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Programa de atividade física e o controle 

glicêmico de um portador de diabetes mellitus tipo I

Programa de actividad física y control glicémico de un portador de diabetes mellitus tipo I

 

*Graduado em Educação Física pela Universidade Estadual do Centro-Oeste, PR

Doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Metodista de Piracicaba, UNIMEP, SP

***Mestrado em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná, UFPR

Graduado em Educação Física pela Universidade Estadual do Centro-Oeste, PR

*****Mestrando em Ciências do Movimento Humano

pela Universidade do Estado de Santa Catarina

(Brasil)

Alexandre Vinícius Bobato Tozetto*

Erivelton Fontana de Laat**

André de Camargo Smolarek***

Marcelo Bordignon Lopes****

Thiago Emannuel Medeiros*****

alexandrebobato@hotmail.com

 

 

 

 

Resumo

          A Diabetes é uma das doenças não transmissíveis que mais causa mortes em todo mundo. Dessa forma, o presente estudo procurou verificar os benefícios da atividade física sobre o controle glicêmico de um portador de Diabetes Mellitus tipo 1. Foi realizado um estudo de caso, identificando um sujeito, de 53 anos, do sexo masculino, portador de Diabetes Mellitus tipo 1. Foram verificados o Índice Glicêmico (IG), a Massa Corporal (MC) e a Frequência Cardíaca de Repouso (FCrep). Com índice glicêmico entre 252 e 344, o avaliado submeteu-se aos treinamentos aeróbicos periodizados em 10 semanas, com acompanhamento de um profissional de Educação Física, que verificou seus índices glicêmicos (duas vezes ao dia), freqüência cardíaca (24 horas por dia), e quantidade de insulina aplicada (manhã e noite), todas as variáveis foram verificadas antes, durante e após o treinamento. Após sessenta dias a média glicêmica foi de 117,5, a redução do peso corporal foi de 12 kg e a FCrep baixou de 58 para 50 batimentos por minuto (bpm), através desses dados o estudo demonstrou os possíveis benefícios da atividade física para o presente caso, que pode ter auxiliado o controle glicêmico do indivíduo em questão, apresentando ainda resultados positivos sobre todos os fatores verificados durante todo o processo de treinamento.

          Unitermos: Diabetes mellitus tipo 1. Atividade física. Índice glicêmico.

 

Abstract

          Diabetes is a noncommunicable disease that causes more deaths worldwide. Thus, the present study aimed to investigate the benefits of physical activity on glycemic control in a patient with Diabetes Mellitus Type 1. We conducted a case study, identifying a fellow 53-year-old male, suffering from Diabetes Mellitus Type 1. We checked the Glycemic Index (GI), the body mass (BM) and the resting HR (HRres). Glycemic index between 252 and 344, the assessed submitted to the periodized aerobic training in 10 weeks, with follow-up from a professional physical education, which verified their glycemic indexes (twice daily), heart rate (24 hour) and amount of insulin delivered (morning and evening), all variables were recorded before, during and after training. After sixty days the average glucose was 117.5, a decrease in body weight was 12 kg and HRres lowered from 58 to 50 beats per minute (bpm), through the study of these data demonstrated the potential benefits of physical activity for this case, which may have aided the glycemic control of the individual concerned, yet having positive results on all factors checked throughout the training process.

          Keywords: Diabetes mellitus type 1. Physical activity. Glycemic índex.

 

 
EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires - Año 19 - Nº 194 - Julio de 2014. http://www.efdeportes.com/

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Introdução

    Muitas pessoas não dão a devida importância ou não possuem o total conhecimento sobre a diabetes, alimentando-se inadequadamente, tendo uma vida sedentária, podendo agravar os problemas decorrentes dessa doença.

    Segundo a International Diabetes Federation, hoje, diabetes e outras doenças não transmissíveis (DNT) que compartilham os mesmos fatores de risco representam uma maior ameaça para a saúde e desenvolvimento humano. Estima-se que 14.000.000 pessoas morrem prematuramente a cada ano nos países em desenvolvimento devido a doenças não transmissíveis evitáveis - principalmente as doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas. Essas pessoas estão morrendo muito jovens, como resultado da maior exposição aos fatores de risco comum para doenças não-transmissíveis: dietas pouco saudáveis, sedentarismo, tabagismo e do uso nocivo do álcool.

    Zanetti e Mendes (2001), em seu estudo, alertam que, o diabetes mellitus requer da criança e adolescente diabético, das famílias e dos profissionais de saúde, esforços conjuntos para que os portadores atinjam um bom controle metabólico, a fim de minimizar as complicações advindas à longo prazo. Estes esforços devem ser direcionados para ajudar a criança e o adolescente a administrar o complexo regime de insulina, dieta e exercícios a fim de manter os níveis de glicose sangüínea dentro dos limites de normalidade, proporcionando-lhes qualidade de vida.

    No estudo de Helmrich et al (1991), verificou-se que, o risco de diabetes aumenta à medida que aumenta o IMC (índice de massa corporal), e, ao contrário, quando aumenta a intensidade e/ou a duração da atividade física, expressa em consumo calórico semanal, esse risco diminui, especialmente em pacientes com risco elevado de diabetes. Tuomilehto et al (2001) observaram que a perda de peso em torno de 3 a 4 kg em 4 anos reduziu em 58% a incidência do diabetes em população de alto risco.

    O controle de alguns fatores de risco modificáveis, como o peso, consumo alimentar habitual, uso do tabaco e prática de atividades físicas mostrou possuir um potencial de redução de 88% no risco de desenvolver o diabetes em indivíduos com história familiar (HU et al, 2001).

    Todos os níveis de exercício, incluindo atividades de leitura, esportes recreacionais e performance profissional competitiva, podem ser realizados pelas pessoas com diabetes tipo 1, que não apresentam complicações e estão com um bom controle da glicemia. A habilidade em ajustar o regime terapêutico (insulina e dieta) para permitir participação segura e alta performance têm sido reconhecida recentemente como um importante controle estratégico nestes indivíduos. Em particular, o importante papel desempenhado pelo paciente na coleta auto-monitorada de dados da glicemia em resposta ao exercício e, em seguida, no uso dessas informações para melhorar o rendimento e realçar a segurança é completamente aceitável atualmente. A ocorrência de hipoglicemia durante, imediatamente após ou muitas horas após o exercício pode ser evitada. Isso exige que o paciente tenha um conhecimento adequado da resposta metabólica e hormonal do exercício e habilidades de autocontrole bem regulados (ACSM).

    Assim, o objetivo do presente estudo foi verificar a influência da atividade física sobre o controle glicêmico de um portador de Diabetes Melittus tipo 1.

Metodologia

    O presente estudo de caso foi realizado no ano de 2010, teve um caráter exploratório, sendo descritivo experimental. A amostra foi composta por um indivíduo, com idade de 53 anos, do sexo masculino, sendo portador de Diabetes Melittus tipo 1.

    O indivíduo foi verificado dez dias anteriormente ao início dos exercícios regulares, observando:

  1. Taxa glicêmica;

  2. Frequência cardíaca;

  3. Massa corporal;

  4. Insulina aplicada: 20 UI/ml ao acordar e 30 UI/ml antes de dormir.

    As coletas foram realizadas as 08h00minh e as 20:00h.

    Posteriormente os dez dias da verificação do sujeito, foi iniciado o seu período de treinamento, verificando os seus dados após 4 e 8 semanas realizando o exercício proposto:

  • 10:00 horas - Verificação glicêmica do avaliado;

  • 17:50 horas - Alongamentos orientados;

  • 18:00 horas - Caminhada com duração de 60 (sessenta) minutos,

  • 19:00 horas - Alongamentos orientados;

  • 20:00 horas – Verificação glicêmica do avaliado.

    Foram utilizados para as coletas, um frequencímetro Oregon Scientific, modelo SE128 – Fabricante: IDT Technology Limited – Kowloon- Hong Kong. Para medir a glicose Optium XCEED – Fabricante: Abbott Diabetes Care Limited – Oxfordshire – Reino Unido. Tiras-teste para glicose no sangue Optium Medisense (5s) - Fabricante: Abbott Diabetes Care Limited – Oxfordshire – Reino Unido. Sistema de aplicação de insulina – Novopen 3 – Fabricante: Nordisk S/A – Bagsvaerd, Dinamarca, sendo a insulina utilizada – NovoMix 30 Penfill, insulina asparte – 100 U/mL – 5 X 3mL - Fabricante: Nordisk S/A - Bagsvaerd, Dinamarca.

    Utilizaram-se apenas valores inteiros para serem apresentados em todos os resultados, após as avaliações realizadas.

Resultados

    Seguem as tabelas apresentando os dados obtidos através de um treinamento durante sessenta (60) dias, observando os seguintes resultados.

    Na tabela 1 são apresentados o peso corporal, o índice glicêmico e a frequência cardíaca de repouso (FCrep) coletados anteriormente ao treinamento proposto.

Tabela 1. Descrição do avaliado 10 (dez) dias anteriormente a atividade proposta

    O indivíduo apresentou um alto índice glicêmico, demonstrando um déficit na produção de insulina (Tabela 1).

    Na tabela 2 são apresentados o peso corporal, o índice glicêmico e a frequência cardíaca de repouso (FCrep) após 30 dias de atividades físicas.

Tabela 2. Dados coletados 30 (trinta) dias após o início das atividades propostas

    Após os trinta dias iniciais constatamos uma redução da massa corporal de 7kg e uma grande diminuição no índice glicêmico, além de reduzir a frequência cardíaca de repouso (Tabela 2).

    Na tabela 3 são apresentados o peso corporal, o índice glicêmico e a frequência cardíaca de repouso (FCrep) após 60 dias, ao final do treino controlado.

Tabela 3. Dados coletados 60 (sessenta) dias após o início das atividades propostas

    Observando os dados coletados após sessenta dias do treinamento proposto (Tabela 3), constatamos que além de ter diminuído a frequência cardíaca em repouso, o índice glicêmico já estava dentro dos padrões aceitáveis para os portadores de Diabetes Mellitus tipo 1 e a MC teve uma perda de 12 kg.

Discussão

    O indivíduo teve dificuldades no início das atividades, podendo ser devido ao seu sedentarismo ou algum problema decorrente da Diabetes Mellitus tipo 1 (DM), porém, acabou se adaptando aos exercícios posteriormente. Fecho e Malerbi (2004) observaram em seu estudo um grande interesse dos participantes, sobre a atividade física conseguindo promover uma mudança de comportamento em nove dos 14 portadores de DM sedentários. Os indivíduos que completaram o programa freqüentaram em média 89,7% das aulas. No início do presente estudo, os participantes apresentavam bastante dificuldade em realizar exercícios em função de uma série de problemas de saúde além do DM e, na maioria dos casos, tinham uma longa história de sedentarismo.

    A atividade proposta demonstrou ter influência positiva sobre a massa corporal do indivíduo tendo uma boa redução desta variável estudada. Fonseca, Sichieri e Veiga (1998), reforçam o presente estudo, observando que, o sedentarismo, particularmente dos meninos, é um importante fator no desenvolvimento do sobrepeso. Francischi et al (2000), em uma revisão, verificaram em muitos estudos que a redução da quantidade de massa corporal, em especial de gordura, melhora a qualidade de vida e diminui a morbidade e a mortalidade de pacientes obesos. Porém deve-se questionar a relação entre redução de peso e de gordura corporal, os quais, na maioria das vezes, são utilizados como sinônimos de forma errônea. É possível reduzir a gordura corporal, sem diminuir o peso quando, por exemplo, ocorre ganho de massa muscular. O aumento de massa muscular pode ser superior ao peso de gordura reduzido, levando ao aumento no peso corporal total. Assim, a ênfase no tratamento da obesidade deve ser na redução da gordura corporal, já que apenas a perda de gordura promoverá benefícios à saúde.

    A freqüência cardíaca de repouso teve uma queda, demonstrando uma possível melhora da capacidade fisiológica do indivíduo. Para Mercuri e Arrechea (2001), a prática regular de exercício pode produzir importantes benefícios a curto, médio e longo prazo, como a melhora do sistema cardiovascular. Medeiros et al (2000), concluíram com os resultados obtidos em seu estudo, que o treinamento físico com natação foi eficiente para promover adaptações centrais (cardiovasculares) e periféricas (músculo- esqueléticas) em ratos, que são adaptações marcantes ao treinamento físico aeróbio.

    Sobre o índice glicêmico, Fecho e Malerbi (2004) corroboram com o presente estudo, observando uma redução nos valores médios de hemoglobina glicosilada na avaliação que ocorreu durante o seu programa de atividade física, em relação aos valores basais. Porém, ressaltam que o controle glicêmico não depende somente da atividade física, mas também da natureza do distúrbio endocrinológico (falta absoluta ou relativa e/ou insensibilidade das células do fígado e de alguns tecidos periféricos à insulina), do status nutricional do paciente, dos seus hábitos alimentares, seu esquema de tratamento, sua forma de enfrentar a doença, além do seu meio familiar, profissional, social e outros. Para Silva (2010), a principal contribuição de seu estudo, foi demonstrar que o exercício intermitente de alta intensidade aplicado previamente à ingestão calórica diminui significativamente os níveis do triglicerídeo pós - prandial de adultos jovens saudáveis. Assim, como pouca alteração nas concentrações de Colesterol Total, HDL, LDL, VLDL, durante o período pós - prandial. A maior remoção de triglicerídeos foi motivado possivelmente, por um maior estresse fisiológico, que exigiu dos indivíduos maior ativação dos mecanismos responsáveis pelo fornecimento de energia para músculos e outros tecidos. Confirmando-se assim a eficiência do exercício intenso, mesmo quando utilizado um protocolo isocalórico. Para Khawali, Andriolo e Ferreira (2003), observaram que a média de glicemia permaneceu estável durante o período de estudo, mantendo atividades físicas regulares.

Conclusão

    A atividade física pode ter se demonstrado um fator importante para o controle do Índice Glicêmico, conseguindo o indivíduo após o início do programa, chegar a um nível considerado normal e mantê-lo estável nesse patamar a partir do primeiro mês de controle verificado. Houve uma boa perda de Massa Corporal, se comparado o período com a realização dos testes, indicando mais uma vez os possíveis benefícios da vida ativa. Os resultados podem estar ligados à Frequência Cardíaca de Repouso, também apresentando apesar de serem pequenos, porém, resultados positivos, indicando mais fidedignamente que os dados são devidos aos exercícios de baixa intensidade realizados, melhorando assim a capacidade cardiovascular do sujeito.

    Para novos estudos, seria mais interessante observar o percentual de Gordura Corporal, ao invés de verificar apenas a massa corporal e a alimentação de mais indivíduos com Diabetes Mellitus tipo 1, de forma longitudinal, verificando assim, de forma significativa, a influência positiva de atividades físicas sobre marcadores fisiológicos desses sujeitos.

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