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Análise dos efeitos da ginástica laboral 

compensatória na lombalgia de operadoras de checkout

Análisis de los efectos de la gimnasia laboral compensatoria en la lumbalgia de las cajeras de supermercado

 

*Bacharel em Fisioterapia pela Universidade da Amazônia, UNAMA, PA

Especialista em Fisioterapia do Trabalho

pelo Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos, CBES/PA

**Professora da Universidade Federal do Pará, UFPA, PA

Doutoranda em Teoria e Pesquisa do Comportamento

pela Universidade Federal do Pará, UFPA, PA

Diego Sá Guimarães da Silva*

diegofisio@ufpa.br

Prof. Ms. Cibele da Silva Câmara**

camaracibele@yahoo.com.br

(Brasil)

 

 

 

 

Resumo

          A saúde ocupacional é a soma de todos os esforços para melhorar a saúde dos trabalhadores. Mas na relação saúde-doença a prevenção somente é possível quando se conhece a história natural de um distúrbio em particular. Tendo em vista tal dado, realizou-se um estudo sobre os efeitos da ginástica laboral compensatória objetivando a prevenção e melhora das dores lombares de operadoras de caixa, além de verificar a incidência de dores lombares nas operadoras de checkout. A amostra foi composta por 35 operadoras, sendo que após a ginástica foi repassado o mesmo questionário do inicio da pesquisa. E observou-se que o tratamento provocou redução estatisticamente significativa na sensação de dor, sendo que as mais significativas reduções ocorreram nas sensações relacionadas á como é a dor, como é a dor durante o trabalho, e como é a dor durante a realização de outras tarefas. Notou-se também que à medida que a idade aumenta, a sensação de dor no trabalho diminui significativamente e que a maior incidência de dor ocorre no nível lombar, representando 74% dos sujeitos da amostra. Portanto a atividade de ginástica laboral compensatória melhorou significativamente as sensações subjetivas de dor nos diversos aspectos da vida diária dessas operadoras de caixa.

          Unitermos: Ginástica laboral. Lombalgia. Operadoras de caixa.

Resumen

          La salud ocupacional es la suma de todos los esfuerzos para mejorar la salud de los trabajadores. Pero en relación a la prevención de la salud y la enfermedad sólo es posible cuando se conoce la historia natural de una enfermedad en particular. Teniendo en cuenta estos datos, se realizó un estudio sobre los efectos de la gimnasia compensatoria para prevenir el dolor de espalda y mejorar la caja de los transportistas, y la incidencia de dolor de espalda en los operadores de pago y envío. La muestra estuvo constituida por 35 operadores, y después el gimnasio se entregó el mismo cuestionario al inicio del estudio. Y se observó que el tratamiento produjo una reducción estadísticamente significativa en la sensación de dolor, y las reducciones más significativas ocurrieron en los sentimientos relacionados con la forma en que el dolor es, cómo es el dolor durante el parto, y cómo es el dolor durante el desempeño de otras tareas. También se observó que a medida que aumenta la edad, la sensación de dolor durante el parto y reduce significativamente la incidencia de dolor se produce en el nivel lumbar, lo que representa el 74% de la muestra. Por lo tanto la actividad de la gimnasia compensatoria mejorado significativamente la sensación subjetiva de dolor en los diversos aspectos de la vida diaria de la caja de dichos operadores.

          Palabras clave: Gimnasia. Lumbalgia. Cajeras de supermercado.

 

 
EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 15, Nº 153, Febrero de 2011. http://www.efdeportes.com/

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Introdução

    A saúde ocupacional ou profissional implica na soma de todos os esforços para melhorar a saúde dos trabalhadores, tanto em seu ambiente de trabalho como na comunidade (DELIBERATO, 2002). E o objetivo básico é a prevenção em todos os níveis, empregando todos os tipos de esforços e estratégias, visando atingir a satisfação laboral plena do trabalhador.

    O setor supermercadista faz parte do setor terciário da economia, o qual se caracteriza pela prestação de serviços e atendimento ao publico. Os supermercados caracterizam-se pelo sistema de auto-serviço ou checkouts (caixa registradoras sobre balcão na saída da loja) e produtos dispostos de maneira acessível, que permitem aos fregueses “auto servirem-se”, utilizando cestas e carrinhos (DELLUCA, 2001).

    Diferentemente das lojas tradicionais que dependem de um vendedor, as lojas de autoserviço tem como característica fundamental o Checkout, ou seja, balcão na entrada da loja com caixa registradora, terminal de ponto de venda, maquina de calcular, ou qualquer outro equipamento que permita a soma e conferência dos produtos (DELLUCA, 2001).

    Diniz e Ferreira Jr apud Santos (2004) chamam a atenção sobre a inadequação do layout do checkout, posto de trabalho do caixa, onde os produtos são registrados e é efetuada a cobrança. A atividade das operadoras de caixa requer alcance muito amplo para procurar a mercadoria, empurrá-la até o lado oposto, utilizar a caixa de dinheiro, pegar sacos de embalagem e operar o teclado. Esses inúmeros aspectos impossibilitam algumas vezes, as operadoras de manter o dorso apoiado na cadeira.

    Essa situação é mais crítica entre as operadoras de baixa estatura. Notando-se também que, dificilmente, as mesmas conseguem colocar seus membros inferiores embaixo da bancada por falta de espaço, o que as obriga a trabalhar com o tronco em rotação lateral. Com as operadoras que utilizam leitura óptica, apresentando maior grau de insatisfação com o trabalho, essa insatisfação pode estar ligada à introdução de scanners (leitura óptica) em postos antigos sem a necessária adaptação (DINIZ & FERREIRA JR apud SANTOS, 2004).

    Os distúrbios músculoesqueléticos vêm aumentando consideravelmente durante os anos devido à utilização incorreta da biomecânica humana, nos quais se destaca a lombalgia que acomete principalmente os trabalhadores. Sendo esse sintoma responsável por perda de 13,2 dias de trabalho por ano e 63% das licenças médicas. Com as doenças da coluna aparecendo como a primeira causa no pagamento de auxilio-doença e a terceira causa de aposentadoria por invalidez, com a mesma se tornando responsável pelos afastamentos temporários ou definitivos de trabalhadores (LEMOS; SOUZA & LUZ, 2003).

    A incidência de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) é descrita na literatura internacional especializada, em várias atividades profissionais, incluindo a de operador de checkout, e está relacionada, geralmente, com a introdução de novas tecnologias como, por exemplo, a informatização e a implantação da leitura óptica sem a adequada adaptação dos postos e do ritmo de trabalho à nova situação (DINIZ & FERREIRA JR, 1998).

    A Ginástica Laboral tem sido aplicada em larga escala nas empresas há alguns anos. Atualmente muitas dessas possuem profissionais especializados, como Fisioterapeutas do Trabalho, Ergonomistas e Educadores Físicos, todos se somando ás atividades de saúde ocupacional (BARBOSA, 2003).

    Portanto, observando esses dados, realizou-se um estudo que apresenta como objetivo geral a prevenção e a melhora das dores lombares de operadores de caixa através de um protocolo de Ginástica Laboral Compensatória. Com exercícios de auto-alongamento voltados para o seguimento lombar, bem como, objetivos específicos, a comparação entre a intensidade das dores lombares e as atividades da vida diária nas operadoras de caixa. E verificar a incidência de dores lombares nas pesquisadas, especificando a forma dessas dores, analisar qual é o fator que mais piora essas lombalgias presentes nas operadoras de caixa e demonstrar se existe o fator rigidez matinal associado a essas dores.

Materiais e métodos

    Realizou-se um estudo prospectivo, experimental e comparativo, no qual se verificou a influência da ginástica laboral compensatória nas dores lombares de operadoras de caixa de um supermercado de Belém – Pará - Brasil. Sendo que, o mesmo foi desenvolvido em um supermercado de uma rede de supermercados de Belém – Pará, no período noturno durante um mês, três vezes por semana nas segundas, quintas e sextas-feiras, salvo a falta das operadoras incluídas na amostra. Em uma sala cedida pelo próprio supermercado com a utilização de colchonetes também cedidos pelo mesmo.

    Foi realizado um levantamento das principais patologias osteomioarticulares que acometeram os funcionários do supermercado e em seguida foi solicitada e obtida autorização da Rede de Supermercados para a realização do trabalho. Sendo que todas as informações pertinentes à clientela em questão foram preservadas no processo de análise.

    Foram informantes da pesquisa as operadoras de caixa, de idades variadas, através da aplicação de um questionário de dor adaptado. A amostra total foi composta por 35 (trinta e cinco) funcionárias que assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). E obedecerem aos seguintes de inclusão, ser caixa de supermercado de uma rede de supermercados de Belém, com mais de um ano na profissão de operadora de caixa que trabalhavam apenas com essa função e que estivessem dentro da faixa etária de 18 a 45 anos. Excluiu-se da pesquisa as operadoras que estavam realizando algum tipo de tratamento clinico e/ou fisioterapêutico especifico para o alívio do quadro álgico, aquelas com doenças como: Cardiopatia associada, Hipertensão Arterial Severa não controlada, pneumopatia associada, as que trabalhavam em outro local, além do Supermercado, funcionárias que não eram operadoras de caixa, com idade superior a 45 e inferior a 18 anos, que possuíssem algum comprometimento funcional que as impediu de realizar as atividades propostas e que apresentaram historias de quedas ou acidentes.

    Mediante todas essas informações, foi realizado um trabalho com a amostra em estudo através da criação de seis grupos de pesquisas diárias. Nesses grupos foram realizadas 10 sessões de ginástica laboral, três vezes por semana, durante intervalos em seu próprio expediente de trabalho. Com a realização de 9 tipos de exercícios de auto-alongamento em cada sessão, com 15 segundos cada, repetindo-se os alongamentos por 3 vezes com duração total de 5 a 7 minutos cada sessão, com os alongamentos sendo voltados para a musculatura do seguimento lombar da coluna vertebral. Sendo que, antes das atividades foi passado um questionário contendo uma escala de dor de Roland-Morris adaptada.

    Após o período de atendimento foi repassado o mesmo questionário inicial as operadoras, para verificar se houve alterações significativas em suas dores lombares após a realização das 10 sessões de ginástica laboral compensatória, o que foi descrito na análise de dados da pesquisa.

    Como forma de apresentação dos dados, foi realizada uma análise estatística descritiva para caracterizar a amostra, com o teste realizado, sendo o Teste t de Student, para verificar as mudanças nas dores lombares (Lombalgias) no grupo durante os dois momentos, com nível de significância de 0,05, correção de Pearson, para verificar se existe relação entre as variáveis, distribuição percentual da incidência, dados apresentados em forma de gráficos com pacote estatístico, utilizando o Bioestat 4,0 (Ayres, 2006).

Resultados

    As características etárias apresentaram padrão bastante heterogêneo com média de 26,83+ 4,66, peso corporal e 58,99+ 10,39, estatura de 1,56+0.07 e IMC 24,25+3.87, como evidenciado no Quadro 1.

Quadro 1. Estatística descritiva para parâmetros das características etárias e corporais da amostra.

Fonte: Dados dos pesquisadores, 2010.

    Analisou-se a incidência de dor em diferentes regiões corporais. Sendo que, a maior incidência de dor ocorreu em nível lombar, representando 74% dos sujeitos da amostra, em segundo lugar se observou à dor presente na região cervical, com 26% dos sujeitos sentindo, como evidenciado no Gráfico 1.

Gráfico 1. Incidência de dor por localização.

Fonte. Dados dos pesquisadores, 2010.

    A grande maioria dos sujeitos estudados demonstrou sentir dor por ardência, em 61% dos sujeitos e em pontada, em 33% dos casos estudados conforme descrito no gráfico 2.

Gráfico 2. Incidência de dor por período de ocorrência.

Fonte: Dados dos pesquisadores, 2010.

    No que diz respeito ao período do dia em que a dor se acentua, é possível notar que 51% da amostra sentiu dor durante o trabalho, enquanto em 17% dos sujeitos a dor se acentua durante a noite, como exposto no Gráfico 3.

Gráfico 3. Incidência de dor por localização.

Fonte: Dados dos pesquisadores, 2010.

    Observou-se ainda que a maioria dos sujeitos estudados apresentou sensação de rigidez matinal, observado antes da aplicação do tratamento proposto, 66% da amostra demonstrou tal fenômeno, como descrito no gráfico 4.

Gráfico 4. Incidência de rigidez matinal.

Fonte: Dados dos pesquisadores, 2010.

    E ainda verificou-se que em 66% dos sujeitos avaliados, a dor apresenta como principal fator de piora, o movimento, enquanto que para um número bem menor de sujeitos, a dor piora ao repouso, 17% e, na mesma proporção, ela piora tanto em repouso quanto em movimento, como evidenciado no gráfico 5.

Gráfico 5. Fatores de piora de dor.

Fonte: Dados dos pesquisadores, 2010.

Discussão 

    O presente estudo constatou que após o tratamento a sensação subjetiva, de como se sentia a dor, de acordo com a escala de Roland-Morris adaptada, sofreu significante diminuição em relação a como era antes do tratamento. Contrapondo o estudo similar de Gonzaga e Almeida (2003) no qual foi aplicada a escala de Borg para quantificar a dor de sua amostra em relação às dores lombares onde a média inicial foi de 3,5 e final de 1,75 após as sessões de ginástica laboral compensatória.

    Entretanto, corrobora com estudo semelhante realizado por Reis e colaboradores (2003) onde pode se observar que nas 10 costureiras portadoras de lombalgia utilizadas em sua pesquisa foi obtida uma melhora significante na diminuição das dores lombares comparando-se o antes e o depois da aplicação da ginástica laboral com um percentual de 9 % que ainda apresentavam queixas de dores lombares após o estudo, contra 91% que não apresentavam mais tal queixa. Mostrando o quanto é importante ter nos programas de ginástica laboral exercícios de alongamento para trabalhadores que executam suas atividade na postura sentada.

    Um fato observado no estudo foi a diminuição significativa da dor durante o trabalho das operadoras após a pesquisa realizada. Corroborando com o que Barbosa (2003) relatou em seu estudo no qual pode constatar com o percentual favorável de 60% que houve redução total dos funcionários pesquisados em sua amostra que sentiam dores lombares antes da atividade de ginástica laboral compensatória em seu posto de trabalho. Visto que a ginástica laboral compensatória ou de pausa age de forma terapêutica, para relaxar os músculos que trabalham em excesso durante a jornada de trabalho através da contração dos seus antagonistas, permitido assim a quebra da rotina e prevenindo acidentes de trabalho (PIGOZZI, 2000).

    Isso se dá também pela aceleração dos mecanismos fisiológicos de recuperação de forma ativa, durante as pausas programadas durante o trabalho, pois os exercícios de ginástica laboral ativam a circulação periarticular com aquecimento tecidual e neuromuscular, que são imprescindíveis as atividades que exigem atenção e tomada de decisões rápidas que resultam em atos motores, como e o caso da atividade de operadoras de caixa, promovendo ainda ganho de força pelo alongamento muscular restaurador do potencial contrátil, melhorando a postura (BARBOSA, 2002).

    Segundo Barbosa (2002), os principais benefícios que a ginástica laboral traz para às empresas, como aumento da produtividade, diminuição de incidência de doenças ocupacionais, menores gastos com despesas médicas, marketing social, redução do índice de absenteísmo, rotatividade dos funcionários, números de erros e de dores, pois os funcionários ficam mais motivados.

    Obteve-se com a ginástica laboral compensatória a diminuição da sensação subjetiva de dor durante a marcha, em repouso, nos momentos de lazer, ao realizar outras tarefas e ao acordar, onde nessa ultima não ocorreu significância estatística, não havendo relações com a literatura pesquisada no que diz respeito a esse resultado. Porém a literatura concorda com as diminuições de dor nos vários aspectos após a realização da conduta, pois segundo Reis (2003) os alongamentos, onde a flexibilidade da coluna vertebral e musculatura isquiotibial são priorizadas, atingem um menor risco de dor e lesão, através da manutenção de uma boa flexibilidade nas principais articulações verificando-se uma grande melhoria nas dores, pois quanto mais flexível for a musculatura paravertebral lombar, menor será a propensão à incidência de dores lombares.

    A correlação de Pearson entre idade, peso, estatura e IMC e os níveis de dor nas condições mais elevadas antes do tratamento e que tiveram maior diminuição após a pesquisa que foram de como e a dor, como é a dor no trabalho e ao realizar outras tarefas se observou que apenas na relação entre a idade e a sensação de dor durante o trabalho é que se observou correlação moderada, negativa e significativa estatisticamente. Sendo que para as demais correlações não houve significância.

    Evidenciando a afirmação anterior, quando se percebeu que à medida que a idade aumenta, a sensação de dor no trabalho diminui significativamente, o que talvez possa ser explicado por um processo de adaptação decorrente do tempo de trabalho na função.

    Nos estudos de Lemos, Souza e Luz (2003), aproximadamente 80% da população adulta é afetada significativamente pela dor lombar. Destes acometimentos, 44% estavam melhores em duas semanas, 86% em um mês, e 92% em dois meses, sendo que apenas 8% relatavam dor por mais de dois meses. Mas as chances de reincidência são de 90%, onde 35% desenvolvem para uma dor lombar acompanhada de irradiação para os membros inferiores sendo ainda responsáveis por perda de 13,2 dias de trabalho por ano e 63% das licenças médicas em trabalhadores.

    Ohara e colaboradores apud Diniz e Ferreira (1998), constaram no Japão, por meio de questionários, maior incidência de dores lombares entre mulheres operadoras de checkout do que entre mulheres que trabalhavam em escritórios e em outras atividades.

    Knoplich (2003), afirma que a postura corporal adotada por um profissional, repetidamente durante anos, pode afetar a sua musculatura e a sua constituição óssea articular, principalmente a da coluna e dos membros, resultando em curto prazo, dores que se prolongam além do horário de trabalho, alem disso o autor refere que em longo prazo podem surgir ainda deformidades, paralisias e dificuldades em mover o corpo ou as extremidades.

    Diniz e Ferreira Jr. (1998), enfatizam o aumento da incidência de queixas de fadiga muscular após a introdução de leitura óptica (66,2% das operadoras relataram fadiga geral), visto que freqüentemente o scanner é colocado em checkouts convencionais sem nenhuma modificação previa. O novo método é geralmente acompanhado de um aumento do número de itens checados por unidade de tempo.

    Na presente pesquisa apenas o principal fator de piora da dor apresentou concordância com a literatura estudada, pois em nosso estudo através do percentual de 66% dos indivíduos avaliados constatou-se que a dor piora durante o movimento, visto que nos estudos de Dziedzinski, Johnston e Zardo (2006) ocorria várias trocas de posição, portanto o movimento foi apresentado através do percentual de 13(28,2%) como fator de exacerbação desta dor contra 8 (17,3) que sentia piora ao sentar, portanto em repouso.

    Verificou-se também em nosso estudo a grande associação da presença de rigidez matinal com a presença de dores lombares através do percentual de 66% da amostra com rigidez matinal antes da pesquisa aplicada com esse resultado não apresentando relação com a literatura estudada.

Conclusão

    A análise dos resultados com a utilização de questionários pré e pós-atividade de ginástica laboral compensatória e a realização do estudo estatístico, mostraram que houve melhora significativa na redução das sensações subjetivas de dor nos diversos aspectos da vida diária das operadoras de caixa analisadas, constatando que a dor lombar é o principal tipo de dor referida e que suas dores exacerbam durante o movimento.

    Sendo associado a esse resultado, o fato de que durante o trabalho a dor lombar dessas funcionárias era praticamente insuportável antes da realização da pesquisa, apresentando como tipo de dor de maior incidência a dor em ardência com presença de rigidez matinal associada em 66% das operadoras, portanto na maioria. Fatores que assinalam para o investimento e contratação de profissionais que visem minimizar e prevenir as DORT no setor supermercadista.

Referências bibliográficas

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