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Proposta de treinamento integrado de futsal e futebol, na formação

desportiva do atleta de futebol de campo na categoria sub 13 anos

Propuesta de entrenamiento integrado de futsal y fútbol en la formación 

deportiva del jugador de fútbol de campo de la categoría sub 13 años

 

Universidade Federal do Ceará

(Brasil)

Prof. Ms. Otávio Nogueira Balzano

otaviobalzano@yahoo.com.br

 

 

 

 

Resumo

          As dimensões do Brasil e suas características de país em desenvolvimento oferecem muitas dificuldades para uma unidade de trabalho de base no futebol (DRUBSCKY, 2003). Para o autor, seria interessante que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), qualificasse o trabalho de base no Brasil. Poderia organizar seminários, cursos e palestras nos estados, para profissionalizar e capacitar os profissionais que labutam nesta área. Neste sentido, é que estamos escrevendo mais um artigo em torno desta temática, que envolve a formação desportiva do atleta de futebol. Pois para Drubsky (2003), o futebol de base do Brasil é uma “pedra preciosa”, reconhecida por todos, desta forma por que não adotar um modelo eficiente de trabalho. Para Lopes (2009), as metodologias de treinamento para as categorias de base no Brasil estão calcadas em exercícios analíticos ou jogos formais. Ambas com a visão da performance, da busca pelos títulos, especializando precocemente os atletas. Nesta linha Souto (2000), coloca que os jogadores na formação são exigidos a performances mais próximas do jogo dos adultos. Muitos sendo treinados apenas para uma fase da vida. Conforme Lopes (2009), nesta fase da formação do atleta dos 11 aos 14 anos (crianças e adolescentes), é importante que profissionais qualificados com domínio científico-pedagógico do ensino do futebol, acompanhassem e ministrassem os trabalhos nestas categorias. Pois segundo Drubsky (2003), a maioria dos clubes é treinada por “boleiros”, que continuam formando jogadores com métodos de décadas atrás. Neste trabalho, estamos propondo um programa de treinamento para formação da categoria sub 13 (12 a 13 anos) no futebol, através de jogos condicionados com finalização, integrando o desporto futsal e futebol, respeitando as características e possibilidades técnicas, táticas da faixa etária buscando o aprendizado através do jogar, de um modelo de jogo. Pois para Arruda (2010), as tendências atuais do ensino do futebol estão alicerçadas na teoria estruturalista, onde é necessário se guiar pela estrutura do jogo, integrando formas, resolução de problemas, disciplina tática, hábitos do jogo, capacidades de adaptação e criatividade. Conforme Drubsky (2003), mais importante que copiar modelos prontos de treinamento é ter a sua metodologia e suas montagens. O hábito de criar situações novas para os treinos aprimora, personaliza o trabalho do professor e enriquece o treinamento dos alunos/atletas.

          Unitermos: Futebol de campo. Treinamento integrado. Futsal. Formação desportiva.

 

 
EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 16, Nº 160, Septiembre de 2011. http://www.efdeportes.com/

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1.     Especialização precoce no futebol

    Para Filgueira (2004), a maioria dos adultos, ao buscarem um esporte para as crianças, possuem a idéia errônea de torná-las campeãs mirins e, futuramente, atletas profissionais. Quando um pai traz seu filho em uma escolinha esportiva ou clube de competição é importante saber qual o objetivo do responsável em colocar este futuro aluno em sua escolinha ou clube. Os responsáveis pelo processo de ensino-treinamento e aprendizagem devem observar quais a intenções dos pais. Muitos adultos procuram passar para as crianças o desejo de desportistas de sucesso que eles não conseguiram ser no passado, e assim acabam trazendo uma pressão anormal para determinadas idades atraindo conseqüências indesejáveis para o futuro destas crianças. O treinamento precoce significa adotar metodologias baseadas diretamente na especialização esportiva inadequada para determinada faixa etária. A especialização tem como objetivo aprimorar a técnica a tática e a condição física visando sempre o rendimento. Nesta linha Santana (2004), ressalta que existe um consenso na área esportiva de que a especialização precoce submete a criança a riscos consideráveis. Para o autor, os professores que adotam procedimentos de ensino que tornem o processo de treinamentos demasiadamente, exigentes e especializados, podem acontecer das crianças ao longo do tempo afastar-se do desporto. A iniciação da criança na prática desportiva deve seguir uma progressão pedagógica, lógica e natural, principalmente com a educação do movimento por meio de atividades livres e de caráter natural, com jogos adaptados, sem a cobrança na competição propriamente dita (NAHAS, 1980). Conforme Santana (1996), o treinamento precoce pode trazer, entre os demais problemas, saturação esportiva, estresse de competição além de excesso de prática. Nos casos de saturação esportiva e do estresse competitivo os efeitos são mais psicológicos do que por outros motivos, entre eles estão: desmotivação, enjôo, insegurança, sentir-se ameaçado e medo de errar. No caso do treinamento excessivo muitas vezes o problema aparece em forma de lesão física e que futuramente poderá afetar o seu perfil psicológico assim como prejudicar uma futura carreira esportiva. As causas e conseqüências da especialização são as mais diversas e cabe não somente aos pais, mas também ao professor/treinador a responsabilidade pelo processo adequado de ensino das crianças envolvidas com o desporto. Autores como (Voser e Vargas Neto 2001, Lopes 2007, Santana 1996, Filgueira 2004), colocam algumas causas, conseqüências e aspectos importantes para evitar risco na iniciação esportiva.

Causas

    Falta de conhecimento do profissional; Busca por vitórias; Satisfação pessoal (pais e técnicos); Sociedade competitiva; Filosofia imediatista e ações externas.

Conseqüências

    Sobrecargas emocionais e físicas; Lesões, stress, saturação; Abandono da prática esportiva; Formação escolar deficiente devido à exigência da carreira; Unilateralização do desenvolvimento motor e reduzida participação em atividades (brincadeiras, festas).

Aspectos importantes para evitar riscos na Iniciação Esportiva

    Um maior tempo de recuperação durante os treinos; Evitar cargas elevadas (força); Saber da limitação das crianças nas tarefas motoras; Priorizar os movimentos das habilidades naturais; Valorizar as atividades lúdicas e enfatizar os aspectos positivos realizados pela criança no treino. Pois para Filgueira (2004), a competitividade é parte integrante e estimulante do esporte, esta deve ser natural e saudável, principalmente quando tratamos de crianças e adolescentes. Conforme Freire (1998), a natureza organiza-se na diversidade e não na especialidade.

2.     A técnica no futebol e futsal

    Para Filgueira (2004), é nesta fase que os professores e treinadores devem dar ênfase ao ensino dos fundamentos técnicos. Arruda (2010) compartilha da mesma idéia do autor anterior, para este é nesta idade que os fundamentos técnicos, tanto do goleiro como dos jogadores de campo devem continuar a ser treinados no processo de formação. A técnica no futsal e futebol consiste na execução dos fundamentos do desporto, isto é o passe, o chute, o drible, a condução entre outros. Podemos definir a técnica de um desporto, como o menor esforço despendido por um atleta para realização do gesto motor (FILGUEIRA, 2004 e MUTTI, 2003). A técnica também pode ser explicada como, todas as ações específicas do desporto integrado com a bola, sobre os quais se constituem todos os elementos técnicos do jogo (Voser, 2001). O aprendizado da técnica depende da habilidade natural do jogador, da sua vocação, do seu treinamento, do incentivo na infância, da tendência e insistência do praticante no nosso caso, com o futsal e o futebol. A aprendizagem das ações técnicas visa desenvolver a habilidade que o aluno/atleta já possui naturalmente, mas procurando sempre seu aperfeiçoamento. A execução do fundamento técnico é automática, pois durante o jogo não pensamos no gesto motor que vamos realizar. Nas categorias menores devemos dar bastante ênfase no aprendizado da parte técnica, pois está serve de base para o desenvolvimento do jogo (COSTA, 2003). È importante que o ensino-treinamento e aprendizagem sejam motivantes e agradáveis. Segundo Mutti (2003), todo desporto tem suas particularidades, regras, situações e um conjunto de técnicas específicas. Elas são especificas porque mesmo em desportos similares, como no futebol e futsal, apresentam uma aplicabilidade diferente. Este é o caso, por exemplo, do passe: no futebol, esta técnica é treinada de forma que a bola possa ser passada por longas distâncias ou muitas vezes pelo alto, no futsal, o mesmo fundamento técnico deve ser exercitado de forma rápida e geralmente rasteiro em distâncias curtas ou médias. Para Ferreira (2001), o conjunto de fundamentos técnicos significa base, alicerce, sustentáculo. Para o autor fica fácil entender, então, que não estamos ensinando um fundamento, mas sim, construindo uma “base” para um aproveitamento futuro ou imediato. Para este, a base se bem formada, através de uma boa apresentação e trabalho de um determinado fundamento, influenciará em futuros resultados onde se busque um desempenho de alto rendimento. Para Filgueira (2004), o caso do futebol é muito complexo, por isso necessita de uma aprendizagem motora adequada e habilidades específicas. Segundo Arruda (2010) as ações técnicas dos jogadores de linha e dos goleiros são as seguintes:

Ações Técnicas no futebol e futsal dos jogadores de linha

    Controle de bola, condução, recepção, passe, chute, cabeceio, drible, finta, proteção de bola e arremesso lateral (futebol).

Ações técnicas do goleiro

    Posição básica, defesa (alta, média e baixa), defesa lateral com queda, saída de gol, reposição de jogo, pegada de bola, passe com os pés e arremesso com as mãos. Já Drubsky (2003), classifica os fundamentos dos jogadores de linha de outra forma: a) recepção, domínio e controle: b) orientação e condução de bola: c) drible e finta; d) marcar e desmarcar; e) passe; f) chute; g) cabeceio.

    O ensino-treinamento e aprendizagem da técnica, desde as categorias de base, com o jovem e a criança, devem ser trabalhados sob a perspectiva de atividades dinâmicas que se assemelham ao jogo. Nesta linha Drubsky (2003), afirma que se pode programar uma sessão de treinos para fundamentos técnicos encaixados com objetivos táticos, desta forma o treinamento aproximasse da realidade do jogo.

Quadro da evolução do treinamento técnico/tático por idade (por Francisco Adolfo Pereira, s/d).

    È importante destacar que a boa execução dos fundamentos técnicos no futebol não passa por adestrar os iniciantes, a correção e a repetição devem ser mantidas nos treinos (como um suporte no enriquecimento motor), e devem estar associados aos jogos para trazer mais prazer, motivação e produtividade nas sessões.

3.     Características da categoria sub 13

    As características dos atletas nesta fase segundo (Beltran 1991, Santana 2004, Mutti 2003, Costa 2003, Filgueira 2004) são: Senso crítico aguçado; Idade da transição; Interação com os companheiros acentuada; Ações motoras já mais complexas, aparecimento de uma evolução da técnica; Inicio da liberdade e pares heterossexuais; Aprendizado no processo da técnica, tática, regras e jogo coletivo; Compreensão das regras do jogo e nível escolar 6º e 7º série.

    As características das equipes nesta etapa segundo (Mutti, 2003, Santana 2004, Filgueira, 2004, Arruda, 2010, Rezer e Saad, 2005) são as seguintes: Treino três a quatro vezes por semana; Importante nos treinos a participação de todos e a obrigatoriedade das regras; Trabalho em todo o campo de jogo; O aprendizado deve estar em primeiro plano e deve ir ao interesse do atleta, o Futsal continua importante na formação; Normalmente é neste nível que começam a formar as equipes escolares; Trabalha-se a formação individual e coletiva sob a forma de jogos técnicos táticos; A tática deve ser individual e de grupo no ataque; Sistema de defesa deve ter ênfase no individual; O sistema de taque no futebol deve ser 4.3.3 com movimentações e no futsal o sistema 1.2.1.

Características da faixa etária no jogo de futebol e futsal

    Foi nas seguintes referências que fundamentamos a criação e distribuição dos jogos de futebol: na cartilha do Futebol Holãndes – KNVB Holland (1995), em Filgueira (2004), Torrelles e Alcaraz (2003), Arruda (2010), Juan (2001) e Melo (2002). Já os jogos de futsal tiveram como referências os trabalhos de: Balzano (2007), Costa (2003), Beltran (1991), Santana (2004) e em Rezer e Saad (2007). O treinamento nesta faixa etária deve ser baseado no desenvolvimento intelectual, técnico, tático e físico do individuo. No momento que queremos formar um aluno/atleta inteligente, e adotamos como metodologia de ensino o jogo condicionado, que na sua essência trabalha a dimensão tática (cognitivo), devemos na distribuição dos conteúdos e dos jogos destacar no trabalho, o aspecto tático e o modelo de jogo que queremos ensinar. Para Filgueira (2004), a tática depende de três fatores; posição, função e característica do jogador. Esta estritamente relacionada ao desenvolvimento cognitivo, ou seja, a inteligência do jogador (percepção/ antecipação/ tomada de decisão). Para Oliveira et al (2003), o treinar para fazer jogar, instiga o aprendizado de um modelo de jogo.

Características da categoria

sub 13 aplicada ao futebol

Características da categoria

sub 13 aplicada ao futsal

- Começa a especialização em algum esporte.

- Treino através da metodologia do jogo.

- Entendimento dos aspectos globais do jogo: progredir com a bola, manter a bola, recuperar a bola, finalizar a gol.

- Participação em jogos de competição.

- Proporcionar atividades em função do time.

- Entendimento das funções em campo.

- Ênfase nos jogos de 9 x 9 – campo 50/70m e bola oficial.

- Treino 3 a 4 vezes por semana com duração de 1h30.

- Sistema de defesa individual e de ataque 4.3.3.

- Trabalha-se a formação individual e coletiva sobre a forma de jogos técnicos táticos.

- A tática deve ser individual e de grupo no ataque.

- Sistema de defesa deve ser individual.

- O sistema tático utilizado neste nível deve ser o 1.2.1

- Habilidade técnica de regular para boa.

- Treino três a quatro vezes por semana.

- Importante nos treinos a participação de todos e a obrigatoriedade das regras.

- O aprendizado deve estar em primeiro plano e ir ao interesse do atleta.

- Normalmente é neste nível que começam a formar as equipes escolares.

 

Posições e suas funções técnico/táticos para treinar no futebol e futsal na categoria sub13.

Posições e funções táticas

básicos no futebol

Posições e funções táticas

básicos no futsal

Goleiros

Colocação, reposição rápida, barreira e entrosamento com a defesa.

Zagueiros

Colocação, cobertura e ocupação de espaço.

Laterais

Cobertura, ocupação de espaço, apoio a defesa e ao meio.

Volantes

Cobertura dos laterais e zagueiros, visão de jogo, entrosamento com zagueiros e meias.

Meias

Armação das jogadas, infiltração, apoio ao ataque e visão de jogo.

Ponteiros

Entrosamento com centroavante, e conhecimento das jogadas pelos lados do campo.

Centroavante

Colocação, noção de impedimento, entrosamento com atacante e meias.

Fixo

Predomina a função de defesa sobre o atacante finalizador, maioria das vezes; Juntamente com o GR, assume um papel importante na organização do processo defensivo;

Realiza ações de ajuda permanente (compensações e dobras).

Alas

Ocupa mais as zonas laterais do espaço de jogo; Velocidade de execução, facilidade na finalização e capacidade de marcação.

Pivos

Jogador sempre mais próximo da área adversária; Joga muitas vezes de costas voltada para a baliza; É necessário que possua uma excelente capacidade para proteção de bola; Deverá ser capaz de realizar recepções de bola de todas as formas possíveis e sobre grande pressão.

 

Tática de ataque e defesa para treinar no futebol e futsal na faixa etária sub 13

Tática de ataque e

defesa no futebol

Tática de ataque

e defesa no futsal

Defesa
- Identificação do último homem - percepção do quanto é importante atacar pensando em defender. 
- Bolas Paradas - saber se colocar em função dos posicionamentos do adversário. 
- Identificar as linhas de defesa de acordo com a linha da bola.

Ataque

- Conhecer as posições e dos diversos espaços do campo e das funções que executa.
- Os diversos posicionamentos em relação aos companheiros e adversários. 
- Sistemas de ataque com alguma movimentação.

Defesa

- Cobertura por setores - marcar o seu e já observar espaço do companheiro. 
- Bolas Paradas - saber se colocar em função dos posicionamentos do adversário. 
- Estar sempre que possível, atrás da linha da bola. 

Ataque

- Nas posições importantes o conhecimento dos diversos espaços de quadra e das posições que ocupam.

- Jogadas combinadas com poucos tempos de execução
- Sistemas de ataque pouco complexos (jogar com pivô - quando se mete a bola, quem é que passa, e quem faz a cobertura)

 

Sistemas estruturais de ataque e defesa no futebol e futsal para faixa etária sub 13

Futebol

Futsal

Sistema 4.3.3 móvel

- Compactação dos três setores;

- Troca de passes em velocidade;

- Maior mobilidade;

- Pressão pelos atacantes no campo adversário;

- A bola é jogada no espaço livre para chegada de um homem veloz.

Marcação Individual

- Preocupação com jogador adversário.

Vantagens:

- Equipes com pouca condição técnica;

- Utilizar com crianças e jovens na iniciação;

- Desvantagem no placar.

Desvantagens:

- Desgaste físico;

- Pouca cobertura;

- Desequilíbrio físico.

Sistema 1.2.1

- Facilita o bloqueio do meio da quadra, além de limitar a possibilidade de lançamentos para o pivô adversário;

- Chegada de dois jogadores junto ao pivô nas ações de ataque;

_ Possibilita jogo pelos lados e pelo centro da quadra;

- Três jogadores pressionam a saída de bola adversária.

Marcação Individual

- Cada jogador é responsável pelo seu adversário.

- É indicado na iniciação

- Força o erro do adversário.

- Utiliza-se quando estamos perdendo o jogo.

    Segundo Garganta (1985) o Modelo de Jogo que caracteriza esta fase dos 13 anos tem as seguintes particularidades: Jogo ainda estático; Ocupação racional do espaço do campo embora pouco eficaz; Blocos estáticos que trocam passes entre si; Circulação da bola na periferia do campo; Acontece a visão central e periférica do jogo; Verbalização ainda exagerada e predominância do jogo indireto com algumas situações de finalização.

    A finalidade de se dividir as características e os objetivos em diferentes dimensões foram meramente didáticos. Pois nos treinos as coisas são tecidas juntas e estão relacionadas no aprendizado de um modelo de jogo.

4.     Programa de treinamento integrado de futebol e futsal para atletas de futebol na categoria sub 13

    Os Autores que colaboram com o arcabouço de jogos, para a proposta do programa, são: BALZANO (2007 e 2010), LUXBACHER, J. (1999), LEÃES, C. G. (2003), MUTTI, D. (2003), OCAÑA, F. G. (s/d), SANZ, T. A. (2003), SEGURA, J. R. (2003), TEUNISSEN, E. (1995), MAYER, R. (1996) e ANDRIATTI, P. E. (2009). O programa de treinamento é dividido em mesociclos. A cada mês se trabalha com uma proposta de jogos condicionados com finalização para alcançar os objetivos técnicos, táticos, físicos e psicológicos em busca de um modelo de jogo para a faixa etária. O treino é realizado quatro vezes por semana (Filgueira 2004 e Arruda 2009). Dois treinos são de futebol e dois treinos são de futsal. Na segunda-feira se trabalha com jogos de futsal, na terça-feira jogos de futebol, na quinta-feira jogos de futsal e na sexta-feira jogos de futebol novamente. Cada treino tem duração de 1h30. Os jogos de futsal têm como objetivos os fundamentos técnicos, a marcação individual, sistema 1.2.1, posições e funções e a tática de ataque e defesa. Já os jogos de futebol estão baseados nos fundamentos técnicos, sistema de marcação individual, posições e funções, o sistema tático 4.3.3 com movimentação e a busca pelo um modelo de jogo adequado para esta idade. As turmas são compostas no máximo por vinte e cinco alunos. Os treinos de futebol são executados num campo de futebol oficial, já os treinos de futsal em um ginásio coberto com quadra de dimensão de 34/16m ou 40/20m de comprimento. Os jogos de futsal são divididos por objetivos técnicos e táticos. Já os jogos de futebol além da divisão técnico/tática também são classificados pela dimensão do campo. Em relação à dimensão os espaços utilizados são de 40/20m com ênfase no aspecto técnico, de 60/40m com destaque para as ações de ataque e defesa. E alguns jogos em campo oficial (110/75m) onde a predominância é o sistema tático 4.3.3 com movimentação e a marcação individual. Em cada treino são realizados dois jogos. O treino consiste na primeira parte de um aquecimento de 10 a 15 minutos com ênfase em treinos de roda, exercícios técnicos, jogos lúdicos e formas jogadas. Na segunda parte dois jogos condicionados cada um com duração de 30 minutos e na terceira parte uma volta calma (5 a 10 min.), com roda de conversa, alongamentos e cobranças de pênalti. O jogo formal (coletivo) acontece três vezes por mês.

Exemplo Mesociclo sub 13 com jogos condicionados

Segunda

Futsal

Terça

Futebol

Quarta

 

Quinta

Futsal

Sexta

Futebol

Sabado

Domingo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jogos do Programa de Treinamento Integrado Futsal e Futebol

Futebol

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

Futsal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5.     Considerações finais

    O professor não deve ter medo de criar seus próprios treinamentos, pois os treinamentos personalizados são os seus aliados práticos e muito eficientes na implantação de seu modelo de jogo (os mais apropriados para cada faixa etária).

6.     Referências

  • ANDRIATTI, Paulo Eduardo. Futebol: treinamento global em forma de jogos reduzidos. Jundiaí, SP; Fontoura, 2009.

  • ARRUDA, Miguel de. Treinamento para jovens futebolistas. São Paulo: Phorte, 2010.

  • BALZANO, O. N. Metodologia dos jogos Condicionados para o Futsal e Educação Física Escolar. Edição do Autor. Porto Alegre, 2007.

  • BELTRAN, Francisco. Iniciación al Futbol Sala: Técnica y Planificación. Zaragoza – CEPID. Editorial Agonos, 1991.

  • DRUBSCKY, Ricardo. O universo tático do futebol: Escola brasileira. Belo Horizonte: Editora Health, 2003.

  • FERREIRA, L. R. Futsal e a iniciação. Rio De Janeiro: 5ª edição: 2001.

  • FILGUEIRA, F. M. Futebol: Uma visão da iniciação esportiva. Ribeirão Preto: Ribergráfica, 2004.

  • FREIRE, João Batista. Pedagogia do Futebol. Londrina: Midiograf, 1998.

  • LEÃES, Cyro Garcia. Futebol: treinamento em espaço reduzido. Porto Alegre: Movimento, 2003,

  • LOPES, A. A. da S. M. Método integrado do ensino no futebol. São Paulo: Phorte, 2009.

  • __________________. A criança e o adolescente no esporte: como deveria ser. São Paulo: Phorte, 2007.

  • LUXBACHER, Joe. Attacking soccer: Tactis and drills for high-scoring offense. United States of América: Editora, 1999.

  • MAYER, Rolf. Fichas de Fútbol 120 juegos de ataque e defensa. Barcelona: Editorial Hispano Europea, S.A. 1996.

  • MUTTI, Daniel. Futsal: da iniciação ao alto nível. 2ª ed. – São Paulo: Phorte, 2003.

  • NAHAS, M. V. A competição e a criança. Comunidade Esportiva, Universidade Federal de santa Catarina (Centro de Desportos), 1980.

  • NOGUEIRA DE OLIVEIRA, D. M. LIMA ROMCY, D. M. y BALZANO, O. N. Programa de treinamento tático defensivo no futsal através de jogos condicionados. Parte II. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 15, Nº 148, Setembro de 2010. http://www.efdeportes.com/efd148/treinamento-tatico-defensivo-no-futsal-ii.htm

  • OCAÑA, Francisco García. Fútbol y fútbol sala. 250 Actividades Sociomotrices. Barcelona: Editorial Paidotribo. s/d.

  • OLIVEIRA, B et al. Mourinho: Porquê Tantas Vitórias?. Lisboa. Gradiva, 2006.

  • PEREIRA FILHO, J. M. DA SILVA, F. A. y BALZANO, O. N. Programa de treinamento tático ofensivo no futsal através de jogos condicionados. Parte I. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires - Año 15 - Nº 147 - Agosto de 2010. http://www.efdeportes.com/efd147/treinamento-tatico-ofensivo-no-futsal-i.htm

  • SANTANA, W. C. Futsal: Apontamentos pedagógicos na iniciação e na especialização. Campinas: Autores Associados, 2004.

  • ________________. Futsal: metodologia da participação. Londrina: LIDO, 1996.

  • SANZ, T. A. e ALCARAZ, C. F. Escolas de Futebol: Manual para organização e treinamento. 3ª ed. Porto Alegre: Artemed, 2003.

  • SEGURA, J. R. Futebol: exercícios e jogos. 8ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2003,

  • SOUTO, S. M. Os três tempos do jogo: anonimato, fama e ostracismo no futebol brasileiro. Rio de Janeiro: Graphia, 2000.

  • TEUNISSEN, Evert. El Futbol Sala: Técnica, Táctica, Entrenamiento, Reglamento. Barcelona: Editorial Hispano Europea, S.A. 1995.

  • VARGAS NETO, F. X.; VOSER, R. C. A criança e o esporte: uma perspectiva lúdica. Canoas: ULBRA, 2001.

  • VOSER, R. C. Futsal: princípios técnicos e táticos. Rio de Janeiro: Sprint, 2001.

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