentes na sociedade em relação às classes sociais e relação de gênero, podem ser percebidas diferentes formas de expressão das dimensões acima citadas.

    Outro fator que tem sido considerado como um grave problema de saúde é o alcoolismo. O consumo abusivo de álcool traz inúmeras consequências negativas para a saúde e qualidade de vida. O documento “A Política do Ministério da Saúde Para Atenção Integral a Usuários de Álcool e Outras Drogas” publicado pelo Ministério da Saúde em 2003, trata o alcoolismo como um grave problema de saúde pública e, por isso, o uso problemático de álcool foi escolhido para compor a lista dos dez problemas de saúde a serem priorizados pelo Programa de Saúde da Família. Minto, Corradi-Webster, Gorayeb, Laprega & Furtado (2007) declaram que prejuízos mentais ou sociais são causados aos indivíduos que fazem o consumo abusivo de álcool.

    Corradi-Webster, Laprega & Furtado (2005) mostram que a prevalência e dependência de álcool durante a vida é de 14% na população em geral e de 22% em indivíduos com algum transtorno psiquiátrico, tendo em vista que pessoas com algum tipo de transtorno mental possuam a probabilidade de que a dependência de álcool seja de 2 a 3 vezes maior do que em um indivíduo que não apresente algum tipo de transtorno. Em um estudo feito por Laranjeira et al. (2007), foi constatado que o uso regular de bebidas alcoólicas entre os adolescentes começa aos 14,8 anos e pelos jovens adultos, aos 17,3 anos. Entre estudantes universitários, esse uso está relacionado à diminuição da expectativa de vida dessa população; isso ocorre porque os comportamentos de risco associados ao consumo de álcool podem afetar o senso global do “bem-estar”, atingindo, conseqüentemente, a Qualidade de Vida dos indivíduos.

    Tendo em vista a importância dessas variáveis, foi desenvolvido o presente estudo para analisar a associação da saúde mental e do uso abusivo de álcool na qualidade de vida em discentes da Universidade Federal de Alagoas – Campus Arapiraca.

Materiais e métodos

    O presente estudo foi realizado na forma de pesquisa quantitativa observacional analítica que, segundo Aragão (2013) partem da observação da realidade, sugerindo hipóteses a partir de medidas de associação entre diferentes fatores. O desenho de estudo é transversal, que visualiza a situação de uma população em determinado momento, tendo em vista que os resultados se centram na objetividade e são analisados estatisticamente para que se obtenha o máximo de precisão e uma maior segurança no resultado final (Almeida Filho & Rouquayrol, 1999).

    A pesquisa foi realizada na Universidade Federal de Alagoas – Campus Arapiraca, que foi criada em 16 de setembro de 2006, aprovado pela Resolução nº 20/2005 de 01 de agosto de 2005 do Conselho Universitário da Universidade Federal de Alagoas, como primeira etapa do seu processo de interiorização. Situada na Avenida Manoel Severino Barbosa, s/n, bairro Bom Sucesso na cidade de Arapiraca, Alagoas. UFAL (2014).

    Participaram da pesquisa 522 alunos sendo 298 mulheres e 224 homens, com uma média de idade 21,71 ± 4,59, matriculados em treze cursos diferentes da referida universidade, os quais responderam o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE e ao questionário ABEP, SRQ-20, CAGE e WHOQOL.

    A pesquisa de aspecto sociodemográfico foi feita através de um questionário de pesquisa, educação e promoção da saúde no ambiente escolar, contendo dados classificados pela Associação Brasileira de Empresas e Pesquisas (ABEP, 2014).

    Para avaliar os TMC foi utilizado o SRQ – 20 (Oliveira, Araújo, Sousa Pinho & Conceição Silva, 2011). De acordo com Gonçalves, Stein & Kapczinski (2008), em escores em que se utilizam esse ponto de corte, a sensibilidade para presença de transtorno mental não-psicótico é de 86,33% e a especificidade de 89,31%, com valores preditivos positivo e negativo de 76,43% e 94,21%, respectivamente.

    Para avaliar a qualidade de vida dos estudantes foi utilizado o World Health Organization Quality of Life Instruments – WHOQOL-bref (Fleck et al., 1999).

    O uso abusivo de álcool foi mensurado pelo questionário CAGE. De acordo com Dadap et al. (2001), o ponto de corte equivale a: duas ou mais respostas positivas sugere abuso ou dependência de álcool, tendo como sensibilidade variando de 43% a 100% e especificidade que vai de 68% a 96%; os índices de sensibilidade e especificidade são definidos a partir do tipo de amostra.

    A análise dos dados foi realizada utilizando o Statistical Package for Social Science (SPSS). Para comparação entre médias de QV e TMC, foi utilizado o Test t Student, já para a comparação das médias entre uso abusivo de álcool e QV, foi utilizado o Mann Whitney Test; o valor de p adotado nesse estudo foi a significância onde p ≤ 0,05.

Resultados

    Ao analisar os resultados obtidos dos 522 entrevistados no presente estudo, observa-se que 72,98% (381 pessoas) apresentaram Transtornos Mentais Comuns negativos, contrapondo-se a isso, 27,02% (141 pessoas) exibiram a presença de TMC positivo.

    Nas pessoas que mostraram TMC negativo, foi possível observar escores maiores na Qualidade de Vida geral e em todos os seus domínios analisados (físico, psicológico, das relações sociais e do meio ambiente), já nos entrevistados que apresentaram TMC positivo, pôde-se perceber que este influenciou negativamente a qualidade de vida geral em todos os domínios.

Tabela 1. Relação entre a existência ou não de Transtornos Mentais Comuns e Qualidade de Vida

em estudantes da Universidade Federal de Alagoas – Campus Arapiraca, AL, 2014.

    Ao observar a tabela 2, percebe-se que apenas 5,36% dos entrevistados fazem uso abusivo de álcool, contra 94,63% que não fazem esse uso de forma abusiva. Com relação à Qualidade de Vida geral e aos domínios físico, psicológico e das relações sociais, não houve diferença significativa, estatisticamente, entre os indivíduos que fazem ou não o uso abusivo de álcool, porém, no domínio do meio ambiente, que é composto por quesitos como segurança e recursos financeiros, foi observada uma diferença significativa.

Tabela 2. Associação entre o uso abusivo de álcool e a Qualidade de Vida dos 

estudantes da Universidade Federal de Alagoas – Campus Arapiraca, AL, 2014

Discussão

    Na amostra do presente estudo, a prevalência para a variável de Saúde Mental foi que 72,98 dos entrevistados apresentaram Transtornos Mentais Comuns negativos, diante de 27,02% de estudantes com TMC positivo. Os resultados obtidos, através desta pesquisa, mostram que a presença de Transtornos Mentais Comuns no indivíduo afeta a sua Qualidade de Vida geral e os domínios físico, psicológico, das relações sociais e o domínio do meio ambiente, pois as pessoas que apresentaram TMC negativo obtiveram maiores escores em todos os aspectos da QV.

    Corroborando com esta pesquisa, um estudo realizado por Jansen et al. (2011), feito na cidade de Pelotas – RS, com jovens entre 18 e 24 anos de idade, mostrou associações significativas entre TMC e QV. Assim, as pessoas positivas no rastreio para TMC obtiveram menor média nos escores de QV em todos os domínios, quando comparados ao que não possuem TMC.

    Em uma pesquisa feita por Nogueira & Lopes (2010) com 240 adolescentes do Rio de Janeiro, foi encontrada uma forte associação entre a presença de transtornos mentais comuns e um prejuízo na qualidade de vida, essa situação repetiu-se nos diferentes domínios.

    O Relatório da OMS (2002) sobre a saúde no mundo mostra que os transtornos mentais e comportamentais causam tremendos distúrbios na vida daqueles que são acometidos pelos sintomas como também afeta a vida de seus familiares, ou seja, a família adoece junto com o indivíduo.

    Em um estudo feito por Sptizer et al. (1995), na cidade de Nova York – EUA, foram analisados 1000 pacientes com transtornos psiquiátricos e com outras condições médicas que procuravam o serviço de saúde primária; foi observado que as doenças mentais, particularmente, a depressão, contribuíram para maiores danos à qualidade de vida do que nos demais pacientes com outras condições médicas.

    No estudo de Lílian, Farias, Medeiros & Azevedo (2007), o qual analisou escores de qualidade de vida e de saúde mental, evidenciou-se que, para todos os domínios da QV, os escores do grupo de Transtornos Mentais Comuns foram bastante inferiores àqueles observados no grupo de mulheres sem rastreamento positivo. Resultados similares também foram encontrados por Araújo, Pinho & Almeida (2005), que apresenta piores escores da QV para os entrevistados que apresentaram TMC positivo.

    Levando-se em consideração que os sintomas de TMC denominados por Goldberg & Huxley (1992) e Fonseca et al. (2008) são: insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de concentração, queixas somáticas, dores de cabeça e nervosismo, pode-se então subentender ser o motivo da baixa da qualidade de vida apresentada em todos os domínios pelos universitários entrevistados.

    Em relação ao uso abusivo de álcool, a prevalência da presente amostra foi baixa, 5,36% dos entrevistados declararam consumir bebidas alcoólicas de maneira abusiva. Uma das hipóteses, por ter obtido uma prevalência tão reduzida, é o receio que muitas pessoas ainda têm de tratar de assuntos como esse, apesar de a pesquisa ser sigilosa. Concordando com isso, Costa et al. (2004) indagam que a mensuração do alcoolismo é controversa, pois a estratégia utilizada para se fazer esse tipo de rastreamento pode subestimar a prevalência de consumo abusivo de álcool.

    Nos resultados obtidos, ao relacionar Qualidade de Vida e uso abusivo de álcool, mostraram que os domínios físico, psicológico e das relações sociais não foram influenciados pelo uso abusivo de álcool, o único domínio que foi influenciado por esse uso foi o do meio ambiente.

    Corroborando com esse resultado, um estudo feito por Longabaugh, Mattson, Connors & Cooney (1994) mostrou que, na maioria das vezes, os usuários de álcool revelam-se satisfeitos com a sua qualidade de vida, apesar de apresentarem um funcionamento pouco produtivo dentro da percepção dos outros.

    Contrapondo-se ao discutido acima, estudos de Volk, Cantor, Steinbauer & Cass (1997) e Daeppen, Krieg, Burnand & Yersin (1998), mostraram que pessoas que fazem o uso abusivo de álcool apresentaram piores escores em todos os domínios da qualidade de vida quando comparados a indivíduos que não têm uma prática abusiva em relação ao álcool.

    No estudo feito por Lima (2002), com 36 homens entre 18 e 65 anos em Porto Alegre – RS, os pacientes com dependência leve ou moderada apresentaram, significativamente, melhores escores na qualidade de vida quando comparados com indivíduos que fazem uso abusivo de álcool, segundo as médias do WHOQOL.

    Romeis et al. (1999) sugerem que, além do uso abusivo de álcool, comorbidades físicas e/ou psiquiátricas, renda, estado civil e dependência de drogas, acabam influenciando a relação entre alcoolismo e qualidade de vida. Porém, essas variáveis não foram objeto de estudo do presente artigo.

    A maioria dos estudos comparativos entre uso abusivo de álcool e qualidade de vida supracitados mostram que a QV é influenciada de maneira negativa e em todos os seus domínios pelo uso abusivo de álcool. Considerando que, no resultado desta pesquisa, ocorreu diferença apenas no domínio do meio ambiente, que é caracterizado por segurança física, recursos financeiros, ambiente no lar e demais coisas de mesma natureza, pode-se presumir que a falta ou má qualidade dos aspectos que compõem o meio ambiente sejam comumente presentes na vida das pessoas que fazem uso abusivo de álcool, influenciando assim os resultados desse domínio na QV desses indivíduos.

Conclusão

    A presença de Transtornos Mentais Comuns associa-se negativamente à Qualidade de Vida geral, assim como nos domínios físico, psicológico, do meio ambiente e das relações sociais. Os resultados apresentados mostraram escores com significância para as variáveis acima citadas. Ao associar o uso abusivo de álcool à QV geral e aos seus domínios, observou-se diferença significativa apenas no domínio do meio ambiente, tendo em vista que nenhum dos demais domínios foi afetado pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Apesar de ser considerada uma droga lícita e por ser tão consumida por pessoas em geral, surpreendentemente, o álcool não afetou a qualidade de vida dos universitários estudados nesta amostra.

Bibliografia

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EFDeportes.com, Revista Digital · Año 21 · N° 215 | Buenos Aires, Abril de 2016
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