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Perfil da prescrição e dispensação de antimicrobianos 

em drogaria no município de Montes Claros, MG

Perfil de la prescripción y dispensación de antimicrobianos en las farmacias del municipio de Montes Claros, MG

 

*Graduada em Farmácia, Faculdades Integradas do Norte de Minas, MG

**Acadêmica da Faculdade de Medicina Gama Filho, Rio de Janeiro

***Acadêmica da Faculdade de Medicina, Rio de Janeiro

****Professora de Educação Superior, Unimontes

*****Residência médica em Ginecologia e obstetrícia

Professor de Educação Superior Unimontes

Docente do curso médico nas Faculdades Integradas do Norte de Minas

******Mestre em Ciências da saúde. Analista universitário da saúde da Unimontes

*******Mestre em Ciências da saúde. Docente do curso médico

nas Faculdades Integradas do Norte de Minas e Faculdades Pitágoras

Larissa Santos Alves*

Ludimyla Mariá Ramos Costa**

Anibal Ribeiro Junior***

Jassiara Macedo Nere****

Laércio Fonseca Costa*****

Lúcia Maria Garcia******

Luçandra Ramos Espírito Santo*******

la_lu_joao@hotmail.com

(Brasil)

 

 

 

 

Resumo

          É ampla a disponibilidade de antimicrobianos no mercado de medicamentos no Brasil. O presente estudo teve como principal objetivo avaliar o perfil de prescrição e dispensação de medicamentos e analisar possíveis interações envolvendo antimicrobianos em pacientes atendidos em drogaria de rede privada no município de Montes Claros MG. A pesquisa foi realizada com receituários dispensados em drogaria do município de Montes Claros-MG em Agosto e Setembro de 2012. Trata-se de um estudo transversal e descritivo no qual foram analisadas 100 prescrições médicas. Este estudo foi aprovado pelo comitê de ética da FUNORTE com parecer favorável, 152931/12. Os resultados demonstraram que das 100 prescrições avaliadas 21% continham antiinflamatórios; 19% possuíam analgésicos, mas não foram evidenciadas nenhuma interação relevante entre essas classes de medicamentos e antibióticos; enquanto 19% apresentavam corticóides e 17 % antialérgicos, que podem acarretar interações medicamentosas desfavoráveis.Quanto à freqüência da utilização de antimicrobianos foi observado que o antibiótico mais prescrito foi a Azitromicina 25%, Amoxicilina 16%, Amoxicilina + Clavulanato 10%, Ciprofloxacino 6% e Levofloxacino 6%. As análises das prescrições apontaram que a duração média do tratamento com antimicrobianos foi sete dias. Quanto ao gênero houve predomínio de mulheres (62%) quando comparado aos homens (38%) e crianças (5%). Revelou que 85% desses clientes eram provenientes de clinicas particulares enquanto 15% do sistema único de saúde. Quanto à via de administração, a mais utilizada foi à oral (79%) seguida da via tópica (18%) e via intramuscular (3%). Considerando o uso racional de medicamentos tanto a prescrição quanto a dispensação são etapas cruciais no ciclo do medicamento.

          Unitermos: Antimicrobianos. Boas práticas de dispensação. Prescrição de medicamentos.

 

Abstract

          It is the wide availability of antimicrobial drugs in the market Brasil. The present study aimed to analyze possible drug interactions in prescriptions containing at least one antimicrobial drugs among. The research was conducted in a drugstore prescriptions received by the city of Montes Claros-MG in November 2012. This is a descriptive and quantitative study in which they analyzed 100 prescriptions. This study was approved by the ethics committee of Funorte with assent, 152931/12. The results showed that of the 100 prescriptions evaluated contained 21% anti-inflammatory, 19% had painkillers, but did not show any significant interaction between these classes of drugs and antibiotics, while 19% had 17% steroids and antihistamines, which can cause adverse drug interactions. Regarding frequency of antimicrobial use was observed that the most prescribed antibiotic azithromycin was 25%, 16% Amoxicillin, Amoxicillin + Clavulanic Acid 10%, 6% Ciprofloxacin and levofloxacin 6%. Analyses of prescriptions showed that the average duration of treatment with antimicrobials was seven days. Regarding gender predominance of women (62%) compared to men (38%) and children (5%). Revealed that 85% of these customers were from private clinics while 15% of the national health care system. As for the administration route, the most used was oral (79%) followed by topically (18%) and intramuscularly (3%). Before this we conclude considering the rational use of drugs both prescription as a dispensation are crucial steps in the cycle of the product.

          Keywords: Antimicrobial. Good dispensing practices. Drugs prescriptions.

 

 
EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 18, Nº 190, Marzo de 2014. http://www.efdeportes.com/

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Introdução

    Os antibióticos são fármacos freqüentemente prescritos e quase um terço das prescrições são utilizados incorretamente. A antibioticoterapia apropriada significa não usar antimicrobianos na ausência de indicação, nem em esquema errado ou por tempo demasiado. São vários os fatores que podem influenciar o prescritor quando vai escolher qual antibiótico utilizar, dentre eles: a condição e o acesso do paciente ao medicamento e as concepções do processo saúde-doença. Ao decidir pela prescrição de um antibiótico, os prescritores devem preocupar-se com os interesses presentes e futuros dos pacientes e da população como um todo (Santos & Nitrini, 2004).

    O uso abusivo de antimicrobianos pode acarretar problemas como o desenvolvimento de microorganismos potencialmente resistentes ou eventos adversos que podem levar ao abandono do tratamento. Segundo Louro et al. (2007) os efeitos adversos, não só relacionados a antibióticos, constituem um problema de saúde pública, sendo que em pacientes hospitalizados esses efeitos representam uma patologia emergente associado ao aumento da permanência de hospitalização.

    Atualmente a dispensação de antibióticos deve obedecer a normas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Essas normas estão esclarecidas na RDC n° 44/2010 que dispõe sobre o controle de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos, de uso sob prescrição médica, isoladas ou em associação (Brasil, 2010).

    Em estudo, Nicolini et al. (2008) declaram que 50% das prescrições são feitas de formas inapropriadas, e muitos são os pacientes que utilizam esses fármacos sem orientação e prescrição médica. E ainda ressalta que em países em desenvolvimento o investimento em monitoramento de dispensação é reduzido, o que deixa ainda mais desenfreado o consumo.

    A resistência microbiana, mais associada ao âmbito hospitalar, atualmente tem se difundido entre microorganismos causadores de infecções simples, que atingem a população diariamente, como infecção urinária, dérmica, respiratória (Zimerman, 2011).

    Segundo Oliveira & Destefani (2011) existem vários métodos que avaliam a sensibilidade bacteriana, sendo possível prever a quais antibióticos esses microorganismos são resistentes, norteando o tratamento medicamentoso por parte do prescritor. São várias as observações que fazem perceber que o uso indiscriminado de antibióticos é o principal desencadeador de resistência microbiana, despertando nos pacientes características específicas associadas ao ambiente em que estes realizam a terapia.

    Uma estratégia para diminuir o uso abusivo de antibióticos seria esclarecer as dúvidas dos usuários e orientá-los sobre a administração e as conseqüências do uso abusivo de antimicrobianos. A assistência médica adequada juntamente com a atenção farmacêutica garante ao paciente um tratamento seguro e eficaz, evitando assim trazer problemas como intoxicação medicamentosa e resistência bacteriana.

    Diante do exposto o presente trabalho teve como objetivo avaliar o perfil de prescrição e dispensação de medicamentos e analisar possíveis interações envolvendo antimicrobianos em pacientes atendidos em drogaria de rede privada no município de Montes Claros MG.

Material e método

    O estudo realizado foi transversal, descritivo. O cenário para realização deste trabalho foi à cidade de Montes Claros, localizada ao norte de Minas Gerais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a cidade é composta por uma população de 361.971 habitantes, em uma área de 3.568,94 Km² (IBGE, 2011). Para procedência deste trabalho inicialmente encaminhou-se ao responsável pelo estabelecimento um ofício com explicações do presente estudo e posteriormente foi assinado o termo de concordância permitindo a realização da pesquisa.

    Para a coleta de dados foram utilizadas as prescrições de profissionais da saúde recebidas de clientes atendidos em drogaria de rede particular na cidade de Montes Claros, Minas Gerais. Foi utilizado um formulário como instrumento de coleta, no qual foram registradas as informações obtidas das prescrições que continham antibióticos dispensados no mês de agosto e setembro de 2012. As informações contidas nas prescrições foram comparadas com a resolução da RDC CFF número 357/01 (Brasil, 2001b.). Esta resolução regulamenta a obrigatoriedade na prescrição de legibilidade, nome e endereço do usuário, forma farmacêutica, posologia, apresentação, assim como dados do prescritor. Além dessas informações foram analisadas variáveis categóricas referentes ao usuário como sexo e idade e dados da prescrição como profissional de saúde prescritor, data entre prescrição e dispensação, origem (SUS ou rede privada), via de administração,apresentação farmacêutica e antimicrobiano mais prescrito.Como critérios de inclusão: foram analisadas 100 prescrições médicas que continha antimicrobianos e outra classe farmacêutica. A escolha das prescrições ocorreu de forma aleatória. Como critérios de exclusão: foram excluídas deste estudo as prescrições médicas com rasuras ou ilegíveis.

    Quanto aos preceitos éticos, este estudo obedeceu às normas Éticas da Resolução 196 de 1996. Sendo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa das Faculdades Integradas do Norte de Minas através do protocolo com parecer consubstanciado n°152931/2012. Os resultados foram descritos ou apresentados em tabelas.

Resultados

    Das prescrições analisadas foi possível observar que 90% eram provenientes de profissionais médicos, 9% de odontólogos e apenas 1% de médicos veterinários. Quanta a apresentação farmacêutica os comprimidos foram os mais prescritos com 61% seguido das suspensões com 16%, pomadas com 13%, soluções com 7% e injetáveis com 3%. É importante salientar que foram prescritos 208 medicamentos, dentre produtos dermatológicos, suplementos e manipulações e que além de antibióticos foram prescritos medicamentos de outras classes farmacológicas. A tabela 1 mostra o percentual encontrado dos itens obrigatórios que devem estar presentes nas prescrições conforme a RDC CFF número 357/01.

Tabela 1. Percentual dos itens legais presentes nas prescrições analisadas

    As análises das prescrições apontaram que quanto à data entre a prescrição e a aquisição foi observado um período entre 2 a 10 dias. Quanto à duração do tratamento com antimicrobianos ocorreu em aproximadamente sete dias. Quanto ao gênero, houve mais registros de prescrição para mulheres (62%) quando comparado aos homens (38%). Nosso estudo revelou que 85% destes usuários eram provenientes de clinicas particulares e 15% do sistema único de saúde sendo que 82% as prescrições eram manuscritas pelo próprio emitente e 18% impressas. A tabela 1 mostra a freqüência da utilização de antimicrobianos analisados por principio ativo.

    A tabela 2 apresenta os antibióticos prescritos sendo que a azitromicina foi isoladamente o mais prescrito seguido da amoxicilina.

Tabela 2. Antibióticos prescritos no período de estudo (n=100)

    Os resultados demonstraram que das 100 prescrições avaliadas 21% continham antiinflamatórios; 19% possuíam analgésicos, mas não foi evidenciada nenhuma interação relevante entre essas classes de medicamentos e antibióticos; enquanto 19% apresentavam corticóides e 17 % antialérgicos.

Discussão

    Quanto às informações presentes nas prescrições analisadas, a denominação genérica dos medicamentos no presente estudo foi verificada em apenas 43% das prescrições. Dados semelhantes foram encontrados em estudo realizado em drogaria de rede privada no município de Montes Claros em 2012 acerca de medicamentos genéricos demonstrou que a 54% dos entrevistados disseram que obtiveram receitas prescritas com medicamentos genéricos (Espírito Santo et al. 2012).Considerando outros estudos que avaliaram prescrições pediátricas em unidades básicas de saúde do SUS (Menezes et al. 2009; Oliveira & Destefani, 2011), os medicamentos foram prescritos pelo nome genérico em 81,8% e 100% das prescrições. Esses resultados indicam que o serviço público de saúde vem se adequando às determinações da Vigilância Sanitária, o que também merece atenção no serviço privado, observado neste trabalho. Essa medida, no que se refere ao usuário, facilita o acesso a medicamentos prescritos, visto que na maioria das vezes o medicamento genérico tem menor custo e mesma biodisponibilidade que o medicamento de nome comercial.

    A posologia foi outra informação relacionada ao medicamento que esteve presente em todas as prescrições analisadas. Segundo Bontempo et al. 2003 isto importante para administrar a dose adequada no intervalo correto, evitando sub ou superdosagens e a manifestação de efeitos adversos ou tóxicos, bem como gastos desnecessários.

    A duração do tratamento – que, quando ausente na prescrição, pode levar à utilização do medicamento por um período de tempo além ou aquém do necessário, podendo acarretar desconforto para o usuário, intoxicação medicamentosa ou mesmo a não obtenção dos efeitos terapêuticos desejados (Bontempo et al. 2003) – foi verificada em 67% das prescrições.Entretanto,os itens relacionados aos medicamentos mais freqüentemente ausentes foram forma farmacêutica e duração do tratamento. De acordo com outros autores, a ausência dessas informações requer maior tempo e esforço dos dispensadores para garantir a compreensão do usuário sobre a terapia. Eles também destacam que esse tempo poderia ser utilizado para orientação sobre a doença, riscos relacionados aos medicamentos, monitoramento ou oferta de outros serviços farmacêuticos complementares. (Aldrigue et al. 2006). Com relação às informações do usuário, verificou-se o nome completo em todas as prescrições; já o endereço não foi encontrado em nenhuma receita analisada. Situação semelhante foi encontrada no estudo de Oliveira & Destefani (2011). Em um estudo que analisou prescrições geradas pelas equipes do Programa de Saúde da Família e Unidades de Atendimento Imediato em Contagem/MG, os autores encontraram essa informação em 57,2% e 9,28% das prescrições, respectivamente (Bontempo et al. 2003). Sobre a ausência do endereço no presente estudo, destaca-se que esta informação consta no cadastro dos clientes da drogaria, o que permite a localização do usuário caso necessário. Quanto à idade do usuário em nenhuma prescrição continha esta informação, o que dificulta ao dispensador conferir a dose prescrita, evitando possíveis intoxicações ou administração de subdoses terapêuticas. Foi observado que as mulheres foi o gênero mais prescrito (62%). Corroborando este resultado estudo realizado por Flores & Mengue (2005) verificou maior número de mulheres utilizando medicamentos (66%), em outro estudo Bardel et al. (2000) relata que as mulheres são mais inclinadas a prestar atenção aos sinais e sintomas e procurar assistência a saúde mais freqüentemente que os homens. Segundo Linjakumpu et al. (2002) o gênero pode influenciar o consumo de medicamentos sendo as mulheres as mais prováveis usuárias.

    Quanto aos dados do prescritor foi verificado que a assinatura, o número da inscrição do Conselho Regional de Medicina (CRM) e o carimbo estavam presentes em todas as prescrições analisadas. Foram observados resultados semelhantes ao estudo de Oliveira & Destefani (2011). Conforme outros estudos a presença dessas informações nas prescrições permite que o prescritor seja inserido no processo, podendo ser consultado em caso de dúvidas ou problemas (Ev et al. 2008).

    Quanto ao prazo entre a prescrição e dispensação de medicamentos foi observado cumprimento do prazo estipulado. É importante salientar que o uso de antibimicrobianos tem recebido atenção dos órgãos fiscalizadores e da sociedade. Neste contexto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou a RDC n° 44/2010 que dispõe sobre o controle de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos, de uso sob prescrição médica, isoladas ou em associação (Brasil, 2010). A partir de então é esperado avanços em ações de cunho educativo, onde farmacêutico e demais dispensadores de medicamentos cumprem o que diz nesta resolução, mas principalmente aproveitem o momento de dispensação para prestar uma atenção farmacêutica de qualidade, informando aos usuários quanto à posologia, armazenamento, tempo de tratamento, reações adversas e interações medicamentosas possíveis. O uso racional de medicamentos tem como aspecto fundamental a orientação formal sobre como utilizá-lo, que deve ser impressa na prescrição e explicada verbalmente ao usuário (Abrantes et al. 2007). Conforme Ev et al. (2008), uma prescrição clara, completa e precisa imprime segurança no ciclo do medicamento. Segundo Mastroianni (2009), faz-se necessário que a prescrição seja vista como um documento terapêutico, assegurando dessa forma o uso racional do medicamento.

    Dos antimicrobianos os mais freqüentemente prescritos foram azitromicina (30%) seguido da amoxicilina (20%). Corroborando estes resultados quanto à preferência de azitromicina em estudo de Oliveira & Destefani (2011) chama a atenção o grande número de prescrições contendo azitromicina dispensadas no período do estudo. Gilio & Lo (2003) afirmam, em um estudo de revisão, que esse fármaco está indicado para o tratamento de rinite e faringite, e ainda que os macrolídeos devam ser uma alternativa a pacientes alérgicos a penicilinas e derivados que apresentem estes diagnósticos. Os autores destacam ainda que os novos macrolídeos apresentem alto custo e que a resistência a eles tem aumentado de forma importante, justificando a sua reserva.

    Ainda segundo Oliveira & Destefani (2011), a amoxicilina associado à clavulanato pode causar alguns efeitos adversos, como aumento dos efeitos tóxicos de alguns fármacos, aumento da síndrome serotoninérgica, diminui a eficácia dos contraceptivos e aumento dos riscos de sangramento.

    A politerapia é uma prática comum na medicina, pois para muitas enfermidades e para muitos médicos essa prática ajuda no aumento da eficácia do tratamento, mas em contrapartida pode causar um efeito contrário, visto que 10% a 15% de casos de interações medicamentosas causam toxicidade ou a perda da eficácia do medicamento. (Moura et al. 2007).

    Quanto maior as interações, maior podem ser os danos à saúde, de acordo com Menezes et al. (2009), interações e o uso simultâneo envolvendo antiinflamatórios e antibióticos, como o ciprofloxacino e diclofenaco, podem gerar grandes riscos para o paciente causando problemas no sistema nervoso central e também convulsões.

    Segundo Moura et al. (2007) 3,8% das pessoas que dão entrada nos hospitais são por causa de problemas relacionados às interações medicamentosas.

    Destaca-se que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que, no nível de atenção básica à saúde, um ou dois medicamentos por usuário sejam suficientes (Marin et al., 2003), o que usualmente não ocorreram nas prescrições emitidas tanto neste estudo quanto em outros investigados.

Conclusão

    Os dados obtidos corroboram com os de outras investigações principalmente realizadas no Brasil. Pode-se observar neste estudo que na dispensação dos medicamentos nem todas as normas foram seguidas de acordo com as instruções da ANVISA. É notório observar que quanto maior o número de fármacos prescritos, maior a probabilidade de interações medicamentosas, com aumento de riscos para os usuários.

    Considerando o uso racional de medicamentos tanto a prescrição quanto a dispensação são etapas cruciais no ciclo do medicamento, onde a equipe multidisciplinar de profissionais deve estar engajada e proporcionar melhoria na resolutividade na atenção básica dos serviços seja no âmbito privado ou público de saúde e assim promover ações para redução do uso abusivo de antibióticos.

Referências

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